Category Added in a WPeMatico Campaign

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026


Logo Agência Brasil

A Copa do Mundo de 2026, em junho, com jogos previstos para Estados Unidos, México e Canadá, reunirá, pela primeira vez, 48 seleções. São 16 vagas a mais que a última edição, no Catar, o que permitiu estreias de times no Mundial. Entre elas, a da seleção de Cabo Verde, o segundo menor país na competição, à frente da ilha caribenha Curaçau, que também disputará a taça pela primeira vez, junto com Jordânia e Uzbequistão. 

Para se classificar, Cabo Verde escreveu um dos capítulos mais importantes de sua história, convocando jogadores da diáspora, ou seja, que estavam fora do país insular.

Notícias relacionadas:

Cabo Verde é um arquipélago de dez ilhas pequenas e montanhosas, perto da costa noroeste da África, com cerca de 500 mil habitantes. Fora desse território, divididos entre a Europa e as Américas, vivem mais 1 milhão de cabo-verdianos e seus descendentes.

“Somos um país cosmopolita que se constituiu por essa ligação entre a África, as Américas e a Europa”, explicou o jornalista e professor João Almeida Medina, da Universidade de Cabo Verde.

“As pessoas que vêm cá acabam por adaptar-se muito bem, por causa dessa travessia entre os povos”, esclareceu, em entrevista para o programa Histórias por Trás da Copa: Cabo Verde e o sonho dos Tubarões Azuis, da Rádio UFRJ, emissora da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP) da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).

Há 50 anos, com a independência de Cabo Verde como colônia de Portugal, o país deu os primeiros passos no esporte. O intelectual e líder independentista Amílcar Cabral impulsionava o sentimento nacional recorrendo ao papel de jogadores em um time.

“A ideia de unidade, de Amílcar, tem a ver com essa ideia do futebol”, avalia o professor cabo-verdiano.

“Ele dizia que as pessoas podem ter habilidades diferentes, técnicas diferentes, mas tem que unir-se”, explicou.

Segundo Medina, Amílcar admirava as partidas e ele mesmo chegou a jogar, de forma amadora, naquele tempo.

A seleção, batizada de Tubarões Azuis, se filiou à Confederação Africana de Futebol, em 1986, e à Federação Internacional de Futebol (Fifa), em 1988. 

Recebeu o apelido de tubarões em referência aos animais da fauna local e que têm sofrido com o aquecimento global. A água mais quente retém menos oxigênio, fazendo o peixe subir mais à superfície e tornando-se uma presa fácil para pesqueiros.

No futebol, a trajetória de Cabo Verde se deu sem sobressaltos até 2012, com a chegada do técnico Lúcio Antunes, que classificou o time para o primeiro Campeonato Africano das Nações (CAN) e conduziu a seleção até às quartas de final. 

Antunes, técnico da seleção de base até substituir um treinador português, teve a ideia de convocar jogadores espalhados pela diáspora e escalou atletas da Holanda, França, Espanha e Portugal, por exemplo. Muitos, da segunda ou terceira geração vivendo fora.

“Temos campeonatos profissionais aqui [nas ilhas], mas não temos atletas. Naturalmente, temos dificuldade de nos adaptar à alta competição”, explicou Medina. 

Como tudo no futebol está em constante transformação, nos anos seguintes o time não atingiu o desempenho esperado. Porém, os Tubarões Azuis não desistiram e, em plena pandemia da covid-19, em 2020, um velho ídolo iniciou uma nova etapa no time.

Pedro Brito, mais conhecido como Bubista, atual técnico da seleção cabo-verdiana, é um antigo zagueiro do time. Ele resgatou a confiança do país conquistando duas classificações consecutivas para a Copa Africana, a primeira, em 2021, e, a segunda, em 2023.

Com Bubista, os tubarões chegaram perto da Copa do Catar e arrancaram uma vaga para o Mundial de 2026, com apoio de ídolos, como o atacante Bebé (Tiago Manuel Dias Correia) e o goleiro Vozinha (Josimar Dias), que deve voltar à seleção neste ano.

Bubista uniu gerações, trouxe disciplina e aproveitou a experiência dos mais velhos junto de novos talentos. Nas eliminatórias da Copa, Cabo Verde superou favoritos, viveu momentos históricos, como uma sequência de cinco vitórias, inclusive sobre a tradicional seleção de Camarões, com gol do novo ídolo, Daylon Livramento.

