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Bolsa Atleta atinge recorde de 7.451 beneficiados em 2023

Bolsa Atleta atinge recorde de 7.451 beneficiados em 2023


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O Ministério do Esporte divulgou, nesta quinta-feira (28), uma nova lista com 236 nomes de contemplados pelo programa Bolsa Atleta, do governo federal, em 2023. Os novos bolsistas já assinaram o termo de adesão ao programa e a portaria foi publicada no Diário Oficial da União (DOU). Agora, os beneficiários estão aptos a usufruir do valor pelos próximos 12 meses.

Até o momento, o edital do programa de 2023 já beneficiou 7.451 bolsistas. A lista anterior, com 7.215 nomes que assinaram o termo de adesão foi publicada em agosto deste ano. O número é recorde. É a maior lista, desde que os pagamentos começaram a ser feitos, em 2005. No edital de 2022, foram contemplados 6.419 atletas.

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O ministro do Esporte, André Fufuca, comentou a ampliação do programa. “Com essa nova lista, ampliamos o recorde de bolsistas do programa. Todo nosso esforço está voltado para que os atletas e paratletas tenham o apoio do Ministério do Esporte e juntos possamos avançar e garantir o Brasil como uma potência esportiva mundial.”

Segundo o governo federal, quase 65% dos contemplados têm até 23 anos, o que indica um foco na nova geração.

“O Bolsa Atleta é fundamental para que os atletas brasileiros possam focar no esporte de alto desempenho e para que a nova geração tenha oportunidade de grandes resultados em diversas modalidades esportivas”, destacou Fufuca.

Valores

O Ministério do Esporte tem no orçamento mais R$ 120,5 milhões destinados a custear o Bolsa Atleta, até o início de 2024.

Até o momento, foram investidos mais de R$ 78,7 milhões para o pagamento das bolsas para as categorias Atleta de Base e Estudantil, que recebem um benefício mensal de R$ 370.

Mensalmente, o grupo classificado na Nacional recebe R$ 925, na Internacional, R$ 1,85 mil, e o da Olímpico ou Paralímpico, R$ 3,1 mil. Já a categoria Pódio oferece entre R$ 5 mil e R$ 15 mil (o teto do programa), por mês.

A prestação de contas deve ser enviada ao Ministério do Esporte em até 30 dias, contados do recebimento da 12ª (última) parcela mensal da bolsa.

Desde 2012, com a Lei 12.395/11, é permitido que o candidato tenha outros patrocínios, o que permite aos atletas consagrados ter também a bolsa e, assim, contar com mais uma fonte de recurso para desempenhar as atividades.

Política pública

O Bolsa Atleta foi criado em 2005, no primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O programa é considerado um dos maiores do mundo de patrocínio direto aos desportistas e tem o objetivo garantir condições mínimas de preparação esportiva aos atletas brasileiros, a partir dos 14 anos.

A política pública é dividida em seis categorias: Base, Estudantil, Nacional, Internacional, Olímpico/Paralímpico, Pódio, destinada a atletas de elite, com repasses mensais que variam de R$ 370 a R$ 15 mil.

O objetivo é que os bolsistas de alto desempenho se dediquem, com exclusividade e tranquilidade, ao treinamento e a competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paralímpicas.

A principal categoria do programa abarca os atletas de alto rendimento que configuram entre os 20 primeiros do ranking mundial da modalidade praticada ou prova específica, e que atendam aos critérios estabelecidos pela legislação.

Nos últimos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, em Tóquio, em 2021, 80% dos integrantes da delegação olímpica e 95% da paralímpica eram bolsistas do programa federal.

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Guilherme Arana é convocado para defender o Brasil nas Eliminatórias


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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciou nesta quinta-feira (28) que o lateral-esquerdo Guilherme Arana, do Atlético-MG, foi convocado pelo técnico Fernando Diniz para defender a seleção brasileira nos dois próximos jogos da equipe pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026.

