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Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano


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O técnico Arthur Elias convocou a seleção brasileira feminina nesta quinta-feira (12) para os primeiros amistosos do ano, como parte da preparação para a Copa do Mundo de 2027, no Brasil. A novidade na lista de 26 convocadas para enfrentar Costa Rica, Venezuela e México é a catarinense Maiara Carolina Niehues (clube Angel City/EUA), que ganha a primeira oportunidade na Amarelinha aos 21 anos de idade.

Seis atletas voltam à seleção para os amistosos fora de casa nos dias 27 de fevereiro (Costa Rica), 4 de março (Venezuela) e 7 de março (México). Entre elas está a meio-campista Luana, que superou um câncer no sistema linfático (Linfoma de Hodgkin) e voltou a atuar pelo Orlando Pride (EUA) em setembro, após um ano em quatro meses de tratamento. Também retornaram ao elenco Tamires, Gi Fernandes, Adriana, Jheniffer e Jaque.

“A gente vive momentos diferentes em cada liga e em cada país na temporada, então a prioridade foi trazer jogadoras que já atuaram ou estão iniciando as competições, jogadoras que já tiveram o período de pré-temporada completo, e que entendemos que estão mais bem preparadas”, disse o treinador durante coletiva na sede da CBF, no Rio de Janeiro.

Após quase dois anos longe da Amarelinha, Luana entrou na relação de Arthur Elias para os últimos amistosos do Brasil antes do Fifa Séries, em abril, que reunirá ainda Canadá, Zâmbia e Coreia do Sul.

“O retorno é para a gente trazer a Luana para perto da seleção, uma jogadora que tem características distintas das meio-campistas que a gente vem colocando. É uma jogadora que tem características distintas das meio-campista que a gente vem colocando. É muito experiente, já trabalhei com ela muitos anos, sei das qualidades que ela tem para facilmente se encaixar no jogo da seleção”, destacou o treinador.

Quem também voltará a vestir a Amarelinha será a lateral esquerda Tamires, de 38 anos, que brilhou com o elenco do Corinthians no primeiro Mundial de Clubes feminino no final de janeiro. A atleta não era convocada por Elias  desde a conquista da prata olímpica em Paris 2024.  

“A gente sabe que, pela idade, muitas pessoas questionam até como elas [as jogadoras] vão chegar para a Copa do Mundo, mas vocês viram o que a [Gabi] Zanotti fez na convocação, fez agora no Interclubes, e a Tamires também”, lembrou o técnico. “A Tamires tem muita experiência na seleção brasileira, fez competição agora no começo do ano, não vejo neste momento outras laterais melhores do que ela. É um retorno que me deixa muito contente por mérito da Tamires, pelo que ela fez, A seleção está aberta para todas as jogadoras, independente de idade”, concluiu.

Antes da coletiva do treinador, a diretora de seleções femininas Cris Gambaré anunciou que a seleção fará um amistoso contra os Estados Unidos no Brasil, entre o dia 1º e 9 de junho (Data Fifa), em local ainda a ser definido. 

Amistosos

Brasil x Costa Rica – 27 de fevereiro – Estadio Alejandro Morera Soto, em Alajuela – 22h

Brasil x Venezuela – 4 de março – Centro de Treinamento da Federação Mexicana de Futebol, em Toluca – 18h

Brasil x México – 7 de março – Estádio Ciudad de los Deportes, na Cidade do México – 20h

Convocadas

GOLEIRAS

Lelê – Corinthians

Thaís – Benfica (POR)

Cláudia – Cruzeiro

DEFENSORAS

Tarciane – Lyon (FRA)

Mariza – Tigres (MEX)

Thaís Ferreira – Corinthians

Lauren – Atlético de Madrid (ESP)

Yasmim – Real Madrid (ESP)

Fê Palermo – Palmeiras

Tamires – Corinthians

Gi Fernandes – Corinthians

Bela – PSG (FRA)

MEIO-CAMPISTAS

Duda Sampaio – Corinthians

Ana Vitória – Corinthians

Maiara – Angel City (EUA)

Brena – Palmeiras

Luana – Orlando Pride (EUA)

ATACANTES

Kerolin – Manchester City (ING)

Bia Zaneratto – Palmeiras

Tainá Maranhão – Palmeiras

Gabi Zanotti – Corinthians

Jheniffer – Tigres (MEX)

Luany – Atlético de Madrid (ESP)

Jaque – Corinthians

Adriana – Al-Qadsiah (SAU)

Geyse – América (MEX)

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

MEC define calendário nacional de matrícula na residência médica


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A matrícula de médicos selecionados em programas de Residência Médica (PRM) deverá ser feita diretamente pela instituição credenciada entre os dias 10 de fevereiro e 31 de março, para ingresso no primeiro semestre; ou entre 10 de agosto e 30 de setembro, para o segundo semestre.

