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De pênalti, França vence retranca do Paraguai e se classifica na Copa

Finalista das últimas duas Copas do Mundo, a França continua na briga para chegar à decisão pela terceira vez consecutiva e repetir o feito do Brasil entre 1994 e 2002. Neste sábado (4), os Bleus (“Azuis”, na tradução literal do francês, apelido da seleção europeia) superaram o Paraguai por 1 a 0 na Filadélfia (Estados Unidos), pelas oitavas de final.

Os bicampeões mundiais, que vêm de um vice na edição do Catar, em 2022, terão Marrocos como adversário nas quartas de final. O confronto reedita uma das semifinais da última Copa. Na ocasião, os franceses ganharam por 2 a 0. O reencontro será na próxima quinta-feira (9), às 17h, em Boston (Estados Unidos).

Goleador da Copa ao lado de Lionel Messi, o também atacante Kylian Mbappé balançou as redes na competição deste ano pela sétima vez e segue na cola do argentino na artilharia histórica do Mundial. O astro dos Bleus acumula incríveis 19 gols em 19 jogos, média de um por partida, enquanto o camisa 10 dos hermanos contabiliza 20 gols.

O Paraguai, por sua vez, volta a ser frustrado pelos franceses em uma Copa. Em 1998, na casa dos Bleus, a geração sul-americana com nomes idolatrados em clubes brasileiros, como o lateral Francisco Arce e o zagueiro Carlos Gamarra, caiu nas oitavas de final para a França, ao perder por 1 a 0, na prorrogação.

Ferrolho paraguaio

Na França, Didier Deschamps fez apenas uma troca na formação que derrotou a Suécia por 3 a 0 na fase de 16 avos de final. O treinador escolheu Manu Koné para o lugar do também volante Aurélien Tchouaméni.

Preocupado com o poderio ofensivo francês, o técnico Gustavo Alfaro montou o Paraguai fechadinho na defesa, com três alterações em relação ao time que eliminou a Alemanha nos pênaltis, após empate por 1 a 1 com bola rolando. O zagueiro José Canale saiu, mas outros dois entraram: Gustavo Velázquez e Omar Alderete. Pelo meio, Damián Bobadilla, do São Paulo, deu lugar ao também volante Diego Goméz. Outro a ir para o banco foi o atacante Gabriel Ávalos.

No primeiro tempo, a retranca paraguaia deu resultado. A França controlou a posse da bola em 57% do tempo e trocou seis vezes mais passes que o adversário, mas sucumbiu à forte marcação no último terço do campo.

Basta dizer que o goleiro Orlando Gill não foi exigido. Na finalização mais perigosa da seleção europeia, os 21 minutos, Koné arriscou de fora da área, a bola desviou no também volante Diego Gómez e quase surpreendeu os sul-americanos.

Doué e Mbappé decidem

O cenário não se alterou na etapa final. A França intensificou a pressão, mas novamente, foi com um chute de Koné, de longa distância, aos nove minutos, que os Bleus conseguiram dar um susto. Gill se esticou no ângulo esquerdo e salvou a finalização.

O desgaste físico não demorou a se manifestar no Paraguai. Antes mesmo dos 15 minutos, foram duas trocas por cansaço, com Canale no lugar de Alderete e Gustavo Caballero, ex-Santos, entrando no lugar do também atacante Júlio Enciso. Pouco depois, após tentar uma arrancada pela esquerda, o meia Miguel Almirón não resistiu e desabou no gramado e colocou a mão no posterior da coxa esquerda.

A resistência sul-americana sucumbiu, enfim, aos 19 minutos, após Désiré Doué, que tinha acabado de entrar no lugar do também atacante Bradley Barcola, sair driblando na área e ser derrubado por Gómez. O árbitro Ilgiz Tantashev reviu o lance no vídeo e marcou pênalti a favor da França. Aos 24, Mbappé cobrou e não deu chances a Gill.

A partida, então, ficou à feição para os Bleus, com os paraguaios obrigados a se lançarem a frente e cedendo espaços para os contra-ataques. Em um deles, já nos acréscimos, Mbappé avançou pela esquerda e finalizou duas vezes, uma da entrada da área e outra no rebote, mas Gill fez duas grandes defesas.

