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Marquinhos pede ambição e avisa: “Uma nova competição começa agora”


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No que depender do zagueiro Marquinhos, a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, que garantiu o primeiro lugar do Grupo C da Copa do Mundo, ficou para trás. Após a partida desta quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o capitão disse, em entrevista coletiva, que a cabeça da equipe já tem de estar voltada ao mata-mata.

A seleção brasileira disputa um lugar nas oitavas de final do Mundial na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston (Estados Unidos), contra o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e a já eliminada Tunísia. A definição do adversário será nesta quinta-feira (25), com os jogos da última rodada da chave.

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“Era importante ganhar e ficarmos em primeiro. Dá confiança, o time cresce, o ambiente fica melhor, mas não pode achar que simplesmente está feito. Temos que ter ambição, fome [de vitória]. Temos um treinador [Carlo Ancelotti] que vem sendo exigente, mesmo nas vitórias, querendo trazer de bom o que temos”, declarou Marquinhos.

“Uma nova competição começa agora. Vamos enfrentar times de ainda mais alto nível e os detalhes serão importantes. Cada jogo será uma final. Então, temos de nos prepararmos o melhor possível para encararmos quem vier”, completou o defensor.

Marquinhos chegou a 108 partidas pela seleção brasileira e se tornou o segundo zagueiro com mais atuações pela Amarelinha, atrás somente de Thiago Silva (113).

A meta de terminar a fase de grupos na liderança não tem a ver com o futuro adversário. A delegação está concentrada, desde a chegada aos Estados Unidos, em Nova Jersey. Se acabasse a chave em segundo, teria que jogar o duelo da fase de 16 avos de final em Monterrey (México), e, somente nas oitavas, caso avançasse, retornaria a solo norte-americano.

Como ficou em primeiro, o Brasil não terá de mudar a rotina de preparação, já que o caminho até uma eventual decisão será todo nos Estados Unidos. A final da Copa, em 19 de julho, será em Nova Jersey, justamente onde o grupo está baseado.

“Nosso grande objetivo dessa primeira fase era ficarmos em primeiro por questão de logística e facilitar o que a gente vem tendo [de estrutura], para ter melhores condições para os jogos”, resumiu o camisa 4.

Ancelotti celebra atuação sólida, mas pede calma para mata-mata


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Uma das perguntas ao técnico Carlo Ancelotti na entrevista coletiva que concedeu em Miami nesta quarta-feira (24), logo após a vitória do Brasil sobre a Escócia, por 3 a 0, foi sobre o que ele diria à população brasileira empolgada para a sequência da Copa do Mundo. O italiano, que até nas respostas bem humoradas mantém a expressão sisuda, desta vez sorriu.

“Calma! Muita calma! [risos]”, disse o treinador.

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Não significa que Ancelotti esteja descontente ou desconfiado do time que tem em mãos. Pelo contrário. O técnico da seleção brasileira comemorou a melhor atuação da equipe sob seu comando, que garantiu a classificação aos 16 avos de final do Mundial e a liderança do Grupo C, todo ele sediado nos Estados Unidos.

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“Acho que a equipe está sólida, comparando com o primeiro jogo [empate por 1 a 1 com o Marrocos, em Nova Jersey]. Menos erros, mais ritmo, mais efetividade na frente. Temos uma boa impressão. O objetivo era sermos os primeiros [do grupo]. Como se diz no Brasil, pés no chão e vamos preparar o próximo jogo”, declarou o italiano.

“Não estamos perfeitos. Podemos melhorar. Por exemplo, o ritmo com a bola. Podemos ser mais rápidos. Mas estou contente porque a equipe, após o primeiro jogo, melhorou muito. Agora é mata-mata. É preciso ter coração forte”, completou.

Vini e Rayan em alta

Normalmente contido nas análises individuais, Ancelotti, desta vez, rasgou elogios a Vinícius Júnior. Autor de dois gols contra a Escócia, o atacante chegou a quatro na Copa, assumindo a vice-artilharia da competição. Além disso, seis das sete vezes que a seleção canarinho balançou as redes no Mundial tiveram participação direta do camisa 7.

“Não tinha dúvidas de como ele chegaria à Copa. Para ele, é uma honra jogar com a seleção brasileira e está fazendo muito bem. Fez até gol de cabeça, o que é raro para ele. Não sou eu que descobri o Vini. Para mim, ele é top. Um dos melhores do mundo, obviamente”, disse o treinador.

“Ele [Vinícius Júnior] está em uma condição muito boa e acho que a equipe também permite que ele possa estar descansado quando temos a bola. O fato de ele alternar a posição, não [jogando] somente aberto, mas também por dentro, é uma vantagem”, emendou.