O resultado fez “sacudir o espírito de um país inteiro”, disse o professor Medina.

“As pessoas, que tinham saído às ruas para ver o jogo fizeram uma grande festa”, lembra.

Para a Copa do Mundo de 2026, a expectativa é “nadar com gigantes”. E com apoio da torcida brasileira.

“Não iremos apenas participar”, ressalta o professor Medina. “Temos uma equipa bem equilibrada, temos liderança, temos entusiasmo e, com o apoio da torcida cabo-verdiana, e, acredito, da brasileira, faremos bonito nos Estados Unidos”, profetizou.

No páreo, Cabo Verde enfrenta o Chile em um amistoso nesta sexta-feira (27), na Nova Zelândia.

A seleção oficial de Cabo Verde deve ser anunciada entre abril e maio.

* Colaborou Isabela Vieira, da Agência Brasil

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Escolas terão conteúdos de prevenção à violência contra a mulher


Logo Agência Brasil

Os ministérios da Educação (MEC) e das Mulheres assinaram, nesta quarta-feira (25), em Brasília, a portaria de regulamentação da Lei Maria da Penha Vai à Escola (nº 14.164/2021, para incluir conteúdo sobre a prevenção a todas as formas de violência contra crianças, adolescentes e mulheres nos currículos da educação básica.

A lei determina que a produção de material didático relativo aos direitos humanos e à prevenção da violência contra a mulher deve ser adequada a cada nível de ensino.

Notícias relacionadas:

O ministro da Educação, Camilo Santana, defendeu que é preciso começar a discussão sobre a prevenção à violência contra as mulheres, com as crianças e jovens estudantes dentro das escolas brasileiras.

Para Santana, a nova geração será formada com base no respeito, na equidade e na justiça. “Estamos afirmando um projeto de país. Um Brasil onde meninas podem estar sem medo, onde mulheres podem ocupar todos os espaços e onde o conhecimento seja instrumento de libertação e não de exclusão.”

“Não há futuro possível sem a garantia plena de direitos para meninas e mulheres. A educação é o caminho mais poderoso para transformar essa realidade”, disse o ministro da Educação, Camilo Santana.

Instituições públicas

Durante a cerimônia Educação pelo Fim da Violência, na Universidade de Brasília, foi assinado o Protocolo de Intenções para Prevenção e Enfrentamento da Violência contra as Mulheres e Acolhimento nas instituições públicas de ensino superior e Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica.

O documento estabelece orientações para que instituições de ensino públicas não sejam omissas em eventuais situações de violência de gênero no ambiente acadêmico.

A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, classificou como importantes as medidas de proteção às meninas e mulheres, no âmbito da educação, porque vão do ensino básico ao superior. Ela citou o pedagogo Paulo Freire. “A educação não transforma o mundo. A educação muda as pessoas e as pessoas transformam o mundo.”

A ministra ainda defendeu que os currículos e os planos pedagógicos de cada curso de graduação e de pós-graduação abordem conteúdos de combate e enfrentamento de todo tipo de violência contra as mulheres.

“Imagine daqui a 4, 5, 6 anos, como sairão os profissionais que atuarão em todos os lugares, como unidades básicas de saúde, escolas, Cras [Centro de Referência de Assistência Social], Creas [Centro de Referência Especializado de Assistência Social]. Isso vale para todas as profissões deste país.”

O ministro Camilo Santana explicou que o documento simboliza uma construção coletiva que nasce a partir da escuta, da ciência e da experiência das instituições de ensino.

“Reafirmamos que nossas universidades, institutos federais e redes de ensino são espaços de produção de conhecimento, mas também devem ser espaços seguros, acolhedores e livres de qualquer forma de violência ou discriminação”, enfatizou.

Santana anunciou que lançará, em breve, um edital para apoiar a criação de cuidotecas nas universidades federais. “São espaços de cuidado e acolhimento para crianças que permitirão que mães, estudantes, professoras e trabalhadoras possam estudar, trabalhar e permanecer na universidade com dignidade.”

Mulheres Mil

No conjunto de ações voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, os dois ministérios assinaram o acordo de cooperação técnica para a ampliação de vagas do Programa Mulheres Mil, coordenado pelo MEC.