O Paraguai foi com tudo para o ataque nos instantes finais, mas não foi o suficiente. Assim como em 1998, a França levou a melhor.

Ancelotti dá pista de Martinelli para vaga de Paquetá contra Noruega

O técnico Carlo Ancelotti tem se acostumado a fazer mistério quanto às escalações que vem mandando a campo na Copa do Mundo. Se foi assim na fase de grupos, não seria diferente para um duelo eliminatório como o deste domingo (5), contra a Noruega, às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos).

A dúvida da vez é sobre quem será o substituto de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos). Embora não tenha batido o martelo quanto ao escolhido, o treinador deu pistas de que o nome seria o do atacante Gabriel Martinelli.

Em uma das respostas da entrevista coletiva deste sábado (4), em Nova Jersey, ao indicar as opções para o lugar do meia, Ancelotti elencou as características projetadas no substituto e, por duas vezes, citou o autor do gol da vitória sobre os japoneses.

“[Precisamos] De um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto podem fazer Martinelli e [o volante] Danilo [Santos]. Com a bola, ele tem de ocupar bem a posição de meia pela esquerda. Às vezes, pode ser o [atacante] Vinícius [Júnior] e, nesse caso, o [lateral] Douglas Santos avança. Às vezes, pode ser outro jogador, que pode ser o Martinelli. Muda a interpretação do jogador a depender das características”, respondeu o italiano.

“Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do [atacante] Matheus Cunha, como também é o [volante] Ederson. O equilíbrio não é somente escolher jogadores com diferentes características, mas manter boa vigilância quando a equipe ataca”, completou.

Se não informou a escalação de domingo, Ancelotti confirmou o retorno de Raphinha aos relacionados. O camisa 11 se recuperou da lesão no músculo posterior da coxa direita que sofreu na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na segunda rodada da fase de grupos, na Filadélfia (Estados Unidos), e desde então tem dado lugar ao também atacante Rayan.

Após permanecer em Nova Jersey para dar sequência à recuperação e não viajar para o jogo contra o Japão, Raphinha voltou a treinar em campo esta semana. Na última sexta-feira (3), ele participou das atividades junto do grupo pela primeira vez desde a lesão. A recuperação agradou ao técnico do Brasil.

“O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode estar disponível no banco, jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, afirmou o treinador, que, por fim, fez uma avaliação da evolução brasileira ao longo da Copa.

“Este [nota] é um dado que pensamos depois dos jogos. Foi uma nota 5 contra Marrocos [na estreia]. Contra o Haiti, um 6,5. Um 7 contra a Escócia [terceira rodada]. E porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados [risos]”, concluiu Ancelotti.

Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

A partida deste domingo (5) entre Brasil e Noruega, valendo um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo, coloca, frente à frente, dois dos principais “maestros” da competição. Com quatro assistências, o volante Bruno Guimarães é o segundo maior assistente do Mundial, com quatro passes para gol, um a mais que o meia Martin Odegaard, da seleção nórdica.

“Espero que eu possa levar a melhor. O jogo é coletivo, mas duelos individuais são importantes. A gente tem que estar em um bom dia. Tudo pode ser decidido em alguns momentos. Quero continuar fazendo história aqui”, disse o camisa 8 brasileiro, em entrevista coletiva em Nova Jersey (Estados Unidos), sede do confronto pelas oitavas de final, que se inicia às 17h (horário de Brasília).

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“Venho me sobressaindo nas assistências, mas meu futebol não é só isso. É fazer as bolas chegarem para os caras [meias e atacantes] poderem criar, marcar. Correr bastante. É o que venho fazendo, mesmo nesse calor”, completou o jogador do Newcastle United (Inglaterra).

A expectativa é que o jogo ocorra, de fato, em meio a uma temperatura elevada. A previsão meteorológica é de 33ºC na hora da partida, com sensação térmica perto de 40ºC. Bruno Guimarães, porém, avaliou que o calor impacta igualmente as duas seleções.

“Acho que vai ser um jogo muito físico. É importante ter um grupo bom, com jogadores que possam vir frescos para decidir como fez o [Gabriel] Martinelli. Acho que vai ser um jogo truncado”, projetou o volante, em referência ao gol marcado pelo atacante, que decidiu a vitória por 2 a 1 sobre o Japão na última segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final.

