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Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas


Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas

O Ministério da Educação (MEC) começou, esta semana, o processo de extinção do Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). A decisão, que impacta cerca de 200 escolas nas cinco regiões do país, foi comemorada e criticada. Para alguns, o modelo precisa ser extinto e não está em conformidade com o papel da escola pública. Para outros, o modelo gera resultados e deve ser mantido.

Para a União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a medida é uma vitória, pois o modelo cívico-militar é “um modelo de escola que acaba privando os estudantes de ter liberdade de expressão”. Para a presidenta da entidade, Jade Beatriz, o modelo “não apoia a formação do pensamento crítico e acaba excluindo uma parcela dos estudantes”.

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Segundo Beatriz, a escola precisa ser democrática e deve incentivar um maior protagonismo dos estudantes. “Hoje, ter essa vitória representa muito para gente. Mas, de toda forma, a gente continua lutando para que, além de serem democráticas, as escolas tenham infraestrutura adequada e também haja o fortalecimento das escolas técnicas”.

Para ela, papel da educação é “fazer com que você vá para além dos muros da escola, que consiga se questionar o que vive hoje. É preciso garantir que a escola seja um instrumento não só de combate à desigualdade social, mas consiga contribuir para formação de pensamento crítico”.

Já o diretor do Colégio Estadual Beatriz Faria Ansay Cívico-Militar, localizado em Curitiba, no Paraná, Sandro Mira, recebeu a notícia com preocupação. “Claro que não é uma notícia boa, visto que a implantação do programa foi uma grande vitória, um grande presente para nossa comunidade”.

O colégio chegou a ser citado como modelo pela gestão de Jair Bolsonaro na divulgação do balanço do programa no final do ano passado. O caso do Colégio Estadual foi tido como exemplo ao alcançar a meta estabelecida para o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

“Nosso colégio era totalmente desacreditado, tanto por parte da comunidade, quanto por parte dos governantes. Por essa razão, foi um dos selecionados para entrar no programa e, a partir do trabalho, com valores em cima dos nossos alunos, professores e funcionários, nós conseguimos fazer uma transformação no colégio, tanto na parte estrutural, quanto na parte pedagógica e social dos nossos alunos. Hoje a gente tem um colégio que é bonito, que é cuidado pela comunidade. Não existe depredação no nosso colégio”, diz Mira.

Escolas cívico-militares

O Pecim era a principal bandeira do governo de Bolsonaro na educação. Ao longo da implementação, o modelo recebeu elogios, mas também uma série de críticas e de denúncias de abusos de militares nas escolas e de exclusão de professores e alunos. Acabar com o programa é, da mesma forma, uma bandeira do governo de Luiz Inácio Lula da Silva.

Esta semana, o MEC enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que deverá ser feita uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.

O programa é executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. Por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na gestão educacional. O programa conta com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares. A proposta do modelo cívico-militar é que militares atuem na administração escolar e na disciplina de estudantes, enquanto os professores são responsáveis pela parte pedagógica.

O modelo tem regras rígidas de aparência para os estudantes. Coque para as meninas e o chamado “cabelo no padrão baixo”, cortado com máquina dois, para os meninos. Adereços como piercings não são permitidos.

Rede Nacional de Pesquisa

De acordo com a professora da Faculdade de Educação da Universidade de Brasília (UnB) e integrante da Rede Nacional de Pesquisa em Militarização da Educação, Catarina de Almeida Santos, o modelo cívico-militar não está em conformidade com a legislação educacional, que não prevê, em lei, a atuação de militares nas escolas. E, além disso, segundo ela, é excludente.

Assim, o ofício enviado pelo MEC às secretarias, a professora afirma, é um primeiro passo para a desmobilização do modelo, mas é necessário que um decreto de fato extinga o programa e, depois disso, sejam tomadas outras medidas para coibir que estados e municípios sigam implementando esse regime nas escolas públicas.

