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Alemanha repete 7×1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

No duelo entre uma seleção tetracampeã e outra estreante em Copas do Mundo, deu a lógica ─ e um placar de recordação amarga ao Brasil. A Alemanha goleou Curaçao por 7 a 1 no NRG Stadium, em Houston.

A partida abriu o Grupo E do Mundial, que é sediado pelos Estados Unidos, México e Canadá. Costa do Marfim e Equador completam a chave.

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O jogo deste domingo (14) opôs uma das maiores disparidades de posições no ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa) desta Copa. Os alemães ocupam o décimo lugar, enquanto os caribenhos estão na 82ª colocação. A diferença de 72 postos é inferior, somente, aos confrontos entre Bélgica e Nova Zelândia (76) e Brasil e Haiti (77).

Além de marcar a estreia de Curaçao, o duelo colocou Dick Advocaat na história do maior evento do futebol. O holandês, de 78 anos, que comanda a seleção caribenha, tornou-se o técnico mais velho a trabalhar em um Mundial. Do lado germânico, estava justamente o técnico mais jovem desta edição: Julian Nagelsmann, de 38 anos

As seleções voltam a campo no sábado que vem (20). Às 17h (horário de Brasília), a Alemanha vai ao Canadá enfrentar a Costa do Marfim, no Toronto Field. Curaçao, por sua vez, permanece nos Estados Unidos e joga contra o Equador, às 21h, no Arrowhead Stadium, em Kansas City.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Kai Havertz scores their seventh goal REUTERS/Annegret Hilse     TPX IMAGES OF THE DAY
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Kai Havertz scores their seventh goal REUTERS/Annegret Hilse     TPX IMAGES OF THE DAY
Alemanha e Curaçao jogaram em Houston, nos Estados Unidos REUTERS/Annegret Hilse/Proibida reprodução

Gol aos cinco minutos

A pressão exercida pelos alemães desde o primeiro pontapé se transformou em gol logo aos cinco minutos. Após tabelar com Florian Wirtz na entrada da área pela direita, o também meia Nmecha chutou cruzado, no canto do goleiro. Eloy Room sequer conseguiu esboçar reação para defender.

Quem esperava ver Curaçao fragilizado após sair atrás tão cedo se surpreendeu. A seleção caribenha conseguiu conter a ofensiva alemã e sair para o jogo em velocidade. Aos 20 minutos, veio a recompensa. Em contra-ataque pela esquerda, o volante Livano Comenencia pegou a sobra de uma finalização travada do atacante Juergen Locadia na área e mandou de primeira. A bola ainda desviou no lateral Joshua Kimmich e saiu do alcance do goleiro Manuel Neuer. O primeiro gol da história do país em uma Copa.

A pausa para hidratação, cinco minutos após o empate, ajudou a Alemanha a retomar o equilíbrio e controle sobre o duelo. Curaçao resistiu até os 37 minutos, quando o lateral Nathaniel Brown cobrou escanteio pela direita e o zagueiro Nico Schlotterbeck, de cabeça, recolocou os europeus em vantagem. Nos acréscimos, Nmecha foi derrubado na área pelo zagueiro Riechedly Bazoer. O atacante Kai Havertz bateu e fez o terceiro.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Jamal Musiala celebrates scoring their fourth goal with Felix Nmecha IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group E - Germany v Curacao - Houston Stadium, Houston, Texas, U.S. - June 14, 2026 Germany's Jamal Musiala celebrates scoring their fourth goal with Felix Nmecha IMAGN IMAGES via Reuters/Maria Lysaker
Jamal Musiala e Felix Nmecha celebram quarto gol da Alemanha Reuters/MARIA LYSAKER/Proibida reprodução

Mais quatro no segundo tempo

A discrepância técnica entre as equipes seguiu evidente na volta do intervalo. No primeiro minuto da segunda etapa, Kimmich lançou Jamal Musiala, na área, às costas da zaga pela direita. O meia chutou rasteiro e cruzado e marcou o quarto dos alemães.

Aos 22, Comenencia cortou o passe de Wirtz na entrada da área, mas a bola sobrou com Deniz Undav. O atacante, que tinha acabado de entrar no lugar de Musiala, ajeitou para Brown bater de primeira e fazer o quinto. Dez minutos depois, na sequência de uma boa troca de passes, Havertz cruzou pela esquerda, Kimmich dominou e rolou para Undav mandar para as redes.

Ainda deu tempo para, aos 42 minutos, Havertz ser lançado por Undav, superar dois marcadores de Curaçao na velocidade e tocar na saída de Room. Alemanha 7 a 1.

“Estudante deve errar, idealizar e construir”, diz professora premiada


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

Professora em uma escola pública municipal paulistana, Débora Garofalo começou, em 2015, um projeto de robótica com sucata para alunos do ensino fundamental. O trabalho rendeu diversos prêmios e deixou a profissional entre os dez melhores colocados do Global Teacher Prize, considerado o Nobel da educação, em 2019. Ela foi a primeira brasileira e primeira sul-americana a ser finalista na premiação.