Outro detalhe salientado pelo camisa 8 diz respeito à principal estratégia de jogo da Noruega, que é aproveitar a estatura da equipe, a maior da Copa, nas bolas paradas. Estrela da seleção escandinava e autor de quatro gols neste Mundial, Erling Haaland tem 1,95 metro (m), assim como o também atacante Alexander Sorloth. O zagueiro Gabriel Magalhães, com 1,90 m, é o mais alto do time brasileiro.

“Em qualquer escanteio e falta, eles vão dar a vida para tentar fazer gol. Treinamos muito isso para tentar neutralizar os pontos fortes. A gente espera, acima de tudo, estar em um bom dia para fazer nosso melhor futebol e sair com a classificação”, concluiu Bruno Guimarães.

Ounahi brilha com dois gols, Marrocos bate Canadá e vai às quartas


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

Sensação da última Copa do Mundo, Marrocos está novamente nas quartas de final. Neste sábado (4), os Leões do Atlas (apelido da seleção africana) bateram o Canadá por 3 a 0 em Dallas (Estados Unidos), na partida que abriu as oitavas de final do Mundial.

A vitória contou com o brilho de Azzedine Ounahi. Remanescente da histórica campanha de 2022, no Catar, quando o país foi o primeiro representante africano a chegar às semifinais, o meia do Girona (Espanha) balançou as redes duas vezes e foi decisivo para a classificação.

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O triunfo estende para 34 jogos a invencibilidade da equipe marroquina, a segunda maior entre as seleções da Copa, atrás somente da Espanha (35). A meta, agora, é chegar às semifinais e repetir a campanha de 2022, no Catar, quando o país se tornou o primeiro representante africano a se colocar entre os quatro melhores times do Mundial.

Nas próxima fase, Marrocos como adversário o ganhador da partida entre Paraguai e França, que jogam ainda neste sábado, às 18h (horário de Brasília), na Filadélfia. A partida das quartas será na quinta-feira (9), às 17h, em Boston, também nos Estados Unidos.

A queda para os marroquinos fez do Canadá o primeiro dos três anfitriões da Copa a dar adeus à competição – os demais são Estados Unidos e México. Mesmo assim, o país da América do Norte atingiu o melhor desempenho na história dos Mundiais, chegando de maneira inédita a uma fase eliminatória.

Quase deu certo

O Canadá foi a campo com três mudanças em relação à vitória por 1 a 0 sobre a África do Sul – uma por setor. Na defesa, Derek Cornelius deu lugar a Luc de Fougerolles. Mais adiante, Niko Sigur foi escolhido para a vaga do também volante Nathan Saliba. Já no ataque, Liam Millar saiu e Ali Ahmed começou como titular na equipe de Jesse March.

Em Marrocos, o zagueiro Chadi Riad, que teve de ser substituído por lesão no duelo contra a Holanda (empate por 1 a 1 no tempo normal e triunfo nos pênaltis), ficou mesmo no banco, com o também zagueiro Redouane Halhal ocupando o lugar. Foi a única mudança do técnico Mohamed Ouhabi em relação aos 16 avos de final.

Apesar das mudanças, o Canadá adotou a mesma estratégia das partidas anteriores, marcando forte e buscando a retomada da posse já no campo de Marrocos. Aos dez minutos, Ahmed interceptou o passe do meia Neil El Aynaoui, puxou o contra-ataque pela esquerda e acionu Tani Oluwaseyi. O atacante girou em cima de Halhal e bateu, parando em ótima defesa do goleiro Yassine Bono.

A missão marroquina de escapar da marcação canadense ficou mais complicada aos 21 minutos, quando Ismael Saibari sentiu a coxa direita e precisou ser substituído. Artilheiro dos Leões do Atlas na Copa, com três gols, ele deu lugar ao também atacante Soufiane Rahimi.

A dificuldade de Marrocos no primeiro tempo se evidenciou nas estatísticas. Além de apenas um chute a gol em 45 minutos, a equipe africana cometeu 15 faltas (contra seis do Canadá) e quatro jogadores foram ao intervalo pendurados com cartão amarelo. Do lado canadense, faltou o gol para constatar que a estratégia funcionou.