O calendário que padroniza nacionalmente os períodos de matrícula e das atividades da especialização médica foi determinado na Resolução nº 1/2026, publicada pelo Ministério da Educação (MEC) nessa quarta-feira (11).

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Residência médica

A residência médica é uma modalidade de ensino de pós-graduação voltada para médicos, caracterizada por treinamento em serviço (especialização prática) em hospitais ou unidades de saúde, sob supervisão. A formação de médicos especialistas pode variar de dois a cinco anos, conforme a área da medicina.

A aprovação na residência médica confere ao médico estudante o título de especialista para o exercício profissional.

Datas fixas

Pelo cronograma estabelecido pela Resolução nº 1/2026, as residências médicas têm datas fixas para começar e terminar as atividades, divididas por semestres.

·         1º semestre: começa em 1º de março e termina em 28 de fevereiro (ou 29 em anos bissextos) do ano seguinte;

·         2º semestre: começa em 1º de setembro e termina em 31 de agosto do ano seguinte.

As comissões de Residência Médica (Coremes) das instituições credenciadas devem realizar os ajustes necessários para garantir o cumprimento da carga horária mínima e dos períodos de férias previstos na legislação.

Desistência automática

A resolução ainda estabelece que se o residente matriculado não se apresentar ou não der uma justificativa formal em até 24 horas após o início das atividades da residência (ou seja, até o dia 2 de março ou 2 de setembro de cada ano), será considerado desistente.

Nesses casos, a instituição poderá convocar, no dia seguinte, o próximo candidato aprovado, respeitando a ordem de classificação.

Troca de residência

A resolução também disciplina a possibilidade de mudança de residência médica, o que pode ocorrer, por exemplo, quando o candidato tem a intenção de trocar de especialidade médica, nesse processo de aprendizado.

Pela resolução, o residente com matrícula ativa em uma residência por mais de 45 dias somente poderá ingressar em outra residência médica para o qual tenha sido selecionado, se tiver formalizado a desistência do programa anterior, dentro dos prazos de início e término do semestre.

Não é mais permitido ter duas matrículas ativas ao mesmo tempo, exceto se o médico estiver no último semestre da residência atual e for concluir a tempo de iniciar a próxima.

Pré-requisito

Para quem vai fazer uma residência médica que exija outra anterior (pré-requisito), o prazo máximo para apresentar a declaração de conclusão ou título de especialista (registrado no Conselho Regional de Medicina com número de registro de especialista), é 15 de março ou 15 de setembro, conforme o semestre de ingresso.

Vagas autorizadas

A definição das vagas semestrais deverá respeitar o limite anual autorizado no ato de credenciamento da Comissão Nacional de Residência Médica (CNRM). A comissão tem as funções de regulação, supervisão e avaliação de programas de residência médica e das instituições que os ofertam.

A resolução também estabelece que os processos seletivos para vagas remanescentes) deverão ser concluídos até 15 de março ou 15 de setembro, com divulgação da classificação final.

Para saber mais, acesse aqui a Resolução nº 1/2026.

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

Em Cuiabá, Mixto e Flamengo abrem Brasileirão Feminino nesta quinta


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A partida de abertura da edição 2026 da Série A1 (primeira divisão) do Campeonato Brasileiro Feminino de futebol será transmitida ao vivo pela TV Brasil. Nesta quinta-feira (12), a partir de 21h (de Brasília – 20h no horário local), a bola rola para Mixto e Flamengo, no Estádio Eurico Gaspar Dutra, o Dutrinha, em Cuiabá.

A equipe da casa disputa a elite do Brasileirão pela terceira vez. A última foi em 2015. As Tigresas, que caíram nas quartas de final da Série A2 (segunda divisão) em 2025, herdaram uma das vagas deixadas por Real Brasília e Fortaleza, que encerrarem os respectivos departamentos da modalidade. O Vitória ficou com a outra.

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O Flamengo é o segundo time com mais presenças na competição nacional, organizada desde 2013 pela CBF, atrás apenas da Ferroviária. Será a 12ª participação das Meninas da Gávea, única equipe fora do estado São Paulo a já ter sido campeã (2016).  

Para o retorno à primeira divisão após 11 anos, o Mixto aposta em um elenco experiente. Entre os reforços, estão a goleira Thaís Helena, de 38 anos, ex-Atlético-MG e vice-campeã do mundo pela seleção brasileira em 2007; e a meia paraguaia Fany Gauto, 31 anos, com passagens por Ferroviária e Internacional. O técnico é Adilson Galdino, tricampeão da Libertadores pelo São José e que levou a equipe do interior paulista à conquista, no Japão, do Mundial de Clubes em 2014 – a competição não tem chancela da Federação Internacional de Futebol (Fifa).

