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Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

Após empatar com a Suécia, o Japão garantiu vaga na próxima fase e será o adversário da seleção brasileira na Copa do Mundo 2026. Os dois vão se enfrentar na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston, nos Estados Unidos, um dos países-sedes da competição.

A partida marca o início do mata-mata do Mundial, fase que reúne 32 seleções na disputa pelo título.

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A seleção japonesa ficou em segundo lugar no Grupo F, liderado pela Holanda. Na fase de grupo, a equipe asiática goleou a Tunísia, marcando quatro gols contra o time africano, desclassificado da competição. Na disputa contra a Holanda, o placar ficou empatado em 2 a 2, na primeira rodada do Mundial.

O Japão é uma seleção com nível técnico crescente e o confronto não tem favorito, avalia a comentarista de futebol da TV Brasil e da Rádio Nacional, Luciana Zogaib.

“[O Japão] É uma seleção que joga em transição rápida, é uma equipe que tem equilíbrio emocional, mesmo quando sai atrás, consegue buscar o resultado, como aconteceu na partida contra a Holanda”.

Em 2025, o Japão também derrotou o Brasil de virada, em um amistoso, no final de 2025, em Tóquio, por 3 a 2. Na ocasião, o técnico do time brasileiro, Carlo Ancelotti, pediu que os jogadores brasileiros desenvolvessem “resiliência mental” e disse que a equipe precisava aprender com os erros.

“Os japoneses têm o mental forte e nós vamos colocar o nosso [emocional] à prova neste jogo”, brincou Zogaib.

A comentarista também lembrou que, desde o confronto com o Brasil, ano passado, o Japão não perdeu nenhum jogo. “Eles chegam motivados à Copa”, frisou.

A evolução do futebol japonês é nítido, acrescentou Rachel Motta, também comentarista esportiva da TV Brasil. Ela chama atenção para a agilidade do time no contra-ataque.

“A equipe japonesa pode não ter tantos jogadores habilidosos ou com mais nome, porém, o contra-ataque japonês é a arma deles, que marcam muito bem, e aí, a gente precisa mostrar habilidade”, cobrou.

“Além do Vini Jr. não temos visto tanta habilidade na seleção brasileira”, criticou.

Zico e o futebol japonês

A perspectiva do duelo mexe com os torcedores brasileiros, que viram o crescimento do futebol japonês. O país contou com experts brasileiros, como o jogador Zico, Arthur Antunes Coimbra. Ele contribuiu para a profissionalização do esporte no país asiático e comandou a seleção nipônica na Copa de 2006.

 “Que o flamenguista não fique chateado, mas com o Flamengo foram 20 anos e com o Japão foram 22”, brincou, em entrevista à Agência brasil, em abril.

Fora de campo, os dois países possuem uma longa relação, considerando como marco a chegada de 800 japoneses no navio Kasato Maru, em 1908, que vieram trabalhar nas lavouras de café, em São Paulo.

Atualmente, o Japão é um dos principais parceiros do Brasil na Ásia. Segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, os países, nos últimos anos, vêm buscando estreitar parcerias e cooperações na área comercial em ciência e tecnologia.

Entre as áreas mais promissoras, de acordo com o órgão, destacam-se tecnologias da informação e das comunicações, aeroespacial, robótica, ciências médicas e saúde e energias renováveis.

O Japão é também um dos maiores investidores do Brasil, com US$ 22,8 bilhões em estoque (investido ou em circulação). Os investimentos japoneses são diversificados e incluem setores como o automotivo, de materiais elétricos e siderurgia.

Em 2023, o dado mais recente indica que o intercâmbio comercial bilateral foi de US$ 11,7 bilhões, com superávit para o Brasil de US$ 1,5 bilhão. As exportações brasileiras para o Japão foram, na maior parte, de produtos como minério de ferro, frango, café, alumínio e milho, enquanto as importações incluíram autopeças, compostos químicos, instrumentos de medição e controle e circuitos integrados.

Japoneses escolheram São Paulo

Desde a chegada do navio Kasato Maru a São Paulo, a comunidade nipônica cresceu. A Embaixada Japonesa estima que 2 milhões de japoneses e seus descendentes vivem no país, a maior população nipônica fora do Japão. E, como não poderia ser diferente, a influência cultural deixou marcas, em diversas áreas, como agricultura, gastronomia e artes marciais.

São Paulo conta com a maior comunidade japonesa do Brasil. O bairro da Liberdade chega a ter toda a atmosfera do Japão, com fachadas escritas com ideogramas e arquitetura oriental.

Mas há outras cidades brasileiras também marcadas pela presença desses imigrantes, como Assaí, no Paraná; Ivoti, no Rio Grande do Sul; e Tomé-Açu, no Pará.  

De acordo com o MRE, os japoneses são cerca de quatro em cada dez dos 1 milhão de estrangeiros vivendo no Brasil. Já no país insular, do outro lado do globo, vivem 200 mil brasileiros, nas contas do governo japonês.

“O elo humano é um dos principais patrimônios das relações Brasil-Japão e fomenta o diálogo e a cooperação”, afirmou o ministério.

Japão empata com a Suécia e será adversário do Brasil na próxima fase


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

O Japão será adversário do Brasil na próxima fase da Copa do Mundo. A classificação dos Samurais Azuis (como a seleção nipônica é conhecida) foi assegurada nesta quinta-feira (25), no empate por 1 a 1 com a Suécia, em Dallas (Estados Unidos), pela terceira e última rodada do Grupo F.

O confronto entre brasileiros e japoneses, que terminaram a chave em segundo lugar, com cinco pontos, será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston (Estados Unidos).

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Os suecos, com quatro pontos, também avançaram aos 16 avos de final como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos. Eles aguardam o complemento da última rodada para saber quando, onde e quem terão pela frente. Neste momento, a rival seria a França, que está na liderança do Grupo I.

