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Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

Chegou ao fim a etapa de Brandemburgo (Alemanha) da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem. O Brasil concluiu a participação com sete medalhas, sendo cinco somente nas provas paralímpicas.

As duas últimas, de prata, foram conquistadas neste domingo (17), com Fernando Rufino e Miqueias Rodrigues. O primeiro pódio veio com Rufino, segundo colocado nos 200 metros (m) da classe KL2 (caiaque para atletas que utilizam braços e troncos para remar). O sul-mato-grossense de 40 anos, que perdeu parte da movimentação das pernas após ser atropelado por um ônibus, já tinha conquistado a medalha de ouro no sábado (16), na prova de 200 m da canoa (VL2).

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Quem venceu a final foi o australiano Curtis McGrath, com tempo de 44s98, 37 centésimos a frente de Rufino. O bronze ficou com o uzbeque Azizbek Abdulkhabibov (45s55). O paranaense Flavio Reitz também participou da prova, terminando-a na sétima posição. Ele teve de amputar a perna esquerda aos 15 anos, devido a um tumor no fêmur, o que causou a desarticulação do quadril.

A última medalha brasileira em Brandemburgo foi conquistada por Miqueias nos 200m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada nos membros inferiores). O paranaense, que amputou a perna esquerda devido a um acidente de moto, chegou em segundo, com tempo de 44s91, superando o neozelandês Finn Murphy. A vitória foi do georgiano Serhii Yemelianov (44s14). O baiano Gabriel Porto ficou em quarto (45s51).


Brandemburgo, 17/05/2026 - Canoista Miqueias participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de paracanoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa
Brandemburgo, 17/05/2026 - Canoista Miqueias participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de paracanoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa
Canoista Miqueias participa de prova de canoagem na Copa do Mundo. – Isabella Oliveira/CBCa

Outra final com representante brasileiro neste domingo foi a dos 200 m da classe VL2 feminina. A sul-mato-grossense Débora Benevides, que nasceu com uma má formação que causou atrofia nas pernas, terminou em quarto, com tempo de 1min11s33, a pouco mais de dois segundos de Anastasia Miasnikova, de Belarus, que foi bronze. A britânica Emma Wiggs (1min05s48) ficou em primeiro, seguida pela canadense Brianna Hennessy (1min06s50).

Além das medalhas deste domingo e do ouro de Rufino no sábado, a paracanoagem brasileira esteve no pódio com o paranaense Giovane Vieira de Paula, bronze nos 200 m da classe VL3 (canoístas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), e a prata do piauiense Luis Carlos Cardoso nos 200 m do KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril).

Já entre os olímpicos, Isaquias Queiroz foi ouro nos 500 m da categoria C1 (canoa individual). O também baiano Gabriel Assunção, na mesma prova, chegou em terceiro lugar e compôs a dobradinha brasileira no pódio.

Brasileirão: Palmeiras tropeça e Flamengo pode encostar na liderança


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

O torcedor do Palmeiras acordou preocupado neste domingo (17). O empate por 1 a 1 com o Cruzeiro, na noite de sábado (16), na Arena Barueri, pela 16ª rodada do Campeonato Brasileiro, pode fazer o Verdão perder a “gordura” acumulada na liderança da competição.

A equipe dirigida por Abel Ferreira chegou ao terceiro jogo sem vencer pelo torneio. São três empates em sequência, todos por 1 a 1. Dois deles – Santos e Cruzeiro – como mandante.

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Com 35 pontos, o time alviverde tem cinco de vantagem para o Flamengo, segundo colocado. O Rubro-Negro joga neste domingo, às 19h30 (horário de Brasília), contra o Athletico-PR, na Arena da Baixada, em Curitiba. Em caso de triunfo, a equipe carioca ficaria a somente dois pontos dos paulistas e com uma partida a menos que o concorrente. Os mineiros, com 20 pontos, estão na 12ª colocação.

O próximo sábado (23) reserva, justamente, o duelo entre Flamengo e Palmeiras, às 21h, no Maracanã. Se estiverem separados por dois pontos, o confronto valerá a ponta da tabela.

O Cruzeiro saiu na frente na Arena Barueri. Com dez minutos de bola rolando, o atacante Keny Arroyo recebeu na entrada da área pela direita, levou para a perna esquerda e bateu cruzado, no canto do goleiro Carlos Miguel.

Aos 18, o centroavante Flaco López disputou bola com o zagueiro Jonathan Jesus e caiu na área. O árbitro Sávio Pereira Sampaio marcou pênalti a favor do Palmeiras, mas voltou atrás depois de rever o lance no vídeo. Na sequência, o Verdão teve escanteio para cobrar e acabou chegando ao empate, com Felipe Anderson. O meia finalizou de fora da área, na sobra de um cruzamento do também meia Jhon Arias.