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O jogador do Galo substitui no Brasil o lateral Caio Henrique, do Monaco (França), que foi desconvocado por causa de uma entorse no joelho.

A seleção brasileira mede forças com a Venezuela no dia 12 de outubro em Cuiabá e cinco dias depois com o Uruguai em Montevidéu. Com seis pontos após duas rodadas, o Brasil divide a liderança das Eliminatórias Sul-Americanas com a Argentina.

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Chamada pública seleciona 12 cientistas negros e indígenas para bolsas


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O Instituto Serrapilheira e a Fundação Carlos Chagas Filho de Amparo à Pesquisa do Estado do Rio de Janeiro (Faperj) divulgaram nesta quinta-feira (28) os nomes dos 12 pesquisadores selecionados em chamada pública exclusiva para cientistas negros e indígenas.

A iniciativa, com foco em ecologia, tem como objetivo que mais pessoas de grupos sub-representados sejam formalmente integradas à academia como professores universitários e pesquisadores. O valor total de investimento é de até R$ 14,7 milhões.

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Os aprovados vão trabalhar como pós-doutorandos em grupos de pesquisa no estado do Rio de Janeiro nos quais não tenham nem se formado nem atuado antes. Ao avaliar as propostas dos candidatos, o painel de revisores levou em consideração critérios como originalidade, riscos da pesquisa e o nível de contribuição que o projeto pode trazer ao grupo que vai recebê-lo.

As propostas de estudos investigam o crescimento de florestas em áreas de restauração e o impacto de mudanças climáticas; procuram integrar os saberes indígenas ao estudo do solo; pesquisam a relação do impacto da atuação humana na Amazônia com a biodiversidade e a presença de fungos patogênicos; analisam como o aumento de minerais e nutrientes afetam os ecossistemas marinhos; os efeitos da expansão urbana em praias, entre outros.

Cada aprovado vai receber uma bolsa mensal de R$ 8 mil, além de até R$ 800 mil para o financiamento da pesquisa durante 3 anos, renováveis por mais 2 anos. Desse valor, R$ 700 mil serão disponibilizados pela Faperj e R$ 100 mil pelo Instituto Serrapilheira. Parte desses recursos deverá ser usada na formação de pessoas de grupos sub-representados na equipe.

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que cerca de 57% da população brasileira se classifica como preta, parda ou indígena. Apesar de majoritária, essa parcela da população ainda é sub-representada na carreira científica.

“Nesta chamada, nos propusemos a selecionar oito cientistas negros ou indígenas, com doutorado em ecologia, que praticassem uma ciência de excelência. Selecionamos 12, e outros tantos ficaram de fora”, disse, em nota, Cristina Caldas, diretora de Ciência do Serrapilheira.

“Mostramos que, se não mudarmos a forma de seleção, cientistas negros e indígenas de excelência seguirão sendo excluídos do fazer científico, e todos os candidatos continuarão parecidos. Os postos acabam ocupados por quem estudou na escola certa, mora no bairro certo, frequenta as rodas certas, e qualquer desvio desse caminho é penalizado”.

A chamada também buscou promover a mobilidade entre os cientistas. Dos selecionados, três são da Região Nordeste, sete do Sudeste, um do Sul e um da Nigéria. O grupo é formado por seis homens e seis mulheres, sendo que 11 se autodeclararam como negros e um como indígena.

O presidente da Faperj, Jerson Lima Silva, disse que apoiar uma política científica que realmente faça a diferença, olhando para questões de gênero e raciais e com oportunidades iguais para todos, é o que tem mobilizado a instituição.

“Pensar em editais fora do escopo tradicional da agência e observar uma adesão muito maior do que qualquer expectativa inicial nos mostra que não podemos jamais, daqui para frente, esquecer do maior grupo populacional do Brasil – as pessoas negras – e dos indígenas. A ciência também é feita com eles”.