Dez anos depois do início do projeto, Débora foi reconhecida como a professora mais influente do mundo, em nova categoria da premiação. Convidada para a edição 2026, realizada em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, a educadora recebeu o prêmio Global Teacher Influencer of the Year, um reconhecimento por sua trajetória docente que extrapola o cotidiano escolar. Na última quinta-feira (11), a professora voltou a ser homenageada, com o Prêmio Faz Diferença 2025, na categoria Educação, em cerimônia na Casa Firjan, no Rio de Janeiro. 

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Além dos resultados como redução da evasão escolar e do trabalho infantil na escola, localizada na periferia da zona sul de São Paulo, o projeto de ensino de robótica com sucata ganhou escala e se tornou política pública estadual, sob orientação de Débora.

Em entrevista à Agência Brasil, Débora Garofalo contou sobre a origem do projeto, os obstáculos e as conquistas decorrentes desse trabalho. Ela compartilhou também sua visão sobre o uso de tecnologia no processo de aprendizagem de crianças e jovens, e como isso não depende necessariamente de telas.

Veja os principais trechos da entrevista.

Agência Brasil: Como você começou o projeto de robótica na escola pública em que trabalhava?

Débora Garofalo: O projeto de robótica com sucata nasceu no ano de 2015, na EMEF [Escola Municipal de Ensino Fundamental] Almirante Ary Parreiras, que é uma escola concentrada entre quatro grandes favelas da cidade de São Paulo, com alto índice de violência, alto índice de tráfico de drogas. Ali, também enxerguei a oportunidade de sair da minha zona de conforto, como uma professora de língua portuguesa, para me candidatar a uma vaga de tecnologia e inovação que tinha surgido.

Eu fui com esse olhar, de ressignificar aquele território educativo, trabalhando com programação e robótica. A partir disso, fiz uma avaliação com a escola inteira e me surpreendi, porque 70% dos estudantes relataram que o lixo era um problema na vida deles, que impedia essas crianças de chegar à escola e trazia doenças como dengue e leptospirose. Diante daquele cenário, eu falei: “Bom, eu só tenho dois caminhos. Ou vou me lamentar ou eu vou pegar esse lixo como objeto de conhecimento. Eu preferi a segunda opção, mesmo sabendo que ia dar muito trabalho.

O primeiro protótipo que nós fizemos virou uma febre na escola. Era um carrinho [feito] com o lixo que a gente retirou da rua, utilizando uma bexiga e a lei da física, a Terceira Lei de Newton. No dia seguinte, uma colega bateu assim no meu ombro e falou: “Débora, eu não sei o que você fez com as crianças ontem, mas ali fora tem um monte de criança com tampinha, com rolinho, com bexiga, falando que quer ter aula com a professora de robótica”. Eu soube que tinha encontrado um caminho, só precisava ser lapidado.

 


Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal
Dia da Mulher,Débora Garofalo/ Arquivo Pessoal
Professora Débora Garofalo / Arquivo Pessoal

Agência Brasil: Como vocês alcançaram o envolvimento dos responsáveis e da comunidade?

Débora Garofalo: A gente fazia uma feira de tecnologias, que era uma forma de integrar a comunidade. Nossa última feira, que foi em 2019, tinha mais de 500 pessoas. Para as crianças, foi o máximo. Tinha desde pipoqueira feita com latinha a protótipos incríveis, como filtro de água e sensor para avisar aos moradores que o córrego ia transbordar. Foram coisas fantásticas. Então, as crianças começaram a criar uma cultura diferenciada.

Em três anos e meio de trabalho, a gente saltou no Ideb da escola, nos anos finais, de 4,2 para 5,2, que era a média do país na época. Nós retiramos mais de uma tonelada de lixo das ruas e transformamos em diferentes protótipos. Reduzimos a evasão escolar em 93%, olhando para as crianças com potencial de risco e trazendo para a escola, para que elas ficassem comigo o dia inteiro, ajudando as outras crianças a desenvolverem seus projetos. E, para isso, elas recebiam alimentação e um certificado de voluntariado. 

Nós reduzimos o trabalho infantil, que, para mim, era um ponto essencial, em 95%. Comecei também a fazer um trabalho, trazendo o setor público, trazendo o juiz para dentro da escola, para conscientizar os familiares da importância de não haver esse tipo de situação. Então, foi um trabalho que impactou realmente toda aquela comunidade.

Agência Brasil: Como o projeto se tornou política pública em São Paulo?

Débora Garofalo: Eu aceitei o convite para ir para a Secretaria Estadual de Educação para tornar esse trabalho currículo do Estado de São Paulo e implementar para 5,4 mil escolas e 3,7 milhões de estudantes. Foi um desafio muito grande, porque eu não queria que os professores recolhessem o lixo nas ruas como eu, mas eu queria que eles trabalhassem com essa questão do material por entender o poder da criatividade, e a importância disso para o processo de ensino-aprendizagem.