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O Flamengo, por sua vez, promoveu uma mudança na estratégia voltada à equipe feminina para 2025, com a redução no investimento na modalidade e maior aproveitamento da base. O clube manteve suas principais estrelas, casos da meia e capitã Djeni e da centroavante Cristiane, mas liberou jogadoras importantes, como a zagueira Agustina Barroso, que foi para o Corinthians, e a atacante Gláucia, reforço do Palmeiras.

A expectativa é que ao menos 10 jogadoras da base reforcem o time comandado por Celso Silva, que assumiu após a saída de Rosana Augusto, justamente pela readequação orçamentária da modalidade. A equipe sub-20 do Rubro-Negro ficou com o vice do Brasileirão em 2025, mas conquistou o bi da Copinha Feminina e teve seis atletas convocadas para defender o Brasil no Campeonato Sul-Americano da categoria, que está em andamento.

A primeira rodada segue na sexta-feira (13), também às 21h, com a estreia do Palmeiras, atual campeã da Copa (e da Supercopa) do Brasil. Na Arena Crefisa, em Barueri (SP), as Palestrinas recebem o América-MG, em mais um duelo exibido ao vivo pela TV Brasil.


corinthians, cruzeiro, brasileiro feminino

As Brabas estrearão na próxima sexta (13) contra o Atlético-MG em Belo Horizonte. A equipe paulista conta com reforços de peso nesta temporada. Além do retorno da  volante Ana Vitória (ex-Atlético de Madrid), o clube contratou a atacante uruguaia Belén Aquino (ex-Internacional)  – Staff Images Woman/CBF/Direitos Reservados

O regulamento se assemelha ao dos anos anteriores. A diferença está no número de participantes. São 18, ao invés dos 16 das últimas nove edições. Na primeira fase, as equipes se enfrentam em turno único. As oito melhores vão às quartas de final e as duas piores caem à Série A2. No mata-mata, são jogos de ida e volta. Segundo a tabela da CBF, o campeão será conhecido no dia 4 de outubro.

Atual hexacampeão e dono de sete títulos, o Corinthians estreia sexta (13), às 21h. As Brabas medem forças com o Atlético-MG – que retornou à elite ao lado de Santos e Botafogo – na Arena MRV, em Belo Horizonte. Favorito, o Timão esteve presente nas últimas nove finais e ostenta um aproveitamento de 81,7% em jogos pelo Brasileirão.

Entre os reforços trazidos para 2026, destaques ao retorno da volante Ana Vitória, que estava no Atlético de Madrid, da Espanha, e à chegada da atacante uruguaia Belén Aquino, ex-Internacional. Elas iniciaram o ano sendo titulares na Copa das Campeãs da Fifa e na Supercopa do Brasil. O Corinthians foi vice em ambas, respectivamente, para Arsenal, da Inglaterra, e Palmeiras.


Palmeiras é campeão da Supercopa Feminina 2026, após vitória sobre o Corinthians nos pênaltis

No último sábado (7), as Palestrinas conquistaram a Supercopa Feminina ao derrotarem as Brabas nos pênaltis. De olho no título do Brasileirão 2026, o Alviverde investiu no retorno da atacante Bia Zaneratto ao elenco – Rafael Ribeiro/CBF/Direitos Reservados

As Palestrinas têm sido a pedra no sapato do arquirrival. Nas quatro finais entre as equipes, elas levaram a melhor nas três últimas – o Palmeiras também conquistou as edições de 2024 e 2025 do Campeonato Paulista em cima do Corinthians. A exceção foi justamente a única vez que os times decidiram o Brasileirão, em 2021. Semifinalista no ano passado, o Verdão trouxe reforços de peso para sair do quase. A volta de Bia Zaneratto para suprir a saída da também atacante Amanda Gutierres foi a principal contratação.

Algoz alviverde em 2025, o Cruzeiro trouxe 11 caras novas e manteve a espinha dorsal do time vice-campeão brasileiro, apesar da saída de Isa Haas, negociada com o América, do México. A também zagueira Tainara, ex-Bayern de Munique, da Alemanha, veio para o lugar. A diretoria reservou R$ 16 milhões – 6,67% a mais que em 2025 – para a temporada, que terá a estreia das Cabulosas na Libertadores Feminina, ao lado de Corinthians e Palmeiras.