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Com 47 medalhas, brasileiros se destacam em Mundial master de remo


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Treze clubes representaram o Brasil no Campeonato Mundial master de remo, disputado na cidade de Tshwane (África do Sul). O evento, finalizado no último domingo (24), reuniu 199 agremiações de 42 países. O Minas Brasília foi o destaque entre os brasileiros, terminando a competição com o terceiro melhor desempenho geral, considerando resultados de homens e mulheres, e o segundo no feminino.

No Mundial master, que reúne atletas a partir de 27 anos, somente quem vence as provas é premiado. Ao todo, os brasileiros conquistaram 47 medalhas em Tshwane. Cinco delas tiveram participação de Lília de Oliveira. O resultado teve gostinho especial para a remadora de 44 anos, que competiu no evento pela terceira vez, após também marcar presença nas edições de 2018 (Sarasota-Brandenton, nos Estados Unidos) e 2019 (Lake Velence, na Hungria).

“Nessas outras edições, eu e minha parceira [Luciana Bex] tínhamos batido na trave. Agora vieram as medalhas”, celebrou Lília, que foi premiada nas provas para dois e quatro remadores, tanto nas disputas femininas (com Luciana, Maria Proença e Carmen Amandio) como na mista (junto de Luciana, Célio Amorim e Alexandre Maia).

“O que achei diferente neste Mundial é ter sido na África do Sul. A recepção deles foi muito legal, com alegria. Isso fez diferença no campeonato”, completou a remadora, também presidente da Federação de Remo de Brasília.

Na classificação geral do Mundial, o Minas Brasília ficou atrás apenas dos clubes Victoria Lake (campeão) e Ravens (vice), ambos da África do Sul. O Corinthians, de São Paulo, foi a segunda melhor delegação do país, na oitava posição, enquanto o Grêmio Náutico União (GNU), de Porto Alegre, foi a terceira entre as agremiações brasileiras, na 11ª colocação.

No feminino, o vice-campeonato fez do Minas o clube do Brasil mais bem posicionado. O Corinthians fez a 15ª campanha entre as mulheres, enquanto o GNU foi o 25º. Já no masculino, a melhor equipe brasileira foi o Clube de Regatas Guaíba Porto Alegre (GPA), que ficou em terceiro. O Minas apareceu em décimo. Destaque, ainda, à presença de Odilon Maia Martins, remador mais experiente do mundo, de 94 anos. Ele representou o Clube de Regatas Aldo Luz, de Florianópolis.

“Inclusive, o Brasil foi a terceira maior delegação em número de atletas. Tivemos equipes bem tradicionais. Não houve muito um sentimento de competição entre os clubes brasileiros porque, muitas vezes, não nos encontrávamos na água, mas foi uma surpresa, para nós, o Minas ter alcançado esse resultado extraordinário”, comentou Lília, que também é árbitra de remo e começou no esporte em 2005.

“O remo me trouxe muita coisa boa, como na questão da disciplina, da dedicação, do foco, de coordenar, liderar, principalmente nesse âmbito que é um pouco mais masculino, porque a maior parte dos dirigentes de clubes são homens, os treinadores em Brasília são todos homens. Desenvolvi habilidades e me desafiei. Sem falar na saúde. Sabemos que a prática que exercícios faz bem. [O remo] é um esporte ao ar livre, então tem a parte contemplativa, de ver o dia raiar, [ver] os animais, essa parte que deixa o esporte mais leve”, concluiu.

A próxima edição do Mundial master de remo será em Brandeburgo (Alemanha) entre 11 e 15 de setembro do ano que vem. Em 2025, o evento está marcado para Banyoles (Espanha).

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Boca Juniors e Palmeiras jogam pela semifinal da Libertadores


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Boca Juniors (Argentina) e Palmeiras medem forças, a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta quinta-feira (28) no estádio da Bombonera, pela ida da semifinal da Copa Libertadores. A Rádio Nacional transmite o confronto ao vivo.

