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Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança

Uso de IA entre alunos e professores exige políticas de segurança


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Estudo qualitativo “Inteligência Artificial na Educação: usos, oportunidades e riscos no cenário brasileiro”, realizado pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br), do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), com alunos e professores do ensino médio de escolas públicas e privadas das capitais de São Paulo e Pernambuco, encontrou um universo de uso indiscriminado dessa nova tecnologia. Pesquisa anterior (TIC Educação), divulgada em setembro pelo Cetic.br, já havia apontado ampla adoção da IA no ambiente escolar brasileiro, com 70% dos alunos do ensino médio, cerca de 5,2 milhões de estudantes, e 58% dos professores utilizando ferramentas de IA generativa em atividades escolares.

“Um uso quase selvagem, porque eles usam para tudo, desde pesquisar uma palavra, até entender uma dor que estão sentindo, receita, lembrete, para várias atividades escolares, anotações, para fazer resumo, para realizar tarefas inteiras, até para suporte emocional. Eles falam bastante disso também, que usam como terapeuta, como conselheiro. Enfim, um uso bastante diverso e amplo do ponto de vista dos alunos”, disse à Agência Brasil a coordenadora da pesquisa, Graziela Castello. O trabalho de campo do estudo foi efetuado entre os meses de junho e agosto de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (25), no seminário INOVA IA 2025, realizado no Rio de Janeiro.

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Também os professores já fazem uso bastante intenso da IA generativa para preparar aula, para ter como apoio a atividades pedagógicas. Segundo Graziela, o que há de convergente entre os dois grupos é que ambos estão fazendo esse uso sem nenhuma mediação, sem orientação, sem supervisão ou regramento dado pelas escolas ou por outras instituições.

“E eles querem informação, querem saber como usar de maneira ética, segura, sem riscos”. Ou seja, o uso é muito intenso, mas ainda nada orientado e muito por conta própria.

De acordo com o estudo, a solução passa pela necessidade de acelerar o processo em termos de regimento, protocolos e políticas que estabeleçam, minimamente, uma baliza para uma visão mais segura, acompanhada de ações com escala que capacitem professores e alunos. Daí a necessidade de investir em formação, mas também em regulação, como uma maneira de dar normas e orientações para que as pessoas, nesse primeiro momento, saibam como fazer e o que não fazer e ter um pouco mais clareza para começar a navegar nesse universo, indicou a coordenadora.

Riscos

Graziela Castello explicou que, ao contrário do que aconteceu com a internet, que já entrou na vida das pessoas de uma maneira muito acelerada, “a IA entrou chutando a porta. Entrou e eles (alunos e professores) usam, e usam mesmo, mas também reconhecem os riscos desse uso”.

O estudo revela que apesar de utilizarem muito a IA, os alunos têm medo de desaprender, de “emburrecer” com o uso dessas tecnologias. Têm medo de ficarem dependentes, de não conseguirem criar ou de exercer a criatividade, de perderem a identidade.

“(Medo) de que, agora, o processo fique tão pasteurizado que eles percam a nuance daquilo que são”. Eles são entusiastas da IA, mas têm consciência, têm receio e pedem informação. Graziela destacou que essas são notícias importantes para os gestores públicos sobre a urgência em estabelecer políticas e ações que ajudem a orientar esse uso de um jeito proveitoso e oportuno. “E tentando minimizar os riscos, que não são poucos”.

Do mesmo modo, os professores também já fazem uso da IA generativa, principalmente como suporte para atividades cotidianas.

“Eles reconhecem que tem um potencial forte para redução de tarefas repetitivas, como suporte para conseguir ter outros recursos, atividades mais alternativas, inclusive para gradações de tarefas. Tem um potencial de tentar customizar atividades para os perfis dos alunos”.

Estudantes com diferentes níveis de aprendizado podem ter acesso a diferentes atividades propostas. Alunos com deficiência, por exemplo, poderiam ter acesso a materiais mais elaborados para aquilo que for conveniente para eles. A pesquisa evidencia que os professores também fazem isso de maneira experimental e por conta própria, sem muita orientação, e também querem informação sobre como usar e em que momento da escola.

Os educadores sabem que os alunos estão usando a IA, mas não sabem como mediar esse uso e, portanto, ficam sem ação. Os professores se mostraram muito preocupados porque sabem que os alunos fazem uso da IA de maneira autônoma, não conseguiram relatar benefícios neste momento e se preocupam muito com o uso que estão vendo. Para os educadores, essa utilização da IA pelos estudantes tem limitado sua capacidade de aprendizado, eles têm piorado na capacidade de fazer redação e na linguagem inclusive, além do uso como suporte emocional, que eles têm visto no dia a dia, de maneira frequente.

“Eles querem informação. Acham que a escola é lugar para formação de alunos e professores, mas também se sentem sobrecarregados. Eles também problematizam isso: quem deveria dar essa informação e em que condições”, explicou.