Confira as informações sobre as transmissões do Brasileirão Feminino na TV Brasil

Jogos da primeira rodada do Brasileirão Feminino

12/02 – 21h: Mixto x Flamengo – Dutrinha, em Cuiabá – transmissão TV Brasil

13/02 – 21h: Palmeiras x América-MG – Arena Crefisa, em Barueri (SP) – transmissão TV Brasil

13/02 – 21h: Atlético-MG x Corinthians – Arena MRV, em Belo Horizonte

14/02 – 15h: Fluminense x Vitória – Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro

14/02 – 16h: Botafogo x Juventude – Nilton Santos, no Rio de Janeiro

14/02 – 18h: Bahia x Cruzeiro – Pituaçu, em Salvador

15/02 – 17h: Red Bull Bragantino x Ferroviária – Centro de Performance & Desenvolvimento, em Atibaia (SP)

16/02 – 19h: Santos x Grêmio – Vila Belmiro, em Santos (SP)

16/02 – 20h: Internacional x São Paulo – Sesc Protasio Alves, em Porto Alegre

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Dupla de Stefani vence 2º jogo e vai às quartas do WTA 1000 de Doha


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Semifinalista no Aberto da Australia deste ano, a dupla da tenista brasileira Luisa Stefani com a canadense Gabriela Dabrowski vai disputar as quartas de final no WTA 1000 de Doha (Catar). Nesta quarta-feira (11), elas se classificaram após derrotarem a parceria da russa Liudmila Samsonova com a tcheca Marie Bouxkova, por 2 sets a 1 (6/3 e 6/4).

Stefani e Dabrowski voltam à quadra na quinta (12), a partir das 9h (horário de Brasília). As adversárias serão a taiwanesa Hao-Ching Chang e a dinamarquesa Clara Tauson, que derrotaram sem dificuldade na estreia as russas Diana Shnaider e Alexandra Panova por 6/1 e 6/3.

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A vitória de hoje da dupla Brasil-Canadá foi a segunda em Doha. Na estreia, no último domingo (8), elas bateram Irina Khromacheva (Rússia) e Aldila Sutjiad (Indonésia) por 2 sets a 0 (7/5 e 6/2).


Paris, 28/10/2025 - Tenista João Fonseca durante partida de estreia no Marters 1000 de ParisFoto: RolexPMasters/X

Atual campeão do ATP 250 de Buenos Aires, o tenista carioca João Fonseca estrteia esta noite no saibro argentino contra o chileno Alejandro Tabilo, a partir das 18h30 – RolexPMasters/X

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João Fonseca estreia à noite em Buenos Aires

O carioca João Fonseca, número 33 do mundo, inicia a busca do bicampeonato consecutivo na quadra de saibro do ATP 250 de Buenos Aires (Argentina), a partir das 18h30. A estreia será contra o chileno Alejandro Tabilo (71º no ranking). O brasileiro de 19 anos teve um início de temporada prejudicado em razão de dores na região lombar. Desistiu de dois torneios (ATPs 250 de Brisbane e de Adelaide) para se recuperar por completo. O primeiro torneio de Fonseca em 2026 foi o Aberto da Austrália, mas a falta de ritmo pesou e o carioca foi eliminado logo na estreia.

Antes, às 17h30, tem estreia nas duplas masculinas dos brasileiros Marcelo Demoliner e Fernando Romboli. Ele enfrentarão os anfitriões Gonzalo Villanueva e Lautaro Midon.

Quem já estreou com pé direito foi a dupla a dupla dos gaúchos Rafael Matos e Orlando Luz. Eles derrotaram nesta tarde a parceria do compatriota Marcelo Melo com o holandês Jean-Julien Rojer, por 2 sets a 1 (6/2, 3/6 e 10/4). Foi a primeira vez que os ex-parceiros na temporada passada, Rafael e Marcelo, competiram em lados opostos da quadra. 

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

Imersão na Fiocruz inspira meninas a seguir carreira científica


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Ainda criança, a estudante Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, hoje com 17 anos, recebeu um ultimato da mãe:

“Eu tinha a mania de ficar misturando as coisas em casa pra ver o que ia acontecer. Aí, a minha mãe me chamava de cientista maluca. Ela falou: ‘Quando você crescer, eu vou te forçar a fazer um curso de química’. E ela forçou mesmo”, lembra, aos risos.

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Prestes a concluir o ensino médio com técnico em Química, no Instituto Federal do Rio de Janeiro, no campus de Duque de Caxias, ela realmente vislumbra se tornar uma cientista, e não há nenhuma maluquice nisso.

Raíssa é a expressão de um movimento celebrado em todo o mundo neste dia 11 de fevereiro, o Dia Internacional das Mulheres e Meninas na Ciências.

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Criada em 2015 pela Organização das Nações Unidas, a data tem o objetivo de chamar a atenção para a desigualdade de gênero nas chamadas áreas de ciência, tecnologia, engenharia e matemática (Stem, na sigla em inglês), historicamente dominadas por homens.