Outro que agradou ao italiano foi Rayan. Ele iniciou a partida contra a Escócia como titular, sendo o substituto do também atacante Raphinha, que sofreu uma lesão no posterior da coxa direita e não está à disposição. O camisa 26, nos primeiros minutos do jogo, roubou a bola do zagueiro Scott McKenna e deixou Vinícius Júnior em condições para abrir o placar em Miami.

“[Rayan] Fez um trabalho completo, defensivo e ofensivo, jogou muito bem. Estou muito feliz com a partida que ele jogou. É jovem, trabalha muito e tem qualidade. Acho que ninguém ainda sabe seu nível, onde ele pode chegar”, destacou Ancelotti, que deve manter o ex-atacante do Vasco, atualmente no Bournemouth (Inglaterra), entre os titulares.

Próximo desafio

O próximo adversário do Brasil na Copa do Mundo será conhecido nesta quinta-feira (25), com a definição do Grupo F, que reúne Holanda, Japão, Suécia e a já eliminada Tunísia. A seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado na chave, em duelo na segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.

“Os três [com chances de classificação] têm qualidades diferentes. A Holanda é mais experiente, mas o Japão, sobretudo antes da Copa, teve resultados muito bonitos nos amistosos. E a Suécia tem grande potencial à frente”, finalizou o italiano.

Veja os resultados dos jogos desta quarta-feira (24) na Copa


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O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (24), a seleção verde e amarela derrotou a Escócia por 3 a 0, em Miami, pela terceira e última rodada do Grupo C. De quebra, garantiu o primeiro objetivo do Mundial, que era terminar o grupo na liderança, com sete pontos.

>> Veja os resultados dos jogos desta quarta-feira (24):

Suíça 2 x 1 Canadá (Grupo B)

Deu Suíça no jogo decisivo contra o anfitrião Canadá na terceira e última rodada da fase de grupos da Copa do Mundo. As duas equipes somavam quatro pontos cada uma e entraram em campo no estádio Vancouver Place buscando a vitória para conquistar a liderança. Os suíços levaram a melhor com 2 a 1 no placar com gols de Rubén Vargas e Johan Manzambi. Do lado canadense, Promise David diminuiu.

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Com o triunfo, a seleção suíça fechou a fase de grupos no topo da chave B, com sete pontos, e seguirá em Vancouver no mata-mata (16 avos de final). Já o anfitrião Canadá, terminou em segundo lugar, com três pontos, e disputará a segunda fase em Los Angeles (Estados Unidos).

Bósnia e Herzegovina 3 x 1 Catar (Grupo B)

A Bósnia manteve vivo o seu sonho de chegar ao mata-mata da Copa do Mundo e encerrou o do Catar ao vencer por 3 a 1 pelo Grupo B, em uma partida repleta de incidentes, tensão e momentos de brilhantismo nesta quarta-feira (24) que deu aos bósnios uma classificação quase certa aos 16 avos de final como uma das oito melhores terceiras colocadas do torneio.

Brasil 3 x 0 Escócia (Grupo C)

A equipe de Carlo Ancelotti teve sua melhor atuação até o momento. Com a vitória, o Brasil garantiu o primeiro objetivo do Mundial, que era terminar o grupo na liderança, com sete pontos. Principal nome do Brasil na Copa, Vinícius Júnior voltou a brilhar, balançando as redes pelo terceiro jogo seguido na competição. Com os dois gols desta quarta, o camisa 7 foi a quatro nesta Copa e entrou na briga pela artilharia. A partida marcou, ainda, o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante entrou na etapa final e esteve em campo por cerca de 20 minutos. 

Na fase de 16 avos de final, a seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. A partida será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston. O adversário será conhecido nesta quinta-feira (25), em jogos que iniciam às 20h (horário de Brasília).

Marrocos 4 x 2 Haiti (Grupo C)

Na partida que ocorreu simultaneamente a Brasil e Escócia, Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2, de virada, em Atlanta. O resultado assegurou a classificação dos Leões do Atlas (como são conhecidos os africanos), mas os deixou em segundo lugar no Grupo C, atrás da seleção brasileira, apesar dos mesmos sete pontos, pelo saldo de gols (seis a três para o time canarinho). Eles terão pela frente o líder do Grupo F na próxima fase.

República Tcheca x México (Grupo A)

O México chega à rodada final já classificado, com seis pontos obtidos nas duas primeiras rodadas. A República Tcheca entra em campo na busca de pontos que podem garantir a classificação.

África do Sul x Coreia do Sul (Grupo A)

As duas equipes também buscam a classificação.

Saiba quando e contra quem o Brasil pode jogar no mata-mata da Copa


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O Brasil já sabe quando estará em campo novamente pela Copa do Mundo: na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston (Estados Unidos). 

A seleção canarinho vai disputar a fase 16 avos de final, que antecede as oitavas de final e é o primeiro jogo do mata-mata.

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O adversário será conhecido nesta quinta-feira (25), com a definição do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e a eliminada Tunísia.