No segundo tempo, mesmo com o gramado da Arena Barueri mais pesado devido à chuva, as equipes fizeram um jogo movimentado. Na chance mais clara, aos 15 minutos, o zagueiro Gustavo Gómez tentou uma bicicleta quase na pequena área e parou em grande defesa do goleiro Otávio. As redes, porém, não balançaram.

Galo, Inter e Flu vencem

A 16ª rodada do Brasileirão teve outros três jogos no sábado. Na Arena MRV, em Belo Horizonte, o Atlético-MG venceu o Mirassol por 3 a 1. O atacante Alan Minda, o volante Maycon e o meia Mamady Cissé marcaram para o Galo, enquanto o zagueiro William Machado descontou para o Leão Caipira.

Os mineiros foram a 21 pontos e assumiram, provisoriamente, o 7º lugar. O Mirassol, com 13 pontos, segue na 18ª colocação, entre os quatro últimos colocados, que figuram na zona de rebaixamento (o chamado Z-4) à Série B.

Outro time que atingiu 21 pontos foi o Internacional, que goleou o Vasco por 4 a 1 no Beira-Rio, em Porto Alegre. O Colorado fica em 8º, atrás do Atlético-MG, pelo saldo de gols. O Cruzmaltino, com 20 pontos, caiu para o 11º lugar e ainda pode ser ultrapassado na sequência da rodada.

Os gaúchos balançaram as redes com os atacantes Alerrandro e Johan Carbonero (duas vezes) e com o lateral Alexandro Bernabei. O Gigante da Colina marcou com o atacante Andrés Gómez.

Já no duelo entre os tricolores carioca e paulista, melhor para o Fluminense, que fez 2 a 1 no São Paulo, no Maracanã. Os atacantes John Kennedy e Agustín Canobbio marcaram os gols pelo Flu, enquanto o  zagueiro Dória diminuiu para o São Paulo. Com o resultado, o Fluminense soma os mesmos 30 pontos do rival Flamengo, mas aparecem em 3° na tabela pelo saldo de gols. 

O São Paulo, com 24 pontos, chegou ao terceiro jogo sem vitória no Brasileirão. Contra o Fluminense, o time foi dirigido pelo auxiliar Milton Cruz, interino após a demissão de Roger Machado na última quarta-feira (13). O substituto, Dorival Júnior, foi anunciado na sexta-feira (15). Ele foi campeão da Copa do Brasil no comando da equipe em 2023.

TV Brasil: Stadium Copa acompanha convocação para o Mundial, ao vivo


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

A TV Brasil transmite a convocação dos jogadores da seleção brasileira para a Copa do Mundo, ao vivo, nesta segunda-feira (18), a partir das 16h55. 

A transmissão ao vivo pauta a edição temática do Stadium Copa com equipe da emissora pública no estúdio e também no Museu do Amanhã, local do anúncio dos escolhidos pelo técnico Carlo Ancelotti.

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Nesse dia, excepcionalmente, o Sem Censura começará mais cedo, às 15h.

No ano em que o programa Stadium comemora 50 anos de estreia na telinha, a resenha esportiva entra no ar com um especial no dia do anúncio dos convocados, sob o comando da apresentadora Marília Arrigoni que divide o estúdio com os jornalistas Sergio du Bocage e Rachel Motta.

O trio recebe o ex-jogador Gilberto, que defendeu a Amarelinha como lateral-esquerdo nas competições de 2006 e 2010.

Já no Museu do Amanhã, a TV Brasil vai contar com Marcelo Smigol na zona mista para entrevistar os convidados do evento como ex-atletas e dirigentes.

Já no salão do espaço, Igor Santos faz entradas ao vivo no Stadium Copa com informações e comentários sobre os fatos mais importantes da coletiva.

Os debatedores da emissora pública repercutem a lista do elenco formado por 26 atletas chamados pela comissão técnica para vestir as cores nacionais no Mundial dos Estados Unidos, Canadá e México em busca do hexacampeonato.

Ainda nesta segunda, na sequência do Stadium Copa, o Trio de Ataque avança na telinha, a partir das 18h, com a repercussão dos convocados.

O bate-papo com grandes nomes do jornalismo esportivo brasileiro – Juca Kfouri, José Trajano e Lúcio de Castro – aprofunda a análise em um formato dinâmico, pautado pela conversa aberta, humor inteligente e visão crítica que vai além das quatro linhas.

Programa semanal

Para junho, mês da competição que começa no dia 11, na América do Norte, a TV Brasil traz mais novidades. O programa semanal Brasil Esporte, nas noites de domingo, ao vivo, às 20h30, vai ter seis edições durante a Copa do Mundo para debater o desempenho das seleções. A final do Mundial será em um domingo, dia 19 de julho, quando a mesa redonda foca na decisão do título.

A atração lança a série especial Campeões do Mundo que vai trazer entrevistas com cinco craques da Amarelinha. Bebeto, Jorginho e Ricardo Rocha já estão garantidos no quadro.

As conversas são exibidas na íntegra durante o Brasil Esporte, Além do espaço no dominical, o conteúdo ganha cortes no decorrer da semana no programa Stadium, de terça a sexta, às 18h30.