Nos últimos anos o Palmeiras tem sido figurinha carimbada na semifinal da competição continental. Nos anos de 2020 e de 2021 chegou à final e se sagrou campeão, e em 2022 caiu diante do Athletico-PR na semifinal.

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O Alviverde ainda está na briga pelo título do Campeonato Brasileiro. A equipe paulista ocupa a 2ª colocação, atrás apenas do líder Botafogo. No momento a vantagem do líder é de sete pontos, distância essa que o time do técnico Abel Ferreira tentará tirar até o final da competição. Neste contexto a equipe entra em campo para definir seu futuro na competição internacional.

Para isso terá que superar traumas recentes contra seu adversário desta quinta, o Boca Juniors. Isso porque o clube argentino eliminou o Palmeiras em três edições da Libertadores desde 2000: na final daquele mesmo ano, na semifinal de 2001 e na semifinal de 2018. Para chegar à semifinal desta edição o Verdão deixou pelo caminho o Atlético-MG nas oitavas e o Deportivo Pereira (Colômbia) nas quartas.

O Palmeiras deve ir a campo com: Weverton; Marcos Rocha, Gustavo Gómez, Murilo e Piquerez; Zé Rafael, Gabriel Menino e Raphael Veiga; Mayke, Artur e Rony.

Já o Boca Juniors vive um momento conturbado nos últimos tempos. Sem vencer a Libertadores desde 2007 (em cima do Grêmio), o Boca vem amargurando algumas campanhas ruins e eliminações difíceis. A equipe foi vice-campeã duas vezes nesse período sem títulos, em 2012 para o Corinthians e em 2018 para o River Plate (Argentina). Agora os torcedores esperam que o clube possa dar a volta por cima e retornar aos momentos de glória.

No seu caminho até a semifinal deixou para trás equipes como Nacional (Uruguai), nas oitavas, e Racing (Argentina), nas quartas. Já no Campeonato Argentino a equipe está na 9ª posição do Grupo B, com duas vitórias, um empate e três derrotas.

O técnico Jorge Almirón testou uma escalação sem o jovem Valentín Barco, um dos destaques do time na competição. Os outros destaques do Boca são o goleiro Sergio Romero, o atacante Edinson Cavani e o ponta Lucas Janson. Além disso ainda conta com o atacante Benedetto, que marcou três gols no Palmeiras em 2018. Entretanto, ele não vive um bom momento e deve começar no banco de reservas.

Sendo assim, o Boca deve entrar em campo com: Romero; Blondel, Figal, Marcos Rojo e Fabra; Medina, Pol Fernández e Ezequiel Fernández; Advíncula, Cavani e Lucas Janson.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Boca Juniors e Palmeiras com a narração de André Marques, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.

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Maioria dos futuros professores não conclui estágio em escolas


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A maior parte dos formandos em licenciaturas no Brasil não cumpre a carga horária mínima exigida no estágio obrigatório. Além disso, cerca de um a cada dez futuros professores sequer fez o estágio. Os dados são do último Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade), de 2021, e foram compilados pelo Todos pela Educação, com exclusividade para a Agência Brasil.  

O estágio obrigatório é um período que os estudantes de licenciaturas acompanham a rotina escolar, sempre supervisionados por professores. A intenção é que eles tenham contato com as escolas e se preparem para o trabalho como professores. De acordo com resolução do Conselho Nacional de Educação (CNE), esse estágio deve ter a duração de pelo menos 400 horas.  

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Os dados do Enade, no entanto, mostram que a regra, na prática, não está sendo cumprida. O Enade é um exame realizado por estudantes que estão concluindo os cursos de graduação. A cada ano, o exame avalia um conjunto diferente de cursos. Em 2021, foi a vez das licenciaturas. Além de realizar as provas, os alunos respondem a um questionário sobre a formação.  As perguntas sobre o estágio fazem parte deste questionário.  