Ounahi é decisivo

E fez falta. No início do segundo tempo, Marrocos utilizou a bola parada para sair o placar. Aos quatro minutos, em jogada ensaiada, o lateral Achraf Hakimi, pela direita, rolou na entrada da área para Ounahi chutar rasteiro e de primeira. Rahimi, em meio à marcação canadense, deixou a bola passar e ela foi no canto esquerdo do goleiro Máxime Crepeau.

O jogo mudou, com os Leões do Atlas mais tranquilos em campo pela vantagem e o Canadá, que perdeu o controle das ações, correndo atrás do prejuízo e dando espaços. Marrocos soube aproveitar as brechas e, aos 36 minutos, liquidou a fatura em Dallas.

Em contra-ataque, o meia Chemsdine Talbi lançou Brahim Díaz pela direita, nas costas da marcação. O atacante invadiu a área, demorou para finalizar, mas conseguiu girar e rolar à esquerda para Ounahi chutar no ângulo.

E deu tempo de Marrocos, nos acréscimos, anotar o terceiro. Na sequência de uma bola retomada no meio-campo, Brahim Díaz avançou em direção à área e abriu na esquerda para Rahimi, substituto do artilheiro Saibari, que bateu na saída de Crepeau e deu números finais ao jogo.

Luisa Stefani avança às oitavas de final nas duplas em Wimbledon


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

A brasileira Luisa Stefani está nas oitavas de final do Torneio de Wimbledon nas duplas. Neste sábado (4), a parceria da paulista, sétima do ranking da Associação de Tênis Feminino (WTA, sigla em inglês), com a canadense Gabriela Dabrowski (terceira), venceu as norte-americanas Caroline Dolehide (67ª) e Alycia Parks (207ª) por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 6/2, em uma hora e 32 minutos de partida.

Luisa e Dabrowski chegaram embaladas a Wimbledon, um dos quatro principais torneios do tênis mundial, os Grand Slams. Elas atingiram ao menos as semifinais em sete competições este ano, além de conquistarem três títulos. O mais recente no WTA 250 de Eastbourne (Reino Unido), que também é disputado em piso de grama.

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O próximo compromisso da dupla no All England Club, em Londres (Reino Unido), será contra a australiana Storm Hunter (20ª) e a norte-americana Caty McNally (46ª). O jogo ainda será marcado e vale vaga nas quartas de final.

Se avançar, a brasileira iguala a melhor campanha em Wimbledon nas duplas femininas, repetindo 2023 (com a francesa Caroline Garcia) e 2025 (ao lado da húngara Tímea Babos). No ano passado, a paulista ainda foi vice-campeã nas duplas mistas, tendo como parceiro o britânico Joe Salisbury.

Quem não teve o mesmo destino de Luisa foi Fernando Romboli. O carioca, número 83 do ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), despediu-se neste sábado da chave de duplas masculinas. Ele e o australiano John-Patrick Smith (60º) caíram para o argentino Guido Andreozzi (16º) e o francês Manuel Guinard (17º) por 2 sets a 0, com parciais de 6/4 e 7/6 (7-2), após uma hora e 32 minutos de disputa.

Brasil faz último treino antes de encarar Noruega pelas oitavas


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

O técnico Carlo Ancelotti comandou, na manhã deste sábado (4), o último treino da seleção brasileira antes do confronto contra a Noruega. O Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey (Estados Unidos).

Como de praxe, a imprensa pôde acompanhar somente os primeiros 15 minutos da atividade no Columbia Park, centro de treinamento do New York Red Bulls, em Nova Jersey.

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Debaixo de muito calor, com o termômetro marcando 33ºC e umidade próxima dos 50%, provocando uma sensação termina na casa dos 37ºC, os jogadores se hidrataram bastante e não economizaram no filtro solar.


Jogadores da seleção brasileira durante treino neste sábado
Jogadores da seleção brasileira durante treino neste sábado
Jogadores do Brasil durante treino neste sábado – Reuters/VINCENT CARCHIETTA/IMAGN IMAGES/Proibida reprodução

Durante o período aberto aos jornalistas, foi possível ver apenas o aquecimento dos atletas e a conversa do grupo com Ancelotti. No bate-papo, em mais de uma ocasião, o treinador sinalizou a cabeça, como se reforçasse a importância de se manter a concentração.