Jogo morno em Dallas

Os dois times vieram a campo com mudanças em relação à rodada anterior e com formações espelhadas, distribuídos com três homens na defesa, quatro no meio e três à frente. No Japão, o lateral Yukinari Sugawara, o zagueiro Ayumu Seko e o meia Daizen Maeda entraram nos lugares do zagueiro Takehiro Tomiyasu e dos meias Junya Ito e Kaishu Sano, que tinham iniciado a goleada por 4 a 0 sobre a Tunísia.

A Suécia, por sua vez, trocou de goleiros, com Jacob Zetterstrom ficando na vaga de Kristoffer Nordfeld, titular nas primeiras rodadas, inclusive na pesada derrota por 5 a 1 para a Holanda. Além dele, o zagueiro Elliot Stroud e o atacante Anthony Elanga substituíram o volante Jesper Kalstrom e o meia Benjamin Nygren.

Após jogos movimentados nas rodadas anteriores, suecos e japoneses apresentaram pouco futebol nos 45 minutos iniciais. A primeira etapa foi truncada, com 17 faltas e apenas uma finalização de real perigo. Aos 44, o meia Keito Nakamura recebeu de Maeda na área pela esquerda, girou livre e bateu cruzado, mas Zetterstrom fez a defesa.

Os Samurais Azuis despertaram na volta do intervalo, tomando controle do campo sueco e abrindo o placar aos dez minutos. O meia Ritsu Doan recebeu do atacante Ayase Ueda na intermediária e deu um ótimo passe na diagonal, que deixou Maeda na frente do gol para chutar no cantinho de Zetterstrom.

Foi a vez, então, da seleção escandinava acordar na partida. Seis minutos depois, Elanga foi acionado na direita pelo centroavante Viktor Gyökeres, quase na entrada da área. O atacante trouxe a bola para dentro e bateu cruzado para deixar tudo igual com um golaço.

O Japão sentiu o gol sofrido e quase tomou a virada no lance seguinte, em bobeada de Sugawara na entrada da área. O lateral deixou a bola escapar do controle e foi desarmado pelo atacante Alexander Isak, que chutou forte assim que tomou a posse, mas Suzuki, atento, conseguiu espalmar para escanteio.

A intensidade do começo do segundo tempo logo arrefeceu, especialmente depois das substituições. Mais inteira fisicamente, a Suécia esboçou uma pressão nos minutos finais, mas parou em Suzuki. Aos 47, o goleiro fez grande defesa em finalização de Elanga na área. Em seguida, desviou a cabeçada de Isak para o travessão, garantindo o empate.

Holanda confirma ponta

No duelo simultâneo a Japão e Suécia, a Holanda venceu a zerada e eliminada Tunísia por 3 a 1 em Kansas City (Estados Unidos) e garantiu a liderança do Grupo F, com sete pontos. A Laranja Mecânica (apelido da seleção europeia) vai encarar Marrocos, que ficou na vice-liderança do Grupo C, o do Brasil. O jogo também será na segunda, mas às 22h, em Monterrey (México).

Logo aos dois minutos, o volante Ellyes Skhiri tentou cortar o cruzamento pela direita do lateral Denzel Dumfries e fez contra. Quatro minutos depois, o meia Tijjani Reijnders cobrou falta na área, o zagueiro Virgil Van Dijk desviou e o atacante Brian Brobbey mandou para as redes, ampliando para a Holanda.

A Tunísia esboçou reação no início do segundo tempo, aos oito minutos, com o atacante Hazem Mastouri descontando para os africanos. Os europeus, porém, retomaram o controle do jogo ao marcarem o terceiro. Aos 16, o zagueiro Jan Paul van Hecke cabeceou para o gol e contou com um desvio no meia Anis Ben Slimane para balançar as redes e fechar o placar.

Aprendizagem evoluiu de ações emergenciais para políticas formalizadas


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

A agenda nacional pela recomposição das aprendizagens evoluiu de ações emergenciais, como aquelas adotadas para mitigar os impactos da pandemia de Covid-19, para políticas progressivamente formalizadas. O estudo Diagnóstico das Ações Pela Recomposição Das Aprendizagens mostra que 82,8% das iniciativas dos entes federados têm respaldo em normas.

O levantamento inédito foi divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) e o Instituto Unibanco, nesta quinta-feira (25). O estudo mapeou 151 iniciativas em 24 estados e tem como pilar o Pacto Nacional pela Recomposição das Aprendizagens

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O relatório nacional mostra como as redes estaduais e municipais estão estruturando suas políticas na educação básica para enfrentar defasagens educacionais, garantir o direito à aprendizagem dos estudantes e promover equidade no acesso à educação de qualidade. Foram avaliados aspectos como currículo, mediação pedagógica, desenvolvimento profissional e gestão educacional. Os dados foram coletados por meio de questionários respondidos por técnicos e gestores das secretarias de educação de estados e municípios.

O documento mostra que todas as 52 iniciativas do eixo de currículo usam algum instrumento de apoio à reorganização. A Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e os currículos específicos das redes são adotados em 88% dos casos.

Para a secretária de Educação Básica do MEC, Kátia Schweickardt, os resultados do diagnóstico permitem compreender com mais profundidade como as redes estão estruturando suas políticas e onde estão os principais desafios.

“Ao transformar essas evidências em ação, conseguimos qualificar a assistência técnica, aprimorar diretrizes e fortalecer uma política mais aderente às realidades locais, o que é fundamental para ampliar seu impacto sobre a aprendizagem dos estudantes.”

O superintendente Executivo do Instituto Unibanco, Ricardo Henriques, avalia que o conjunto expressivo de iniciativas estruturadas demonstra compromisso com a garantia do direito à aprendizagem.