Desigualdades

A pesquisa apurou diferenças também entre alunos de escolas públicas e privadas no uso da IA. O que existe de diferença mais fundamental são as desigualdades de acesso à infraestrutura, que já são anteriores à vinda da IA. Alunos de escolas privadas têm acesso a outros equipamentos, como computador em casa, o que torna o uso da IA mais proveitoso. Já se o aluno está restrito ao celular, tem muito mais dificuldade de operar essas ferramentas. Com o conteúdo sendo pago ou gratuito, isso já representa mais uma camada adicional de desigualdade, disse a coordenadora da pesquisa. Com o serviço pago, há possibilidade de se fazer usos mais oportunos.

“Fundamentalmente, você tem ainda a reprodução de desigualdades em infraestrutura digital que vão ampliar, se não forem contornadas, ainda mais essa desigualdade de oportunidades entre escolas públicas e privadas”.

A adoção segura dessa tecnologia e a construção de políticas públicas para orientar o uso da IA têm de ter como precedente o letramento, ou seja, orientação para alunos e professores sobre como funciona essas ferramentas.

“Acho que a primeira fase é dar letramento, conhecimento para a população como um todo sobre o que significa essa tecnologia, como ela é construída, quem detém esses dados hoje em dia, quem são os donos das informações”.

Outra preocupação importante é saber se esses dados, as ferramentas de IA, são adaptáveis ao contexto brasileiro. Algumas perguntas são: Será que ao trabalhar com os estudantes não estamos dando dados do contexto de outros países? Será que a gente tem tecnologia própria que garanta que estamos sendo fidedignos aos problemas internos do Brasil?

“Tem uma série de enfrentamentos que têm de ser feitos simultaneamente. A questão é que a coisa (IA) entrou com uma velocidade e a gente vai ter que trocar a roda do carro com ele andando”, apontou Graziela Castello.

Outras questões de destaque visam a criação de um pensamento crítico, como os estudantes podem checar as informações que recebem. Eles entendem que há erros factuais, expressões preconceituosas e negativas, que não conseguem gerenciar. Esse é um outro ponto de atenção: saber como desenvolver essa habilidade técnica, as possibilidades dessa ferramenta sem redução da capacidade criativa dos alunos, Mas é o enfrentamento que permite se avançar na discussão de construção de um pensamento crítico, a fim de que não se reproduzam possíveis erros e vieses que vêm dessas tecnologias, analisou a coordenadora da pesquisa. 

 

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Analfabetismo entre pessoas idosas negras cai em 11 anos


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Uma pesquisa realizada pelo Centro de Estudos e Dados sobre Desigualdades Raciais (Cedra), a partir dos dados da PNAD Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios), de 2012 a 2023, com recorte racial quanto à escolaridade, mostra que a taxa de analfabetismo entre pessoas idosas negras (60+) foi de 36,0% e, entre as brancas, ficou em 15,4%, em 2012.

Em 2023, foi de 22,1% para idosos negros e 8,7% para brancos. Embora o analfabetismo tenha sido reduzido nos dois grupos, de 20,6 pontos percentuais (p.p.) para 13,4 p.p., a diferença permanece expressiva.

Impacto

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Para o membro do conselho deliberativo do Cedra, Marcelo Tragtenberg, o analfabetismo entre pessoas negras idosas é algo que choca pelo impacto na vida delas.

“Houve melhora, mas não sabemos se é por motivo geracional, se os novos idosos estão mais escolarizados ou pelo processo de urbanização. Para isso, seria importante uma busca ativa para matrículas em Educação de Jovens e Adultos (EJA) e até uma política de incentivos, como o programa Pé de Meia, mas voltada para a população mais velha que não chegou aos níveis básicos de escolaridade”, disse Tragtenberg.

A análise mostrou também que a taxa de analfabetismo dos jovens negros era de 2,4% e dos jovens brancos de 1,1% em 2012. Em 2023, a taxa dos jovens negros passou para 0,9% e dos jovens brancos, 0,6%.

O analfabetismo diminuiu nos dois grupos, assim como a diferença entre eles, que foi de 1,3 ponto percentual (p.p.) em 2012 para 0,3 p.p. em 2023, com melhora mais expressiva entre negros.

Também houve queda nas taxas de analfabetismo na população jovem (25 a 29 anos) que, entre 2012 e 2023, foi de 1,3% para homens brancos, 2,8% para homens negros, 0,7% para mulheres brancas e 1,3% para mulheres negras.

Em queda

Segundo o estudo do Cedra, entre as pessoas negras de 30 a 39 anos, a taxa de analfabetismo era de 7,0% e a de pessoas brancas, 2,5% em 2012. Em 2023, a taxa de pessoas negras caiu para 2,2% e a de pessoas brancas foi para 1,1%. Apesar da queda significativa entre os grupos, pessoas negras estavam, em 2023, em situação parecida com a das brancas em 2012.