Quem ficar em segundo, entra no caminho do time brasileiro, que terminou o Grupo C na liderança, após a vitória por 3 a 0 sobre a Escócia, em Miami (Estados Unidos).

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Às 20h desta quinta, a Holanda enfrenta a Tunísia em Kansas City. No mesmo horário, em Dallas (também nos EUA), o Japão mede forças com a Suécia.

Os holandeses lideram o grupo com os mesmos quatro pontos e saldo de gols (quatro) dos japoneses, mas ficam à frente por terem um gol marcado a mais (sete a seis). Os suecos estão em terceiro, com três pontos. Os tunisianos ainda estão zerados.

Vini Jr. brilha e Brasil se classifica em 1º com 3×0 sobre a Escócia


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O Brasil, enfim, desencantou na Copa do Mundo. Nesta quarta-feira (24), a seleção verde e amarela derrotou a Escócia por 3 a 0, em Miami, pela terceira e última rodada do Grupo C.

Após um empate com o Marrocos na estreia, por 1 a 1, e uma vitória com altos e baixos sobre o Haiti, por 3 a 0, a equipe de Carlo Ancelotti teve sua melhor atuação até o momento. De quebra, garantiu o primeiro objetivo do Mundial, que era terminar o grupo na liderança, com sete pontos.

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A Escócia, com três pontos e saldo negativo de dois gols, aguarda a sequência da fase de grupos para saber se avança como um dos oito melhores terceiros colocados, o que seria inédito para o país.

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Principal nome do Brasil na Copa, Vinícius Júnior voltou a brilhar, balançando as redes pelo terceiro jogo seguido na competição. Algo que apenas outros quatro jogadores fizeram na história da seleção nacional: Jairzinho (1970), Romário (1994), Ronaldo e Rivaldo (ambos em 2002). Coincidentemente, todos eles campeões mundiais.

Com os dois gols desta quarta, o camisa 7 foi a quatro nesta Copa e entrou na briga pela artilharia. O também atacante Lionel Messi, da Argentina, é quem lidera, com cinco gols. Além disso, ele teve participação direta em seis dos sete gols do Brasil no Mundial.

A partida marcou, ainda, o retorno de Neymar. Recuperado de uma lesão grau dois na panturrilha direita, o atacante entrou na etapa final e esteve em campo por cerca de 20 minutos. Foi o primeiro jogo dele pela seleção canarinho desde 17 de outubro de 2023. O camisa 10 estava sem atuar há mais de um mês.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Neymar Jr. and Vinicius Junior celebrate after the match REUTERS/Amanda Perobelli

Vinícius Júnior foi destaque na partida que também contou com retorno de Neymar à Seleção Brasileira REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Próxima fase

O primeiro lugar da chave assegura ao time brasileiro, se for até a final, estar sempre nos Estados Unidos. Com isso, a delegação pode seguir baseada em Nova Jersey, onde está reunida desde antes da Copa, evitando maiores deslocamentos e facilitando a logística e a recuperação dos atletas.

Na fase de 16 avos de final, a seleção canarinho terá pela frente o segundo colocado do Grupo F, que tem Holanda, Japão, Suécia e Tunísia. A partida será na próxima segunda-feira (29), às 14h (horário de Brasília), em Houston.

O adversário será conhecido nesta quinta-feira (25), em jogos que iniciam às 20h (horário de Brasília). Os holandeses, que lideram a chave, encaram os já eliminados tunisianos em Kansas City. Os japoneses, em segundo, enfrentam os suecos em Dallas.

Baila, Vini!

O Brasil foi a campo com Rayan na ponta direita, na vaga de Raphinha, com uma lesão na coxa direita. Na Escócia, o técnico Stephen Clark fez quatro alterações em relação ao time que perdeu para o Marrocos, por 1 a 0. O zagueiro Scott McKenna, o meia Kenny McLean e os atacantes Ben Gannon-Doak e Lawrence Shankland entraram nos lugares de Grant Hanley, Kieran Tierney, Ryan Christie e Che Adams.

Ao contrário dos jogos anteriores, a seleção brasileira não sofreu para abrir o placar. Logo aos seis minutos, a Escócia tentou sair jogando na pequena área, mas Rayan, ligado, desarmou McKenna. A bola sobrou nos pés de Vinícius Júnior, que driblou o goleiro Angus Gunn e mandou para as redes.

Dominando as ações, mesmo com a posse de bola escocesa maior, o Brasil quase ampliou aos 21. “Quase”, porque o que seria o segundo gol de Vinícius Júnior foi anulado. O atacante se antecipou a Jack Hendry, tomou a bola do zagueiro e bateu na saída de Gunn. Apesar de o defensor sequer reclamar, o árbitro César Ramos reviu a jogada no vídeo e entendeu que houve falta do camisa 7 canarinho, invalidando o lance.