Já a Agência Brasil também entra no clima da competição. O veículo mobiliza uma equipe de cinco jornalistas, entre editores e repórteres, envolvidos na jornada esportiva da Copa do Mundo que vão produzir material exclusivamente sobre a cobertura da Copa do Mundo para a agência pública de notícias.

Ao vivo e on demand

Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Clique aqui e saiba como sintonizar

Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV.

Serviço
Stadium Copa – Segunda-feira (18), às 16h55, na TV Brasil
Trio de Ataque – Segunda-feira (18), às 18h, na TV Brasil

TV Brasil na internet e nas redes sociais
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Iniciativas tentam facilitar acesso e permanência de mães na ciência


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

Há mais de 20 anos, o Brasil forma mais doutoras do que doutores e ainda assim as mulheres continuam sendo minoria entre os professores de graduação e pós-graduação. Além disso, elas recebem apenas um terço das bolsas de produtividade, destinadas a cientistas com maior destaque na carreira acadêmica. 

O chamado “efeito tesoura”, que nomeia esse corte progressivo das mulheres conforme a carreira avança, é um fenômeno bastante conhecido, mas o impacto ainda maior sobre as mães só começou a ser debatido há poucos anos, de acordo com a pesquisadora e professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul Fernanda Staniscuaski. 

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Fernanda já era docente e pesquisadora quando decidiu se tornar mãe e precisou pisar no freio em plena ascensão profissional. Mas o que seria uma desaceleração momentânea acabou se prolongando por mais tempo do que ela esperava e depois se revelou a entrada para um ciclo difícil de romper. 

“Quanto menos a mulher produz, menos ela vai ter oportunidade para ganhar financiamento, para conseguir bolsas para orientandos e obviamente isso vai fazer com que ela produza menos ainda. Existe essa pausa por causa da maternidade e ela tem que ser reconhecida. Mas a gente precisa das condições de retorno.”


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Fernanda Staniscuaski. Foto: Gustavo Diehl/UFRGS
Fernanda Staniscuaski fundou, em 2016, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores Foto: Gustavo Diehl/UFRGS

Ao dividir suas angústias com amigas que também são cientistas e mães, ela se deu conta de que vivia uma realidade comum. Então fundou, em 2016, ao lado de outras seis mães e um pai, o movimento Parents in Science para debater a parentalidade entre pesquisadores. Este ano, a iniciativa completa uma década com mais de 90 cientistas associados, a maioria mulheres. 

Uma das principais frentes do Parents in Science tenta preencher uma lacuna de dados sobre esse universo, já que o Brasil não tem uma contagem oficial sobre o número de pesquisadores e docentes que têm filhos, o que impede que o impacto na carreira seja devidamente medido. 

Mas os números que comprovam o “efeito tesoura” já são um indicativo de como o cuidado com os filhos onera de maneira diferente homens e mulheres. Fernanda destaca que, ao contrário do que muitas pessoas pensam, os padrões desiguais da sociedade também são reproduzidos entre acadêmicos. 

“As mães carregam o ônus do cuidado. Existe uma mudança cultural em andamento, com uma participação maior dos pais, mas a gente está longe de ser uma sociedade onde o cuidado é totalmente dividido, não só entre mães e pais, mas como algo coletivo”, complementa a fundadora do Parents in Science. 

Números

O documento mais recente publicado pelo grupo traz uma análise sobre a entrada e permanência na docência de pós-graduação. Para dar aulas nesses cursos, os pesquisadores precisam passar por um processo de credenciamento que avalia questões como a produtividade, refletida em artigos publicados, participações em congressos, orientações de estudantes etc. 

Esse currículo é reavaliado periodicamente e o docente pode ser recredenciado ou deixar o programa. O levantamento com dados de cerca de mil docentes revela algumas diferenças significativas entre pais e mães, especialmente nos casos de descredenciamento. 

Entre os pais, 43,7% deixaram o programa onde atuavam por iniciativa própria, enquanto 37,5% foram descredenciados por perda de produtividade. Já entre as mães, a ordem se inverte: apenas 24,6% saíram a pedido, enquanto 66,1% foram descredenciadas por não apresentarem mais a produção mínima exigida. 

O levantamento também aponta maior dificuldade das mães para se reinserir no sistema depois do descredenciamento. Considerando apenas as pessoas que saíram por perda de produtividade, 38% das mães não conseguiram retornar, contra 25% dos pais. Já entre os docentes que saíram a pedido, 25% das mães não retornaram, o que aconteceu com apenas 7,1% dos pais. 

“Existe uma questão de gênero que é bem clara, mas há também uma influência muito grande de raça. As mulheres pretas, pardas e indígenas continuam sendo o grupo mais sub-representado. Então, a gente precisa cruzar as diferentes barreiras que existem, como a questão das mães de filhos com deficiência, que também ocupam menos espaços”, destaca Fernanda. 