“Estados e municípios já acumularam conhecimentos valiosos. Transformar esse patrimônio em inteligência coletiva é um caminho para acelerar a superação das lacunas de aprendizagem e reduzir desigualdades educacionais.”

Centralização das decisões

Segundo o levantamento, porém, há falhas na escuta ativa de quem está na ponta. Apenas 44% das redes de ensino indicaram manter canais de escuta ativa com professores e gestores para o redesenho colaborativo das estratégias para entender as demandas.

Em 67% das iniciativas, o documento curricular foi elaborado pela equipe técnica central e apenas apresentado aos professores para validação, com participação docente ativa em apenas 25% dos casos.

Os debates com as regionais de ensino ou órgãos similares ocorreram em 27% das iniciativas e apenas 8% deles não registraram qualquer processo formal de consulta.

Esses atores são indicados pelos próprios secretários de educação como pontos focais responsáveis pela liderança ou articulação das ações de recomposição das aprendizagens. “Isso sinaliza uma participação ainda restrita dos atores escolares na reorientação das políticas”, diz o relatório.


Brasília - DF - Fabiana Bento, especialista em pesquisa social e educacional do Instituto Unibanco e coordenadora do levantamento.  Foto: Lucas Ismael
Brasília - DF - Fabiana Bento, especialista em pesquisa social e educacional do Instituto Unibanco e coordenadora do levantamento.  Foto: Lucas Ismael
Fabiana Bento, especialista em pesquisa social e educacional do Instituto Unibanco e coordenadora do levantamento. Lucas Ismael

A especialista em Pesquisa Social e Educacional do Instituto Unibanco e coordenadora do levantamento, Fabiana Bento, afirma que esse resultado não deve ser interpretado, necessariamente, como um problema porque é esperado que a elaboração das propostas curriculares seja conduzida pelas equipes técnicas das secretarias.

Ela reflete que é preciso se fortalecer o movimento de retroalimentação entre formulação e implementação da política educacional para permitir que a experiência da sala de aula contribua para a evolução contínua da política. “À medida que as políticas de recomposição das aprendizagens se consolidam, existe uma oportunidade para ampliar os espaços de diálogo com os profissionais que atuam nas escolas. São eles que vivenciam, cotidianamente, os desafios da aprendizagem e podem oferecer contribuições importantes para o aperfeiçoamento das propostas curriculares.”

Desenvolvimento docente

Segundo o relatório, os programas formativos são direcionados majoritariamente a coordenadores pedagógicos (73%) e gestores escolares (63%), alcançando diretamente os professores em apenas 52% dos casos. “A menor presença de formações direcionadas aos professores pode acender um alerta sobre o quanto as ações têm conseguido, de fato, apoiar a prática docente”, pondera o estudo.

Modelo tradicional

O suporte material de ensino ainda é majoritariamente tradicional e analógico, complementado por recursos de apoio pedagógico. Considerando os percentuais, o uso central de livros didáticos, sequências impressas e atividades estruturadas correspondem a 52% das iniciativas. Também se destacam as apostilas (32%) e os recursos audiovisuais (30%). Apenas 20% dos materiais fazem interação com ferramentas digitais.

A especialista Fabiana Bento explica que a pesquisa não permite concluir que a ausência de tecnologias adaptativas seja o principal entrave para a recomposição das aprendizagens e que o desafio está em ampliar a capacidade de adaptar essas estratégias às diferentes necessidades e ritmos de aprendizagem dos estudantes.

“As tecnologias podem ser uma aliada importante nesse processo, mas fazem parte de um conjunto mais amplo de apoios, que inclui materiais pedagógicos, formação dos profissionais, uso das evidências produzidas pelas avaliações e estratégias de acompanhamento das aprendizagens.”

Saúde mental de educadores

O estudo evidencia o pequeno número de ações voltadas à saúde mental dos educadores e que ainda há espaço para ampliar a institucionalização de ações voltadas ao bem-estar destes profissionais.

Entre as iniciativas analisadas, 54% delas não têm nenhuma ação voltada à saúde mental dos profissionais; apenas 7% tratam de prevenção ao burnout, que é o estado de exaustão física e mental extrema causado por estresse crônico no ambiente de trabalho.

Do total, 14% das redes de ensino têm programas de apoio psicológico direto aos docentes. O estudo também chama a atenção para a total ausência de formações dos docentes sobre trauma e aprendizagem.

Cuidado psicossocial de estudantes

Nas ações de cuidado psicossocial voltadas aos estudantes, a maioria (57%) está em estágio intermediário de desenvolvimento. As ações priorizam práticas coletivas de acolhimento contínuo (75%), rodas de conversa (71%) e espaços de escuta (64%). Projetos voltados para competências socioemocionais (46%) e atendimento psicológico especializado (36%) são menos frequentes.

Nas redes que mapearam o ambiente escolar, os maiores desafios identificados foram a violência verbal/virtual (bullying/cyberbullying), em 82% dos casos, conflitos/agressividade (73%) e a baixa participação das famílias (64%), o que contribuem para piora dos quadros.

Equador vence Alemanha de virada e carimba vaga no mata-mata da Copa


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

O Equador dependia apenas da vitória sobre a já classificada Alemanha na última partida da fase de grupos para avançar ao mata-mata da Copa do Mundo. Com gana e determinação, a La Tri ganhou de virada por 2 a 1 após 90 minutos de pura emoção no Estádio de Nova Jersey, nesta quinta-feira (25), em duelo pelo Grupo E.  Após sair atrás no placar com gol de Sané no primeiro minuto de jogo, o Equador se recuperou, empatou sete minutos depois com Angulo, e coube ao atacante Gonzalo Plata – que atua no Flamengo – marcar o gol da virada e da classificação.