Só que, estando ali no estado, a gente entendeu que dava para fazer muito mais coisas. Começamos a criar uma prática que chamamos de Expo Movimento Inova, que reuniu os estudantes de todo o estado. Ali, percebemos que o currículo precisava ter a cara dos estudantes, para que a rede tivesse esse pertencimento.

Criamos uma outra política pública integrada a isso, que é o Centro de Inovação da Educação Básica Paulista. Eram escolas ociosas, com grande risco de fechar por questões demográficas. Transformamos em centros de inovação, para que as crianças também tivessem um local onde elas pudessem pensar coisas diferentes, produzir os seus projetos. Em 2022, eu deixei o estado com 18 dessas unidades, mais uma carreta móvel que circulava pelo estado de São Paulo e um currículo de tecnologia e inovação que foi pioneiro, antes da BNCC [Base Nacional Comum Curricular] da Computação.

Então, eu fui para o Rio de Janeiro, porque eles criaram um projeto muito parecido, mas que faltava estruturar, que são GETs [Ginásios Educacionais Tecnológicos]. Fiquei dois anos e nós lançamos 300 escolas vocacionadas ao uso de tecnologia e inovação. Depois disso, eu comecei a apoiar, através de formação docente e de consultoria, outros estados e municípios.

Agência Brasil: E ainda veio uma surpresa do Global Teacher Prize este ano?

Débora Garofalo: Eu estava em casa bem quietinha este ano, porque para mim eu já atingi o meu máximo, sabe? Agora, é só continuar a trabalhar, continuar essa militância. Aí, eu recebi uma ligação de madrugada, em um sábado. A pessoa insistiu, 3h da manhã, e eu atendi. Eram os organizadores do prêmio, falando que eu tinha que ir para Dubai. Falei: “Não. Não vou. Não tem nada comprado, este ano não fui convidada”. Disseram: “A gente já comprou a passagem para você, você pega o avião agora uma hora da tarde. Você vai ter um reconhecimento”.

Quando cheguei lá e me deram a programação do prêmio, eu já imaginava. Eles fizeram um jantar muito bonito para reconhecer os professores. No final, começaram a falar do meu trabalho, veio uma luz na minha cabeça, todo mundo olhando para mim. Imagina um auditório, um jantar de 1 mil pessoas, e todo mundo olhando para você. Eles fizeram um júri internacional, era uma categoria nova, o Global Teacher Influencer. Então, eu estava sendo reconhecida pelo impacto do meu trabalho fora da sala de aula, por ter causado todo esse impacto como política pública, e eu fui a primeira a receber esse prêmio. Eu desabei.

Eu estava no mesmo lugar de 2019, mesmo hotel. Eu vou confessar para você que eu estava com a mesma roupa. Passou um filme na minha cabeça, sabe? Naquele momento, eu me senti muito feliz, porque eu não estava ali sozinha. Eu estava com todos os professores brasileiros, com todos os estudantes que diariamente lutam. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal
Rio de Janeiro (RJ), 03/02/2026 – Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai.
Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal
Professora Débora Garofalo ganha prêmio em Dubai. Foto: Débora Garofalo/Arquivo pessoal

Agência Brasil: Quais os obstáculos para que as escolas utilizem a tecnologia em favor da educação?

Débora Garofalo: Estamos num momento especial no nosso país, em que temos um documento norteador, que é a BNCC e agora a BNCC da Computação. Esse documento foi aprovado em 2022, nós estamos em 2026, com a obrigatoriedade de fazer este ano, e os professores não sabem como fazer. Por quê? Se a gente olha os dados, as secretarias não têm suporte técnico, não têm recursos, não têm infraestrutura, não têm equipe técnica, não têm como fazer formação. Temos que evoluir nesses quesitos.

Por outro lado, a tecnologia chega muito rápido na sala de aula. Esses meninos que estão nascendo, já nascem conectados. O que falta? Trazer esse aporte na educação para a gente falar de criticidade, de ética, de responsabilidade. Não dá mais para deixar a tecnologia do lado de fora da sala de aula, é impossível.

Para mim, só proibir celular na sala de aula é um tiro no pé. A gente proibiu o celular porque era muito mais fácil, mas isso não vai resolver o problema da educação. O que resolveria? Trazer uma educação midiática para dentro da sala de aula, ou seja, formar professores para isso e os professores poderem então formar os estudantes para essa concepção.

A tecnologia por si só não resolve o problema, porque ela precisa vir acompanhada de resoluções de problemas, de amabilidade. O estudante precisa passar por erro, por processo de frustração, e é isso que a educação 5.0 vai falar, que a gente precisa humanizar esse processo, trabalhar essas habilidades e competências socioemocionais.