O aquecimento teve, pela segunda vez, a presença de Raphinha. O atacante está finalizando o processo de transição para o campo após tratar uma lesão no músculo posterior da coxa direita, que o deixou fora dos últimos dois jogos. Ele se contundiu ainda na segunda rodada da Copa, na vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, na Filadélfia (Estados Unidos). Desde então, Rayan tem sido titular.

A presença indica que Raphinha está próximo do retorno aos gramados. Sem ritmo, porém, o camisa 11 deve ser opção no banco, da mesma forma que ocorreu com Neymar – depois de mês tratando uma lesão na panturrilha direita – quando foi relacionado pela primeira vez por Ancelotti no triunfo sobre a Escócia, em Miami (Estados Unidos), por 3 a 0, pela terceira rodada da fase de grupos.

Quem também acompanhou o treino foi o presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Samir Xaud. O dirigente cumprimentou os jogadores e teve longo papo com o volante Casemiro, um dos líderes do elenco.

O meia Lucas Paquetá, com uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda, segue em tratamento. O camisa 20, que deixou a vitória por 2 a 1 sobre o Japão, em Houston (Estados Unidos), na última segunda-feira (29), ainda no intervalo, está fora da partida. Os atacantes Endrick – que entrou no lugar do jogador do Flamengo diante dos japoneses – e Gabriel Martinelli, além do volante Danilo Santos, são os favoritos à vaga.

A provável escalação contra a Noruega terá: Alisson; Danilo, Gabriel Magalhães, Marquinhos e Douglas Santos; Casemiro, Bruno Guimarães e Danilo Santos (Gabriel Martinelli ou Endrick); Rayan, Matheus Cunha e Vinícius Júnior.

Argentina passa sufoco, mas encerra “conto de fadas” de Cabo Verde


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

No sufoco, a tricampeã mundial segue na briga pelo tetra. Nessa sexta-feira (3), a Argentina sofreu mais que o esperado, precisou da prorrogação, mas deu fim ao “conto de fadas” de Cabo Verde na Copa do Mundo, vencendo por 3 a 2 em Miami (Estados Unidos) e passando às oitavas de final.

O adversário dos hermanos será o Egito, que, mais cedo nessa sexta, eliminou a Austrália nos pênaltis, após empate por 1 a 1 no tempo normal em Dallas. A partida será na terça-feira (7), às 13h (horário de Brasília), em Atlanta, também nos Estados Unidos.

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Mais uma vez, a vitória teve participação de Lionel Messi. Maior artilheiro das Copas, agora com 20 gols, o atacante se tornou, aos 38 anos e 358 dias, o mais velho a balançar as redes em um jogo eliminatório de Mundial.

O camisa 10 fez o sétimo gol dele na competição deste ano, voltando a se isolar na liderança da artilharia. O argentino tem um a mais que Kylian Mbappé, que é rival direto, também, pelo posto de goleador da história das Copas – o atacante francês tem 18 gols.

Os Tubarões Azuis (apelido do time cabo-verdiano) se despedem da estreia em Copas com a certeza de que fizeram história. Foram empates heroicos com Espanha (0 a 0) e Uruguai (2 a 2), além de venderem caro a eliminação para os atuais campeões.

Messi, sempre ele

Depois de poupar a maior parte dos titulares na vitória por 3 a 1 sobre a Jordânia no sábado passado (27) por já estar garantida nos 16 avos de final, a Argentina retomou sua força máxima. O técnico Lionel Scaloni, no jogo de número 100 no comando da seleção alviceleste, repetiu o time que venceu a Áustria por 2 a 0 no último dia 22.

Pelo lado de Cabo Verde, o técnico Bubista trocou praticamente metade da equipe que empatou sem gols com a Arábia Saudita, há uma semana. Somente Vozinha, os zagueiros Diney Borges e Pico Lopes, o meia Deroy Duarte e o atacante Ryan Mendes – investigado, na Nova Zelândia, por acusação de violência sexual contra uma tradutora brasileira – seguiram entre os titulares.

