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Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

A vencedora do Prêmio Nobel da Paz, Malala Yousafzai, defendeu uma educação mais inclusiva em reunião com ministros brasileiros em Brasília, nesta quinta-feira (25).

O ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, ressaltou que Malala é um símbolo mundial de resistência e de defesa da educação e de luta contra o preconceito, de luta pela igualdade de género. “Ela está fazendo agenda no Brasil e está aqui tratando sobre uma educação mais inclusiva, então esse é um desafio que nós temos, que a educação brasileira seja inclusiva, que chegue a todas as crianças do nosso país, que a gente não conviva com crianças fora da escola, que tenha uma educação que possa ser cidadã e que possa combater todo e qualquer tipo de preconceito”, disse o ministro, após a reunião.

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Também presente no encontro, a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, disse que o encontro de hoje é histórico e que a ativista é referência para os educadores brasileiros. “Eu uso Malala desde que comecei a dar aula e mostrava aos alunos não só o documentário dela, mas o livro também, que inspira”. O encontro com autoridades brasileiras ocorreu no Ministério da Educação, com a presença do titular da pasta, Camilo Santana .

Brasília - 25.05.2023 - A ministra da igualdade racial Anielle Franco, fala com jornalistas ao deixar o Ministério da Educação, após reunião com a ativista Paquistanesa, Malala Yousafzai e o Ministro da Educação Camilo Santana. Foto: José Cruz/
Brasília - 25.05.2023 - A ministra da igualdade racial Anielle Franco, fala com jornalistas ao deixar o Ministério da Educação, após reunião com a ativista Paquistanesa, Malala Yousafzai e o Ministro da Educação Camilo Santana. Foto: José Cruz/

Ministra da Igualdade Racial Anielle Franco fala com jornalistas ao deixar o Ministério da Educação, após reunião com a ativista Malala Yousafzai – José Cruz/ Agência Brasil

É a segunda vez que a ativista pela educação paquistanesa visita o Brasil. Na terça-feira, Malala esteve em evento literário no Rio de Janeiro, onde falou sobre a importância de os homens estarem engajados na luta pela igualdade de gênero e enfatizou que as mulheres devem ser as protagonistas nesta luta.

Símbolo

Por ter se envolvido desde cedo na luta pelo direito à educação, Malala foi alvo de um ataque do grupo Talibã em outubro de 2012, no nordeste do Paquistão, quando voltava da escola. Atingida por uma bala, passou dias em estado grave. Durante a recuperação, foi transferida para um hospital na Inglaterra, onde reside atualmente. Ela criou, ao lado do pai, o Fundo Malala em 2013, voltado para promover a educação universal de meninas em todo o mundo. Em 2014, aos 17 anos, foi a pessoa mais jovem a receber o Prêmio Nobel da Paz. Em 2020, concluiu a graduação em filosofia, política e economia na Universidade de Oxford.

Brasil pega Chile em último amistoso antes da Copa Feminina de Futebol


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

A seleção feminina de futebol fará um último amistoso no  Brasil, contra o Chile, 22 dias antes da estreia na Copa do Mundo Feminina, na Nova Zelândia e na Austrália. A CBF emitiu nota na tarde de hoje (25) confirmando a partida, às 10h30 (horário de Brasília) do dia 2 de julho (um domingo), no Estádio Mané Garrincha, no Distrito Federal.

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Só neste ano, a equipe, comandada pela técnica Pia Sundhage, entrou em campo cinco vezes. Abriu a temporada em fevereiro, no Torneio She Believes, quando perdeu dois jogos – para Estados Unidos e Canadá – e encerrou com vitória sobre o Japão.