Se, inicialmente, sentiu a melhora da Escócia após o gol anulado, o Brasil, aos poucos, recuperou a postura do começo da partida. Aos 44, Vinícius Júnior recebeu de Rayan na área, pela direita, cruzou rasteiro, e o atacante Matheus Cunha completou. A bola desviou no meia Lewis Ferguson e na perna de Gunn, saindo pela linha de fundo, à esquerda da trave.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Matheus Cunha scores their third goal REUTERS/Amanda Perobelli     TPX IMAGES OF THE DAY

Matheus Cunha marca em jogo contra a Escócia – REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

A pressão verde e amarela surtiu efeito pouco depois. Nos acréscimos, aos 47 minutos, o Brasil retomou a posse em um carrinho de Matheus Cunha na entrada da área pela direita. A bola chegou no volante Bruno Guimarães, que cruzou na medida para Vinícius Júnior, livre, cabecear para as redes e marcar o segundo dele no jogo e o quarto na Copa.

O terceiro gol não ocorreu antes do intervalo graças a grande defesa de Gunn. Três minutos após a seleção brasileira ampliar o placar, o meia Lucas Paquetá lançou para Rayan, que escapou do lateral Andy Robertson e chutou rasteiro, na saída do goleiro, que desviou para escanteio.

Neymar de volta

A Escócia tentou se lançar ao ataque no segundo tempo. Aos quatro minutos, Alisson foi obrigado a trabalhar pela primeira vez, ao defender uma cabeçada do meia Scott McTominay, após cruzamento de Kieran Tierney, pela esquerda. Em duas oportunidades, Shankland tentou forçar quedas na área, buscando algum pênalti, em divididas com o zagueiro Gabriel Magalhães, sem sucesso.

O Brasil não se intimidou e aproveitou os espaços deixados pelos avanços escoceses para se aproximar do gol. Aos 14 minutos, o volante Casemiro lançou Bruno Guimarães, que ganhou da marcação, dominou na entrada da área e rolou para Matheus Cunha, que apareceu de surpresa e chutou no canto esquerdo de Gunn para marcar o terceiro dele na Copa ─ e o terceiro da seleção canarinho na partida.

 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Group C - Scotland v Brazil - Miami Stadium, Miami Gardens, Florida, U.S. - June 24, 2026 Brazil's Neymar Jr. in action with Scotland's Kieran Tierney REUTERS/Amanda Perobelli

Neymar voltou a atuar pelo Brasil após lesão na panturrilha – REUTERS/Amanda Perobelli/Proibida reprodução

Com a boa vantagem, Ancelotti fez as primeiras mudanças, com Fabinho substituindo Casemiro – que estava pendurado e poderia ficar suspenso do mata-mata em caso de cartão amarelo ─ e o atacante Gabriel Martinelli na vaga de Lucas Paquetá. A entrada mais esperada pelos torcedores, porém, veio aos 30 minutos: Neymar, que foi a campo no lugar de Matheus Cunha.

Três minutos depois, Neymar quase emplacou a primeira assistência na Copa, ao encontrar Vinícius Júnior em boa condição na área pela esquerda. O camisa 7 chutou, mas parou no goleiro. Aos 35, foi a vez do atacante do Real Madrid (Espanha) receber um cruzamento rasteiro do lateral Danilo pela direita, mas a conclusão saiu rente à trave direita.

Nos minutos finais, a Escócia fez um último esforço para diminuir o prejuízo no saldo, mas parou em Alisson. No fim, festa brasileira de um lado, tensão do outro, já que os escoceses terão de aguardar mais uns dias para saber se estarão ou não na próxima fase.

Marrocos em 2º

Na partida que ocorreu simultaneamente a Brasil e Escócia, Marrocos venceu o Haiti por 4 a 2, de virada, em Atlanta. O resultado assegurou a classificação dos Leões do Atlas (como são conhecidos os africanos), mas os deixou em segundo lugar no Grupo C, atrás da seleção brasileira, apesar dos mesmos sete pontos, pelo saldo de gols (seis a três para o time canarinho). Eles terão pela frente o líder do Grupo F na próxima fase.

Os atacantes Ismael Saibari, Soufiane Rahimi e Gessime Yassine e o lateral Achraf Hakimi marcaram para a seleção marroquina. A equipe caribenha, que se despediu zerada da Copa, balançou as redes com Wilson Isidor e um gol contra assinalado para o goleiro Yassine Bono, após finalização de calcanhar do também atacante Lenny Joseph.

Com Neymar de volta, Brasil encara Escócia, velha conhecida em Copas


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A caminhada do Brasil na primeira fase da Copa do Mundo chega ao fim nesta quarta-feira (24). A partir das 19h (horário de Brasília), a seleção canarinho encara a Escócia em Miami (Estados Unidos), pelo Grupo C.