“Para além das escolas militarizadas pelo Pecim, o próprio programa teve um impacto enorme na ampliação da militarização. Por conta própria, em estados e nos municípios. A gente tinha, no início de 2019, cerca de 200 escolas militarizadas. Hoje temos mais de 1 mil”, diz, Santos. “O Governo Federal tem um papel na coordenação dessa política e na definição de diretrizes. Isso é prerrogativa exclusiva da União, definir diretrizes para a educação nacional”.

Catarina ressalta que o modelo é excludente, na medida que acaba deixando de fora aqueles que “não se adequam” a ele. Esses estudantes e professores são transferidos ou são levados a pedir transferência para outras escolas da rede. “O que vimos nesse processo foi isso, a exclusão dos estudantes que dizem que não se adequam ao processo, além do impedimento [de professores] de trabalhar temas que eles entendem que não condiz com a escola. Isso que a gente tem observado nesse processo de militarização, que não é exclusivo das escolas do Pecim, mas que é da lógica dos militares”.

De acordo com a professora, o papel da escola pública é ser um espaço que “acolhe todas as crenças, todas as orientações. Pública é para isso, para atender a todas as pessoas”, diz.

Razões do MEC

Em nota técnica, em que analisa o programa, o MEC conclui que as características do programa e a execução, até agora, indicam que a manutenção não é prioritária e que os objetivos definidos para sua execução devem ser perseguidos mobilizando outras estratégias de política educacional.

A nota, assinada pelo Secretário de Educação Básica substituto Alexsandro Santos desaconselha a manutenção do programa por entender que há problemas de coesão/coerência normativa entre sua estrutura e os alicerces normativos do sistema educacional brasileiro. Além disso, induz o desvio de finalidade das atividades das forças armadas, “invocando sua atuação em uma seara que não é sua expertise e não é condizente com seu lugar institucional no ordenamento jurídico brasileiro”.

A nota técnica acrescenta que a execução orçamentária dos recursos de assistência financeira destinados às escolas do Programa ao longo dos anos de 2020, 2021 e 2021 foi irrisória, comprometendo investimentos que poderiam ser mobilizados em outras frentes prioritárias do MEC.

Por fim, a análise conclui que a justificativa para a realização do programa “apresenta-se problemática, ao assumir que o modelo de gestão educacional, o modelo didático-pedagógico e o modelo de gestão administrativa dos colégios militares seriam a solução para o enfrentamento das questões advindas da vulnerabilidade social dos territórios em que as escolas públicas estão inseridas e que teriam as características necessárias para alcançar o tipo de atendimento universal previsto para a educação básica regular, ignorando que colégios militares são estruturalmente, funcionalmente, demograficamente e legalmente distintos das escolas públicas regulares”.

Seleção feminina encara China, em último teste antes da Copa do Mundo


Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas

A oito dias do início da Copa do Mundo Feminina de Futebol, a seleção brasileira faz jogo-treino contra a China, a partir das 23h (horário de Brasília) desta quarta-feira (12) – meio-dia de quinta (13) na Austrália – em último teste antes da estreia na competição. A partida será fechada ao público e à imprensa, no campo de  futebol no complexo esportivo do resort Roynal Pines, onde a equipe está hospedada. O jogo ocorrerá em três tempos de 30 minutos.

A técnica Pia Sundhage fez o últimos ajustes na preparação do  time na noite de terça (11), já esboçando a possível escalação para o jogo-treino desta noite. A meia-atacante Marta não participou das atividades, devido a um desconforto muscular. A equipe treinou jogadas ofensivas de bola parada e também defensivas.

Letícia Isidoro, goleira, seleão brasileira feminina, Copa do Mundo  - treino em Golden Coast em 12/07/2023
Letícia Isidoro, goleira, seleão brasileira feminina, Copa do Mundo  - treino em Golden Coast em 12/07/2023

Para Letícia Isidoro, goleira titular da seleção brasileira, o jogo-treino com a China será uma boa oportunidade para a equipe verificar o que está bom e o que ainda precisa melhorar antes da estreia no Mundial – Thais Magalhães/CBF/Direitos Reservados