Após a competição, nos Estados Unidos, Sundage promoveu mudanças táticas que ser refletiram no desempenho das brasileiras em campo, dois meses depois. Na disputa do título da Finalíssima, contra a Inglaterra (campeã europeia), faltou pouco para a seleção levantar a taça em Wembley (Londres). Arrancou o empate em 1 a 1 nos minutos finais da partida, forçando a definição do jogo na cobrança de pênaltis, mas depois perdeu por 4 a 2. No último duelo da Data Fifa em abril, também fora de casa, as brasileiras dominaram a seleção alemã, vice-campeã europeias, com vitória de 2 a 1.

Antes do amistoso contra o Chile, a equipe brasileira fará dois períodos de treinamento no Brasil: de 7 a 15 de junho terão treinos físico no Rio de Janeiro, e de 19 a 25 de junho participarão de atividades na Granja Comary, na cidade de Teresópolis (RJ).

A abertura da Copa do Mundo será no dia 20 de julho e o Brasil estreará quatro dias depois contra o Panamá, pelo Grupo F. Depois a equipe brasileira medirá forças com a França, no dia 29  e, encerra a fase de grupos encarando a Jamaica em 2 de agosto, diante da Jamaica. Todas as partidas da seleção brasileira na fase inicial serão na Austrália.

Servidores da UnB podem perder 26% da remuneração


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Servidores da Universidade de Brasília (UnB) realizaram nesta quinta-feira (25) um ato contra cortes nas remunerações. De acordo com a reitoria da instituição, uma decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes cassou a liminar que garante o pagamento da Unidade de Referência de Preços (URP) a servidores técnico-administrativos da ativa e aposentados da instituição.

“O cumprimento da decisão pela Universidade de Brasília depende de parecer da Advocacia-Geral da União [AGU], que encaminhará para a UnB parecer específico, denominado parecer de força executória. Portanto, até o presente momento, o salário referente ao mês de maio dos servidores da UnB manterá a parcela da URP”, destaca a reitoria em nota.

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A reitoria informou ainda que outra liminar, relativa aos docentes da instituição, segue sem manifestação final do STF. “Desde que assumimos a reitoria da UnB, temos atuado fortemente em defesa de nossos servidores pela manutenção da URP – que representa parcela significativa das remunerações – junto às instâncias competentes.”  

“Continuaremos atentos e trabalharemos em favor dos servidores e das servidoras da universidade, comprometidos com a qualidade e a excelência da oferta do ensino público, da pesquisa e da extensão. A administração permanece atenta a todos os desdobramentos relativos a este assunto e reitera seu compromisso com os servidores docentes e técnicos da UnB, com diálogo e transparência”, acrescenta o comunicado.

Em entrevista à Agência Brasil, a técnica em Assuntos Educacionais da UnB, Fabiana Oliveira Machado, explicou que a URP representa 26% do salário de servidores técnicos-administrativos da instituição. “A liminar dos técnicos foi julgada ontem de forma monocrática por Gilmar Mendes.”

“A URP foi criada em 1989 para um grupo de servidores técnicos administrativos. Com o passar dos anos, para a paridade salarial, todos os servidores passaram a receber, inclusive professores”, disse. “Ao longo dos anos, foi determinado que a URP era ilegal. Mas os sindicatos entraram na Justiça e conseguiram liminares”, concluiu.

O escritório que representa o Sindicato dos Trabalhadores da Fundação Universidade de Brasília (Sintfub) vai recorrer da decisão do ministro Gilmar Mendes. “Valmir Andrade, advogado e sócio de Wagner Advogados, destaca que essa decisão será objeto de recurso e que a equipe do escritório está analisando detalhadamente o caso em busca de uma solução jurídica para os servidores prejudicados”, informou o escritório, em nota publicada no site do sindicato.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da UnB para entender quantos servidores técnico-administrativos podem ser afetados pela derrubada da liminar e aguarda retorno. 

Matéria alterada às 18h22 para incluir a informação sobre o recurso que será apresentado pelo Sintfub.