Cerca de 55% dos concluintes em licenciaturas, o equivalente a cerca de 165 mil estudantes, disseram que cumpriram menos de 300 horas de estágio. Outros 11,82%, o equivalente a 35,5 mil alunos, disseram que sequer fizeram o estágio. Os dados mostram ainda que 19,49%, ou 58,5 mil, cumpriram entre 301 e 400 horas e apenas 13,71%, ou 41,2 mil, fizeram estágios de mais de 400 horas. 

“O estágio permite essa conexão da teoria com a prática. Tudo que se aprende na teoria, se vê aplicações práticas na escola”, diz o gerente de Políticas Educacionais do Todos Pela Educação, Ivan Gontijo.  

“É importante que os estudantes conheçam a dinâmica da escola, os papéis e as responsabilidades de cada um dos atores da equipe escolar. Nesse período, vão entender como é a organização do espaço e como é o trabalho ali. O estágio tem caráter de observação e, progressivamente vai permitindo participar mais, acompanhar professores nas avaliações e atividades. Por isso a carga horária é grande.”  

Gontijo ressalta que aqueles que se formaram em 2021 foram impactados pela pandemia, que levou ao fechamento das escolas por pelo menos um ano. Apesar disso, os dados do Enade mostram que mesmo antes, o estágio não era totalmente cumprido. Em 2014 e em 2017, anos em que as licenciaturas foram avaliadas, cerca de 3%, ou mais de 7 mil estudantes em ambos os anos, declararam que não fizeram o estágio. Também em ambos os anos, cerca de 60% dos estudantes disseram que não cumpriram a carga horária mínima, fazendo 300 horas ou menos de estágio obrigatório. 

Para receber o diploma, os estudantes precisam cumprir o estágio. Segundo Gontijo, as altas porcentagens de estudantes que declaram que não concluíram os estágios pode ocorrer porque muitos acabam conseguindo documentos afirmando que fizeram as práticas ou mesmo realizaram o estágio de forma não estruturada, o que dá uma sensação de que não o cumpriram.   

“Isso chama atenção desses dados porque em tese é obrigatório cumprir as horas de estágio, então, para conseguir esse diploma, eles precisaram apresentar algo, mas não têm a percepção de que fizeram o estágio.” 

Nas escolas 

Gina Vieira, professora aposentada da rede pública no Distrito Federal, que trabalha atualmente como professora voluntária na Universidade de Brasília (UnB) e atua na formação de professores da educação básica, reforça a importância do estágio.  

“A formação dos professores tem sido cada vez mais frágil e insipiente porque formar um bom profissional é caro. Muitas vezes, há precarização na formação inicial desses profissionais”, afirmou. Segundo ela, muitas vezes os alunos desses cursos precisam conciliar a formação com trabalho e outras demandas, o que faz com que eles não consigam cumprir a carga horária mínima.  

O questionário do Enade mostra ainda que a maior parte dos formandos deseja atuar nas escolas. A maioria( 64%) dos concluintes dos cursos de formação inicial docente quer atuar em escolas públicas em médio prazo daqui a cinco anos. Outros 13% preferem atuar com gestão educação no setor público e 11% pretendem buscar outro campo de atuação, fora da área da Educação. Os dados mostram ainda que 8% desejam ser professor na rede privada e 4% pretendem trabalhar na gestão educacional de alguma instituição também privada.  

“É fundamental que esse profissional, como parte da sua formação, tenha contato com a pratica pedagógica, com a sala de aula, com o chão da escola, porque é isso que vai ajudá-lo a ter um pouco mais de entendimento do que é ser professor. Formar professor com a qualidade que se espera passa por uma articulação permanente entre teoria e prática. Prática sem teoria não sustenta. Mas teoria sozinha não vai te ajudar a ser bom profissional”, ressalta Vieira.  

Vieira explicou que um bom estágio permite que os estudantes tenham contato com as salas de aula, possam dar aulas e também que recebam retornos dos profissionais que os supervisionam e tenham a oportunidade experimentar o que esses retornos propõem. Para isso, a professora defende inclusive a ampliação do tempo de estágio. “Esse estágio precisa acontecer e acho que carga horária precisa ser ampliada.”  