Com o triunfo, os equatorianos chegaram a quatro pontos e asseguraram a vaga como uma das equipes melhores terceiras colocadas. A Alemanha já garantira a liderança do Grupo E antes mesmo do início da partida. A Costa do Marfim avançou na segunda posição da chave, ao derrotar Curaçao por 2 a 0, em jogo no mesmo horário (início às 17h no horário de Brasília), na Filadélfia. 

Alemanha x Equador

No primeiro minuto da etapa inicial, a Alemanha inaugurou o marcador. A jogada começou com Pavlovic que ganhou a disputa de bola na entrada da área, rolou para Wirtz, que tocou na medida para Sané acertar o fundo da rede. Os equatorianos ainda reclamaram de pé alto de Pavlovic no início da jogada, mas a árbitra desconsiderou e deixou o jogo seguir.

Dependendo da vitória para carimbar a vaga no mata-mata, a La Tri – apelido da seleção equatoriana – não tomou conhecimento da desvantagem e chegou ao empate sete minutos depois. Angulo avançou do lado esquerdo e aproveitou vacilo da zaga para desferir uma bomba no canto esquerdo do goleiro Neuer. Tudo igual em Nova Jersey : 1 a 1.

Depois do empate, o Equador passou a pressionar a saída de bola dos alemães, mas depois de cruzar a intermediária falhava nas finalizações. Já os alemães investiram em contra-ataques para ampliar o placar. A melhor chance foi aos 24 minutos, após cruzamento de Raum para Havertz dentro da área cabecear com precisão ao gol, mas o goleiro Galíndez fez ótima defesa.

Após o intervalo, logo no primeiro minuto, a arbitragem anotou pênalti para a Alemanha: Havertz fora derrubado dentro da área quando se preparava para chutar ao gol, após o passe de Nmecha. No entanto, após intervenção do VAR, a árbitra recuou da decisão e marcou falta para o Equador no meio-campo, que havia sido cometida na origem da jogada. Os equatorianos se lançaram em busca da virada e não deram trégua. Aos 26 minutos, Kevin Rodrígues aproveitou vacilo do goleiro Neuer, roubou a bola e deu de presente pra Angulo cruzar para Plata, mas o camisa 19 não alcançou a bola.

Quatro minutos depois, foi a vez da Alemanha levar perigo ao gol de Galíndez. O meio-campista Sané se beneficiou de bobeira da defesa equatoriana, se livrou da marcação e bateu forte, mas a bola foi em cima de Galíndez e não entrou. De tanto insistir, os equatorianos viraram o placar aos 31 minutos. Após escanteio, Rodrígues desviou de cabeça para Plata, que se antecipou ao goleiro Neuer e balançou a rede ao chutar com a ponta da chuteira. Era o gol da vitória e da classificação do Equador ao primeiro mata-mata (16 avos de final) da Copa do Mundo. 

Brasil tem duas escolas finalistas no Prêmio Melhores Escolas do Mundo


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Duas escolas brasileiras estão entre as 50 melhores escolas do mundo: a Escola Municipal GET IV Centenário, no Rio de Janeiro, e a Escola Baniwa Kalipana, em São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas.

Elas concorrem ao Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2026 e estão entre as dez finalistas de cada uma das cinco categorias da premiação. 

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O anúncio foi nesta quinta-feira (25).

Em São Gabriel da Cachoeira eram 2h quando o resultado foi transmitido. Na Terra Indígena Alto Rio Negro, estudantes e lideranças indígenas aguardavam acordados e reunidos, torcendo pela escola. 

A comemoração foi geral quando a escola foi anunciada como uma das finalistas na categoria Ação Ambiental

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Na Maré, na zona norte do Rio de Janeiro, onde está a unidade do Ginásio Educacional Tecnológico (GET) finalista na categoria Superação de Adversidade, o dia também foi de festa. 

“O coração está transbordando de alegria. É muito gostoso a gente receber esse reconhecimento em uma área vulnerável como é a nossa”, comemorou a diretora do GET IV Centenário, Alessandra Aguiar.

Escutar os estudantes

O GET IV Centenário fica na Maré, bairro que abriga um complexo de 16 favelas no Rio de Janeiro. A região é constantemente alvo de operações policiais e disputa de grupos armados. Apenas entre 2016 e 2025 ocorreram 231 operações, que resultaram em 160 mortes e 1.538 ações de violência, segundo o projeto De Olho na Maré

Segundo Alessandra, foi depois de uma das operações que a escola, que atende crianças de 6 a 11 anos de idade, percebeu a necessidade da conversa e da escuta dos estudantes. 

“A gente criou o Café com Música e Prosa, que é o acolhimento socioemocional, principalmente por conta dos dias após as operações policiais. Eles precisavam falar. Eles precisavam colocar para fora”, explicou a diretora da escola.

A escuta virou diária e passou a fazer parte do projeto Fábrica de Sonhos. Os primeiros 20 minutos do dia são para que os estudantes falem sobre as próprias questões, sentimentos e preocupações. 

“Os 20 minutos que a gente para para ouvir essas crianças no começo do dia, fazem toda a diferença. E isso é um processo diário. Todos os dias, antes de começar as matérias, a gente para para ouvir e para dizer para eles que eles podem sonhar e realizar tudo que eles quiserem”, disse.

Esse processo gerou resultados. A escola conseguiu zerar o abandono escolar e melhorar o rendimento, que alcançou 97% de alfabetização na idade adequada. 

“Eu acredito que sem relação, não tem aprendizado. Sem vínculo, não tem aprendizado. Então, a relação da gente com a família, a relação da gente com as crianças é muito importante e eles se sentem à vontade e acolhidos para estarem aqui. Às vezes, o que eles não falam em casa, eles contam aqui para a gente”, disse Alessandra. 