Quatro detidos por crime de ódio contra Vini Jr. são soltos na Espanha


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Foram soltos nesta quinta-feira (25) os últimos suspeitos de crime de ódio contra o atacante brasileiro Vinicius Júnior, de um total de sete homens detidos há dois dias. Eles são investigados por terem pendurado um boneco preto com a camisa 20, usada por Vini no Real Madrid, simulando um enforcamento. Segundo a Reuters, um tribunal de justiça emitiu nota afirmando que os suspeitos estão proibidos de se aproximar e conversar com o brasileiro, além de frequentar estádios, enquanto durarem as investigações.

A polícia abriu inquérito em 26 de janeiro, quando o boneco inflável apareceu em uma ponte, em frente ao Centro de Treinamento (CT) do Real Madrid, junto a uma faixa vermelha e branca (cores do Atlético de Madrid), com a frase “Madri odeia o Real”. Segundo a polícia, três dos homens presos na última terça (3) eram integrantes de “um grupo radical de torcedores de um clube de Madri” que já haviam sido classificados como de “alto risco” durante os jogos.

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Os suspeitos – com idades entre 19 e 24 anos – liberados da prisão hoje (25) não poderão chegar a menos de um quilômetro dos estádios Santiago Bernabéu e Civitas Metropolitano – ambos na capital espanhola -, nem de qualquer outro do campeonato nacional da LaLiga durante as partidas.  

Após a repercussão dos ataques racistas sofridos por Vinicius Júnior no último domingo (21), durante partida contra o Valência, a polícia espanhola deteve sete pessoas suspeitas de crimes de ódio contra o brasileiro. No mesmo dia, três deles – identificados como torcedores do Valência – foram liberados, após prestarem depoimento.

* Com informações da Agência Reuters

Palmeiras bate Cerro e fica perto das oitavas da Libertadores


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O Palmeiras foi até o Estádio La Olla, em Assunção, e derrotou o Cerro Porteño (Paraguai) por 3 a 0 (dois gols de Artur e um de Rony), na noite desta quarta-feira (24). Este resultado deixou o Verdão na vice-liderança do Grupo C da Copa Libertadores.

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Agora a equipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira soma os mesmos nove pontos do líder da chave, o Bolívar (Bolívia), que bateu o Barcelona de Guayaquil (Equador) por 1 a 0 na rodada. Desta forma a equipe brasileira fica a um empate da classificação para as oitavas de final quando faltam duas rodadas para o final da fase de grupos.

Apesar de acabar derrotado no final, o Cerro iniciou o confronto dando trabalho ao Palmeiras. Porém, a situação da equipe paraguaia se complicou aos 14 minutos do primeiro tempo, quando o lateral Báez recebeu cartão vermelho após falta dura em Artur.

Com um a mais a partida mudou de dinâmica, e o Verdão abriu o placar aos 24 minutos. Zé Rafael roubou a bola no meio de campo e lançou Rony, que apenas rolou para o meio, onde Artur chegou batendo de chapa para marcar um belo gol.

O camisa 14 voltou ser decisivo aos 12 minutos da etapa final. Rony recebeu na linha de fundo de Dudu e cruzou rasteiro para Artur, que não perdoou. Mas ainda faltava o gol do camisa 10 do Palmeiras. Após duas assistências, Rony deixou o seu aos 22 minutos, quando, após receber lançamento, driblou o goleiro adversário antes de bater para o gol vazio.

Flamengo cede empate

Outro brasileiro a entrar em campo nesta quarta foi o Flamengo. Em partida transmitida pela Rádio Nacional e disputada no Estádio Municipal de Concepción, o Rubro-Negro chegou a abrir o placar com Gabriel Barbosa aos 33 minutos do primeiro tempo. Mas viu o Ñublense (Chile) arrancar o empate aos 26 da etapa final com Jorge Henríquez.

Este resultado deixou a equipe da Gávea na segunda posição do Grupo A com 5 pontos, um a mais do que os chilenos. O líder é o Racing (Argentina), que bateu o Aucas (Equador) por 2 a 1 para chegar aos 10 pontos.