 


Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Alunas do ensino médio participam de programa em que a Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

 Da esquerda para a direita, Sulamita do Nascimento Morais, Raíssa Cristine de Medeiros Ferreira, Beatriz Antônio da Silva e Duane de Souza Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Dentro da Fiocruz

Isso deu início a um movimento seguido por diversas instituições científicas, como a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que, desde 2020, oferece uma imersão de verão para estudantes de ensino médio.

Raíssa participou pela primeira vez em 2025 e gostou tanto que repetiu a dose este ano. Ela ainda levou uma amiga, Beatriz Antônio da Silva, que também tem 17 anos e estuda no mesmo instituto federal

Assim como Raíssa, Beatriz começou a se interessar pela carreira científica após o convite de uma professora de física, que desenvolve um projeto no instituto para estimular a entrada de meninas negras na área.

“Ela é uma boa contadora de histórias. E ela sempre falava como foi difícil, porque ela era uma das únicas mulheres na sala da faculdade, e foi negligenciada e sempre sofreu muito preconceito. Então, ela quer abrir portas para a gente”, conta Beatriz.

Esse esforço de cientistas mulheres para abrir o caminho para outras não é novidade para Beatriz Duqueviz, analista de gestão em saúde pública, que integra a coordenação do Programa Mulheres e Meninas na Ciência da instituição.

“A Fiocruz é uma instituição centenária, e só se pensou nesse programa na gestão da Nísia Trindade (ex-presidente da Fundação e ex-ministra da Saúde, primeira mulher em ambos os cargos). Então, a importância de mulheres ocuparem esse espaço é pela diversidade, mas também pela sensibilidade e pela luta.”

Beatriz Duqueviz explica que o programa da fundação atua em três frentes: reconhecimento e valorização das cientistas mulheres; pesquisas sobre gênero; e estímulo ao interesse pela ciência entre meninas

Segundo Beatriz, elas são desestimuladas desde o início da infância e, quando crescem, principalmente as meninas mais pobres, acabam tendo que dividir a atenção dos estudos com os trabalhos domésticos. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Beatris Duqueviz, coordenadora adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (PMMC). Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Beatriz Duquevis, coordenadora-adjunta do Programa Meninas e Mulheres na Ciência (PMMC). Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Três dias de imersão

Na imersão de verão deste ano, 150 alunas de diversos locais da Região Metropolitana do Rio de Janeiro foram selecionadas para passar três dias conhecendo os trabalhos e em contato com pesquisadoras de 13 unidades da Fundação.

Duane de Souza, de 17 anos, que mora em Bangu, na Zona Oeste da capital, ficou sabendo da seleção pública para o programa após ver um post nas redes sociais.

“Eu já sei que quero fazer biologia. Mas a biologia abre portas para diversas coisas, então eu pensei que aqui eu poderia ter uma luz de que área seguir. E realmente eu tive uma luz. Antes, eu achava que fazer pesquisa era uma coisa muito complicada, mas aqui eu percebi que não é exatamente assim”, conta ela, que estuda no Instituto Federal do Rio de Janeiro, no Campus Maracanã, na Zona Norte,

Beatriz Duqueviz explica que a programação é pensada para apresentar a ciência real às estudantes, muito diferente dos estereótipos:

“Você não precisa nascer um gênio para ser cientista. O que você precisa é ter curiosidade e disciplina para buscar respostas. A gente quer que essas meninas tenham uma compreensão ampliada da ciência, para estimular que elas busquem carreiras científicas”.

Por isso, as estudantes percorrem laboratórios com microscópios e provetas, usualmente entendidos como o local de trabalho de um cientista, mas também têm a oportunidade de conhecer espaços como o Laboratório de Conservação Preventiva, que se dedica à recuperação e preservação do patrimônio histórico da Fiocruz, ou a Revista Cadernos de Saúde Pública, uma das publicações científicas da fundação.

A co-editora chefe da revista Luciana Dias de Lima acredita que isso é essencial para que as estudantes compreendam as muitas dimensões do trabalho científico que, muitas vezes, é resultado do esforço coletivo e multidisciplinar. Na revista, atualmente, três pesquisadoras chefiam a publicação como co-editoras chefes.

 


Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil 

“Alcançar postos mais altos na carreira ainda é um desafio. Principalmente porque nós, mulheres, enfrentamos a necessidade de atuar em outras áreas. A gente sempre tem que compartilhar o horário de trabalho, com várias outras atribuições, como cuidado com a família. Fora os estereótipos de qual é o ‘nosso lugar'”.

Felizmente, Sulamita do Nascimento Morais já sabe, aos 17 anos, que o seu lugar é onde ela quiser. Moradora e estudante de uma escola estadual no Méier, na Zona Norte da capital, ela também é bolsista de iniciação científica em uma universidade e já participou de diversas atividades de estímulo à ciência para meninas.