Aplicação

O projeto Fábrica de Sonhos, além da escuta, reúne um conjunto de práticas que colocam o estudante no centro do processo de aprendizagem. Utilizando a tecnologia, por exemplo, as crianças investigam problemas reais da comunidade e desenvolvem soluções práticas por meio da aprendizagem.

As famílias também são parte essencial. No início do ano, participam do planejamento colaborativo, compartilham metas e projetos e definem responsabilidades junto com a escola.

Segundo a Prefeitura do Rio de Janeiro, a metodologia aplicada na escola será incorporada em outras 350 escolas da rede municipal da cidade, com potencial para expansão para demais escolas da rede.

Saberes tradicionais

Na Escola Baniwa Kalipana, o aprendizado é baseado no território, na gestão ambiental e nos sistemas de conhecimento ancestrais. Os professores são todos educadores indígenas e o conhecimento é repassado também na própria língua indígena.

Os educadores da escola destacam que, historicamente, a educação formal não reconhecia os sistemas de conhecimento locais nem os modos de vida de muitos jovens em comunidades indígenas remotas da Amazônia. 

“Isso gerava um distanciamento cultural que aumentava a probabilidade de eles deixarem o território em busca de oportunidades externas e enfraquecia significativamente as chances de transmissão de conhecimento entre gerações”, explica o texto de apresentação da escola na premiação.

O modelo adotado pela escola foi desenvolvido por lideranças locais Baniwa e Koripako, juntamente com as famílias, anciãos e membros da comunidade.

A escola baseia o ensino no sistema agrícola Káali, um sistema indígena regional milenar que conecta o cultivo da mandioca a conhecimentos ecológicos, memória, cantos, artes, espiritualidade, saúde, produção de alimentos e à vida familiar e comunitária.

“Esse conhecimento territorial é então integrado a disciplinas como português, matemática, história e outras exigidas nacionalmente, dentro de uma estrutura curricular que apoia explicitamente a adaptação às realidades locais e aos contextos educacionais indígenas”, diz o texto.

Premiação

O World’s Best School Prizes, traduzido com Prêmio Melhores Escolas do Mundo, é promovido pela plataforma T4 Education e apoiado pela Fundação Lemann, American Express e Accenture.

O prêmio tem cinco categorias: Inovação, Ação Ambiental, Colaboração Comunitária, Superação de Adversidades e Apoio a Vidas Saudáveis.

Após o anúncio dos finalistas, está aberta, até o dia 29 de outubro, a votação popular, pela internet. Os vencedores de cada categoria serão anunciados em novembro. O prêmio, em dinheiro, é investido na escola.

“Essas escolas vêm de partes muito diferentes do mundo. O que elas compartilham é uma clara recusa em aceitar que uma educação de excelência seja reservada para algumas crianças e não outras”, afirmou, durante o anúncio dos finalistas, o fundador e CEO T4 Education, responsável pela premiação, Vikas Pota.

As escolas vencedoras e finalistas serão convidadas a participar do World Schools Summit, em Londres, nos dias 16 e 17 de janeiro de 2027, reunindo educadores, formuladores de políticas públicas e lideranças do setor educacional para compartilhar experiências e boas práticas.

Real Madrid vira top-10 de clubes com mais gols pelo Brasil em Copas


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As quatro vezes que Vinícius Júnior balançou as redes nesta Copa do Mundo, sediada por Estados Unidos, México e Canadá, colocaram o Real Madrid no top-10 dos clubes com mais gols pelo Brasil em Mundiais.

O time espanhol tem agora nove bolas na rede marcadas por jogadores brasileiros, dividindo o nono lugar da lista com o francês Paris Saint-Germain.

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Antes da Copa, o Real estava no 11º lugar da estatística ao lado do Cruzeiro, ambos com cinco gols na história mundialista brasileira. O último tento de um atleta do clube madrilenho tinha sido marcado pelo próprio Vinícius Júnior, na edição de 2022, no Catar, na goleada por 4 a 1 sobre a Coreia do Sul, pelas oitavas de final.

Além do camisa 7, os Merengues -apelido do time espanhol, por conta do uniforme branco – estão representados na estatística por Ronaldo, que marcou três gols na Copa de 2006, na Alemanha, e Roberto Carlos, com um gol em 2002, em Japão e Coreia do Sul.

Se mantiver a boa fase e ajudar o Brasil a seguir vivo no Mundial deste ano, Vinícius Júnior pode subir ainda mais o Real Madrid no ranking. Caso o atacante marque um gol no próximo compromisso da seleção canarinho, o clube da capital espanhola já se igualaria ao São Paulo e Fluminense no oitavo lugar, com dez gols.

O líder da estatística é o Vasco. De 1930 para cá, jogadores do Cruzmaltino marcaram 29 dos gols brasileiros em Mundiais. O Botafogo, com 28, vem atrás e pode empatar com o Gigante da Colina se o volante Danilo Santos, hoje reserva, balançar as redes nesta edição.

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Legião estrangeira

O terceiro lugar do ranking é do maior rival do Real Madrid: o Barcelona. Impulsionados por nomes como Romário (cinco gols em 1994, nos Estados Unidos), Rivaldo (três gols em 1998, na França, e cinco em 2002) e Neymar (quatro gols em 2014, no Brasil), o time catalão acumula 20 gols de atletas do clube pela seleção verde e amarela. É a melhor equipe estrangeira da lista.

O segundo melhor clube do exterior na estatística é a Inter de Milão, muito graças a Ronaldo. Dos 15 gols marcados por jogadores do time italiano pela seleção brasileira em Mundiais, 12 foram do Fenômeno: quatro na Copa de 1998 e oito na de 2002, em seu último ato como atleta nerazzurri (negro e azul, na tradução do italiano, apelido da equipe), antes de se transferir para o Real Madrid.