Corinthians se complica

Quem ficou em situação muito complicada na competição continental foi o Corinthians. Jogando no Estádio Diego Armando Maradona, em Buenos Aires, o Timão não passou do 0 a 0 com o Argentinos Juniors (Argentina) e permanece na terceira posição do Grupo E, agora com quatro pontos.

Já o Argentino Juniors mantém a liderança da chave com o resultado, agora com 8 pontos. O vice-líder é o Independiente del Valle (Equador), com 6 pontos. O Liverpool (Uruguai) é o lanterna com os mesmos 4 pontos do Timão.

Brasil goleia República Dominicana por 6 a 0 no Mundial Sub-20


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

A seleção brasileira conquistou a primeira vitória na Copa do Mundo Sub-20. Em partida disputada nesta quarta-feira (24) em Mendoza (Argentina), o Brasil goleou a República Dominicana por 6 a 0 para assumir a vice-liderança do Grupo D da competição.

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Após este triunfo, e o revés de 3 a 2 para a Itália na estreia, a equipe comandada pelo técnico Ramon Menezes precisa vencer na última rodada da fase de grupos para avançar às oitavas de final. Mas o adversário é justamente o líder do Grupo D, a Nigéria. O confronto será disputado a partir das 15h (horário de Brasília) do próximo sábado (27) em La Plata.

Na partida desta quarta a seleção brasileira começou a construir sua vitória na etapa inicial. Aos 37 minutos Guilherme Biro cruzou e Sávio não perdoou. Um minuto depois Marcos Leonardo ampliou para 2 a 0. O terceiro saiu apenas após o intervalo, com Jean após cruzamento de Sávio.

Aos 37 o Brasil chegou ao quarto, com Giovane após passe de Matheus Martins. Dez minutos depois Marlon Gomes marcou o seu. Já nos acréscimos Matheus Martins deu números finais aop marcador.

Vinicius Júnior recebe apoio durante jogo do Real Madrid


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

Vinicius Júnior recebeu diversas manifestações de apoio, nesta quarta-feira (24), durante a vitória de 2 a 1 do Real Madrid sobre o Rayo Vallecano pela 36ª rodada do Campeonato Espanhol no estádio Santiago Bernabéu. Após a Federação Espanhola anular, na última terça (23), o cartão vermelho que recebeu no jogo contra o Valencia (quando o brasileiro foi vítima de agressões racistas), o atacante até poderia entrar em campo, mas não foi relacionado para a partida por causa de dores no joelho.

Uma das demonstrações de apoio veio do elenco do Real Madrid. Os jogadores da equipe Merengue, titulares e reservas, entraram em campo com a camisa de número 20 de Vinicius Júnior.

O atacante brasileiro também recebeu apoio das arquibancadas. Uma grande faixa com os dizeres “Somos todos Vinicius, já basta”, foi exibida pela torcida do Real, que, aos 20 minutos do primeiro tempo, deu uma salva de palmas, momento no qual a partida foi interrompida para a homenagem ao brasileiro.

O atacante da seleção brasileira, que acompanhou a partida das tribunas do Santiago Bernabéu, publicou após a partida uma mensagem em seu perfil em uma rede social agradecendo o apoio: “Amo vocês. Obrigado, obrigado, obrigado”.

Agressões racistas no Mestalla

Vinicius Júnior foi vítima de mais uma ação racista em um estádio espanhol na tarde do último domingo. Durante a derrota do Real Madrid para o Valencia por 1 a 0, no Estádio Mestalla, casa dos adversários, Vini escutou insultos racistas e gritos de “macaco” vindos das arquibancadas. O jogo foi paralisado por cerca de oito minutos e, posteriormente, o jogador foi expulso ao se envolver em confusão.