A resistência dos Tubarões Azuis, que dificultavam a entrada dos argentinos no último terço, durou 28 minutos. Logo após a parada para hidratação, o zagueiro Lisandro Martínez recebeu pouco depois do meio-campo e lançou Messi. O camisa 10, na pequena área, conseguiu dominar com a perna esquerda e finalizar com força, sem qualquer chance para Vozinha.

Quem esperava que sair na frente abriria caminho para que os argentinos goleassem viu Cabo Verde não abrir mão da marcação, e os hermanos, em vantagem, demonstrarem certa acomodação com o resultado positivo. Após o gol de Messi, os sul-americanos rondavam a área da equipe africana, mas sem assustar.

Empate heroico

Na volta do intervalo, a equipe cabo-verdiana passou a ocupar o campo de ataque. Aos oito minutos, o lateral Steven Moreira cruzou rasteiro pela direita, o atacante Nuno da Costa conseguiu ajeitar após o desvio na zaga e o meia Deroy Duarte bateu da entrada da área, obrigando o goleiro Dibu Martínez a trabalhar pela primeira vez.

Na segunda oportunidade, Cabo Verde não desperdiçou. Aos 13, Ryan Mendes apareceu pela direita e tocou entre as pernas do zagueiro Facundo Medina para Deroy Duarte, que finalizou cruzado. A bola bateu na trave e foi para as redes, para delírio da torcida lusófona em Miami.

O gol fez com que a Argentina abandonasse a postura acomodada e intensificasse a pressão sobre os Tubarões Azuis. Messi, em duas ocasiões, parou em grandes defesas de Vozinha. Aos 17, o goleiro salvou o chute frente à frente com o camisa 10. Dez minutos depois, o atacante cobrou falta rápido e buscou o ângulo esquerdo, mas o arqueiro foi buscar.

À medida que a segunda etapa transcorria, os argentinos se lançavam ao ataque, sem a mesma paciência na troca de passes que em outros jogos. Aos 35, o lateral Nahuel Molina cruzou por baixo pela direita. A bola passou por Vozinha, e Messi teria o gol vazio para finalizar, mas Pico Lopez se antecipou e evitou o segundo gol.

Zagueiros decidem

O confronto foi para a prorrogação. E, logo na primeira investida, a Argentina chegou ao gol que parecia ser do alívio. Após cobrança de escanteio de Messi pela esquerda, o meia Alexis Mac Allister desviou de cabeça, e a bola sobrou com Lisandro Martínez, quase na pequena área. O zagueiro bateu forte e venceu Vozinha, recolocando os atuais campeões à frente.

Cabo Verde não desistiu e alcançou novamente o empate com um golaço. Aos 12 minutos, o lateral Sidny Lopes Cabral foi acionado pela esquerda, próximo à entrada da área, driblou Mac Allister, levou para a perna direita e acertou um belo chute no ângulo de Dibu Martínez.

Coube, então, ao companheiro de zaga de Lisandro salvar – de vez – os hermanos em Miami. Aos cinco minutos do segundo tempo da prorrogação, Messi bateu escanteio da esquerda e Cristian Romero, de cabeça, mandou para as redes. A bola ainda desviou em Diney Borges antes do gol, que acabou dado justamente ao zagueiro cabo-verdiano, contra.

Os Tubarões Azuis tentaram uma última pressão em busca de novo empate. Aos dez minutos, Lopes Cabral quase fez outro golaço chutando da esquerda, em cobrança de falta, mas Dibu Martínez salvou com a ponta dos dedos. Apesar da entrega do time africano, o placar, desta vez, não se alterou mais. Festa – e alívio – para o torcedor argentino em Miami.

Copa dos recordes: as novas marcas estabelecidas em 2026


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

A partir do momento em que ficou definido que a Copa do Mundo de 2026 seria a primeira com 48 seleções e oito duelos até a final, já se esperava que uma série de marcas históricas estivessem em risco. Com mais da metade do caminho percorrido e as oitavas de final marcadas para começar neste sábado (4), o prognóstico se confirmou.

O maior número de jogos gerou novos recordes, mas a história foi feita de outras formas também. E muitas destas novas marcas ainda podem ser atualizadas até o fim da competição.