A política pública tem a missão de elevar a escolaridade de mulheres em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

O programa também tem o objetivo promover a inclusão socioprodutiva e a autonomia das mulheres por meio de cursos de qualificação profissional.

Os presentes ainda assistiram ao trailer do filme Mulheres Mil, produzido pela pasta. A obra retrata o impacto do programa na vida de cinco mulheres, suas famílias e comunidade.

As iniciativas integram as ações do Pacto Nacional Brasil Contra o Feminicídio, lançado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em fevereiro.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Unicamp abre investigação interna sobre furto de material biológico


Logo Agência Brasil

A Reitoria da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) instaurou uma sindicância interna para apurar o furto de material de pesquisa que aconteceu no Instituto de Biologia da instituição.

O crime foi cometido no último fim de semana. Na segunda-feira (23), a Polícia Federal (PF) prendeu em flagrante a professora Soledad Palameta Miller, da Faculdade de Engenharia de Alimentos (FEA) da Unicamp.

Notícias relacionadas:

A docente foi liberada na terça-feira (24). Segundo as autoridades, ela é suspeita de furtar o material do Laboratório de Virologia e Biotecnologia Aplicada do Instituto de Biologia.

A PF cumpriu mandado de busca a apreensão e localizou o material com a professora.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) deu apoio técnico às autoridades policiais.

A docente pode responder por furto qualificado, fraude processual e transporte irregular de organismo geneticamente modificado.

A Agência Brasil tenta conseguir contato com a defesa da professora.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

IBGE: Quatro em cada dez adolescentes já sofreram bullying na escola


Logo Agência Brasil

Quatro em cada dez estudantes brasileiros de 13 a 17 anos afirmam já ter sido alvos de bullying, e 27,2% dos alunos nessa faixa etária já sofreram alguma forma de humilhação duas ou mais vezes.

Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (25) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), e se referem a depoimentos coletados em 2024 em escolas de todo o Brasil. 

Notícias relacionadas:

Com relação à pesquisa anterior, feita em 2019, houve um aumento de 0,7 ponto percentual no total de estudantes que declararam já ter sofrido bullying. Já a proporção de alunos que passaram por isso pelo menos duas vezes subiu mais de 4 pontos percentuais, ressalta o gerente da pesquisa, Marco Andreazzi.

“O bullying já é caracterizado como algo persistente, intermitente… E nós observamos aqui uma tendência de aumento, o que indica que mais estudantes passaram a vivenciar situações repetidas de violência”.

“O número dos que sofrem bullying permanece praticamente igual, porém, a persistência dos episódios e a intensidade deles aumentou”, complementa. 

>> IBGE alerta para quadro preocupante na saúde mental de adolescentes

Principais números

  • 39,8% dos estudantes de 13 a 17 anos sofreram bullying na escola;
  • No caso das meninas, percentual sobe para 43,3%; 
  • Aparência do rosto ou cabelo foi alvo em 30,2% dos casos;
  • 13,7% assumiram ter praticado bullying;
  • 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas.

Aparência, raça e gênero

Os estudantes agredidos disseram à pesquisa que a aparência do rosto ou do cabelo foi o principal alvo do bullying, o que se deu em 30,2% dos casos.

Em seguida, vêm a aparência do corpo, com 24,7%, e a violência por causa da cor ou raça, vivida por 10,6% deles. 

“Há também um percentual alto, de 26,3%, de alunos que declaram que o bullying não teve motivo. Ou seja, uma grande parte daqueles que sofrem não sabem por que, e isso é natural, já que o bullying ocorre coletivamente, e aquele que está sofrendo não necessariamente vê uma razão para isso. Pelo contrário, se sente completamente injustiçado”, destaca o gerente da pesquisa. 

A pesquisa identificou que as meninas são as mais atacadas ─ 43,3% delas já sofreram bullying, contra 37,3% dos meninos.

Além disso, 30,1% das estudantes adolescentes se sentiram humilhadas por provocações de colegas duas vezes ou mais. Essa proporção é quase 6 pontos percentuais maior que a dos alunos do sexo masculino. 

Saiba mais sobre a pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Perfil dos agressores

Já os dados de quem comete bullying mostram uma relação inversa: 13,7% dos estudantes declararam ter praticado alguma violência do tipo, sendo 16,5% dos meninos e 10,9% das meninas. 