Agência Brasil: O uso de tecnologia na escola não está necessariamente atrelado ao uso de telas em sala de aula, é isso?

Débora Garofalo: Eu queria desmistificar. Vou te dar exemplos práticos: São Paulo tem um tablet para cada estudante. Resolveu o problema da educação e melhorou os índices de aprendizagem? Não. Por quê? Porque isso não está atrelado à questão da intencionalidade pedagógica. A crítica que eu faço não é sobre a questão de ter ou não infraestrutura. Eu vou sempre brigar, até como gestora pública, para que a gente tenha infraestrutura. O ponto que eu quero chegar é a intencionalidade que vai chegar na ponta.

Muitas coisas você faz por atitude. Eu comecei a trabalhar com os meus estudantes, eu não tinha conhecimento, eu queria trabalhar programação, robótica, sem ter um kit específico. Onde eu encontrei a solução? No próprio problema que eles trouxeram. O lixo foi uma solução e abriu portas para que a gente pudesse trabalhar de maneira diferenciada. O que a gente precisa muitas vezes é olhar para o lado e entender que o simples funciona.

Agência Brasil: Você lançou o livro Robótica com Sucata – Uma aventura pela criatividade, pela editora Moderna. Como foi o processo de construção desse almanaque?

Débora Garofalo: O livro foi uma grande alegria, porque muitos professores perguntavam: “como eu aplico o seu projeto em sala de aula?” A ideia foi criar um livro muito “mão na massa”, mas que trouxesse também a questão da leitura e da literatura, para que o estudante pudesse percorrer momentos da história [da ciência].

O livro é uma forma de democratizar um pouco mais esse acesso para meninos e meninas, e entender que eles podem transformar um copo, por exemplo, em um abajur. Essa é a proposta, [mostrar] que a criança pode desmontar um brinquedo e utilizar as peças para criar um robô.

A gente passou muito tempo com uma educação tradicional passiva. E a gente sabe que a aprendizagem, para ser efetiva, ela precisa ser ativa. Para isso, o estudante tem que errar, tem que idealizar, tem que construir, tem que testar, tem que colaborar. Por isso, é tão importante uma educação mão na massa.

O livro traz várias reflexões de como pegar os problemas e transformar em soluções. Deu tão certo, que a gente lançou o primeiro livro Robótica com Sucata e foi um sucesso. Saiu o segundo livro e, vou dar um spoiler, no segundo semestre chega o terceiro.

Austrália e Escócia vencem no terceiro dia da Copa; Brasil só empata


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

O terceiro dia da Copa do Mundo de 2026 foi marcado pela estreia da seleção brasileira, em um duelo contra Marrocos. Mas também teve as estreias de Escócia e Haiti, do mesmo grupo do Brasil, da Suíça, Catar, Austrália e Turquia.

O primeiro jogo do dia foi entre Suíça e Catar em Santa Clara, na Califórnia. E mesmo amplamente favorita, a Suíça não conseguiu segurar a vantagem mínima e sofreu o empate nos minutos finais do jogo, já nos acréscimos. Esse 1×1 garantiu o primeiro ponto catari em uma Copa do Mundo. O grupo B está embolado, com todos os times – Canadá, Bósnia, Catar e Suíça – com um ponto ganho.

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Em seguida, foi a estreia do Brasil, em Nova Jersey. Foi o primeiro país campeão do mundo a jogar nesta Copa. Mas o desempenho passou longe de um time favorito ao título. O Marrocos saiu na frente aos 20 minutos do primeiro tempo, com Ismael Saibari. Mesmo jogando mal, o Brasil conseguiu o empate em ótima jogada individual de Vinícius Júnior.

Quando finalmente encontrou os espaços que queria, já no segundo tempo, a seleção brasileira não conseguiu aproveitar. O cansaço parecia pesar as pernas de brasileiros e marroquinos. Nos minutos finais o time africano parecia satisfeito com o empate por 1 a 1. Já o Brasil lamentou não ter conquistado os três pontos.

Na outra partida do grupo, a Escócia venceu o Haiti por 1 a 0 em Boston. John McGinn fez o gol da vitória, mas ela não veio fácil. Os escoceses precisaram suportar a pressão haitiana para garantir a liderança provisória do grupo C.

No último jogo do dia, realizado em Vancouver, no Canadá, a Austrália venceu a Turquia por 2×0. Já era madrugada no Brasil quando os times entraram em campo, mas o sol ainda brilhava na costa oeste canadense. Irankunda e Metcalfe fizeram os gols do jogo. A Austrália está em segundo no grupo D, atrás dos Estados Unidos no saldo de gols. Pelo mesmo critério, a Turquia está em terceiro e o Paraguai em quarto lugar.

Escócia vence Haiti e vira líder do grupo do Brasil na Copa do Mundo


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O Grupo C da Copa do Mundo, em que está o Brasil, tem um líder isolado ao final da primeira rodada. Na noite de sábado (13), a Escócia derrotou o Haiti por 1 a 0 no Gillette Stadium, em Boston.