O lance que deu origem ao episódio aconteceu aos 29 da segunda etapa. Jogando em ambiente hostil, Vinicius Júnior tentou jogada pela esquerda quando uma segunda bola, que havia sido arremessada no gramado instantes antes, foi chutada por Eray Cömert, atleta do Valencia, de maneira proposital para interromper o lance. Naquele momento Vini se dirigiu para parte da torcida valencianista que estava localizada atrás do gol do time local e apontou para torcedores que o insultavam chamando-o de macaco.

O árbitro De Burgos Bengoetxea paralisou a partida e o sistema de som avisou que o confronto só seria retomado se as ofensas parassem. Vini sinalizou que estava bem para retornar, e o jogo prosseguiu após cerca de oito minutos de pausa, com a polícia comparecendo ao local das ofensas.

Nos acréscimos da partida, Vini se envolveu em uma confusão com o goleiro Giorgi Mamardashvili e, após ser contido pelo adversário Hugo Duro com uma gravata, acertou o rosto do atleta do Valencia ao tentar se desvencilhar. No fim, apenas o brasileiro foi punido, sendo expulso.

Futebol de cegos: seleção avança à semi de Grand Prix Internacional


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

A seleção brasileira de futebol se classificou antecipadamente à semifinal do Grand Prix Internacional, em São Paulo, ao derrotar a Inglaterra. O nome do jogo foi Raimundo Nonato, que marcou os dois gols da vitória, no Centro de Treinamento Paralímpico (CTP). É a primeira vez que a competição, organizada pela Federação Internacional de Esportes para Cegos (IBSA, na sigla em inglês) ocorre na América do Sul.  Pentacampeão paralímpico, o Brasil busca o bicampeonato no Grand Prix. O país foi campeão ano passado, na edição do México, em sua estreia no torneio.

“Estamos trabalhando da melhor maneira possível. Estou muito feliz por contribuir com mais dois gols. A Inglaterra usa muito a força. Foi um jogo muito brigado e pegado, mas deu certo no final”, disse Nonato, que assumiu hoje a artilharia do torneio, pois já marcara dois gols contra o Japão.

Com a segunda vitória seguida – a primeira foi contra o Japão, por 3 a 0 – a seleção chegou aos seis pontos e assumiu a liderança do Grupo B que tem ainda o Chile. Na chave A estão França, Argentina, Tailândia e Itália. O formato da disputa prevê jogos de todos contra todos dentro do próprio grupo. Os dois melhores de cada chave jogam as semifinais na sexta-feira (26) e, no sábado (27) os classificados disputarão a medalha de ouro.

“Todas as seleções que jogam contra o Brasil tentam tirar um ponto nosso. A Inglaterra nunca foi fácil. É um time forte fisicamente. O importante é que vencemos, rodamos os atletas e estamos andando com o nosso processo de renovação, com muitos jogadores da base. Vamos fazer o melhor para continuar na busca pelo título, em casa”, afirmou o treinador Fábio Vasconcelos, em depoimento ao site do Comitê Paralímpico do Brasil (CPB).

Ciclo Paralímpico

O Brasil é o único pentacampeão paralímpico, com cinco ouros consecutivos desde os Jogos de Atenas (2004). A modalidade era chamada de futebol de cinco até os Jogos de Tóquio.

A participação do país no Grand Prix Internacional faz parte da preparação rumo a Paris 2024. Serão oito equipes na capital francesa, sendo que quatro já asseguram presença: França, Turquia, Marrocos e China.

As duas principais competições da seleção este ano, classificatórios para Paris 2024, serão a Copa do Mundo, em agosto, em Birmingham (Inglaterra) – inserida dentro da programação dos Jogos Mundiais da IBSA – e os Jogos Parapan-Americanos, em novembro, em Santiago (Chile).

Para confirmar sua vaga, o Brasil terá de ficar entre os três primeiros colocados do Mundial ou conquistar o Parapan.