O IBGE também perguntou qual a razão da agressão praticada e, novamente, a aparência do rosto, cabelo ou corpo e a cor ou raça foram os motivos mais citados.

No entanto, algumas diferenças significativas surgiram, com relação ao relatado pelas vítimas. Por exemplo, 12,1% dos autores declararam ter cometido bullying por causa do gênero ou orientação sexual dos colegas, mas apenas 6,4% dos alunos que sofreram bullying reconheceram que essa característica motivou a violência sofrida. 

O mesmo ocorreu com o tópico da deficiência: enquanto 7,6% dos autores reconhecem que cometeram bullying por esse motivo, apenas 2,6% das vítimas associaram o ataque a essa característica.

Para os pesquisadores, isso pode indicar que muitas vítimas preferem silenciar sobre as circunstâncias do ocorrido por medo ou receio de serem estigmatizadas. 

Agressões físicas e virtuais

A pesquisa também identificou que, em alguns casos, há agravamento dos conflitos entre os alunos: 16,6% dos estudantes já foram fisicamente agredidos por colegas, proporção que sobe para 18,6% no caso dos meninos

Nesse caso, também houve aumento com relação a 2019, quando 14% dos alunos haviam relatado alguma agressão física sofrida, sendo 16,5% entre os meninos.

O IBGE também destaca o crescimento na proporção de estudantes agredidos duas vezes ou mais, que passou de 6,5% para 9,6%. 

Já os casos de bullying virtual, cometidos via redes sociais ou aplicativos, recuaram de 13,2% para 12,7%. Nesse caso, as meninas aparecem como vítimas em quantidade mais expressiva: 15,2% delas já se sentiram humilhadas ou ameaçadas por conteúdos postados nesses espaços, contra 10,3% dos meninos.

Ações preventivas 

O IBGE também entrevistou gestores escolares para coletar informações sobre o suporte oferecido aos adolescentes e identificou que apenas 53,4% dos alunos estudavam em unidades que aderiram ao Programa de Saúde nas Escolas (PSE), que desenvolve uma série de ações para aumentar o bem-estar dos estudantes. 

Considerando as iniciativas incluídas no PSE, apenas 43,2% dos alunos estavam em escolas que realizaram ações de prevenção de práticas de bullying, e somente 37,2% das unidades atuaram conforme o programa para prevenir brigas em suas dependências.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Instituto oferta videoaulas de português a alunos do ensino médio


Logo Agência Brasil

O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) disponibilizou videoaulas gratuitas de língua portuguesa voltadas a alunos do ensino médio e professores.

Os documentos estão disponíveis no portal da OBMep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas).

Notícias relacionadas:

A iniciativa oferece suporte ainda mais completo para a formação dos estudantes, principalmente aqueles com menos acesso a materiais educacionais.

O objetivo é desenvolver as habilidades de leitura, interpretação de texto e escrita.

De acordo com o Impa, essas competências são essenciais para o desempenho acadêmico e para as edições anuais do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Conteúdo gratuito

O Portal da OBMep reúne materiais didáticos gratuitos, com videoaulas, apostilas, exercícios, problemas resolvidos e conteúdos organizados por nível de ensino. A plataforma anuncia que, em breve, poderá disponibilizar o conteúdo de português em um aplicativo.

As aulas da disciplina abordam temas centrais do currículo do ensino médio, como variação linguística, neologismo semântico, classe de palavras, comunicação oral e escrita, sentido literal das palavras (denotação) e sentido figurado (conotação), entre outros conteúdos.

Para fazer os testes de conhecimento, é preciso se cadastrar na plataforma de ensino.

Além de língua portuguesa, o sistema do Impa também oferece conteúdos de matemática, para ensino fundamental 2 e ensino médio; física, para o 9º ano do ensino fundamental 2 e ensino médio; e quadrinhos de matemática, para ensino fundamental 1.

 

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Mulheres no futebol: coragem e política pública confrontam preconceito


Logo Agência Brasil

Atuar em cenários tipicamente masculinos ainda é um desafio para muitas mulheres, em diversas áreas. No futebol, então, as barreiras ficam ainda mais altas e permanecer nesse espaço exige determinação.

Neste Mês da Mulher, atletas, narradoras e meninas que estão começando no esporte contam como a vontade de vencer sustenta a disposição diária de estar inserida nesse esporte, proibido às mulheres por praticamente 40 anos.