Atualmente, das 1.648.328 matrículas nos cursos de licenciatura, 35,6% foram registradas em instituições públicas e 64,4%, em privadas de ensino superior, de acordo com o último Censo da Educação Superior, de 2021. Dos estudantes matriculados em cursos de licenciatura, 61% frequentam curso à distância.

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Mesmo com um a menos, Flu arranca empate com o Inter na Libertadores


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Mesmo jogando por mais de 45 minutos com um homem a menos, o Fluminense mostrou muita força para arrancar um empate de 2 a 2, na noite desta quarta-feira (27) no estádio do Maracanã, no confronto de ida das semifinais da Copa Libertadores, partida que teve transmissão ao vivo da Rádio Nacional.

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Agora, o Tricolor das Laranjeiras e o Colorado voltam a medir forças a partir das 21h30 (horário de Brasília) da próxima quarta-feira (4) no Beira-Rio para definir quem avança para a grande decisão da competição continental. O outro finalista será decidido no confronto entre Palmeiras e Boca Juniors (Argentina).

Expulsão no primeiro tempo

Os 67.515 torcedores que compareceram ao Maracanã acompanharam um grande espetáculo no primeiro tempo, no qual tanto Fluminense como Internacional buscaram o gol desde o minuto inicial. Nos primeiros oito minutos de partida o equatoriano Enner Valencia teve duas oportunidades claras de marcar.

Mas o Tricolor queria a vitória e respondeu com um gol logo aos nove minutos, quando Arias venceu duelo com Renê e ficou com a bola para tocar para John Kennedy, que rolou para o argentino Germán Cano finalizar de primeira para vencer o goleiro Rochet.

A alegria da torcida tricolor virou apreensão aos 17 minutos, quando Valencia recebeu com liberdade, driblou o goleiro Fábio e tocou para o fundo do gol. Porém, o lance foi anulado por causa de posição de impedimento do centroavante. Dois minutos depois quem quase marcou foi Keno, que, após boa tabela com Cano, bateu cruzado para defesa com o pé de Rochet.

A partida continuou aberta, com oportunidades de lado a lado, até os 44 minutos, quando Samuel Xavier dividiu a bola de forma imprudente com Valencia para receber o segundo amarelo no jogo e ser expulso.

Com um a menos o Fluminense se desorganizou e o Colorado conseguiu marcar com o espanhol Mallo de cabeça para ir para o intervalo em igualdade.

Cano decisivo

Em vantagem numérica o Internacional tomou conta das ações na etapa final, e chegou a superar o goleiro Fábio aos nove minutos com Mercado de cabeça. Mas o lance foi anulado pelo juiz, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo), por causa de toque na mão do zagueiro na hora da finalização. Mas o Colorado continuou tentando e chegou à virada aos 18 minutos com um belo gol. Maurício tocou para Valencia, que fez um corta luz para deixar a bola para Alan Patrick, que teve sangue-frio para driblar Marcelo antes de finalizar.

Porém, mesmo em desvantagem numérica e no placar o Fluminense não se entregou. Após a bola ser levantada na área pelo colombiano Arias aos 32 minutos, o zagueiro conseguiu cabecear na direção de Cano, que pegou de virada para garantir o empate final.

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Ouvidoria acompanha investigações sobre morte de torcedor do São Paulo


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A Ouvidoria da Polícia do Estado de São Paulo anunciou nesta quarta-feira (27) que acompanhará as investigações realizadas pela Polícia Militar e pela Polícia Civil no caso do torcedor do São Paulo, Rafael Garcia, de 32 anos, que foi encontrado com um ferimento na cabeça durante confronto entre torcedores do clube paulista e a Polícia Militar na tarde do último domingo (24) no estádio do Morumbi.