Os brasileiros lideram a chave com os mesmos quatro pontos de Marrocos, mas ficam a frente pelo saldo de gols (três a um). Os escoceses, com três pontos, estão em terceiro, seguidos pelo Haiti, zerado.

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O Brasil tem somente um desfalque. Com uma lesão no músculo posterior da coxa direita, Raphinha está fora. Por outro lado, o também atacante Neymar, recuperado de uma contusão grau dois na panturrilha direita, poderá, enfim, estrear na Copa do Mundo.

Sem atuar há mais de um mês, o camisa 10 treinou sem restrições com o restante do grupo ao longo da semana.

Grupo indefinido

No mesmo horário do jogo em Miami, marroquinos e haitianos medem forças em Atlanta (Estados Unidos). Se os caribenhos já estão eliminados, os Leões do Atlas (apelido do time africano) ainda brigam pela liderança do grupo.

O primeiro critério de desempate seria o confronto direto, mas como Brasil e Marrocos ficaram no 1 a 1 em Nova Jersey (Estados Unidos), no último dia 13 de junho, a disputa será no saldo de gols.

Manter a primeira colocação do grupo é considerado essencial pela comissão técnica. Desta forma, o Brasil poderá seguir baseado em Nova Jersey, onde o grupo já está adaptado, pois os jogos até uma eventual final seriam todos nos Estados Unidos.

Se ficar em segundo, a seleção verde e amarela terá de fazer o confronto dos 16 avos de final em Monterrey (México), retornando ao território norte-americano apenas a partir das oitavas de final. Em ambos os casos, o adversário do mata-mata sai do Grupo F, que tem Holanda, Suécia, Japão e Tunísia.

Existe, ainda, a possibilidade de classificação como um dos oito melhores terceiros colocados da fase de grupos. Isso pode ocorrer se o Brasil perder da Escócia e Marrocos empatar ou vencer o Haiti. Neste cenário, os brasileiros podem ter pela frente Alemanha, México ou a seleção que ficar em primeiro lugar no Grupo I (França ou Noruega).

De olho no rival

Na Escócia, a expectativa é buscar uma classificação histórica. Nas oito participações anteriores, a seleção do Reino Unido, apesar de tradicional, sequer passou de fase.

O país está de volta a um Mundial após 28 anos e não vencia um jogo de Copa desde 1990. O jejum acabou com o triunfo sobre o Haiti, por 1 a 0, em Boston (Estados Unidos), no último dia 13, com gol do meia John McGinn, campeão da Liga Europa pelo Aston Villa (Inglaterra).

Além dele, outros destaques do time escocês são o lateral Andy Roberson, companheiro do goleiro brasileiro Alisson no Liverpool (Inglaterra), e o volante Scott McTominay, destaque do Napoli (Itália). O lateral Kieran Tierney, hoje no Celtic (Escócia), foi elogiado, em entrevista coletiva, pelo atacante Gabriel Martinelli, com quem atuou no Arsenal (Inglaterra).

Freguês histórico

Na história das Copas, esta será a quinta vez que Brasil e Escócia medirão forças na competição. A seleção escosesa se tornará a segunda que os brasileiros mais enfrentaram nos Mundiais, igualando-se a Itália, Holanda, México e à antiga Tchecoslováquia – a Suécia lidera a estatística, com sete jogos.


Diante da Escócia na edição de 1998, César Sampaio marcou o gol mais rápido do Brasil em estreias de Copa do Mundo. Foto: Fifaworldcup/Divulgação

Diante da Escócia na edição de 1998, César Sampaio marcou o gol mais rápido do Brasil em estreias de Copa do Mundo. Foto:Fifaworldcup/Divulgação

Em 1974, na Copa sediada na Alemanha, as seleções ficaram no zero. Oito anos depois, no Mundial da Espanha, o Brasil goleou por 4 a 1, de virada, com gols do meia Zico, do zagueiro Oscar, do atacante Éder e do volante Falcão.

Em 1990, na Itália, novo triunfo canarinho, com o atacante Müller definindo o placar em 1 a 0. Por fim, em 1998, na abertura do Mundial da França, o volante César Sampaio e o lateral Tom Boyd (contra) balançaram as redes na vitória por 2 a 1.

A última vez que Brasil e Escócia se enfrentaram foi em um amistoso no Emirates Stadium, em Londres (Inglaterra). A seleção canarinho venceu por 2 a 0, com dois gols de Neymar. A equipe, à época dirigida por Mano Menezes, teve Júlio César; Daniel Alves, Lúcio, Thiago Silva, André Santos; Lucas Leiva (Sandro), Ramires, Elano (Elias) e Jádson (Lucas Moura); Neymar e Leandro Damião (Jonas).