Além dos Merengues, outro time a subir no ranking nesta Copa foi o Manchester United, com os três gols de Matheus Cunha. Antes, o time inglês era representado somente pelo tento de Casemiro na edição passada do Mundial, que garantiu a vitória sobre a Suíça por 1 a 0, pela fase de grupos.

O Brasil marcou 244 gols na história das Copas, disputando o posto de nação mais artilheira com a Alemanha. Do total, 96 foram assinalados por jogadores que atuam no exterior. Cerca de um terço (ou 36,4%) destes anotados por atletas representando clubes espanhóis (35). A liga da Itália aparece logo atrás (26), seguida por Inglaterra (14), França (13), Japão (três), Turquia, Alemanha (ambas dois) e China (um).

Clubes com atletas que marcaram gols pelo Brasil em Copas

1º Vasco – 29 gols

2º Botafogo – 28 gols

3º Barcelona (Espanha) – 20 gols

4º Flamengo – 18 gols

5º Santos – 17 gols

6º Inter de Milão – 15 gols

7º Corinthians – 12 gols

8º Fluminense e São Paulo – 10 gols

9º Real Madrid (Espanha) e Paris Saint-Germain (França) – 9 gols

10º Palmeiras – 8 gols

11º Cruzeiro – 5 gols

12º Manchester United (Inglaterra), Chelsea (Inglaterra) e Roma (Itália) – 4 gols

13º Atlético-MG, Portuguesa, Tottenham (Inglaterra), Sevilla (Espanha), La Coruña (Espanha), Lyon (França) e Yokohama Flügels (Japão) – 3 gols

14º Bangu, Galatasaray (Turquia), Napoli (Itália) e Torino (Itália) – 2 gols

15º Internacional, São Cristóvão, West Ham United (Inglaterra), Liverpool (Inglaterra), Manchester City (Inglaterra), Beijing Gouan (China), Hertha Berlim (Alemanha), Bayern de Munique (Alemanha), Milan (Itália), Parma (Itália), Udinese (Itália) e Bordeaux (França) – 1 gol

Com gol em todos os jogos até agora, Vini Jr busca feito raro em Copas


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

Ser convocado, entrar em campo numa partida de Copa do Mundo, fazer um gol que vai alegrar todo um país, sensações indescritíveis para qualquer jogador de futebol. Imagine então marcar gols em todas as partidas de uma Copa. É um privilégio para pouquíssimos atletas ao longo da história.

Em 2026, Vinícius Júnior fez gols nos três jogos da Seleção Brasileira, totalizando quatro. O marroquino Ismael Saibari também não sabe o que é passar em branco: três partidas e três gols, incluindo um no goleiro Alisson, logo na estreia.

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Outros quatro atacantes – que só fizeram dois jogos até agora – também foram implacáveis. O argentino Lionel Messi fez cinco gols (três diante da Argélia e dois contra a Áustria) e pode conseguir esse feito de anotar gols em todos os jogos em que participar.

Na Copa de 2022, Messi marcou em seis dos sete jogos, ficou faltando só um golzinho nas redes da Polônia, na primeira fase


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group J - Argentina v Algeria - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - June 16, 2026
Argentina's Lionel Messi celebrates scoring their first goal REUTERS/Claudia Greco     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group J - Argentina v Algeria - Kansas City Stadium, Kansas City, Missouri, U.S. - June 16, 2026
Argentina's Lionel Messi celebrates scoring their first goal REUTERS/Claudia Greco     TPX IMAGES OF THE DAY
Lionel Messi fez cinco gols nos jogos que já participou na Copa 2026 (três diante da Argélia e dois contra a Áustria) – REUTERS/Claudia Greco/Proibida reprodução

O norueguês Erling Haaland, de 25 anos, em sua primeira Copa do Mundo, é de uma regularidade impressionante. Fez dois gols em cada jogo, diante do Iraque e do Senegal. É o mesmo feito de Kylian Mbappé, o francês que, contra os mesmos adversários, também marcou dois gols em cada jogo.

Com quatro gols cada um, eles vão se enfrentar pela 3ª rodada do Grupo I nesta sexta-feira (26), valendo não só a liderança da chave, mas também a continuidade da artilharia ininterrupta.

O alemão Deniz Undav fez um gol diante de Curaçao e outro dois contra a Costa do Marfim e integra a lista dos possíveis artilheiros de todos os jogos. O holandês Crysencio Summerville também está no mesmo caminho: um gol diante do Japão, outro diante da Suécia, assim como o japonês Daichi Kamada, homem gol que deixou sua marca contra a Holanda e contra a Tunísia.
 

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Esses oito jogadores atuais podem conseguir igual feito que só outros quatro artilheiros conseguiram ao longo da história das Copas: entrar para o clube dos que marcaram em todos os jogos, da estreia até a última partida, o que requer uma constância que poucos mantém

Na Copa do Mundo da França, em 1938, o húngaro György Sárosi fez dois gols nas oitavas-de-final contra as Índias Orientais Holandesas; um gol nas quartas-de-final contra a Suíça; outro gol nas semifinais contra a Suécia e, na decisão contra a Itália, voltou a marcar um gol, embora tenha ficado com o vice-campeonato.

Na Copa do Mundo do Brasil, em 1950, o uruguaio Alcides Ghiggia – atacante de renome no Peñarol – fez o suficiente para se eternizar neste clube tão restrito: um gol em cada um dos quatro jogos da “Celeste” naquele Mundial: um diante da Bolívia, um na Espanha, um na Suécia e um nas redes de Barbosa, aos 34 minutos do 2º tempo, gol decisivo que tirou o título da Seleção Brasileira, em pleno Maracanã.