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“É importante pra gente poder avaliar também como que está a nossa parte tática, como a equipe está evoluindo e o que vamos precisar melhorar até a estreia no Mundial. Vai ser mais importante em questão de ajuste para a nossa estreia na Copa do Mundo”, afirmou a goleira Léticia Izidoro, em depoimento ao site da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que começou na seleção sub-17 e vai para seu terceiro Mundial profissional, o primeiro como titular. “Mesmo sendo uma seleção que a gente não enfrente na primeira fase da Copa do Mundo, vai gerar um certo desconforto e uma dificuldade. Vamos ver o que realmente está pronto para o Mundial e o que precisamos melhorar. Acho que é boa essa mistura de escolas porque, assim, chegamos preparadas para tudo que possa acontecer no Mundial e não ter nenhum imprevisto”, concluiu Letícia.

O último confronto entre Brasil e China ocorreu na primeira rodada da Olimpíada de Tóquio (Japão), quando a seleção levou a melhor, por 5 a 0, com dois gols de Marta e os demais marcados por Bia Zaneratto, Debinha e Andressa Alves.

O Mundial começa em 20 de julho (quinta-feira), às 4h (horário de Brasília). A seleção fará sua estreia quatro dias depois – uma segunda-feira – às 8h, contra o Panamá, na cidade de Adelaide, em jogo pelo grupo E. As demais partidas da primeira fase do Mundial serão contra a França, no dia 29 em Brisbane (Austrália), e contra a Jamaica em 2 de agosto.

Barcelona anuncia contratação do jogador Vitor Roque


Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas

O Barcelona (Espanha) anunciou, nesta quarta-feira (12), que chegou a um acordo com o Athletico-PR para contratar o atacante Vitor Roque, que brilhou ajudando o Brasil a conquistar o Sul-Americano sub-20 e que, em 2023, foi convocado pelo então técnico interino da seleção principal Ramon Menezes.

No acordo foi estabelecido que o jogador de 18 anos, que é considerado uma das grandes promessas do futebol brasileiro, segue para a equipe catalã apenas no início da temporada 2024/2025. O vínculo do jogador com o Barcelona é até o final da temporada 2030/2031.

“Em termos futebolísticos, é um centroavante ainda em desenvolvimento, mas sua capacidade de adaptação permite que também atue nas pontas caso a situação exija. Exímio leitor de jogo, destaca-se também pela velocidade e pela capacidade de finalização na frente do gol”, afirma nota publicada pela equipe catalã.

Quem também se pronunciou sobre a transferência foi o Athletico-PR, que destacou o fato de Vitor Roque ser o artilheiro da equipe em 2023, com 15 gols. Além disso, o Furacão informou que o centroavante, “desde abril de 2022, disputou 66 jogos, com 22 gols marcados”.

Vitor Roque estará em campo na noite desta quarta para ajudar o Furacão no jogo contra o Flamengo pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Brasil tem dia dourado no Mundial de atletismo paralímpico


Fim das escolas cívico-militares repercute entre estudantes e escolas

O Brasil teve uma quarta-feira (12) dourada no Mundial de atletismo paralímpico, que está sendo disputado em Paris (França), com destaque para a paulista Beth Gomes, que triunfou tanto na prova de arremesso de peso como na de lançamento de disco (na classe F53), nas duas com direito a recorde mundial. Além disso, a equipe brasileira ficou no lugar mais alto do pódio com o mineiro Claudiney Batista, alcançando o bicampeonato no lançamento de disco da classe F56, com o fluminense Ricardo Mendonça nos 200 metros classe T37 e com Felipe Gomes nos 400 metros T11.

O dia de Beth Gomes começou no arremessou de peso classe F53 (atletas que competem em cadeiras), prova na qual alcançou a marca de 7,75 metros. Desta forma, ela bateu o seu próprio recorde mundial da prova, que era de 7,16 metros, registrado no Campeonato Brasileiro de atletismo, em junho, no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo.