“Hoje, eu sei que eu quero estudar ciência da computação, mas antes eu nem sabia sobre tecnologia… Até porque, infelizmente, na nossa sociedade, ainda tem esse tabu de que tecnologia é mais coisa de menino. Então, através desses projetos e da imersão, eu pude ver que dá, sim, pra você seguir esses trabalhos, se impor e ter voz sendo mulher”.

 


Rio de Janeiro (RJ), 10/02/2026 - Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade.  Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Fiocruz abre as portas para 150 alunas no Dia Internacional das Meninas e Mulheres na Ciência, na sede da Fiocruz, em Manguinhos, zona norte da cidade. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
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Sisu 2026: universidades iniciam convocação de lista de espera


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As instituições públicas de ensino superior participantes do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2026 iniciaram nesta quarta-feira (11) a convocação de candidatos em lista de espera para ocupar vagas eventualmente não preenchidas na chamada regular do Sisu.

Os estudantes que manifestaram interesse em participar da lista de espera de apenas um curso de graduação estão sendo chamados de acordo com a ordem de classificação, modalidade de concorrência e disponibilidade de vagas.

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O Sisu reúne as vagas ofertadas por instituições públicas de educação superior do Brasil que aderiram ao processo seletivo. A maioria delas é da rede federal de ensino superior com destaque para universidades federais e institutos federais.

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Acompanhamento das convocações

Os inscritos em lista de espera devem conferir o resultado diretamente no site da universidade pública escolhida.

O candidato deve acompanhar as convocações, observar prazos, procedimentos e documentos exigidos para matrícula ou para registro acadêmico, estabelecidos em edital próprio da universidade.

Neste mesmo documento, a universidade pública deve comunicar os horários e locais de atendimento e se disponibiliza o acesso eletrônico para registro acadêmico e encaminhamento de documentação necessária para a matrícula.

Declaração para matrícula

Os candidatos que fizeram o Exame Nacional do Ensino Médio em 2025 para obter o certificado de conclusão do ensino médio podem buscar a declaração digital para a pré-matrícula na educação superior diretamente na Página do Participante do Enem, com login de acesso da plataforma Gov.br.

A novidade foi disponibilizada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). 

Para obter a declaração ou a certificação de conclusão do ensino médio pelo Enem os candidatos com mais de 18 anos precisam ter alcançado, no mínimo, 450 pontos em cada área do conhecimento do Enem, além de obter pelo menos 500 pontos na redação. 

Recorde de vagas

Em 2026, o Sisu oferta mais de 274 mil vagas para 7,3 mil cursos disponíveis em 587 municípios.

Do total de vagas da graduação, 148,9 mil (54,3%) são disponibilizadas por meio da Lei de Cotas (Lei nº 12.711/2012) e outras ações afirmativas próprias de universidades públicas de ensino superior.

O Ministério da Educação (MEC) confirma que esta é a maior edição da história do programa, com a participação de 136 instituições públicas de educação superior de todo o país.

Na última semana, o MEC comunicou que 99% das vagas do Sisu 2026 foram preenchidas na chamada regular e contabilizou 271.789 candidatos aprovados entre 1,8 milhão de inscritos.

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Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização tem resultado divulgado


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Mais de 4,7 mil redes públicas de ensino brasileiras foram certificadas com o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização. O Ministério da Educação (MEC) divulgou o resultado final nesta segunda-feira (9).

A pontuação obtida pode ser consultada pelos estados e municípios participantes no Sistema Integrado de Monitoramento, Execução e Controle do MEC (Simec), com login do gestor de educação local na conta da plataforma Gov.br.

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O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização atesta publicamente o empenho das secretarias de educação estaduais, distrital e municipais na implementação de políticas, ações e estratégias que assegurem o direito à alfabetização.

O selo é dividido em três categorias: bronze, prata e ouro.

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Números

Nesta edição, o MEC contabilizou as inscrições de 4.872 redes de ensino das 5.595 que aderiram ao Compromisso Nacional Criança Alfabetizada (CNCA), o que corresponde a um índice de 87,1% de participação dos entes da federação.

Em nota, o MEC afirma que a quantidade de certificações evidencia “o elevado engajamento das redes públicas de ensino em todas as regiões do país”.

Entre os inscritos nesta segunda edição da premiação, 97% (4.728 redes de ensino) obtiveram êxito e conquistaram o selo, sendo 2.285 selos Ouro; 1.896 selos Prata; e 547 selos Bronze.

A categoria ouro está vinculada ao atingimento da meta do Indicador Criança Alfabetizada (ICA).

A certificação considera: gestão, governança, formação, acompanhamento da aprendizagem e implementação de ações estruturantes. Também reconhece o trabalho coletivo de articuladores e o papel dos gestores escolares e professores.

Selo

O Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização não envolve premiação em dinheiro. A iniciativa federal é um reconhecimento simbólico dos esforços das secretarias no cumprimento do Compromisso Nacional Criança Alfabetizada.