O marroquino Just Fontaine jogava pela França na Copa da Suécia de 1958. Atuando com a camisa 17, Fontaine foi mais impressionante ainda: 13 gols em seis jogos. Bastava entrar em campo, que fazia gols.

Na primeira fase, fez três gols no Paraguai, dois na Iugoslávia (atual Sérvia) e um na Escócia. Nas quartas-de-final, ele continuou sua missão e fez dois gols na Irlanda do Norte. Nas semifinais, contra o Brasil, fez um gol na derrota francesa por 5 a 2. Assim, foi disputar o terceiro lugar contra a Alemanha Ocidental, e anotou mais quatro gols. Curiosamente, nenhum deles de pênalti.

No México, em 1970, Jairzinho foi apelidado de “Furacão da Copa” pelas suas belas atuações e, especialmente, por ter feito gols em todos os seis jogos da Seleção que alcançaria o tricampeonato mundial. 


Jairzinho comemora após gol na vitória do Brasil sobre a Itália, na final da Copa do Mundo de 1970
Jairzinho comemora após gol na vitória do Brasil sobre a Itália, na final da Copa do Mundo de 1970
Jairzinho comemora após gol na vitória do Brasil sobre a Itália, na final da Copa do Mundo de 1970 – Fifa/Acervo CBF/Direitos reservados

O goleador do Botafogo fez dois na Tchecoslováquia, um na Inglaterra e um na Romênia, na primeira fase. Nas quartas-de-final, mostrou serviço mais uma vez contra o Peru. Nas semifinais, fez outro gol contra o Uruguai e na finalíssima, contra a Itália, também deixou sua marca, numa regularidade impressionante.

Ronaldo, o Fenômeno, quase igualou essa marca na Copa de 2002. Foi o artilheiro isolado, foi campeão, mas faltou marcar um golzinho na partida das quartas-de-final contra a Inglaterra para entrar para o “clube”, o que só vem a provar o quanto “bater o ponto” em todos os jogos é uma missão das mais complexas na maior competição do futebol mundial.

Mais de 10 mil professores foram contratados com nota da PND de 2025


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

A nota da Prova Nacional Docente (PND) contribuiu para o ingresso de mais de 10 mil professores nas redes estaduais e municipais de ensino de todo o país que aderiram voluntariamente ao exame em 2025.

Ao todo, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) contabiliza que mais de 220 mil participantes da primeira edição utilizaram a nota para concorrer a uma vaga em algum processo de seleção de profissionais para atuar no magistério público.

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Conhecido também como Enem dos Professores, a prova foi criada para apoiar as redes públicas de estados e municípios a contratarem professores para lecionar na educação básica por meio de seleções próprias – sejam concursos, processos seletivos simplificados ou outros formatos, a partir das notas obtidas pelos candidatos. Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

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Adesões em 2026

O Ministério da Educação (MEC) informou que 2.031 entes federativos aderiram voluntariamente à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros.​​

​Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND, o crescimento na participação foi superior a 30%.

Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.

Inscrições para 2026

As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal Inep.

Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.

O prazo final de 3 de julho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado e para os candidatos que querem ser tratados pelo nome social durante todo o processo da PND. 

Provas

A PND será aplicada em 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.

O exame será dividido em dois blocos:

  • formação geral docente: 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que avalia competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico; e
  • componentes específicos: 50 questões objetivas destinadas a avaliar as aprendizagens em uma das 21 áreas de conhecimentos escolhida pelo candidato.

A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. A política federal tem o objetivo de fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

Calor intenso é desafio dentro e fora de campo na Copa do Mundo


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

O duelo entre Brasil e Escócia nessa quarta-feira (24), pela rodada final do Grupo C da Copa do Mundo, foi quente. E não somente pelo que se viu em campo. No momento em que a bola começou a rolar em Miami (Estados Unidos), às 19h (horário de Brasília, 18h local), os termômetros marcaram temperatura de 30ºC. Isso no fim da tarde e começo da noite por lá.

Não é surpresa. Uma pesquisa da Queen’s University Belfast, da Irlanda do Norte, identificou que 14 das 16 sedes da Copa – que também inclui México e Canadá – poderiam registrar níveis “potencialmente perigosos” de calor. O estudo levou em conta informações meteorológicas dos últimos 20 anos e foi publicado no International Journal of Biometeorology em janeiro do ano passado.

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Em artigo escrito em maio, a um mês do Mundial, a World Weather Attribution Initiative (WWA), uma associação internacional de pesquisadores climáticos, chamou a atenção para os jogos marcados para o México e para interior e sul dos Estados Unidos. O receio era o alto nível de umidade em regiões do litoral e do centro-oeste norte-americano, que torna o calor mais perigoso – especialmente na prática do futebol.

A Federação Internacional de Associações de Futebolistas Profissionais (FIFPro), que é o sindicato global dos jogadores, recomenda que jogos com temperatura a partir de 30ºC tenham, obrigatoriamente, pausas para hidratação. Se chegar a 36ºC, a orientação é pela interrupção ou até mesmo o adiamento da partida, até que, diante das condições climáticas, todos (atletas, comissões técnicas, arbitragem e torcedores) estejam em segurança.

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A WWA recorda que a Copa de 1994, também nos Estados Unidos, teve episódios de calor, mas em condições menos severas. Segundo o artigo, a expectativa para este ano é a de 26 jogos realizados a pelo menos 30ºC. No Mundial de 32 anos atrás, foram 21 partidas nessas condições. Eram esperados ainda cinco confrontos com a temperatura partir de 36ºC, dois a mais que na edição anterior em solo estadunidense.