“Fiz [na prova] o que venho treinando. Com isso, pude conquistar a minha medalha de ouro. A minha lição de casa foi feita e colocada em campo. Bater o recorde mundial aqui em Paris, que será o palco dos Jogos em 2024, é maravilhoso, mas é apenas o começo. Sempre estarei aqui para incentivar nossa juventude, [defendendo] que o esporte pode mudar a nossa vida”, declarou a atleta, que foi diagnosticada com esclerose múltipla nos anos 1990.

Mais tarde Beth brilhou no lançamento de disco. Ela alcançou a distância de 17,12 metros para superar o recorde mundial anterior, que também era dela, de 16,80 metros, feita no Campeonato Brasileiro de atletismo.

Outro brasileiro a ficar com o ouro foi Claudiney Batista. O brasileiro, que já havia garantido a conquista no Mundial de 2019, disputado em Dubai (Emirados Árabes), desta vez lançou o disco a 46,07 metros na classe F56. A prata ficou com o indiano Yogesh Kathuniya (43,17 metros), enquanto o eslovaco Dusan Laczko garantiu o bronze (42,70 metros).

“A sensação é de alívio, de dever cumprido. Trabalhei muito nesse ano. Vim muito confiante. A preocupação era com o indiano, que havia se aproximado das minhas últimas marcas. Mas sempre procuro evoluir para buscar me manter no alto do pódio”, declarou Claudiney, que também foi medalhista de ouro da prova nos Jogos Paralímpicos de Tóquio.

Nos 200 metros classe T37 (atletas paralisados cerebrais), o Brasil conseguiu uma dobradinha com o ouro do fluminense Ricardo Mendonça e uma prata do paulista Christian Gabriel da Costa. A última medalha dourada do dia foi para o fluminense Felipe Gomes, nos 400 metros classe T11 (atletas cegos).

O dia também foi de mais duas pratas – Fabrício Ferreira nos 100 metros da classe T13 (atletas com deficiência visual) e Alessandro Silva no arremesso de peso F11 (atletas cegos) – e dois bronzes – Fábio Bordignon nos 200 metros da classe T35 e Matheus de Lima nos 100 metros T44 (atletas com deficiência nos membros inferiores).

Após estes cinco ouros, três pratas e dois bronzes o Brasil assumiu a segunda posição do quadro geral de medalhas com o total de sete conquistas douradas, cinco pratas e oito bronzes. A líder é a China (dez ouros, seis pratas e quatro bronzes).

O Brasil é representado no Mundial de atletismo por 54 atletas de 19 estados e 11 atletas-guia. O Mundial de atletismo de Paris é o primeiro da modalidade após os Jogos Paralímpicos de Tóquio. A competição é disputada no Estádio Charlety, que tem capacidade para 20 mil pessoas e pertence ao clube de futebol Paris FC, da segunda divisão francesa.

Governo federal vai encerrar programa de escolas cívico-militares


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O governo federal irá encerrar o Programa Nacional das Escolas Cívico-Militares (Pecim). Esta semana, o Ministério da Educação (MEC) enviou um ofício aos secretários de Educação informando que o programa será finalizado e que deverá ser feita uma transição cuidadosa das atividades para não comprometer o cotidiano das escolas.

O Pecim era a principal bandeira do governo de Jair Bolsonaro para a educação.  O programa era executado em parceria entre o MEC e o Ministério da Defesa. Por meio dele, militares atuam na gestão escolar e na gestão educacional. O programa conta com a participação de militares da reserva das Forças Armadas, policiais e bombeiros militares.

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O programa foi alvo de elogios e de críticas, além de denúncias de abusos de militares nas escolas. Desde que assumiu o governo, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva estuda como finalizar o Pecim sem prejudicar as unidades que aderiram ao programa.

No ofício, o MEC informa que será iniciado um processo de “desmobilização do pessoal das Forças Armadas envolvidas na implementação e lotado nas unidades educacionais vinculadas ao programa, bem como a adoção gradual de medidas que possibilitem o encerramento do ano letivo dentro da normalidade necessária aos trabalhos e atividades educacionais.”