Ofensas a Vinicius Jr. fazem parte de histórico de racismo no futebol


Em Brasília, Malala defende educação mais inclusiva

A repercussão dos ataques racistas direcionados ao atacante Vinicius Júnior, do Real Madrid, no duelo com o Valência pelo Campeonato Espanhol no último domingo (21), mostra que este não é um fato isolado. Nos últimos anos, foram vários os casos de racismo contra atletas brasileiros no futebol europeu, dentro e fora de campo, mas que não se limitam ao Velho Continente. Eles também avançaram no Brasil.

Daniel Alves, Taison, Dentinho, Neymar, Roberto Carlos, Malcom, Richarlison, Hulk. Todos eles já foram vítimas de racismo na Europa, de bananas atiradas no gramado a sons que imitam os de um macaco nas arquibancadas. A mesma Espanha na qual Vinicius Júnior tem sofrido com manifestações racistas e de ódio foi palco de boa parte destes ataques.

Confira a linha do tempo:

racismo no futebol
racismo no futebol

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“Isso [repetição de ataques a Vinicius Júnior] reflete anos e anos de leniência das autoridades espanholas com o racismo. Especialmente nos campos de futebol, não é apenas Vinícius Júnior que tem sofrido, mas outros jogadores pela Europa também, como o [atacante belga Romelu] Lukaku, vítima de racismo em abril e expulso por reagir contra os xingamentos racistas [na Itália, onde defende a Inter de Milão]. Existe um histórico [de racismo], com mais de 20 anos, com jogadores negros brasileiros e de outros países”, destacou Jorge Santana, professor de História e mestre em Ciências Sociais pela Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), em depoimento ao programa Stadium, da TV Brasil.

“O Vinícius tem sido uma voz quase isolada na luta contra o racismo no Campeonato Espanhol. As instituições espanholas fazem olhos de mercadores e não tomam atitudes e políticas duras contra o racismo. Das dez denúncias feitas pelo Vinicius [desde 2021], três foram arquivadas pela liga espanhola. Isso faz com que a liga seja uma aliada do racismo na Espanha”, completou Santana, que é autor do livro “Desculpas, meu ídolo Barbosa”.

Brasil

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O racismo no esporte mais popular do mundo, porém, não se limita à Europa. No Brasil, a prática avança de maneira preocupante. Segundo levantamento do Observatório da Discriminação Racial do Futebol, foram registrados 90 casos de ofensas raciais em 2022, contra 64 em 2021. Um aumento de 40%.

Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.532, que tipifica a injúria racial como

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 crime de racismo, que já era considerado delito no país, pela Lei 7.716, de 1989. O Regulamento Geral de Competições da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) para 2023 indica punição a casos de discriminação, que pode variar de uma advertência até a perda de pontos.

No país, um dos casos mais marcantes ocorreu em 2014, envolvendo o hoje ex-goleiro Aranha. À época no Santos, ele foi alvo de ofensas racistas de torcedores do Grêmio na partida de ida do confronto pelas oitavas de final da Copa do Brasil, na Arena do time gaúcho, em Porto Alegre. Os xingamentos, inicialmente, não constaram na súmula do árbitro Wilton Pereira Sampaio, sendo feito um adendo ao documento, enfim citando a ocorrência. Em decisão inédita, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva (SJTD) excluiu o Tricolor do torneio nacional antes mesmo do jogo de volta.

De lá para cá, apesar do aumento dos casos, não houve igual punição. Em agosto de 2021, o Brusque chegou a perder três pontos durante a Série B do Campeonato Brasileiro, por causa de ofensas racistas de um dirigente ao atacante Celsinho, do Londrina, em duelo no Estádio Augusto Bauer, em Brusque (SC). Em novembro, porém, o STJD acabou devolvendo os pontos ao clube de Santa Catarina.