Este compromisso busca para garantir, até 2030, a alfabetização de todas as crianças do Brasil até o fim do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar aprendizagens de alunos do 3º, 4º e 5º ano que apresentam defasagens. As metas são anuais.

O selo tem o objetivo também de promover o compartilhamento de práticas bem-sucedidas de gestão que estejam comprometidas com as metas de alfabetização, para incentivar políticas de redução de desigualdades previstas no Plano Nacional de Educação (PNE).

A cerimônia de entrega do selo ocorrerá em Brasília, em data a ser definida pelo MEC.

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Brasil estreia no esqui cross-country, mas não se classifica à final


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A terça-feira (10) foi de estreia dos primeiros atletas brasileiros Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina (Itália). Manex Silva, Eduarda Ribera, Bruna Moura disputaram a prova de qualificação (sprint livre) do esqui cross-country, mas não avançaram à final. Apenas os 30 primeiros colocados em cada disputa (masculina e feminina) avançaram à decisão por medalhas. Os três brasileiros voltarão a competir nesta edição (confira a programação ao final do texto). 

Nascido em Rio Branco (AC), Manex conseguiu o melhor resultado do país na modalidade, ao terminar na 48ª posição, entre 90 competidores, com o tempo de 3min25s48. A liderança ficou com o norueguês Johannes Klaebo (3min07s37), seis vezes campeão olímpico.

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“Eu estava sonhando com um resultado assim. É verdade que eu sou muito estrito, tenho expectativas altas, mas estou feliz porque eu acho que eu fiz uma boa corrida, dei o meu melhor e acho que não poderia ter ido melhor do que isso, disse o acreano, que superou a 66ª colocação obtida em 2010 pela mineira Jaqueline Mourão, nos Jogos de Vancouver (Canadá).

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A paulista Duda Ribera também cravou a melhor pontuação entre atletas mulheres brasileiras. Irmã do esquiador paralímpico Cristian Ribera – Duda terminou em 72º lugar, com o tempo de 4min17s05, alcançando 226,67 pontos FIS (sistema de pontuação exclusivo da Federação Internacional de Esqui e Snowboard) na prova de 1,5 quilômetro.

Uma das estreias mais aguardadas foi da paulistana Bruna Moura, que sofreu um grave acidente de carro há quatro anos, quando viajava para competir nos Jogos de Pequim (China). A atleta sofreu várias fraturas, ficou dois meses sem andar e precisou de um ano e meio de fisioterapia para se recuperar. Nesta terça (10), a brasileira finalmente debutou nos Jogos Olímpicos de Inverno. Ela encerrou a prova na 74ª posição, com o tempo de 4min22s07, totalizando 254.53 pontos FIS.

“Eu estou muito, muito feliz. E a hora que eu vi a linha de chegada depois da última descida, ali para mim já significou tudo. Eu sei que ainda tem mais duas provas pela frente, mas esta aqui para mim já foi a prova da minha vida. Agora eu posso oficialmente dizer: atleta olímpica”, comemorou a esquiadora de 31 anos.

Agenda do Brasil em Milão-Cortina

QUARTA (11)

15h30 e 16h27 – Snowboard Halfpipe — Classificação masculina (descida 1 e 2) – Pat Burgener, Augustinho Teixeira

QUINTA (12)

9h – Esqui Cross-Country — 10 km feminino (técnica livre) – Bruna Moura, Eduarda Ribera

SEXTA (13)

7h45 – Esqui Cross-Country — 10 km masculino (técnica livre) – Manex Silva

12h e 13h48 – Skeleton — Descidas 1 e 2 (feminino) – Nicole Silveira

15h30 – Snowboard Halfpipe — Final masculina (3 descidas)

SÁBADO (14)

6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom gigante masculino  (descidas 1 e 2) – Lucas Pinheiro Braathen

14h e 15h44 – Skeleton — Descidas 3 e 4 (feminino) – Nicole Silveira

SEGUNDA (16)

6h e 7h57 – Bobsled 2-man — Descidas 1 e 2 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom masculino – descidas 1 e 2 – Lucas Braathen

TERÇA (17)

15h e 17h05 –  Bobsled 2-man — Descidas 3 e 4 – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

QUARTA (18)

5h45 – Esqui Cross-Country — Sprint por equipes femininas (classificatória) – Eduarda Ribera e Bruna Moura

6h e 9h30 – Esqui Alpino — Slalom feminino – descidas 1 e 2 – Alice Padilha

SÁBADO (21)

6h e 7h57 – Bobsled 4-man — Descidas 1 e 2 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

DOMINGO (22)

6h e 8h15  Bobsled 4-man — Descidas 3 e 4 – Brasil – equipe: Edson Bindilatti, Davidson de Souza, Rafael Souza, Luís Bacca e Gustavo Ferreira*

* duplas e quartetos ainda serão definidos

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

Governo federal reajusta repasse da merenda escolar em 14,3% para 2026


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O Ministério da Educação (MEC) autorizou um novo reajuste no valor do repasse para o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) em todo o país. O aumento anunciado é de 14,35% para este ano, com o objetivo de recompor o poder de compra de estados e municípios diante da inflação de alimentos.