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A primeira fase da competição teve 72 jogos, mais do que qualquer outra edição inteira. Ao fim da primeira fase, o antigo recorde de gols em uma Copa (172, em 2022, no Catar) já havia sido superado com folga. Foram 215 só na fase de grupos e agora, com o primeiro mata-mata (16 partidas no total) já concluído, o número chega a 257.

A oferta maior de jogos também causou um recorde de público. Curiosamente, a marca anterior pertencia a uma outra edição realizada nos Estados Unidos, em 1994. Foram pouco menos de 3,6 milhões de espectadores nos estádios da Copa do Tetra. Desta vez, com o auxílio de Canadá e México, 2026 já registrou a presença de mais de 5 milhões de espectadores. Só na fase de grupos foram mais de 4,6 milhões.

Na edição em que completou 1.000 jogos na história (Tunísia 0x4 Japão foi o responsável pela honra), a Copa do Mundo também conheceu novos líderes históricos em corridas de décadas de existência. Um exemplo marcante: quando a bola rolou pela primeira vez na edição de 2026, o alemão Miroslav Klose era o maior artilheiro dos Mundiais, com 16 gols espalhados por quatro participações.

Neste momento, Klose já caiu para o terceiro lugar. Lionel Messi (20 gols, sete nesta edição) e Kylian Mbappé (18 gols, seis em 2026) transformaram ambas as artilharias em uma disputa pessoal. Os dois seguem vivos no torneio, aliás.

Cada um tem mais um recorde estabelecido em 2026: com 10 gols, o francês se tornou o maior artilheiro em partidas eliminatórias da Copa. Com oito jogos consecutivos marcando, Messi também chegou à maior sequência de partidas com gols marcados na história, em série que começou na copa passada. Uma outra marca parece um pouco distante: os 13 gols de Just Fontaine na edição de 1958, a maior quantidade de gols de um artilheiro de uma edição.

Mais atrás na lista de artilheiros está Cristiano Ronaldo, que, no entanto, pode se gabar de ser o único jogador na história a estufar as redes em seis Copas diferentes. Ele marcou em 2006, 2010, 2014, 2018, 2022 e tem três tentos em 2026. Aos 41 anos, o português também é um dos três atletas que alcançaram o recorde de seis Copas disputadas na carreira: Lionel Messi e Guillermo Ochoa, goleiro do México, chegaram lá junto com ele.

Outro goleiro colocou o próprio nome na galeria dos marcos da Copa como sinônimo de eficiência. O espanhol Unai Simón chegou a 519 minutos consecutivos sem sofrer gols em Copas, superando em dois minutos a antiga marca, do italiano Walter Zenga, registrada em 1990.

Este recorde considera apenas a contagem de minutos padrão (90 minutos no tempo normal e 120 em jogos com prorrogação). A sequência começou a valer na Copa passada, depois do gol sofrido diante do Japão, na fase de grupos, antes do 0 a 0 contra Marrocos que eliminou os espanhóis após disputa de pênaltis (que não entra na contagem). O recorde ainda pode ser estendido, já que a Espanha é mais uma seleção ainda viva na busca pelo título, mas a marca será posta à prova contra Portugal de Cristiano Ronaldo nas oitavas.

A edição de 2026 tem também o maior número de vitórias de virada (13) e, curiosamente, o maior número de gols contra. O egípcio Mohamed Hany fez, diante da Austrália, o gol contra que desempatou a contagem contra a edição de 2018, na Rússia, quando foram 12 gols “sem querer”. O inusitado é que foi o segundo gol contra de Hany nesta edição, algo que não acontecia desde 1966. O Egito também segue na competição, mas, neste caso, torce para que o tempo a mais não sirva para que seja estabelecido outro novo recorde absoluto.

Oitavas de final começam hoje com Canadá e Marrocos, Paraguai e França


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

Começam neste sábado (4) os jogos das oitavas de final da Copa do Mundo 2026.

A primeira partida será entre Canadá e Marrocos. As equipes se enfrentam em Houston (EUA), às 14h (horário de Brasília). 

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Mais tarde, às 18h, é a vez do confronto entre Paraguai e França, na Filadélfia. 

Os vencedores avançam para as quartas de final e os derrotados deixam a competição. Em caso de empate no tempo regulamentar, haverá prorrogação de 30 minutos e, se necessário, disputa por pênaltis.