“Na minha opinião, deveria constar no regulamento dos campeonatos que quaisquer manifestações preconceituosas implicariam na perda imediata dos pontos daquela partida, sendo passível de rebaixamento caso se repitam. Já está passando a hora de a Fifa [Federação Internacional de Futebol] se manifestar seriamente. É muito bonito fazer campanha e dizer que todos são iguais no futebol, quando esses casos acontecem tantas e tantas vezes”, analisou o jornalista Cláudio Nogueira, responsável por livros como “Futebol Brasil Memória” e “Esporte: Usina de Sonhos e Milhões”, também ao Stadium.

Em nível continental, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) ampliou, no ano passado, as punições por racismo em jogos dos torneios que organiza. As alterações foram motivadas por ofensas sequenciais a torcedores e atletas brasileiros em partidas fora de casa durante o primeiro semestre. A multa mínima passou de R$ 150 mil para R$ 500 mil, com possibilidade de o time enquadrado ter de atuar com parte das arquibancadas fechadas ou sem público.

Patrocínios

Se dentro de campo as punições dependem das entidades desportivas, fora dele há o entendimento de que as marcas que cedem os nomes aos clubes e eventos devem pressionar por ações contra o preconceito. Após o caso envolvendo Vinicius Júnior, a organização Sleeping Giants Brasil acionou os 20 patrocinadores da liga espanhola nas redes sociais.

Segundo o diretor executivo da organização, Leonardo Leal, somente dois (Santander e Puma) se manifestaram até a publicação desta reportagem.

“Quando [patrocinadores] associam uma marca ao evento, eles também, querendo ou não, associam-se aos casos de racismo que acabam acontecendo. Como a liga não toma providências, pedimos ajuda desses patrocinadores, que têm muito poder na instituição, inclusive financiam o campeonato, para que deem voz às denúncias de racismo e a liga, finalmente, tome providências. Ficamos aguardando o posicionamento proativo delas no último domingo, dia que aconteceu o caso e o debate tomou as redes. Quando consumimos uma empresa, não consumimos apenas seu produto, mas também a ideia, a visão dessa empresa para o mundo”, declarou Leal à Agência Brasil.

“Acho que uma analogia que cabe muito é em relação às plataformas [redes sociais]. Elas acabam não agindo sobre conteúdos de ódio e desinformação, por isso acionamos os patrocinadores, já que a principal entidade não se move. Com a liga espanhola é o mesmo caso. Isso demonstra que se não for pelo follow the money [siga o dinheiro, na tradução literal do inglês], por pressionar quem financia jogos, campeonatos ou qualquer organização que acabe promovendo discurso racista ou odioso, não vemos muitas escapatórias ou mesmo responsabilizações desses agentes odiosos”, concluiu o diretor da Sleeping Giants.

Escritores do Pará e de Pernambuco ganham Prêmio SESC de 2023

O paraense Airton Souza e a pernambucana Bethânia Pires Amaro, radicada em São Paulo, são os vencedores do Prêmio Sesc de Literatura 2023, com as obras Outro outono de carne estranha, escolhido como melhor romance, e O ninho, ganhador na categoria conto, respectivamente. O resultado da premiação foi divulgado nesta quarta-feira (24), pelo Serviço Social do Comércio (Sesc).

Esta é a 20ª edição do Prêmio Sesc de Literatura, considerado um dos mais importantes prêmios para o reconhecimento de escritores estreantes, que contabiliza desde sua criação, em 2003, mais de 20 mil obras inscritas e 35 novos autores revelados.

Em entrevista à Agência Brasil, a diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc, Janaína Cunha, destacou que esta é a terceira vez consecutiva que um autor paraense é agraciado com o Prêmio Sesc. “A gente se alegra muito com isso porque mostra que o prêmio tem abrangência nacional. São dois autores, um do Pará e um de Pernambuco, que estão fora do circuito literário tradicional, reconhecido nos grandes centros de produção literária, e são agraciados por sua narrativa. Então, a gente fica feliz e positivamente surpreendido com esse resultado”.