Notícias relacionadas:

De acordo com números de 2022 da Confederação Brasileira de Futebol, havia apenas 360 jogadoras profissionais e 17 árbitras registradas. 

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Ambiente seguro

Há três meses no Ministério do Esporte, onde ocupa a Diretoria de Políticas de Futebol e de Promoção do Futebol Feminino, a ex-jogadora Formiga destaca que, para haver mais mulheres em campo, é preciso avançar na construção de um ambiente seguro.

Formiga foi a única atleta a disputar sete Copas do Mundo de Futebol. Na posição de volante e meia, foi duas vezes vice-campeã olímpica e uma vez vice-campeã mundial. Conquistou ainda os Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, em 2007, com vitória do Brasil por 5 a 0 sobre os Estados Unidos na final.

“Precisamos trazer segurança não só para essas atletas de hoje, mas para todas as meninas, mulheres, independentemente em que cargo estejam, seja como treinadora, árbitra, diretora.”

Para isso, a formação de base é essencial. “Meninas tem até demais, talentos temos até demais, mas, enquanto não tivermos estrutura, vamos avançar pouco”, destacou a atleta, que agora tem, dentre outros propósitos, trabalhar para aumentar o número de atletas no futebol.

Segundo ela, todos os estados precisam consolidar times femininos, com foco na formação de base, assim como ocorre em São Paulo.

“A gente entende que São Paulo praticamente é o peso do futebol feminino, mas é preciso ter um equilíbrio no país inteiro. Os clubes precisam aceitar isso, precisam nos ajudar nisso.”

Meninas no futebol


São Paulo (SP), 24/03//2026 - FOTO DE ARQUIVO - Jogadora de futebol Isadora Jardim. Foto: iisagol.10/Instagram

A meio-campista Isadora Jardim disputa a categoria sub-15 pelo Corinthians- iisagol.10/Instagram

De início, apenas como um sonho, Isadora Jardim, de apenas 14 anos, vive agora um momento mais confortável, porém desafiador em sua trajetória no futebol. 

A atleta deixou a cidade em que mora, no Distrito Federal, e se mudou para São Paulo, onde atua no Corinthians. A nova rotina inclui treinos na parte da manhã e estudos à tarde.

Convocada para a Seleção Brasileira sub-15, a meio-campista conta que já ouviu muitos conselhos desanimadores.

“Já ouvi muitos comentários do tipo ‘futebol não é para mulher’, ‘mulher não joga futebol’. E Isso nunca é bom, mas aprendi a lidar com eles e a me tornar mais forte.”

Para as meninas que se interessam por jogar futebol, Isadora destaca a importância de enfrentar os desafios e seguir firme.

 “Deixo aqui meu apoio e incentivo para todas as meninas que sonham com o futebol, assim como eu: nunca desistam e continuem treinando.”

 

Narração esportiva

Em outra área de atuação no futebol, a narradora Luciana Zogaib cita a presença predominantemente masculina no esporte.


Rio de Janeiro (RJ) 29/04/2024 – A narração de um gol por Luciana Zogaib, da equipe de Esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), veiculada na Rádio Nacional, foi premiada no festival de cinema de futebol Cinefoot. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A narradora Luciana Zogaib integra a equipe de esportes da EBC Fernando Frazão/Agência Brasil

“O rádio tem 100 anos, e só havia homens fazendo esse trabalho de locução. Há uma resistência muito grande em relação às mulheres. Culturalmente, o machismo no futebol é muito, muito forte.”

A locutora que faz parte do time da TV Brasil e da Rádio Nacional destaca a importância da presença feminina nas cabines, como forma de expandir esse segmento.

“Isso é fundamental para abrir esse mercado, para que os outros parceiros também vejam a necessidade de ter locutoras [em seus quadros] e, com isso, gerar oportunidades em outros locais.”

Copa 2027

A Empresa Brasil de Comunicação (EBC) tem o futebol feminino como prioridade de exibição e integra as câmaras temáticas que trabalham nos preparativos para a Copa de Futebol Feminino 2027, que ocorrerá no Brasil.

Junto com o Ministério do Esporte, a EBC tem discutido formas de apoio para levar o futebol para as regiões mais longínquas do país.