“Abrimos um procedimento nesta data, solicitando à Polícia Militar as imagens das câmeras corporais portáteis, informações sobre o tipo de munição utilizada, bem como a identificação dos policiais que atuaram na ocasião com armas longas em carga e relatórios com atribuição de tiros disparados por policial. Do mesmo modo, solicitamos à Polícia Civil as câmeras do local, laudos necroscópicos, laudos do local e também balísticos”, diz a nota da Ouvidoria, que também manifestou seu repúdio a qualquer forma de violência.

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Na tarde do último domingo o São Paulo garantiu o título da Copa do Brasil após empatar com o Flamengo por 1 a 1 no segundo jogo da decisão (o Tricolor venceu o primeiro confronto da decisão por 1 a 0). Após a partida foi registrada confusão envolvendo torcedores que permaneceram no entorno do Morumbi e policiais militares.

“Após o término do jogo, torcedores tentaram acessar a área restrita, entre a Avenida Jules Rimet e a Rua Sérgio Paulo Freddi, e passaram a arremessar garrafas e objetos contra os policiais, que intervieram com o uso de munição de menor potencial ofensivo. Oito policiais ficaram feridos. Um homem foi detido após tentar furar um bloqueio policial no entorno do estádio, incitar a torcida a ultrapassar o bloqueio, desacatar e agredir os policiais que faziam a segurança durante a chegada das delegações. Na ocasião, outro homem foi encontrado caído, com um ferimento na cabeça. Ele foi levado ao Pronto Socorro Campo Limpo, mas não resistiu”, afirmou a Polícia Civil em nota divulgada no último domingo.

Na última terça-feira a Torcida Independente também se pronunciou. A entidade informou que Rafael Garcia fazia parte dos quadros da Surdos e Mudos da Independente. “Não sabemos o que ocorreu e aguardamos o total conhecimento dos fatos, para as devidas responsabilizações”, publicou em uma rede social a torcida, que também afirmou que seguiu todos os protocolos estabelecidos pelas autoridades de segurança.

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De olho na final da Libertadores, Flu e Inter jogam no Maracanã


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Fluminense e Internacional medem forças, a partir das 21h30 (horário de Brasília) desta quarta-feira (27) no estádio do Maracanã, na partida de ida das semifinais da Copa Libertadores. A Rádio Nacional transmite o confronto entre o Tricolor e o Colorado ao vivo.

Apesar da importância do duelo desta quarta, a definição do classificado para a grande decisão só será concluída na próxima quarta-feira (4), quando as equipes voltam a medir forças, mas no estádio do Beira-Rio. E o adversário da final virá de um confronto de gigantes do futebol sul-americano: Palmeiras e Boca Juniors.

Em busca do título inédito

O Tricolor das Laranjeiras chega confiante para o confronto. Após 15 anos a equipe volta a jogar uma semifinal de Libertadores da América. A torcida sonha muito com o título inédito e por isso promete fazer uma grande festa para empurrar os comandados do técnico Fernando Diniz na partida do Maracanã, que terá lotação máxima.

No Campeonato Brasileiro, o Fluminense ocupa a 5ª colocação com 41 pontos. Na última quarta-feira (20) bateu o Cruzeiro no Maracanã por 1 a 0, graças a um belo gol de falta do uruguaio Leo Fernández. O Tricolor garantiu a presença nas semifinais da Libertadores após eliminar o Olimpia (Paraguai) nas quartas.

“O time está muito consciente, estamos nos empenhando ao máximo, tomando todos os cuidados possíveis, controle de lesão, esperamos contar com todos quarta-feira para darmos nosso melhor”, declarou o técnico Fernando Diniz sobre o jogo decisivo.

Ganso, que ficou de fora dos últimos jogos por causa de dores no joelho, está sendo avaliado pelo departamento médico do Flu para ver se consegue começar o jogo. Se tiver condições, o camisa 10 será o titular do meio-campo. Caso contrário, o jovem atacante John Kennedy será mantido na equipe titular.