Os três pontos da estreia deixam os escoceses na ponta da chave sediada nos Estados Unidos. Mais cedo, a seleção brasileira empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, e as duas seleções somaram um ponto. Os haitianos permanecem zerados.

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O triunfo, além de ser o primeiro em uma Copa do Mundo desde 1990, aproxima a Escócia de um feito histórico. O país disputa o Mundial pela nona vez e tenta, de maneira inédita, ir além da fase de grupos. Nesta Copa, os oito melhores terceiros colocados entre as 12 chaves também avançam à segunda etapa da competição.

As equipes voltam a campo na próxima sexta-feira (19). Os escoceses enfrentam Marrocos, às 19h (horário de Brasília), novamente em Boston. Em seguida, às 21h30, o Haiti será adversário do Brasil, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia.

Primeiro tempo equilibrado

Quem esperava um Haiti retraído por ser estreante em Mundiais viu um primeiro tempo de equilíbrio. Foram oito finalizações da seleção caribenha contra sete da Escócia. Os europeus trocavam mais passes em busca de espaço, enquanto os haitianos tentavam sair em velocidade, ainda que pecando tecnicamente.

Os escoceses foram mais eficientes. Se, aos 16 minutos, o chute de Scott McTominay parou na trave esquerda, John McGinn não desperdiçou a oportunidade que teve aos 27, mandando para as redes o rebote de Johny Placide, que fez grande defesa em finalização do atacante Che Adams. O desvio do também meia Jean-Ricner Bellegarde, do Haiti, tirou a bola do alcance do goleiro.

Os caribenhos não se intimidaram e deram trabalho à defesa escocesa. Aos 33 minutos, o lateral Martin Experiénce recebeu na área, pela esquerda, e bateu cruzado. O goleiro Angus Gunn rebateu nos pés do atacante Frantzdy Pierrot, mas o zagueiro Grant Hanley travou a finalização na hora certa.

Haiti pressionou no 2° tempo

O ritmo de jogo caiu sensivelmente na volta do intervalo. Foram necessários 25 minutos para o primeiro lance de perigo do segundo tempo: um chute de McGinn na saída de Placide, que saiu rente à trave.

A resposta haitiana veio no ataque seguinte, em batida cruzada de Ruben Providence, da entrada da área pela esquerda, que o também atacante Wilson Isidor, por muito pouco, não completou para as redes.

Nos minutos finais, a seleção caribenha se lançou de vez ao ataque, e a Escócia se fechou na defesa. Esgotado fisicamente, o Haiti abusou das bolas aéreas nos acréscimos, buscando a boa estatura de Pierrot, mas os europeus conseguiram segurar a pressão e garantir a vitória.

Veja os jogos deste domingo na Copa do Mundo 2026


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Todos os jogos da primeira rodada dos grupos E e F da Copa do Mundo Fifa 2026 serão disputados neste domingo (14).

Grupo E:

  • Alemanha x Curaçau, às 14h, em Houston (EUA).
  • Costa do Marfim x Equador, às 2h, na Filadélfia (EUA).

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Grupo F:

  • Holanda x Japão, às 17h, em Dallas (EUA).
  • Suécia x Tunísia, às 23h, em Monterrey (MEX).

Grupo E

Com um currículo de quatro Copas do Mundo (1954, 1974, 1990 e 2014) e uma equipe tecnicamente qualificada, a Alemanha é apontada como a equipe favorita do Grupo E, que tem, ainda, Curaçau, Costa do Marfim e Equador.

A equipe favorita para a ocupar a segunda vaga do grupo é o Equador. Com um time sólido e competitivo, o Equador fez uma ótima campanha durante as eliminatórias da América do Sul, ficando na segunda posição, à frente do Brasil e atrás apenas da Argentina.

Costa do Marfim, um time de força física e velocidade, e Curaçau, estreante em Copas do Mundo, correm por fora. Caso se classifiquem, serão certamente grandes surpresas no torneio.

Grupo F

Uma das chaves mais equilibradas desta edição da Copa do Mundo é o Grupo F, com Holanda, Japão, Suécia e Tunísia.

Não há um favorito absoluto, ainda que, historicamente, a Holanda e a Suécia tenham feito campanhas mais bem sucedidas do que as demais equipes em outras copas. Os dois países também têm um elenco de qualidade, organizado defensivamente.

O Japão, por sua vez, possui uma das melhores gerações de sua história. Costuma fazer um jogo de transições rápidas e muita disciplina tática, o que pode acabar surpreendendo seus concorrentes. Já a Tunísia pode ser apontada como azarão do grupo, apesar da boa campanha feita durante as eliminatórias africanas.