A pasta também solicita aos coordenadores regionais do Programa e Pontos Focais das Secretarias que assegurem “uma transição cuidadosa das atividades que não comprometa o cotidiano das escolas e as conquistas de organização que foram mobilizadas pelo Programa”, acrescenta o texto.

Com o encerramento do programa, de acordo com o MEC, cada sistema de ensino deverá definir estratégias específicas para reintegrar as unidades educacionais às redes regulares. A pasta diz ainda, no ofício, que está em tramitação uma regulamentação específica que vai nortear a efetivação das medidas.

Segundo o MEC, 216 escolas aderiram ao modelo nas cinco regiões do país.

O Distrito Federal é uma das unidades federativas que aderiram ao programa. Em nota, a Secretaria de Educação do DF confirmou o recebimento do ofício do MEC e disse que adotará as medidas necessárias para viabilizar a decisão do governo federal. A secretaria ressalta que será encerrado no DF apenas o programa federal e que dará continuidade à iniciativa semelhante em âmbito distrital.

“Importante frisar que o Programa que está sendo encerrado é o de iniciativa do Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Defesa, ou seja, distinto do ‘Projeto Escolas de Gestão Compartilhada’ que é executado em parceria com a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal”. Atualmente, o Projeto Escolas de Gestão Compartilhada no sistema público de ensino do DF está em execução em 13 unidades escolares da rede. Outras quatro escolas funcionam em parceria com o programa do MEC. 

O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed) confirmou que outros estados receberam o ofício, mas ainda não se manifestou sobre o assunto.

*Colaborou Fabíola Sinimbu 

Justiça decreta prisão preventiva de preparador do time Universitario


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O Tribunal de Justiça de São Paulo converteu em preventiva a prisão em flagrante, por acusação de racismo, do preparador físico uruguaio Sebastian Avellino Vargas, do clube de futebol peruano Universitario. A decisão foi anunciada na tarde desta quarta-feira (12), após o profissional de 43 anos passar por audiência de custódia no Fórum Criminal Ministro Mário Guimarães, na Barra Funda, zona oeste de São Paulo. Sebastian Vargas foi detido na noite de terça (11) após fazer gestos racistas, imitando um macaco, em direção a torcedores do Corinthians, durante o jogo do clube peruano contra o Timão, pelos playoffs da Copa Sul-Americana, na Neo Química Arena, zona leste da capital paulista. Ao final, os brasileiros levaram a melhor por 1 a 0.

Segundo nota da Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo, as manifestações racistas feitas pelo preparador físico do Universitario após o jogo chamaram atenção de policiais militares que faziam a segurança no estádio e testemunhas teriam confirmado o ato do uruguaio. O caso foi registrado no 24º DP, na Ponte Rasa, zona leste, como preconceito de raça e cor.

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Em nota oficial, o Universitario considerou “inadmissível, humilhante e ultrajante” o fato de Sebastian Vargas ter sido detido pelas autoridades e passado uma noite na prisão. 

“Repudiamos esse tipo de humilhação por parte das autoridades brasileiras que pretendem, sem nenhuma prova, realizar prisões arbitrárias”, diz a nota do clube peruano. E acrescenta: “Ao longo do jogo um grupo de adeptos da equipe local lançou insultos e cuspiu nos nossos jogadores e equipe técnica. Essas mesmas pessoas que cometeram insultos, ao final do jogo, acusaram o preparador físico de atos discriminatórios. Essa acusação distorcida e subjetiva é a que as autoridades brasileiras validaram como verdadeira, sem direito a réplica, pelo que ordenaram sua prisão e transferência para uma delegacia de São Paulo”.

Em maio do ano passado, a Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) aumentou o valor da multa ao clube que estiver envolvido em caso de racismo em competições organizadas pela entidade. O valor passou de US$ 30 mil para US$ 100 mil (cerca de R$ 480 mil, na cotação atual).

Em janeiro deste ano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 14.532, que tipifica a injúria racial como crime de racismo – que já era considerado delito no país pela Lei 7.716, de 1989. Com a sanção, a penalidade foi aumentada de um a três anos para de dois a cinco anos de reclusão.