Acesso e permanência


Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 14/05/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Mães na ciência. Cris Derner. Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal
A assistente social Cristiane Derne enfrentou dificuldades na graduação Foto: Cris Derner/Arquivo Pessoal

Os percalços não aparecem apenas em pontos avançados da carreira acadêmica. A assistente social Cristiane Derne, que atualmente faz mestrado em Serviço Social na Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC/Rio), já era mãe quando entrou na graduação na Universidade Federal do Rio de Janeiro. 

“Eu morava em Magé, na Baixada Fluminense, e tinha que ir pro Rio todo dia depois do trabalho. Chegava em casa meia-noite e muitas vezes eu pensei: ‘esse não é um lugar para mim’. Tem a cobrança de horas complementares, estágio, projeto de extensão… às vezes o filho adoece e a gente precisa faltar, às vezes não tem com quem deixar. Eu me deparei com muitas meninas que acabaram desistindo”, ela lembra. 

A UFRJ concede um auxílio-educação de R$ 385 para as mães estudantes, mas apenas até que a criança complete seis anos, o que não contemplava Cristiane. Quem mais ajudou a assistente social a seguir com seus objetivos foi o coletivo de mães da UFRJ, tanto dividindo informações sobre direitos e benefícios, quanto oferecendo acolhimento emocional. 

Essa experiência acabou se tornando objeto de estudo para Cristiane. “No trabalho de conclusão de curso, eu fiz um levantamento das políticas que a UFRJ oferecia e como a presença ou a ausência delas impactava as mulheres do coletivo. Agora no mestrado eu estou estudando esses coletivos em nível nacional”, ela explica. 

Atlas 

Uma iniciativa semelhante foi feita pelo Núcleo Virtual de Pesquisa em Gênero e Maternidade, que publicou na semana passada o Atlas da Permanência Materna, com um compilado das políticas de permanência oferecidas pelas universidades federais. O levantamento identificou que a principal medida existente é a assistência financeira, concedida por 63 das 69 instituições, com valor médio de cerca de R$ 370 por mês. 

O Atlas mostrou ainda que a oferta de benefícios cai drasticamente na pós-graduação e apenas 13 instituições estendem o auxílio às alunas de mestrado e doutorado. Além disso, apenas oito universidades têm cuidotecas, espaços onde as crianças podem ficar enquanto as mães estudam. Em março deste ano, o Ministério da Educação lançou um edital no valor de R$ 20 milhões para a implantação de cuidotecas em outras unidades. 

“Na prática, a insuficiência financeira devolve o ônus logístico do cuidado para a esfera privada, culminando em um esgotamento físico e mental que frequentemente empurra a estudante para a evasão antes da consolidação do seu rito de passagem para a vida intelectual”, criticam as autoras do Atlas, Kamila Abreu e Ivana Moura. 

Diversidade


Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro, 30/04/2026 – A pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano, Lizie Calmon posa para foto em sua casa, na Lapa, região central do Rio de Janeiro. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Pesquisadora e doutoranda em planejamento urbano Lizie Calmon faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

A professora de geografia Liziê Calmon, doutoranda no Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano, e mãe de uma menina de 10 anos, muitas vezes se perguntou se deveria e conseguiria continuar com a carreira acadêmica.

“A gente acumula o trabalho remunerado, o não remunerado, o trabalho da pesquisa e às vezes acaba ficando um pouco para trás porque não consegue ter a mesma produtividade acadêmica, publicar artigo ou ir a congressos…”, explica.

Mas ela percebeu que tinha algo especial a oferecer para a ciência brasileira. “A experiência da maternidade traz para a gente um olhar mais apurado para algumas realidades que nem sempre estão sendo olhadas por outras pessoas.”

Na sua pesquisa de doutorado, por exemplo, ela estuda como mulheres moradoras da Vila Cruzeiro, na Zona Norte do Rio, que precisam se deslocar até bairros nobres distantes para trabalhar como empregadas domésticas, vivenciam a cidade.

“A ideia é entender o que elas percebem e, partindo disso, elaborar políticas públicas que realmente atendam a certas demandas”, Lizie complementa. 

A professora e doutoranda também faz parte do coletivo de mães pesquisadoras Filhas de Sabah, que articulou com a Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro a lei que institui o Marco Legal Mães na Ciência. A matéria foi aprovada nesta quinta-feira (14) e segue para sanção do governo estadual. 

A principal novidade é que o trabalho de cuidado deverá contar como pontuação em processos seletivos de bolsas e editais. “Ao invés de olhar como um problema, isso vai ser visto como um ponto positivo, porque as habilidades que a gente desenvolve quando tem que cuidar de alguém não tem nenhuma outra experiência que se equipare”, defende Lizie. 

Editais

O Rio de Janeiro já foi pioneiro em outra iniciativa para estimular a produção acadêmica de mães cientistas. Em 2024, a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) lançou em parceria com o movimento Parents in Science e o Instituto Serrapilheira o primeiro edital de financiamento voltado especificamente para mães. 


Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal
Brasília (DF), 15/05/2026 -  Letícia de Oliveira, MÃES NA CIÊNCIA
Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal
Letícia de Oliveira diz que Faperj tem interesse que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas Foto: Letícia de Oliveira/Arquivo pessoal

A presidente da Comissão Permanente de Equidade, Diversidade e Inclusão da Faperj, Leticia de Oliveira, destaca que o edital conseguiu apoiar a produção de 134 mães cientistas. 

Segundo ela, em março do ano que vem o edital deve ter uma nova edição. Além disso, a  Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia do Estado de Pernambuco está prestes a lançar uma seleção semelhante, inspirada na experiência fluminense. 

De acordo com Letícia, o edital exclusivo é uma ação “compensatória” necessária, considerando que essas pesquisadoras acabam sendo prejudicadas em seleções comuns. 

“O que está sendo chamado de mérito? A produtividade, trocando em miúdos, é a quantidade de artigos publicados, de orientações de mestrado e doutorado… Mas as pessoas não partem do mesmo ponto. Quando a mulher tem um filho, é esperada uma queda, até porque ela fica de licença-maternidade e isso não tem a ver com qualidade dela como pesquisadora”, diz. 

A Fundação implementou outra medida para tentar contornar a perda momentânea de produtividade nos editais gerais: se a candidata se tornou mãe nos cinco anos anteriores à inscrição, seu currículo será avaliado de forma estendida, englobando trabalhos publicados ao longo de sete anos, dois a mais do que os outros candidatos. 

Letícia de Oliveira ressalta que é do interesse da Faperj que essas mulheres tenham condições de realizar suas pesquisas.

“Se fosse só uma questão de justiça já seria suficiente, mas é muito mais do que isso. Vários trabalhos mostram que uma ciência diversa, feita por pessoas diversas, gera uma melhor ciência, porque você expande as perguntas e aumenta a capacidade de interpretação dos resultados. Então é também por excelência.”

Ações nacionais

“A inclusão é fundamental, se não por outros motivos, para que haja uma ciência melhor. Eu não tenho dúvida que o nosso parlamentos seria melhor do que ele é hoje, se tivesse uma presença feminina maior. E a ciência brasileira será melhor, porque a gente está trabalhando para isso”, diz a presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – Capes, Denise Pires de Carvalho.


Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Brasília (DF) 05/02/2026 - A presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, durante entrevista à Agência Brasil  Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
Presidente da Capes, Denise Pires de Carvalho, considera que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

A mais recente medida lançada pela Capes é o programa Aurora, que publicou seu primeiro edital nesta terça-feira (12). Serão concedidas até 300 bolsas para que professoras de pós-graduação gestantes ou mães, possam agregar um pesquisador de pós-doutorado a suas equipes.  

O objetivo é que esse profissional atue como um assistente, dando continuidade às pesquisas e assumindo orientações durante a licença maternidade, por exemplo.

“É uma forma de não parar a produção acadêmica dessa mulher durante a chegada do filho. Mas beneficia também os orientandos”, diz a presidente da Capes.

Denise reforça que o grande desafio é garantir que as mulheres permaneçam como pesquisadoras, inclusive se forem mães. “Quando nós analisamos quem pede recursos financeiros para as agências de fomento, as mulheres pedem menos e ganham menos do que os homens”, ela complementa. 

A presidente da Capes lembra que, no passado, muitas mulheres que pretendiam seguir a carreira científica evitavam ter filhos para poder se dedicar exclusivamente ao trabalho e conseguir vencer o preconceito. Por isso, para Denise, as iniciativas compensatórias são importantes não só para mitigar os efeitos da maternidade, mas também para combater o chamado “viés implícito”

“Para mim, é bastante explícito: quando escolhem um homem em igualdade de condições, ou até em condição inferior, por acharem que uma cientista mulher vai ter desempenho pior por ser mulher. O que não acontece efetivamente, né? O que acontece é o silenciamento, a falta de reconhecimento…”, explica Denise Pires de Carvalho. 

Houve avanços também na legislação. Em julho de 2024, foi sancionada a lei que prorroga por seis meses a data de conclusão dos cursos de graduação e pós-graduação em caso de gestação de risco, parto, adoção ou guarda judicial de criança. Caso essa estudante seja bolsista, o prazo de concessão será estendido. 

Já em abril de 2025, entrou em vigor a lei que proíbe a discriminação baseada na maternidade contra estudantes e pesquisadoras em processos de seleção ou renovação de bolsas. A legislação proíbe, inclusive, perguntas sobre o assunto nas entrevistas, além de ampliar em dois anos o período de avaliação de produtividade em casos de licença-maternidade.

Marina Dias vence etapa da Copa do Mundo de paraescalada nos EUA


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

A paulista Marina Dias venceu a etapa de Salt Lake City, nos Estados Unidos, da Copa do Mundo de Paraescalada na classe RP3 (atletas com limitações de alcance, força e potência). Foi a terceira vez que a brasileira conquistou o primeiro lugar na cidade norte-americana, após os triunfos em 2022 e 2023.