Vinícius Júnior admite atuação ruim do Brasil: “Precisamos melhorar”


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Autor do gol do Brasil na estreia da Copa do Mundo, o atacante Vinícius Júnior reconheceu que a seleção canarinho não teve boa atuação no empate por 1 a 1 com Marrocos. Em entrevista coletiva no MetLife Stadium, em Nova Jersey, depois do confronto deste sábado (13), o camisa 7 disse que sair perdendo atrapalhou os planos da equipe.

“Sem dúvidas, tem o peso da estreia. É sempre o jogo mais difícil, em que você tem que se adaptar o mais rápido possível. Tomamos o gol cedo, isso muda a nossa forma de jogar. Para ganhar a Copa, vamos ter que sofrer, que virar jogos. E temos que estar preparados para isso”, afirmou o atacante, eleito pela Federação Internacional de Futebol (Fifa) o melhor em campo.

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Dominado, o Brasil viu Marrocos sair na frente aos 20 minutos, em um golaço por cobertura do atacante Ismael Saibari. A seleção africana controlava o jogo, mas em jogada individual pela esquerda, após receber passe do volante Bruno Guimarães, Vinícius Júnior deixou tudo igual dez minutos depois.

“A gente não está feliz com nossa partida. Marrocos é uma excelente equipe, que joga junto há muito tempo. Precisamos melhorar para ganhar os próximos jogos”, resumiu o camisa 7 brasileiro.

Questionado sobre as opções do elenco para atuar ao lado dele na sequência da competição, Vinícius Júnior evitou polemizar.

“Acho que a gente tem que se adaptar com os jogadores que temos aqui. Isso vai fazer toda diferença. Cada um tem sua característica. A experiência conta muito e tem o gás da galera jovem. Vamos precisar dos 26 jogadores”, finalizou o atacante.

A seleção canarinho volta a campo na próxima terça-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), para enfrentar o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que é todo disputado nos Estados Unidos – México e Canadá são os demais anfitriões.

Ancelotti garante que empate na estreia da Copa não abala confiança


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

O técnico Carlo Ancelotti foi sucinto na entrevista coletiva que concedeu no MetLife Stadium, em Nova Jersey, após o empate da seleção brasileira com Marrocos, por 1 a 1, na estreia da Copa do Mundo. Apesar da cara fechada e de respostas mais curtas que o usual, o italiano garantiu que a confiança do elenco segue inabalada.

“O primeiro tempo foi difícil. A equipe estava ansiosa, com muitas bolas perdidas. Fizemos um segundo tempo muito melhor. O resultado não é mau. A Copa não se ganha no primeiro jogo”, comentou o treinador.

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“A confiança é total. No futebol, nem tudo sai perfeitamente. A estreia, por muitas razões, pode não sair como se quer. O objetivo é classificarmos, passarmos da fase de grupos e melhorarmos com o tempo”, acrescentou.

Durante a entrevista, Ancelotti foi questionado sobre as escolhas de Ibañez (que é zagueiro de ofício) para a lateral direita e Igor Thiago para o comando do ataque no time titular. Ele também teve de responder sobre a opção por manter o atacante Endrick no banco. O treinador optou por não entrar em detalhes.

“Não estou aqui para falar individualmente de jogadores. Falei que a escalação inicial não é a que termina o jogo. E quem entrou fez um bom jogo”, avaliou o italiano.

O próximo compromisso do Brasil será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, pela segunda rodada do Grupo C, que tem jogos nos Estados Unidos e ainda conta com a Escócia. Segundo Ancelotti, há possibilidade de a formação titular ser diferente da que encarou Marrocos.

“[A escalação] Pode mudar, dependendo das características do rival”, resumiu.

O técnico aguarda, ao longo da semana, a presença de Neymar aos treinos. O atacante se recupera de uma lesão na panturrilha direita e ainda não foi a campo desde a convocação para a Copa.

Brasil sofre com Marrocos e estreia na Copa do Mundo com empate


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

A caminhada em busca do hexa da Copa do Mundo iniciou dramática para o Brasil. Neste sábado (13), a seleção verde e amarela empatou por 1 a 1 com Marrocos no MetLife Stadium, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Essa foi a partida de abertura do Grupo C, que ainda tem Haiti e Escócia. As duas seleções ainda se enfrentam na rodada.

A expectativa era de um confronto difícil. Se a equipe brasileira ocupa o sexto lugar do ranking da Federação Internacional de Futebol (Fifa), a marroquina aparece logo atrás e vem de uma semifinal no último Mundial, no Catar.

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A seleção de Carlo Ancelotti foi dominada na maior parte da etapa inicial e sofreu o gol, em contra-ataque veloz dos africanos. O time brasileiro não se encontrava em campo e errava muito. Vinícius Júnior, porém se destacava. Parecia mais à vontade no jogo e em jogada individual empatou com um belo gol.

O Brasil até teve maior presença ofensiva nos 45 minutos finais, mas sem eficiência suficiente. Mudanças no time no segundo tempo melhoraram a saída de bola e deram mais volume de jogo para a Seleção, mas não o suficiente para virar o jogo. Em um confronto que prometia ser muito equilibrado, a lógica prevaleceu.