* Matéria atualizada às 13h45 para corrigir, no terceiro parágrafo, o Distrito Policial (DP) ao qual o preparador físico foi conduzido, inicialmente foi informado o 24º DP.

* Texto atualizado às 17h22, após a audiência de custódia do preparador físico uruguaio, cuja decisão foi a conversão da prisão em flagrante em preventiva.

** Reportagem em parceria com repórter Lincoln Chaves.

Finalização de inscrição no Fies começa nesta quarta-feira


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O período de complementação da inscrição no processo seletivo da segunda edição de 2023 do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies) teve início nesta quarta-feira (12). Segundo o Ministério da Educação (MEC), os pré-selecionados na chamada única do Fies devem realizar o procedimento pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior até as 23h59 desta sexta-feira (14).  

Após fazer a complementação, o candidato deve validar as informações declaradas no ato da inscrição. O prazo para a validação é de até cinco dias úteis após a data da complementação da inscrição, que deverá ser realizada diretamente na instituição de ensino superior para a qual o candidato foi pré-selecionado.  

Lista de espera  

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O MEC informa, também, que os não pré-selecionados na chamada única do processo seletivo constarão automaticamente da lista de espera para fins de preenchimento das vagas não ocupadas, “observada a ordem de classificação conforme previsto no edital  8/2023, que trata do cronograma e demais procedimentos do Fies 2023/2”.    

De acordo com o ministério, a eventual pré-seleção de candidatos participantes da lista de espera ocorrerá no período de 18 de julho a 29 de agosto, no Portal Único de Acesso.    

O Fies foi instituído pela Lei nº 10.260, de 12 de julho de 2001. O objetivo é conceder financiamento a estudantes de cursos de graduação em instituições de educação superior privadas aderentes ao programa e com avaliação positiva no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Superior (Sinaes).  

Desde 2018, o Fies possibilita juros zero a quem mais precisa e uma escala de financiamento que varia conforme a renda familiar do candidato.    

Política de alfabetização já tem adesão de todos os estados e do DF


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Após um mês do lançamento do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada pelo governo federal, todos os estados e 83% dos municípios aderiram ao programa.

Todas as capitais, exceto Boa Vista, já participam do programa. Nos municípios dos estados do Amapá, Ceará, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Paraíba e Piauí e no Distrito Federal, a adesão é total. Em seguida estão Pernambuco, com 99%; Paraná, com 98%; e Mato Grosso, com 97% de adesão.

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De acordo com Decreto 11.556/2023, a alfabetização na idade certa ocorre no fim do segundo ano do ensino fundamental.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada prevê políticas integradas divididas nos eixos estruturantes governança da política de alfabetização; formação de profissionais da educação; aprimoramento das práticas pedagógicas e de gestão escolar; melhoria e qualificação da infraestrutura física e insumos pedagógicos; sistemas de avaliação; e reconhecimento e compartilhamento de boas práticas.

O Ministério da Educação vai investir R$ 3 bilhões na nova política de alfabetização na idade certa, sendo que, este ano, o investimento será de R$ 1 bilhão e mais R$ 2 bilhões durante os próximos três anos. O objetivo é custear ações concretas dos estados e municípios para a promoção da alfabetização de todas as crianças do país.

A vinculação ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada por municípios e estados é voluntária.

A adesão eletrônica deve ser realizada pelo titular da Secretaria de Educação do ente federativo ou de seu representante, por meio do Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec) com login (CPF) e senha ou acesso à conta do portal Gov.BR.

Responsabilidades

Após a adesão ao programa, cada estado, em colaboração com os municípios, deverá elaborar a política territorial capaz de atender as especificidades locais. À União, caberá apoiar técnica e financeiramente os entes federados, na medida das suas necessidades.

E é responsabilidade de cada ente federado promover a melhoria da qualidade do processo e dos resultados da alfabetização. Municípios e estados devem reduzir, em suas localidades, as desigualdades de aprendizagem entre estudantes.

O apoio da União será direcionado a partir da proporção de crianças não alfabetizadas; das características socioeconômicas, étnico-raciais e de gênero; e da presença de crianças que compõem o público-alvo da educação.