Marina já tinha sido a melhor entre as oito atletas que participaram da fase classificatória, na sexta-feira (15). As quatro primeiras avançaram à disputa por medalhas neste sábado (16). Entre as finalistas, somente ela e a norte-americana Nat Vorel chegaram ao topo da parede, mas a brasileira concluiu em menor tempo e garantiu o primeiro lugar. A alemã Lena Schoellig, que alcançou 39 das agarras do muro, completou o pódio.

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A escaladora de Taubaté (SP), bicampeã mundial, que tem o lado esquerdo do corpo afetado pela esclerose múltipla, é o principal nome brasileiro na paraescalada. A modalidade que será disputada em uma Paralimpíada pela primeira vez em Los Angeles (Estados Unidos), daqui dois anos. A classe dela, porém, não foi incluída no programa dos Jogos.

Outro brasileiro a chegar ao pódio em Salt Lake City foi Eduardo Schaus, que ficou com o bronze na classe AU2 (atletas amputados ou com função reduzida de membro superior). O paranaense, que nasceu sem a mão direita, alcançou 35 das agarras. A vitória foi do norte-americano Brian Zarzuela, que chegou à 43ª agarra da parede, duas a mais que o alemão Kevin Bartke.

A classe de Eduardo é uma das que serão disputadas nos Jogos de Los Angeles, conforme anúncio do Comitê Paralímpico Internacional (IPC, sigla em inglês) realizado em junho do ano passado. Ao todo, serão oito categorias, quatro por gênero, reunindo atletas com deficiências visuais, de membros superiores e inferiores e alcance e potência.

Bahia decide no 1º tempo e vence o Inter pelo Brasileirão Feminino


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Em confronto direto por um lugar entre os quatro melhores times da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol, melhor para o Bahia. Neste sábado (16), as Mulheres de Aço derrotaram o Internacional por 3 a 0 na Arena Cajueiro, em Feira de Santana (BA), pela 11ª rodada da competição. A TV Brasil transmitiu o duelo ao vivo.

O Tricolor baiano, que não vencia há três partidas, chegou aos mesmos 20 pontos das Gurias Coloradas, ficando à frente, em quarto lugar, pelo melhor saldo de gols. As gaúchas, agora na quinta posição, tiveram encerrada uma sequência de quatro triunfos consecutivos.

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O Bahia esbanjou eficiência no primeiro tempo. Aos 15 minutos, a meia Raquel recebeu da atacante Cássia na área, escapou da marcação da volante Myka e mandou para as redes, abrindo o placar para as donas da casa. Aos 31, o Internacional balançou as redes com Sole Jaimes, após cobrança de escanteio da também atacante Darlene, mas o gol foi anulado por falta no lance.

Seis minutos depois, as Mulheres de Aço ampliaram. A lateral Carol Martins lançou na área e a atacante Wendy Carballo se antecipou à defesa e cabeceou por cima da goleira Gabi Barbieri. Já nos acréscimos, a zagueira Débora derrubou a meia Ângela Gómez na área. Pênalti, que Cássia converteu.

Pouco antes do intervalo, Carol Martins recebeu o segundo amarelo após falta na atacante Aninha e foi expulsa. Mesmo assim, o Bahia não abdicou do ataque e quase ampliou. Aos quatro minutos, a zagueira Tchula, de cabeça, acertou o travessão. Aos 29, em contra-ataque veloz, Cássia recebeu livre na entrada da área e finalizou para boa defesa de Gabi Barbieri, no canto direito. O Inter, apesar da superioridade numérica, pouco assustou.

Outros dois jogos movimentaram o Brasileirão Feminino neste sábado. No clássico mineiro da rodada, o Atlético-MG venceu o América-MG por 2 a 0 na Arena Gregorão, em Contagem (MG). As atacantes Thalita e Pimenta marcaram para as Vingadoras, que foram a 12 pontos, na 13ª posição. As Spartanas, com três pontos, ocupam o 17º e penúltimo lugar, abrindo a zona de rebaixamento à Série A2 (segunda divisão).

O Grêmio superou o Mixto por 3 a 0 no Passo d’Areia, em Porto Alegre. A zagueira Mónica Ramos, a atacante Giovaninha e a meia Camila Pini fizeram os gols das Mosqueteiras, que chegaram aos 16 pontos, assumindo provisoriamente o oitavo lugar, fechando a zona de classificação às quartas de final. As Tigresas permanecem em 15º, com sete pontos.

A 11ª rodada teve início na sexta-feira (15), com a vitória do Flamengo no clássico com o Fluminense, por 1 a 0, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro. Aniversariante do dia, a atacante Cristiane, agora com 40 anos de idade, decretou o triunfo do Rubro-Negro, que subiu para sexto, com 19 pontos. O Tricolor, com 15 pontos, está em décimo.