Com a atualização, o investimento total no programa chega a R$ 6,7 bilhões em 2026. Segundo o governo federal, o montante representa aumento de 55% no orçamento da merenda desde 2023 e um salto de 80% em relação ao que era investido há quatro anos.

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O ministro da Educação, Camilo Santana, destacou que o reajuste será aplicado na primeira parcela do cronograma de pagamentos.

“Estamos saindo de um orçamento de 2022 de R$ 3,6 bilhões em 2022 para o programa, para esse ano com orçamento de R$ 6,7 bilhões”, destacou o ministro.

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Incentivo à agricultura familiar

Além do aporte financeiro, o governo oficializou o aumento da cota mínima para compras da agricultura familiar. Por lei, estados e municípios agora devem destinar obrigatoriamente 45% dos recursos do Pnae para a aquisição de produtos de pequenos produtores e cooperativas locais. Anteriormente, o percentual mínimo era de 30%.

A estimativa do MEC é que aproximadamente R$ 3 bilhões sejam injetados diretamente na economia rural por meio dessa medida.

O Pnae atende alunos de toda a educação básica — da educação infantil ao ensino médio, incluindo a educação de jovens e adultos (EJA) — matriculados em escolas públicas, filantrópicas e em entidades comunitárias conveniadas com o poder público.

Arthur Elias convoca seleção feminina para primeiros amistosos do ano

Estados terão que abrir 600 mil vagas para abater dívida com União


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Os 22 estados que aderiram ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag) precisam cumprir a expansão de 600 mil novas matrículas no ensino da educação profissional e tecnológica (EPT) de nível médio até o fim de 2026.

As metas para o registro de matrículas estão estabelecidas na portaria do Ministério da Educação (MEC), publicada do Diário Oficial da União desta segunda-feira (9).

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A definição das metas de vagas gratuitas está prevista no programa Juros por Educação, que faz parte do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), criado pela Lei Complementar 212/2025.

Além de valorizar e expandir a educação profissional tecnológica no país, a iniciativa do MEC tem os objetivos de contribuir para evitar a evasão escolar; melhorar a infraestrutura das escolas; promover a formação continuada de profissionais da educação; e aproximar a educação do mundo do trabalho.

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Troca da dívida

O Juros por Educação permite que os estados e o Distrito Federal renegociem dívidas com a União.

A iniciativa prevê descontos nos juros e parcelamento do saldo das dívidas em até 30 anos, com possibilidade de amortizações extraordinárias e redução dos valores das parcelas nos primeiros cinco anos. 

Com redução das taxas de juros anuais, os entes federativos economizam e podem fazer investimentos financeiros para expandir as vagas na educação profissional técnica de nível médio. O dinheiro também deve servir para melhorar a infraestrutura dos cursos.  

Os 22 estados brasileiros participantes do Propag são: Acre, Alagoas, Amazonas, Amapá, Bahia, Ceará, Espírito Santo, Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Rondônia, Roraima, Rio Grande do Sul, Sergipe, São Paulo, Tocantins.

Metas 

As metas de novas vagas da EPT têm como referência a quantidade de matrículas previstas no Plano Nacional de Educação (PNE) 2026-2036, que orienta as políticas educacionais de uma década.

O cálculo ainda considera a população divulgada no último censo demográfico do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O MEC considera as seguintes etapas: meta nacional de matrículas; meta estadual de matrículas; déficit estadual; volume estadual de matrículas; e volume nacional de matrículas.

Os estados e o Distrito Federal poderão ofertar cursos técnicos por meio de diferentes modalidades, inclusive na de educação de jovens e adultos (EJA), voltado para quem não concluiu os estudos na idade adequada.

A aprendizagem profissional ainda pode ser articulada com o ensino médio regular, de forma simultânea, ou subsequente, para quem já terminou o ensino médio e quer apenas a formação profissional, desde que respeitadas as Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Profissional e Tecnológica. 

Acompanhamento

Somente serão consideradas as matrículas ofertadas diretamente pelas redes estaduais de ensino ou mediante parcerias e devidamente registradas em módulo específico do Sistema Nacional de Informações da Educação Profissional e Tecnológica (Sistec).

A avaliação do programa será feita pelo MEC e o acompanhamento se dará pela publicação periódica de balanços e relatórios de resultados. .