MEC: queda do analfabetismo no Brasil é ligada a políticas na educação


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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, confirmou nesta quarta-feira (24), em Fortaleza, que o Brasil atingiu a menor taxa de analfabetismo de sua história na população adulta do país (acima de 15 anos).

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Educação (2025), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tinha 8,4 milhões de não alfabetizados com 15 anos ou mais, correspondendo a 4,9% da população brasileira, o menor percentual da série histórica iniciada em 2016. 

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Conforme parâmetros da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) citados pelo ministro, o patamar indica que o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil.

“Nós passamos 526 anos perseguindo esse número. De acordo com a Unesco, isso quer dizer que, no Brasil, pela primeira vez na história, o analfabetismo deixou de ser um problema estrutural no Brasil. Nós estamos caminhando para a erradicação do analfabetismo”, disse o ministro da Educação, Leonardo Barchini.

O anúncio foi feito durante um evento no Ceará, ao lado do ex-ministro da Educação e senador Camilo Santana (PT-CE), e do governador Elmano de Freitas.

Matrículas no EJA

De acordo com o ministro, o resultado reflete as políticas de recomposição de matrículas promovidas desde 2023 na Educação de Jovens e Adultos (EJA), cenário que se arrastava desde 2019, sobretudo nas regiões Norte e Nordeste.

“Nós tivemos no ano passado 40 mil matrículas a mais do que nos anos anteriores. Isso já se mostra em resultados, já se mostra com a queda do analfabetismo”, comemorou o ministro da Educação.

Queda na evasão

O ministro elencou três indicadores que registraram melhorias simultâneas inéditas:

  • Abandono escolar: queda de 61% no comparativo acumulado, desde 2022;
  • Reprovação: redução de 62% em todo o território nacional, impulsionada pelo aumento da frequência e engajamento dos estudantes;
  • Distorção idade-série: diminuição de 28% no volume de alunos fora da idade adequada para a série que cursam.

“Pela primeira vez, nós temos esses três dados: diminuição do abandono, diminuição da reprovação e diminuição da distorção idade-série. Mas, mais do que isso, tudo isso aconteceu sem diminuir a qualidade da educação”, disse, reforçando os impactos dos resultados sobre o desempenho pedagógico.

O ministro ainda citou outras ações federais adotadas desde 2023.

“Nós expandimos as escolas em tempo integral, criamos a estratégia nacional de Escolas Conectadas para que toda escola pudesse ter internet. Nós aumentamos a complementação da União no Fundeb em mais de R$ 40 bilhões. Enfim, nós temos hoje o maior orçamento da história do Ministério da Educação, um conjunto de ações que contribuíram para que a gente chegasse nesses resultados.”

Segundo a avaliação do ministro, o principal fator por trás da melhora dos índices educacionais é o programa Pé-de-Meia, coordenado pelo MEC, de incentivo financeiro do governo federal voltado a estudantes do ensino médio público.

“O Pé-de-Meia é um programa que existe com frequência escolar. Os jovens estão frequentando mais a escola, estão faltando menos, estão prestando mais atenção nas aulas.”

Prova Nacional Docente tem adesão de mais de 2 mil redes de ensino


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O Ministério da Educação informou que 2.031 entes federativos aderiram voluntariamente à Prova Nacional Docente (PND) em 2026. O número representa uma participação das redes de ensino de 96% das capitais e 85% dos estados brasileiros.

Em comparação com 2025, quando 1.508 municípios e 22 estados aderiram ao chamado Enem dos Professores, a adesão ao exame teve um crescimento superior a 30%.

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A PND foi criada para apoiar as redes públicas de estados e municípios a contratarem professores para lecionar na educação básica por meio de seleções próprias – sejam concursos, processos seletivos simplificados ou outros formatos, a partir das notas obtidas pelos candidatos da PND. Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

Do total de entes que aderiram ao exame, 615 manifestaram interesse em utilizar os resultados da PND em processos seletivos no ano de 2026.

Entre os estados estão:

  • Alagoas;
  • Mato Grosso do Sul;
  • Paraíba;
  • Rio Grande do Norte;
  • Rio Grande do Sul;
  • Roraima;
  • São Paulo;
  • Sergipe.

Já entre as capitais que pretendem adotar a prova estão:

  • Belém;
  • Belo Horizonte;
  • Boa Vista;
  • Florianópolis;
  • João Pessoa;
  • Natal;
  • Porto Velho;
  • Recife;
  • Rio de Janeiro;
  • Salvador;
  • São Luís;
  • São Paulo;
  • Vitória.

Validade por tempo indeterminado

Em 2026, a adesão à PND passou a ter validade por tempo indeterminado. Isso significa que as redes que aderiram poderão utilizar os resultados da prova nos próximos anos sem a necessidade de nova adesão, bastando prever expressamente o uso dos resultados da PND em seus editais de seleção.