Ícone do rádio esportivo mineiro, Milton Naves morre aos 70 anos

Um dos mais importantes nomes do rádio esportivo de Minas Gerais, o narrador e apresentador Milton Naves morreu neste sábado (16), aos 70 anos de idade. A família confirmou a morte com uma publicação no perfil do profissional na rede social X, sem revelar a causa.

Segundo a Rádio Itatiaia, veículo onde ele trabalhou por quatro décadas, o velório ocorre no Funeral House, na Avenida Afonso Pena, 2158, bairro Funcionários, em Belo Horizonte, até as 19h (horário de Brasília) deste sábado. O corpo será cremado.

Nascido em Ilicínea, Minas Gerais, a cerca de 330 quilômetros da capital mineira, em 26 de dezembro de 1955, Milton Amaral Naves se mudou, ainda na infância, para Alfenas, também no sul de Minas Gerais. Lá, realizou o sonho de se tornar narrador esportivo aos 17 anos, pela Rádio Cultura. A primeira transmissão foi um jogo entre Flamengo e Caldense, por um torneio amistoso que marcou a inauguração do Estádio Francisco Leite Vilela, em 1977.

Dois anos depois, foi para a Rádio Guarani, de Belo Horizonte, chegando em seguida à Itatiaia, aos 21 anos, onde consagrou o bordão Show de Bola. Abria as transmissões dizendo: “Estou fazendo o que gosto, transmitindo um jogo de bola”.

Pela emissora mineira, trabalhou em 13 Copas América e nove Copas do Mundo, sendo a primeira em 1982 e última em 2018. Cobriu seis finais. Uma delas a do pentacampeonato mundial da seleção brasileira, em 2002, no Japão. Narrou, também, a conquista do ouro olímpico do futebol masculino nos Jogos do Rio de Janeiro, em 2016. Além disso, foi apresentador do Rádio Esportes, programa esportivo da hora do almoço, até 2022.

Por meio das redes sociais, os três principais clubes de futebol de Minas Gerais manifestaram pesar pelo falecimento de Milton. Tanto Cruzeiro como Atlético-MG destacaram que o profissional foi voz presente na cobertura dos times. Já o América-MG ressaltou que o apresentador eternizou “momentos inesquecíveis” da história, citando a narração do gol que decretou a conquista do título brasileiro da Série B em 1997.

Alison dos Santos abre Diamond League vencendo recordista mundial


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

A primeira etapa da Diamond League (Liga Diamante, na tradução livre do inglês), principal circuito mundial de atletismo, teve dobradinha brasileira no pódio de Xangai, na China. Neste sábado (16), o paulista Alison dos Santos, o Piu, venceu a prova dos 300 metros (m) com barreiras, com o cearense Matheus Lima chegando na terceira posição.

Alison concluiu a distância – que tem 100 metros a menos que a praticada na Olimpíada – em 33s01, superando em quatro centésimos o norueguês Karsten Warholm, recordista mundial dos 400 m com barreiras. A marca é a melhor do ano até o momento. Matheus completou o pódio em 33s75.

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“Eu senti que estava correndo rápido e que o Karsten estava ali. Acho que isso me deixa bem preparado para o restante da temporada, mostra que o trabalho de velocidade está dando resultado e que eu posso entregar desempenho”, disse Piu, que é medalhista olímpico de bronze e campeão mundial dos 400 m com barreiras, em depoimento à Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).

“Competir contra os melhores do mundo, como o Piu e o Warholm, motiva a melhorar a cada dia. Eu me senti forte hoje, com um bom ritmo e executei o que estava planejado para a prova”, destacou Matheus, também à comunicação da CBAt.

A próxima etapa da Diamond League será novamente na China, na cidade de Xiamen. No próximo sábado (23), Piu e Matheus estarão na disputa dos 400 m com barreiras.

Brasil leva dois ouros na Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

O Brasil marcou presença duas vezes no topo do pódio na etapa de Brandemburgo, na Alemanha, da Copa do Mundo de canoagem e paracanoagem. 

Neste sábado (16), o baiano Isaquias Queiroz venceu os 500 metros da categoria C1 (canoa individual), enquanto o sul-mato-grossense Fernando Rufino garantiu o ouro nos 200 m da classe VL2 (canoa para atletas que utilizam braços e troncos para remar).

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Dono de cinco medalhas olímpicas, sendo uma dourada, Isaquias, de 32 anos de idade, finalizou os 500 m em 1min52s55, 10 centésimos a frente do chinês Ji Bowen, que o tinha superado na etapa de Szeged, na Hungria, há uma semana. 

E teve dobradinha brasileira no pódio alemão, já que o também baiano Gabriel Assunção, revelação de apenas 20 anos, garantiu o bronze, com tempo de 1min54s60.

Rufino concluiu os 200 m de sua prova em 53s44, com mais de 1 segundo de vantagem para o ucraniano Andrii Kryvchun, que levou a prata. O britânico Edward Clifton completou o pódio. 