Este mês, a secretária extraordinária para a Copa do Mundo de Futebol Feminino 2027, Juliana Agatte, reuniu-se com o presidente da EBC, Andre Basbaum, e com o diretor-geral, David Butter. Trataram, entre outros pontos, do legado social e esportivo da competição para o país.

Tela do Futebol Feminino

A TV Brasil transmite, pelo terceiro ano consecutivo, jogos da Série A1 do Campeonato Brasileiro Feminino de Futebol. Também serão exibidos confrontos decisivos das Séries A2 e A3, a partir das semifinais. Além disso, o público poderá acompanhar as decisões das categorias de base pelo título do Brasileirão Feminino Sub-17 e Sub-20. O foco é aumentar a visibilidade do esporte no país.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Sob o comando de Gabi Zanotti, Corinthians goleia América-MG


Logo Agência Brasil

Em noite de brilho de Gabi Zanotti, o Corinthians goleou o América-MG por 4 a 0, na noite desta segunda-feira (23) em Itaquera, em partida, transmitida pela TV Brasil, que encerrou a 4ª rodada da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino.

Notícias relacionadas:

O triunfo levou as Brabas do Timão à quinta colocação da competição com sete pontos. Já a equipe mineira permanece na lanterna sem ponto algum.

O Corinthians começou a construir a vitória cedo, aos três minutos do primeiro tempo, quando a meio-campista Letícia Monteiro se livrou de uma marcadora com grande drible antes de cruzar rasteiro para Gabi Zanotti, que precisou de apenas um toque para superar a goleira Sandy.

As Brabas continuaram pressionando, e ainda na etapa inicial conseguiram ampliar com a zagueira Érika, aos 25 minutos com finalização de primeira após cobrança de escanteio. Doze minutos depois Gabi Zanotti voltou a brilhar, ao cruzar na medida para Andressa Alves marcar o terceiro das Brabas.

Na etapa final, aos 37, a camisa dez do Corinthians voltou a marcar, desta vez de cabeça, para dar números finais ao marcador.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Lateral Kaiki é convocado para amistosos da seleção brasileira


Logo Agência Brasil

O lateral-esquerdo Kaiki, do Cruzeiro, foi convocado, nesta segunda-feira (23), pelo técnico italiano Carlo Ancelotti para defender a seleção brasileira nos amistosos contra a França e a Croácia. O jogador substitui Alex Sandro, do Flamengo, que se lesionou na partida contra o Corinthians pelo Campeonato Brasileiro.

Também nesta segunda, a CBF anunciou que o zagueiro Gabriel Magalhães, do Arsenal (Inglaterra), está fora dos confrontos amistosos. O defensor foi cortado por causa de dores no joelho direito após o confronto com o Manchester City (Inglaterra) pela final da Copa da Liga Inglesa. Não será convocado nenhum outro jogador para substitui-lo.

Amistosos preparatórios

Antes do início da Copa, a seleção brasileira fará quatro amistosos preparatórios. O primeiro será no dia 26 de março, quando enfrentará a França, atual 3ª colocada do ranking de seleções da Fifa, no Gillete Stadium, em Boston. O estádio receberá sete partidas do Mundial. No dia 31 de março será a vez de o Brasil medir forças com a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando. Os croatas ocupam a 10ª posição no ranking da Fifa.

Depois, o Brasil fará um jogo de despedida da torcida brasileira. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro.

Por fim, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Na segunda rodada, o Brasil encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

Tubarões Azuis nadam contra a corrente rumo à Copa 2026

Para especialistas, alfabetização na idade correta é marco para o país


Logo Agência Brasil

O anúncio de que 66% das crianças brasileiras foram alfabetizadas na idade correta, no ano passado, representa uma conquista importante, segundo avaliam especialistas de organizações não-governamentais (ONG) ligadas ao setor da educação. Para os estudiosos, o resultado também deve ser encarado como desafio. 

Para o diretor de Políticas Públicas da ONG Todos Pela Educação, Gabriel Correa, o alcance e a superação da meta de alfabetização em 2025 são resultados importantes que precisam ser celebrados. Para ele, o resultado reflete uma trajetória consistente de avanço nos últimos três anos.

Notícias relacionadas:

“Isso mostra que a priorização política da pauta e o fortalecimento da cooperação federativa, com União, estados e municípios atuando de forma coordenada, tem produzido efeitos concretos na aprendizagem das crianças.” 