Circulação

O lançamento oficial dos dois livros será feito em novembro deste ano, com publicação pela editora Record, parceira do Sesc no projeto. A tiragem inicial será de, no mínimo, 2,5 mil exemplares. Em 2024, os autores farão a divulgação das obras em circulação nacional, sendo recebidos em boa parte nos departamentos regionais do Sesc nos estados para apresentação dos livros e falar sobre o projeto, em um contato mais direto com o público, com quem terão a oportunidade de abordar sua trajetória até sair vencedor da premiação. Os autores vencedores participarão de eventos promovidos por parceiros do Sesc, incluindo feiras literárias.

“A gente fica muito estimulado, porque é um processo contínuo e permanente de atenção à literatura e à produção literária. Não se trata de uma atenção única de receber as propostas, reunir uma comissão, categorizar, avaliar e chegar a um resultado final”, manifestou a diretora do Departamento Nacional do Sesc. Segundo Janaína, há um processo contínuo de estímulo à produção e reconhecimento do valor dessa produção, e de ressignificação do papel da literatura no cotidiano das pessoas. “Isso é que a gente acha mais bacana. É esse ambiente que tem uma permanência da ação, e não uma ação pontual com seus méritos específicos”.

A comissão final que selecionou o romance de Airton Souza foi composta pelos escritores Joca Reiners Terron e Suzana Vargas e, a que elegeu o conto de Bethânia Pires Amaro teve participação dos também escritores Giovana Madalosso e Sérgio Rodrigues. A origem do escritor não é identificada pela comissão avaliadora. “Isso é muito curioso. Mostra de fato que o Pará está se encontrando nesse lugar de referência de produção literária. É necessário olhar para o país como um todo, revelando o mérito das narrativas, de onde quer que elas venham, e como elas vêm se constituindo e consolidando no Brasil”. As obras são inéditas e revelam conteúdos mais robustos que exigem uma performance de escritor, ainda que sejam livros inéditos, comentou Janaína.

Inscrições

A edição 2023 do Prêmio Sesc de Literatura recebeu 1.495 inscrições, das quais 770 foram na categoria romance e 725 em conto. Janaína Cunha informou que a média, nos últimos anos, tem ficado em torno de 1.500 inscrições. “É um volume alto porque ele absorve produções já finalizadas, livros já robustos, de autores estreantes. É bastante desafiador, porque não são obras primárias”. Para a diretora, o total de inscritos foi muito expressivo e relevante “ e com uma cobertura muito importante das narrativas locais, convergindo para um olhar nacional”.

Obras

Airton Souza tem 41 anos, nasceu em Marabá (PA), onde mora até hoje. É professor de história para crianças e adolescentes do ensino básico e mestre em Letras. Atualmente, cursa doutorado em comunicação, cultura e amazônia pela Universidade Federal do Pará (UFPA). Seu romance Outro outono de carne estranha remonta aos anos 1980, no final da ditadura, quando dois homens se encontram e se apaixonam em pleno garimpo de Serra Pelada, onde relacionamentos homoafetivos eram proibidos. O escritor narra fatos também inspirados em sua vivência pessoal. “A minha escrita é uma forma de pagar uma dívida afetiva e de retratar esse ambiente complexo que existiu no Brasil daquela época e que pode continuar a coexistir até hoje nos garimpos espalhados por essa imensa Amazônia”, assinalou.

Já os contos de O ninho tratam das relações familiares sob a ótica feminina e buscam dessacralizar a casa como um lugar idílico e de segurança afetiva, como costuma ser retratado nas postagens de famílias perfeitas das mídias sociais, explicou Bethânia Pires Amaro, 34 anos. “Queria mostrar a quem lê, e que muitas vezes vive distúrbios alimentares, abusos e racismo em solidão, atrás de quatro paredes, que essa pessoa não está só”, disse a autora. Bethânia viveu a infância no interior da Bahia e na capital do estado, onde percorria sebos e bibliotecas à procura de livros para ler. Há nove anos, ela se mudou para a capital paulista, onde atua como advogada pública.