O Cowboy de Aço, apelido do canoísta brasileiro, que faz 41 anos no próximo dia 22 e é bicampeão paralímpico, perdeu parte dos movimentos das pernas depois de ser atropelado por um ônibus.


Brandemburgo, 16/05/2026 - Canoista Fernando Rufino participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de canoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa
Brandemburgo, 16/05/2026 - Canoista Fernando Rufino participa de prova de canoagem na Copa do Mundo de canoagem.  Foto: Isabella Oliveira/CBCa
Canoísta Fernando Rufino leva ouro na Copa do Mundo de Canoagem – Foto: Isabella Oliveira/CBCa

Mais dois brasileiros foram ao pódio em Brandemburgo. Nos 200 m da classe KL1 (caiaque para atletas com deficiências severas nas pernas e no quadril), Luis Carlos Cardoso chegou em segundo, com tempo de 49s85, superado em quase 2 segundos pelo húngaro Peter Kiss, pentacampeão mundial e duas vezes medalhista de ouro paralímpico. O francês Remy Boulle levou o bronze. 

Natural do Piauí, o canoísta, que era dançarino antes de uma infecção na medula o tornar cadeirante, foi prata nas Paralimpíadas de Tóquio, no Japão, e Paris, na França.

Nos 200 m da classe VL3 (canoa para atletas com grau moderado de comprometimento no tronco e nas pernas), Giovane Vieira de Paula ficou com o bronze, concluindo a prova em 49s. Ele ficou a menos de 15 centésimos do ucraniano Vladyslav Yepifanov (ouro). O britânico Stuart Wood terminou em segundo. 

O paranaense, prata nos Jogos de Paris, teve a perna esquerda amputada devido a um acidente de trem.

Neste domingo (17), o Brasil marca presença em três finais, todas na paracanoagem. 

Às 10h23 (horário de Brasília), a sul-mato-grossense Débora Benevides disputa medalhas nos 200 m da classe VL2. Em seguida, às 10h29, Rufino briga por outro pódio nos 200 m, agora no caiaque (KL2), e o paranaense Flavio Reitz também compete. 

Por fim, às 10h41, será a vez do paranaense Miqueias Rodrigues e do baiano Gabriel Porto nos 200 m da classe KL3 (caiaque para atletas com deficiência moderada de membros inferiores).

Fies 2026: MEC convoca até 29 de maio candidatos da lista de espera


Brasil fecha participação na Copa do Mundo de Canoagem com 7 medalhas

O Ministério da Educação (MEC) começou a convocar, nesta sexta-feira (15), os candidatos participantes da lista de espera para as vagas remanescentes do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) do primeiro semestre de 2026.

O Fies financia a graduação de estudantes matriculados em cursos presenciais não gratuitos em faculdades privadas e com avaliação positiva do MEC

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O período de convocação terminará no dia 29 de maio.

Consulta

A lista de convocados pode ser consultada diretamente no Portal Único de Acesso ao Ensino Superior do MEC. O acesso é com o login da plataforma de serviços digitais do governo federal, o Gov.br.

O candidato deve acompanhar diariamente o portal, pois, se for convocado, terá um prazo curto para validar suas informações.

Classificação

A classificação seguirá a ordem decrescente das notas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), com prioridade para candidatos:

  • sem ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  • sem ensino superior que quitaram financiamentos anteriores;
  • com ensino superior que nunca foram beneficiados pelo Fies;
  • com ensino superior que quitaram financiamentos anteriores.

Próximos passos

Os estudantes de ensino superior pré-selecionados na lista de espera do Fies devem validar as informações declaradas no momento da inscrição.​​

​​Para validação, o estudante deve procurar a Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição de ensino superior privada onde foi pré-selecionado.

A documentação exigida pode ser entregue no formato físico ou digital, conforme definido pela faculdade privada.

Validação do banco

Depois dessa etapa, ocorrerá a validação das informações pelo banco (agente financeiro) responsável pelo financiamento, conforme previsto no edital público.

O prazo para essa última validação é de até dez dias, contados a partir do terceiro dia útil, logo após a data da validação da inscrição pela faculdade privada, para a qual o estudante foi selecionado.

Fies Social

O pré-selecionado na vaga do Fies Social com renda familiar de até meio salário mínimo por pessoa tem a situação distinta. Neste caso, o estudante não precisa comprovar a renda familiar junto à Comissão Permanente de Supervisão e Acompanhamento da instituição privada.

Fies

O Fies é destinado prioritariamente a estudantes que não tenham concluído o ensino superior e não tenham sido beneficiados por outro financiamento estudantil.

O programa realiza anualmente dois processos seletivos regulares, um para o primeiro semestre e outro para o segundo semestre de cada ano letivo, além de processos seletivos para vagas remanescentes.

Para obter mais informações, o interessado pode entrar em contato com o MEC pelo telefone 0800-616161.