Capes regulamenta acúmulo de bolsa com outras remunerações

A Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) publicou uma portaria, nesta quarta-feira (12), com as regras sobre o acumulo de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado, com outras atividades remuneradas, ou rendimentos. O documento autoriza outras fontes de renda associadas ao benefício, mas veda o acúmulo de mais de uma bolsa para o mesmo fim.

A portaria publicada no Diário Oficial da União (DOU) proíbe o acúmulo de bolsas de mestrado, doutorado e pós-doutorado com outras bolsas, nacionais, ou internacionais, de mesmo nível, que sejam financiadas com recursos públicos federais. A exceção é para quando o segundo benefício for uma complementação concedida por alguma entidade parceira da Capes e prevista em acordo para essa finalidade.

Para o período de março de 2023, a fevereiro de 2024, a Capes disponibilizou a concessão de 93,2 mil bolsas pela Cota de Bolsas da Pró-Reitoria e também pelos Programas Institucionais de Fomento à Pós-Graduação, que envolve 51 programas de pesquisa e a formação de recursos humanos.

Participam desses programas, cerca de 6 mil instituições de ensino e pesquisa que, segundo a portaria, terão a função de estabelecer os critérios de permissão, ou vedação, do acúmulo de bolsas em seus regimentos internos, assim como de acompanhar e fiscalizar a concessão dos benefícios.

Os casos de acúmulo de benefício deverão ser registrados na Plataforma Sucupira, ferramenta que coleta informações e serve como referência do Sistema Nacional de Pós-Graduação (SNPG). Os coordenadores do projetos das bolsas são os responsáveis por realizarem os registros e manterem as informações atualizadas.

Athletico-PR e Flamengo disputam vaga nas quartas da Copa do Brasil


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Athletico-PR e Flamengo duelam, a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta quarta (12) na Arena da Baixada, por uma vaga nas quartas de final da Copa do Brasil. No confronto de ida a equipe da Gávea se deu melhor, pois triunfou por 2 a 1 no Maracanã. Agora, a equipe carioca avança mesmo com um empate. Já o Furacão precisa vencer por um gol de diferença para levar a decisão para a disputa de pênaltis. Em caso de vitória por dois ou mais gols, a equipe paranaense avança direto. A Rádio Nacional transmite esse jogão de bola ao vivo.

O Flamengo chega confiante ao confronto. Após empate, fora de casa por 1 a 1, com o Palmeiras no último sábado (8) pelo Campeonato Brasileiro, a equipe do técnico argentino Jorge Sampaoli foca suas atenções no confronto desta quarta.

Um desfalque certo é o atacante Bruno Henrique, que sofreu um estiramento ligamentar após entorse no tornozelo e joelho esquerdos. Por outro lado, a equipe da Gávea poderá contar com os retornos do atacante Gabriel Barbosa e do zagueiro Léo Pereira, recuperados de lesão.

Do outro lado do gramado estará um Athletico-PR que tenta retomar a confiança após a derrota no confronto de ida, quando abriu o placar logo nos primeiros minutos, mas viu o tme adversário assumir o controle e alcançar a virada. Agora, a expectativa da torcida é de que, na Arena da Baixada, o volume de jogo do Furacão complique a vida do Flamengo.

No último domingo (9), o Athletico-PR foi a campo pela 14ª rodada do Brasileirão com uma equipe reserva e foi derrotado pelo Fortaleza. O grande trunfo da equipe do Paraná é o retrospecto positivo jogando em casa neste ano: são 17 vitórias, três empates e apenas uma derrota.

O confronto entre Flamengo e Athletico-PR já se tornou frequente na Copa do Brasil, pois desde 2019 as equipes têm se encontrado em alguma fase da competição. Em 2019 e em 2021 o Furacão eliminou a equipe da Gávea, enquanto em 2020 e em 2022 o Rubro-Negro carioca se deu melhor.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Athletico-PR e Flamengo com a narração de André Marques, comentários de Waldir Luiz e plantão de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.