Fim do mistério

Ancelotti fez mistério ao longo da semana e evitou dar pistas da escalação nos 15 minutos diários aos quais a imprensa tinha acesso nos treinos. As maiores dúvidas foram sanadas cerca de uma hora e meia antes de a bola rolar, com a divulgação dos titulares. A opção foi por Ibañez no lugar de Wesley, cortado por lesão, e de Igor Thiago no comando do ataque.

Primeiro tempo no lucro

A partida iniciou com Marrocos no controle das ações. A seleção africana ocupou o campo de ataque e pressionou a saída de bola, aproveitando o nervosismo do Brasil, que encontrava dificuldades para trocar passes e cometia erros em sequência. Em 15 minutos, os Leões do Atlas (como é conhecido o time marroquino) já tinham seis chutes, ainda que nenhum de grande perigo, e mais de 55% de posse.

Quando os brasileiros pareciam se encontrar no jogo, veio o gol marroquino. Aos 20 minutos, Bilal El Khannous desarmou Lucas Paquetá, que não conseguiu dominar o passe forte de Ibañez, e deu início ao contra-ataque. O também meia Brahim Diaz recebeu pelo meio e lançou Ismael Saibari. O atacante superou a dupla de zaga na velocidade e tocou por cobertura, na saída de Alisson.

O gol deixou o Brasil ainda mais tenso em campo, sem conseguir ajustar a marcação, frágil e lenta. Marrocos aproveitou e sufocou o time de Ancelotti na defesa. Para complicar, Ibañez e Casemiro receberam cartões amarelos e ficaram pendurados, sob risco de expulsão.

Parecia que somente a qualidade individual recolocaria a seleção brasileira no jogo. E ela veio com Vinícius Júnior. Aos 31, o camisa 7 recebeu do volante Bruno Guimarães na área pela esquerda, driblou o meia Neil El Aynaoui e bateu forte e cruzado para deixar tudo igual. Um belo gol em Nova Jersey.


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Morocco's Achraf Hakimi embraces Brazil's Vinicius Junior after the match REUTERS/Dylan Martinez
Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Brazil v Morocco - New York/New Jersey Stadium, East Rutherford, New Jersey, U.S. - June 13, 2026 Morocco's Achraf Hakimi embraces Brazil's Vinicius Junior after the match REUTERS/Dylan Martinez
Melhor do Brasil no jogo, Vinícius Júnior buscou empate com golaço. Empate refletiu o equilíbrio dos dois times. Foto: REUTERS/Dylan Martinez/Proibida reprodução

Mais calmos, os brasileiros conseguiram equilibrar o jogo e trocar mais passes. Marrocos não abdicou do ataque, mas a partida perdeu intensidade. A melhor chance antes do intervalo foi um voleio de Lucas Paquetá, dentro da área pela direita, após cruzamento de Douglas Santos pela esquerda, que o goleiro Yassine Bono defendeu.

Brasil melhora

Para o segundo tempo, Ancelotti trocou os amarelados Ibañez e Casemiro para entradas de Danilo e Fabinho. Mais ligado, o Brasil voltou do intervalo se lançando a frente, conseguindo diminuir o espaço de Marrocos. Aos seis minutos, na sequência de uma cobrança de lateral rápida pela esquerda, Igor Thiago recebeu na área e chutou forte, em cima de Bono, que espalmou no susto. Foi o único lance de perigo do camisa 25 na partida.

Atrás de mais mobilidade no setor ofensivo, o técnico italiano fez outras duas mudanças, tirando Igor Thiago, que errou praticamente tudo no jogo, e Lucas Paquetá. No lugar deles, entraram Matheus Cunha e Luiz Henrique. Por fim, Bruno Guimarães deu lugar a Danilo Santos.

Com as alterações, o Brasil tomou conta do campo marroquino, mas sem conseguir acertar o último passe, ou seja, concluir com efetividade. Rafinha, outro que acertou pouco na partida, ainda teve a chance da redenção na reta final do jogo. Recebeu de Vinícius Júnior na grande área, com espaço, mas não acertou em cheio o chute, que parou nas mãos de Bono.

Nos instantes finais, os Leões do Atlas ainda obrigaram Alisson a duas grandes defesas. Primeiro, em chute de El Aynaoui de fora da área. Depois, antecipando-se ao atacante Ayoube Amaimouni no rebote na pequena área, salvando a seleção canarinho da derrota.

O próximo compromisso será na sexta-feira (19), às 21h30 (horário de Brasília), contra o Haiti, no Lincoln Financial Field, na Filadélfia. No mesmo dia, mas às 19h, Marrocos pega a Escócia no Gillette Stadium, em Boston.