No domingo (5) acontecem as disputas entre Brasil e Noruega, às 17h, em Nova York. Também jogam México e Inglaterra, na Cidade do México, às 21h. 

Os jogos das oitavas de final seguem até a próxima terça-feira (7). Na quinta-feira (9) começam as disputas pelas quartas de final. 

⚽ Fique por dentro das partidas e resultados. Veja a tabela de pontos por grupos

Jogos deste sábado, 4 de julho

  • 14h – Canadá x Marrocos (Houston)
  • 18h – Paraguai x França (Filadélfia)

Douglas Santos traz vivência do ouro olímpico para buscar o hexa


Bruno Guimarães projeta duelo com Odegaard e alerta sobre bola parada

O lateral-esquerdo Douglas Santos é um dos três integrantes da seleção brasileira convocada para a Copa do Mundo que fez parte do time medalhista de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016

A conquista, à época, inédita, contou também com o zagueiro Marquinhos e o atacante Neymar. Uma experiência que o defensor do Zenit, da Rússia, traz para a caminhada em busca do hexa mundial.

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“Sentimos o peso, ainda mais jogando no Brasil. Sabíamos da responsabilidade e da vontade de todo brasileiro que era conquistar a Olimpíada. Não é diferente hoje. Estamos focados”, disse Douglas Santos. 

“A Copa do Mundo seria um feito inesquecível para todos. Estamos trazendo a vivência daquela Olimpíada, sabendo que temos muito a entregar ainda”, acrescentou, em entrevista coletiva nesta sexta-feira (3), no The Ridge, hotel em que a delegação está hospedada em Nova Jersey, nos Estados Unidos.

Aquela temporada, aliás, marcou justamente a estreia do lateral pela seleção principal, em um amistoso contra o Panamá. Ele já havia sido convocado anteriormente, em 2013 e 2015, mas não saiu do banco. 

Foram nove anos de espera até receber uma nova oportunidade com a Amarelinha, em 2025, determinante para cair nas graças do técnico Carlo Ancelotti.

Na disputa pela vaga de titular na Copa do Mundo, Douglas Santos superou a concorrência com o experiente Alex Sandro, que está no terceiro Mundial da carreira. O lateral, de 32 anos, vem sendo elogiado pelas atuações regulares – o famoso “feijão com arroz” – e a parceria com o atacante Vinícius Júnior, que também atua pelo lado esquerdo.

“Eu preciso ter uma boa leitura quando o Vini pega a bola, saber o momento certo de fazer a ultrapassagem [e gerar opção no ataque] e estar vigilante para, se o Vini perder a bola, poder recuperar e a equipe adversária não ter uma transferência ofensiva rápida. Tenho falado muito com o mister [Ancelotti] para estar atento a essas situações”, descreveu o camisa 16.

Acho que esse feijão com arroz bem temperado que todo mundo está falando é fazer o simples com excelência. Eu me preparei muito para chegar à seleção brasileira depois de nove anos. Não queria perder essa oportunidade e estou fazendo tudo que o mister vem pedindo. Vou continuar dando meu melhor para que esse feijão com arroz bem temperado possa continuar alegrando todo torcedor brasileiro”, completou.

Neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília), o Brasil decide um lugar nas quartas de final da Copa do Mundo contra a Noruega, em Nova Jersey. 

Em meio à euforia com a vitória por 2 a 1 sobre a Costa do Marfim, na terça-feira (30), o técnico norueguês, Stale Solbakken, encerrou a fala aos jogadores dizendo para Ancelotti “esperar”, que eles estavam “chegando”.

Posteriormente, o treinador se manifestou dizendo que não se tratava de uma provocação. Douglas Santos, porém, admitiu que o discurso serviu de motivação para o elenco, recordando a declaração do atacante japonês Kento Shiogai, de que o Brasil “não era como antigamente”, dias antes de a seleção brasileira vencer o Japão por 2 a 1 na segunda-feira (29), em Houston, e se classificar às oitavas.

“Vocês [jornalistas] viram a vontade e a garra que estávamos, mesmo depois de tomarmos o gol. Continuamos focados, jogando com paciência. Graças a Deus, respondemos jogando futebol”, finalizou o lateral, que atua no Zenit.