O clube das Laranjeiras tem três jogadores pendurados na competição: os zagueiros Felipe Melo e Nino, além do atacante John Kennedy. Em caso de serem amarelados novamente, perderão o jogo de volta da semifinal.

Assim, o Fluminense deve ir a campo com: Fábio; Samuel Xavier, Nino, Felipe Melo e Marcelo; André, Alexsander e Ganso (John Kennedy); Keno, Arias e Cano.

Confiança em Valencia

Já o Internacional vai ao Maracanã buscando um resultado positivo fora de casa para decidir a classificação no Beira-Rio na próxima semana. O time gaúcho chegou à semifinal ao eliminar o Bolívar (Bolívia) nas quartas de final.

No Brasileirão o Colorado faz uma campanha aquém do esperado, ocupando atualmente a 13ª posição, a apenas quatro pontos da zona de rebaixamento. O time gaúcho acabou engatando uma sequência negativa de resultados, que foi quebrada com a vitória de 2 a 1 sobre o São Paulo. Entretanto, poupando parte do time para o confronto da Libertadores, a equipe foi derrotada pelo Athletico-PR na última quinta (21). No Campeonato Brasileiro o Internacional perdeu para o Fluminense no Maracanã por 2 a 0 em jogo válido pela 14ª rodada.

A grande esperança do Colorado para esta partida é o centroavante equatoriano Enner Valencia, que é o artilheiro da equipe na Libertadores com quatro gols. O Internacional deve entrar em campo no Maracanã com: Rochet; Hugo Mallo, Vitão, Mercado e Renê; Johnny, Charles Aránguiz, Maurício e Alan Patrick; Wanderson e Enner Valencia.

Fluminense e Internacional já se encontraram anteriormente na Libertadores. Na ocasião, em 2012, os times jogaram pelas oitavas de final e o Flu levou a melhor, com empate no Beira-Rio e vitória por 2 a 1 no Maracanã.

Transmissão da Rádio Nacional

A Rádio Nacional transmite Fluminense e Internacional com a narração de André Luiz Mendes, comentários de Waldir Luiz e reportagem de Bruno Mendes. Você acompanha o Show de Bola Nacional aqui:

* Colaboração de Pedro Dabés (estagiário) sob supervisão de Paulo Garritano.

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Sul-Americana: Corinthians e Fortaleza ficam no 1 a 1 na ida da semi


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Corinthians e Fortaleza ficam no 1 a 1 no primeiro confronto entre as equipes pelas semifinais da Copa Sul-Americana. A partida, que foi disputada na noite desta terça-feira (26) em Itaquera, foi transmitida ao vivo pela Rádio Nacional. Agora as equipes voltam a medir forças em busca da vaga na grande decisão da competição na próxima semana no estádio do Castelão.

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Mais organizado dentro do gramado, o time comandado pelo técnico argentino Juan Vojvoda mandou no jogo nos primeiros minutos. O Leão do Pici apostava na troca de passes e não demorou a abrir o placar. Aos 21 minutos do primeiro tempo o atacante Marinho cobrou escanteio muito fechado e o volante José Welison escorou de cabeça para superar o goleiro Cássio.

Com a vantagem a equipe visitante recuou suas linhas e permitiu que o Corinthians pudesse criar algo. E esse maior ímpeto ofensivo do Timão deu resultado aos 40 minutos, quando Fagner encontrou Renato Augusto, que, com um passe de primeira em profundidade, deixou o atacante Yuri Alberto livre para bater cruzado e superar o goleiro João Ricardo.

Na etapa final o Tricolor do Pici assumiu uma postura ainda mais conservadora, esperando atrás uma oportunidade de contra-atacar em velocidade. Já do lado do Corinthians o meio-campista Renato Augusto continuou a ter pouco espaços para jogar, o que fez com que o confronto ficasse muito amarrado e mantivesse o placar sem novas alterações até o apito final.