Na fase de 16 avos de final, o Brasil terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que pode ser Holanda, Japão ou Suécia. O jogo será em Houston (Estados Unidos), marcado para iniciar às 12h pelo horário local – ou 14h pelo de Brasília. A previsão é que a temperatura, na hora de a bola rolar, esteja na casa dos 33ºC. Menos mal que o estádio, casa do Houston Texans, uma das equipes da NFL, maior liga de futebol americano do mundo, dispõe de teto retrátil e ar-condicionado.

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Beba água

Em nota à Agência Brasil, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) enumerou ações que – segundo ela – visam preservar a saúde dos envolvidos nas partidas. Conforme a entidade, o calendário foi pensado para equilibrar “exigências esportivas, operacionais e de transmissão” e que os jogos ao ar livre nos horários de maior calor “foram estrategicamente limitados e priorizados para estádios cobertos, sempre que possível”.

Outra medida foi tornar a pausa para hidratação obrigatória nas 104 partidas da Copa, independentemente do clima. A interrupção de três minutos em cada tempo divide opiniões de técnicos, atletas e torcedores – que têm vaiado a paralisação. Há ainda críticas ao uso comercial do intervalo, o que o presidente da Fifa, Gianni Infantino, rechaçou em fala ao site da entidade. Segundo ele, “é puramente uma questão esportiva”.

A FIFPro informou que, em pesquisas eletrônicas com capitães e técnicos de seleções nacionais sobre as condições de calor nos torneios de futebol, metade dos atletas afirmou que as interrupções para hidratação eram “adequadas”. Conforme o sindicato, uma minoria dos treinadores disse levar o clima em consideração na hora de escalar os titulares ou definir um plano tático.

Por outro lado, 20 cientistas de renome não somente dos Estados Unidos, mas de países como Austrália, Canadá, Japão, Reino Unido, França, Espanha e Noruega, avaliaram, em carta aberta divulgada em maio deste ano, que essa pausa deveria ser maior, de pelo menos seis minutos. Para eles, três minutos são “insuficientes para gerar um impacto significativo na reidratação e no resfriamento corporal”.

Os especialistas ainda reforçaram que o calor extremo não pode ser enfrentado apenas com paralisações para resfriamento, mas com o combate à queima de combustíveis fosseis. Algo que o artigo da WWA também menciona, lembrando que riscos climáticos à saúde também estão fora de campo, na “exibição pública dos jogos, nas aglomerações ao ar livre, celebrações e outras formas de participação social associadas ao futebol”.

Copa 2026: jogos desta quinta-feira definem grupos D, E e F


Conheça a seleção do Japão, próxima adversária do Brasil

A Copa do Mundo 2026 terá, nesta quinta-feira (25), a terceira e última rodada da fase de grupos para as seleções dos grupos D, E e F. Seis partidas serão disputadas ao longo do dia.

Como previsto no regulamento, os jogos de cada chave ocorrem simultaneamente, evitando favorecimento a equipes com base em resultados anteriores.

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As primeiras partidas são pelo Grupo E, às 17h, com o Equador enfrentando a Alemanha, em Nova Jersey, e Curaçau contra Costa do Marfim, na Filadélfia.

Às 20h, serão os confrontos finais do Grupo F. O Japão terá pela frente a Suécia, em partida disputada na cidade de Dallas. A outra partida do grupo será entre Tunísia e Holanda, em Kansas City.

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Por último, jogam pelo Grupo D, Turquia e Estados Unidos, em Los Angeles, e Paraguai e Austrália, em São Francisco.

Jogos desta quinta-feira (horário de Brasília):

17h – Equador x Alemanha (Grupo E)

17h – Curaçau x Costa do Marfim (Grupo E)

20h – Japão x Suécia (Grupo F)

20h – Tunísia x Holanda (Grupo F)

23h – Turquia x Estados Unidos (Grupo D)

23h – Paraguai x Austrália (Grupo D)

Grupo E

Alemanha – 6 pontos; saldo de gols: 7

Costa do Marfim – 3 pontos; saldo de gols: 0

Equador – 1 ponto; saldo de gols: -1

Curaçao – 1 ponto; saldo de gols: -6

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

Alemanha 7 x 1 Curaçao

Costa do Marfim 1 x 0 Equador

2ª rodada

Alemanha 2 x 1 Costa do Marfim

Equador 0 x 0 Curaçao

A Alemanha chega à rodada final já classificada e na liderança. A disputa pela segunda vaga envolve Costa do Marfim e Equador, enquanto Curaçau ainda mantém chances de classificação entre os melhores terceiros colocados.

Grupo F

Holanda – 4 pontos; saldo de gols: 4

Japão – 4 pontos; saldo de gols: 4

Suécia – 3 pontos; saldo de gols: 0

Tunísia – 0 ponto; saldo de gols: -8

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

Holanda 2 x 2 Japão

Suécia 5 x 1 Tunísia

2ª rodada

Holanda 5 x 1 Suécia

Japão 4 x 0 Tunísia

Com duas seleções empatadas na liderança, o Grupo F chega em aberto à rodada final. Holanda e Japão dependem de seus resultados para garantir vaga, enquanto a Suécia ainda tem chances de classificação. A Tunísia precisa vencer e aguardar combinação de resultados.

Grupo D

Estados Unidos – 6 pontos; saldo de gols: 5

Austrália – 3 pontos; saldo de gols: 0

Paraguai – 3 pontos; saldo de gols: -2

Turquia – 0 ponto; saldo de gols: -3

Resultados das duas primeiras rodadas

1ª rodada

Estados Unidos 4 x 1 Paraguai

Austrália 2 x 0 Turquia

2ª rodada

Estados Unidos 2 x 0 Austrália

Turquia 0 x 1 Paraguai

Os Estados Unidos chegam classificados para a rodada final, enquanto Austrália e Paraguai disputam a segunda vaga direta. A Turquia ainda tenta pontuar para seguir com chances de avançar como uma das melhores terceiras colocadas.