Suíça desperdiça chances e Catar arranca empate no fim pelo Grupo B


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

A máxima do futebol do “quem não faz, toma” se fez presente no jogo que finalizou a primeira rodada do Grupo B da Copa do Mundo. Neste sábado (13), Suíça e Catar empataram por 1 a 1 no Levi’s Stadium, em Santa Clara, na Califórnia (Estados Unidos).

Os suíços desperdiçaram várias oportunidades ao longo da partida. Foram 26 chutes, mas apenas sete em direção a meta catari. Com bem menos finalizações (sete, quatro no gol), a equipe asiática conseguiu a igualdade nos acréscimos da etapa final e somou seu primeiro ponto da história em um Mundial. Sede da edição anterior, a seleção do país perdeu os três jogos que fez em 2022.

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Com um ponto cada, Suíça e Catar se igualam a Canadá, outro anfitrião da Copa, e Bósnia e Herzegovina, que ficaram no 1 a 1 na última sexta-feira (12), no Toronto Field. Foi o primeiro jogo de Mundial em solo canadense na história.

O Grupo B prossegue na próxima quinta-feira (18). Às 16h (horário de Brasília), a Suíça joga novamente na Califórnia, mas em Los Angeles, no SoFi Stadium, contra a Bósnia. Mais tarde, às 19h, o Catar vai ao Canadá encarar os donos da casa no BC Place Stadium, em Vancouver.

Relógios suíços costumam significar precisão, eficiência. O mesmo não pôde ser dito sobre a seleção de futebol alpina, em que pese a vantagem no marcador ao final do primeiro tempo. Os europeus finalizaram 14 vezes nos 45 minutos iniciais, sendo 12 dentro da área, mas balançaram as redes somente em uma cobrança de pênalti.

Aos 13 minutos, o goleiro Mahmoud Abunada chegou atrasado na dividida em cima do volante Remo Freuler, dentro da área. Após três minutos de análise da arbitragem de vídeo (VAR) sobre a marcação ou não de impedimento, o atacante Breel Embolo bateu ​e mandou para as redes.

Com o jogo sob controle, a Suíça passou a cadenciar as ações para evitar maior desgaste por conta do forte calor em Santa Clara. O Catar, por sua vez, tentava sair em velocidade quando tinha a posse da bola, mas esbarrava na própria limitação técnica e na marcação dos europeus, quase sempre em superioridade numérica.

Quando a vitória suíça parecia encaminhada, veio a punição pelas oportunidades desperdiçadas. Nos acréscimos, aos 49 minutos da etapa final, o zagueiro Boualem Khoukhi apareceu na área e, de cabeça, fez o gol que explodiu a torcida catari presente na Califórnia, garantindo o empate.

Seleção brasileira masculina vai à semifinal do Mundial de goalball


Alemanha repete 7x1 sobre Curaçao, que faz seu primeiro gol em Copas

Não é somente no futebol que o Brasil quer conquistar o mundo em 2026. Neste sábado (13), a seleção masculina de goalball – modalidade praticada por atletas com deficiência visual – se classificou à semifinal do Campeonato Mundial de Hanghzou (China).

Os brasileiros superaram a Ucrânia por 7 a 1 e enfrentam os donos da casa neste domingo, às 4h (horário de Brasília). O canal da Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, na sigla em inglês) no YouTube transmite ao vivo.

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No goalball, são três atletas de cada lado. Todos usam vendas, para evitar que aqueles de baixa visão tenham vantagem sobre os totalmente cegos. A bola tem um guizo, que permite aos jogadores escutarem onde ela está para poderem defender os arremessos.

São dois tempos de 12 minutos, mas acaba antes se uma das equipes abrir dez gols de diferença.

A vitória brasileira teve gols de André (três), Leomon (dois), Parazinho e Paulo. O triunfo teve gosto de revanche. Os quatro artilheiros fizeram parte da seleção medalhista de bronze na Paralimpíada de Paris (França), em 2024, superada pela própria Ucrânia na semifinal.

Atual tricampeão mundial, o Brasil é o país com mais títulos da competição entre os homens. Se vencer a China na reedição da última final e se classificar à decisão, a seleção já garante vaga para os Jogos de Los Angeles (Estados Unidos), em 2028, para buscar o segundo ouro paralímpico na história. O primeiro veio em Tóquio (Japão), em 2021.

O Brasil também esteve representado nas quartas de final do Mundial feminino, que ocorre simultaneamente ao masculino em Hanghzou. A seleção verde e amarela não resistiu à Turquia, atual campeã, mas ainda pode buscar a vaga paralímpica nos Jogos Parapan-Americanos de Lima (Peru), em 2027.

Após um empate emocionante por 4 a 4 no tempo normal, com Victória Amorim (dois), Jéssica e Moniza marcando os gols brasileiros, a decisão da classificação à semifinal foi para os pênaltis – no goalball, o atleta de um time arremessa e o da outra equipe tenta defender sozinho. As turcas, campeãs paralímpicas em Paris, fizeram 3 a 2 e levaram a melhor.