Inscrições abertas

As inscrições para a Prova Nacional Docente de 2026 estarão abertas até 3 de julho e devem ser feitas exclusivamente pelo Sistema PND no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Podem participar da PND os estudantes concluintes de cursos de licenciaturas, inscritos no Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas, bem como os demais interessados em participar de concurso ou processo seletivo promovido pela União, estados, Distrito Federal e municípios que adotem o resultado da avaliação como etapa de processo de admissão próprio.

Provas

A prova está marcada para 20 de setembro, sob responsabilidade do Inep.

O exame será dividido em dois blocos:

  • Formação geral docente: 30 perguntas objetivas e mais uma discursiva, que avalia competências pedagógicas, compreensão de temas da realidade brasileira e mundial, comunicação escrita e raciocínio lógico.
  • Componentes específicos: 50 questões objetivas destinadas a avaliar as aprendizagens em uma das 21 áreas de conhecimentos escolhida pelo candidato.

A prova integra as ações do Programa Mais Professores para o Brasil. Essa política pública visa fortalecer a formação docente, incentivar o ingresso de professores no ensino público e valorizar os profissionais do magistério.

Congolês leva Lumumba para a Copa e celebra legado do pan-africanista


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No meio da euforia nas arquibancadas da Copa do Mundo de 2026, uma das imagens mais icônicas é a de um homem negro parado, com a mão erguida. A performance do torcedor Michel Nkuka Mboladinga encarna Patrice Lumumba, ex-primeiro-ministro da República Democrática do Congo e símbolo da luta anticolonial em África

Imóvel durante a partida, o congolês leva para os estádios da América do Norte a mesma pose da estátua de Lumumba instalada em Kinshasa, a capital do país africano.

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Nesta semana, na terça-feira (23), Mboladinga instalou sua “estátua viva” no jogo entre a RD do Congo e a Colômbia, em Guadalajara, no México. Antes, ele tentou entrar nos Estados Unidos para ver a estreia de seu país na Copa de 2026, mas foi barrado por conta da epidemia de ebola que afeta o Congo. 

Sem o visto norte-americano, Mboladinga deve retornar à Kinshasa, onde vive e assistirá ao próximo jogo dos Leopardos, apelido da seleção congolesa. A partida será no sábado (27), contra o Uzbequistão. 

Mesmo ausente no restante da Copa, o ex-padeiro e torcedor já passou o seu recado, ao rememorar o legado de Lumumba e representar a insurgência dos povos africanos, na avaliação da coordenadora do Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo, Maria do Carmo Rebouças, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB).

“A trajetória de Lumumba expressa a luta ativa [dos países] pela autodeterminação, pela soberania política, pelo controle dos próprios recursos, e, consequentemente, pelo próprio futuro”, afirmou a pesquisadora. 

Para ela, a performance Lumumba Vive é “um gesto simples que carrega todo o continente” e, por isso, o artista coleciona fãs.

Maria do Carmo acredita que, com a performance, Mboladinga conseguiu ainda deslocar o futebol do campo do entretenimento para o da reflexão sobre o legado do passado colonial.

O ato ainda confronta movimentos que tentam apagar o histórico de lutas anticoloniais, como ocorreu quando a Federação Internacional de Futebol (Fifa) vetou a camisa da seleção do Haiti na Copa, por causa de uma referência que o uniforme fazia à independência do país caribenho.

“Esse fã sustenta uma imagem silenciosa, mas com grande peso: a de que o Congo não esqueceu, a de que África não esqueceu, e a de que a independência política, sem soberania econômica e no modo de pensar, é inconclusa”, explicou, em entrevista à Agência Brasil.

O professor de História da África da Universidade Federal Fluminense (UFF) Felipe Paiva acrescenta que Mboladinga também reverencia outras histórias de luta anticolonial no continente africano.

O pesquisador lembrou que vários líderes nacionalistas seguiram os passos de Lumumba, embora também tenham terminado assassinados, como o ex-primeiro-ministro congolês. É o caso de Thomas Sankara, em Burkina Fasso, e Amílcar Cabral, em Cabo Verde, país que inclusive disputa sua primeira Copa em 2026. 

“As independências africanas foram conquistadas com muito  sangue, suor e lágrimas”. 

 

Guerra esquecida

Em referência ao cenário atual, no jogo contra Colômbia, Mboladinga se moveu uma única vez, quando colocou um dedo na têmpora e a mão esquerda sobre a boca. O movimento fez alusão ao silêncio da comunidade internacional em relação à situação atual no país africano, de guerras e pilhagem de seus recursos naturais. 

Esse mesmo gesto tem sido repetido por jogadores espalhados pela diáspora africana, chamando atenção para o Congo. Um deles foi Nico Williams, espanhol de ascendência ganesa.