O vice-presidente de educação da Fundação Lemann, Felipe Proto, acredita que o resultado representa um marco para o país e se deve a um compromisso coletivo de cooperação entre União, estados e municípios. 

Proto entende que o Compromisso Nacional Criança Alfabetizada tem viabilizado resultados muito promissores para a educação brasileira.

“Iniciativas como o Selo Nacional Compromisso com a Alfabetização reforçam esse movimento ao reconhecer e incentivar redes que avançam com qualidade e equidade. Erradicar o analfabetismo no Brasil tem se tornado um sonho cada vez mais possível”, avalia. 

Desigualdades

Gabriel Correa, do Todos pela Educação, ressalta que a alfabetização adequada é a base para uma trajetória escolar de sucesso e que políticas públicas no setor não devem deixar nenhuma criança para trás.

“As crianças que no 2º ano do ensino fundamental ainda não sabem ler e escrever [34% no país] não conseguirão desenvolver os conhecimentos esperados nas séries seguintes. Elas não podem ser esquecidas”. 

O pesquisador entende que é necessário um esforço intencional para alfabetizá-las mesmo com atraso. Ao passo que reconhece o número relevante, Gabriel Correa avalia que o resultado pode esconder “desigualdades relevantes entre estados e municípios, que só poderão ser compreendidas com a abertura detalhada dos dados nos próximos dias”.

Ele explica que 2025 foi o primeiro ano em que o grupo de crianças avaliado estava na pré-escola durante a pandemia. “Esse fator ajuda a explicar parte da melhora observada, ainda que não substitua o papel das políticas públicas que vêm sustentando esse avanço”.

Felipe Proto, da Fundação Lemann, acrescenta que o País deve manter o foco e acelerar o ritmo. “O Brasil pode alcançar uma das transformações mais estruturantes de sua história: garantir que todas as crianças estejam lendo e escrevendo até o final do 2º ano do Ensino Fundamental”.

 

Criança diz a Lula que um “mundo mágico” se abriu ao aprender a ler


Logo Agência Brasil

O texto saiu em alto e bom som. “Araguatins (TO), 23 de março de 2026”. Começava assim a carta da menina Maria Angellyna Amorim, alfabetizada em 2025. A carta foi lida por Maria Angellyna para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e para o ministro da Educação, Camilo Santana, em evento nesta segunda (23), em Brasília. 

No palco e ao microfone, a menina que hoje faz o terceiro ano do ensino fundamental dizia que um “mundo mágico” se abriu diante dela e de seus colegas.

Notícias relacionadas:

“Agora conseguimos ler livros e escrever diferentes tipos de textos, como histórias, bilhetes e poemas”.

A menina estava orgulhosa porque a escola na qual estuda, São Vicente Ferrer,  foi uma das 4.872 unidades de ensino que receberam a condecoração do selo nacional Compromisso com a Educação do governo federal.

“Quando lemos, sentimos que viajamos para outros mundos. As histórias nos fazem sonhar, imaginar e aprender coisas novas”, disse a garota, feliz em cada sílaba. Conforme foi anunciado por Lula e por Camilo Santana, o País tem agora 66% das crianças alfabetizadas em idade certa, tal como a menina de Araguatins. 

Sonhos de professora

No evento, a professora alfabetizadora Maria Alice Alves, da rede municipal de Domingos Mourão (PI), disse que entra em sala de aula carregando sonhos.

“Não apenas os meus, mas o de cada criança que senta diante de mim com um lápis na mão e um mundo inteiro por descobrir”, afirmou. 

A docente afirmou que alfabetizar é muito mais do que ensinar a ler e a escrever. “É abrir caminhos, é construir sonhos, é criar possibilidades. A educação transforma vidas. E quando esse compromisso é assumido com seriedade, sentimos que estamos no rumo certo”. 

Domingos Mourão tem mais de 80% de crianças alfabetizadas, uma meta que o Brasil tem para 2030. 

Chão da escola

A secretária de educação básica do Ministério da Educação, Katia Schweickardt, faz coro ao que a menina falava. “É no chão da escola que o Brasil começa a mudar”. 

Katia defende que a transformação educacional requer cooperação entre União, estados e municípios. “Nós não aceitamos mais um Brasil em que o lugar onde a criança nasce define se ela vai aprender ou não”, disse a secretária de educação básica.