“Essa mensagem alerta o mundo sobre o que o Congo está passando”, observa o professor de História da África da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), o angolano Nuno Carlos de Fragoso Vidal. “Esta é uma guerra esquecida, com milhares de mortos ao longo de anos, muita ingerência externa, pilhagem e descaso da comunidade internacional”.

Quem foi Lumumba?

Lumumba foi o primeiro governante do Congo eleito democraticamente após a independência da Bélgica, em 1960. Por suas ideias, o primeiro-ministro tornou-se símbolo do pan-africanismo, movimento que defende a união dos povos africanos.

Para Lumumba, a riqueza do país em recursos naturais deveria ser gerenciada em favor dos congoleses. Após sua morte, porém, o Congo mergulhou em décadas de conflitos pelo controle da exploração de seus recursos minerais.  

Até hoje, o país sofre com guerras internas em torno dessas riquezas, o que agrava crises como a do ebola, e mantém a população na pobreza. Para participar da Copa, a delegação congolesa precisou ficar em quarentena por causa do surto da doença.

Ao se posicionar em favor dos interesses de seu país, Lumumba desagradava. Por isso, em meio às tensões da Guerra Fria, mesmo o político defendendo a neutralidade, ele foi assassinado, com a cumplicidade de autoridades da Bélgica e dos Estados Unidos, sob acusação de manter relações com a União Soviética. O corpo foi dissolvido em ácido, na tentativa de que não fosse reconhecido nem se tornasse um mártir. 

Após pressão, em 2022, a Bélgica reconheceu a “responsabilidade moral” no crime e devolveu à família de Lumumba um dente com coroa de ouro, guardado por um policial como relíquia.

Na época, o  então primeiro-ministro belga, Alexander de Croo, disse à imprensa: “Esta é uma verdade dolorosa e desagradável, mas que precisa ser dita: um homem foi assassinado por suas convicções políticas, suas palavras, seus ideais”.

Responsabilidade de Bélgica, Brasil e EUA

A Bélgica tem uma longa história de dominação no Congo, que data dos anos 1880, quando o Rei Leopoldo II governou o país como um feudo pessoal, assassinando e mutilando deliberadamente quem se opusesse ao enriquecimento da família real.

Pelos anos de dominação e pelos crimes, o professor da UFRJ defende que o país europeu, como reparação, deveria trabalhar pelo fim das guerras na ex-colônia.

“Para se responsabilizar, [a Bélgica,] por exemplo, poderia demonstrar mais interesse na situação e liderar uma agenda internacional que busque uma solução de paz e desenvolvimento”, avaliou Vidal, que reforçou que a economia do Congo permanece baseada no extrativismo, parte do ciclo de subdesenvolvimento e exploração.

Por terem recebido um grande número de pessoas negras, Brasil e Estados Unidos também deveriam se juntar contra o legado da colonização em África, argumenta o professor.

“Países formados pela diáspora, onde essas comunidades têm peso, têm a obrigação moral de pautar essa agenda, de tentativa e solução para os problemas do continente”, avaliou. “ E o Congo é um dos casos mais dramáticos hoje”.

 


Seleção da República Democrática do Congo

Seleção da República Democrática do Congo – Reprodução/X

Mural em SP celebra futebol feminino um ano antes da Copa no Brasil


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A exatamente um ano da data de início da Copa do Mundo de futebol feminino, que será sediada pelo Brasil em 2027, a capital paulista recebeu nesta quarta-feira (24) um mural criado pela artista visual Aline Bispo para animar a torcida pela seleção.

Localizada na Rua Mário de Alencar, próxima ao Beco do Batman, na Vila Madalena, na Zona Oeste de São Paulo, a obra faz parte de uma série de intervenções artísticas realizadas nas oito cidades-sede da competição.

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A artista contou que a inspiração foi pensar na Copa Feminina como um momento épico e relacionar o esporte às mulheres que sonham e inspiram outras meninas e mulheres a acreditarem que podem ser e fazer o que desejarem.

“Eu trago elementos que são essas mulheres celebrando e comemorando, pensando não só no gol, mas em tudo o que atravessa o futebol feminino. As espadas de São Jorge são um elemento que uso bastante no meu trabalho, então, quis colocar para deixar minha identidade presente”, explicou Aline à TV Brasil.

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A artista é reconhecida por sua pesquisa sobre miscigenação, gênero e sincretismos religiosos e étnicos no Brasil. Transitando entre as artes visuais, a literatura, a moda e o design, Aline tem obras em importantes coleções nacionais.

Sua trajetória inclui trabalhos para grandes instituições culturais e marcas brasileiras, além de uma atuação marcante na criação de murais que conectam arte, memória e representatividade.

Além de São Paulo, as cidades de Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre também receberam um painel que traduz a paixão pelo futebol por meio da arte, sempre sob uma perspectiva feminina.

Todas as peças retratam a emoção coletiva das torcidas, momentos épicos dentro de campo e elementos que revelam a identidade cultural de cada território.