A taxa de analfabetismo entre mulheres negras acima de 15 anos era 10,8% e, entre mulheres brancas, de 5,1% em 2012. Em 2023, a taxa de analfabetismo caiu nos dois grupos, ficando em 6,6% para mulheres negras e 3,3% para as brancas. Apesar da redução de 5,7 pontos percentuais em 2012 para 3,3 p.p. em 2023, a diferença entre elas permanece expressiva.

Ainda segundo o estudo, o analfabetismo entre homens negros acima de 15 anos era de 11,5%, e, entre homens brancos, atingia 4,8% em 2012.

Em 2023, a taxa de analfabetismo caiu nos dois grupos, ficando em 7,4% para os negros e 3,4% para os brancos. Apesar da redução de 6,7 pontos percentuais  em 2012 para 4,0 p.p. em 2023, a diferença entre eles permanece significativa.

Escolas indígenas recebem 1° livro infantil em língua do Alto Xingu

Escolas indígenas recebem 1° livro infantil em língua do Alto Xingu

Cerca de mil crianças indígenas do Alto Xingu vão receber exemplares do primeiro livro infantil escrito na sua língua de origem, o idioma kuikuro.

O livro Ingu Helü (De Olho Aberto, em portugês) será distribuído para nove aldeias de quatro povos do Território Indígena do Xingu, no Mato Grosso.  

A publicação é de autoria do educador Daniel Massa e do professor Mutuá Mehinaku, e traz 45 verbetes escritos em kuikuro traduzidos para o português. Cada verbete é acompanhado de um desenho para colorir do ilustrador Ricardo Moura. 

Mehinaku é professor de uma escola estadual na aldeia Ipatse, do Alto Xingu, e conta que a falta de material pedagógico especializado foi o que motivou o projeto. 

“Dou aulas há mais de 20 anos e vinha observando todos os materiais que recebíamos para a alfabetização das nossas crianças. Eram livros bonitos e de bom conteúdo, mas não eram voltados para a nossa aldeia, para o nosso povo. Senti que a gente precisava produzir a nossa própria cartilha”, disse.

O Território Indígina do Xingu fica entre o Cerrado e a Amazônia e abriga 16 povos e quatro grupos linguísticos, com uma população de mais de seis mil pessoas. 

O kuikuro é parte do tronco linguístico karib, que tem cerca de 40 línguas com 60 a 100 mil falantes ao todo, espalhados por países da região da Amazônia.

No Alto Xingu, os povos falantes de kuikuro são: Kuikuro, Kalapalo, Matipu e Nahukwá. 

Ocupar espaços

O livro foi lançado no último dia 20 durante a Feira Literária Internacional de Saquarema (FLIS), no Rio de Janeiro. O painel  A Educação para a Diversidade nas Escolas Indígenas e Não-indígenas contou com a presença dos autores Massa, Mehinaku e Moura. 

Segundo eles, o livro também é uma oportunidade de aprendizado para escolas urbanas, como uma forma de abrir os olhos de não-indígenas sobre a realidade dos povos do Alto Xingu. 

Durante o evento, participaram também outros nomes da literatura indígena, como Eliane Potiguara e Márcia Kambeba. 

*Estagiária sob a supervisão da jornalista Mariana Tokarnia.

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Mirassol derrota Ceará e fica perto de vaga direta para Libertadores


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O Mirassol ficou muito perto de confirmar a vaga na fase de grupos na próxima edição da Copa Libertadores da América após derrotar o Ceará pelo placar de 3 a 0, na noite desta segunda-feira (24) no Maião, em Mirassol, pela 35ª rodada do Campeonato Brasileiro.

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Com este resultado, o Leão chegou aos 63 pontos na 4ª colocação da classificação, se aproximando da vaga direta para a próxima edição da principal competição de clubes da América do Sul. Já o Vozão continua com risco de cair para a segunda divisão, pois é o 14º com 42 pontos.

Jogando em casa, o Mirassol não demorou a abrir o marcador. Logo aos dois minutos, Negueba precisou chutar duas vezes para superar o goleiro Bruno Ferreira. Ainda na etapa inicial, aos 22, o Leão ampliou com o lateral Reinaldo, em cobrança de falta.

Após o intervalo, o Leão contou com um belo gol do atacante Alesson, aos 30 minutos, para dar números finais ao marcador.

Também nesta segunda, o Santos arrancou um empate com o Internacional, em Porto Alegre, em um confronto que envolveu duas equipes que lutam para fugir do rebaixamento. O meio-campista Alan Patrick abriu o placar para o Colorado e Barreal deixou tudo igual para o Peixe.

Agora, a equipe gaúcha ocupa a 15ª colocação com 41 pontos. Já o Santos permanece no Z4, na 17ª colocação com 38 pontos.

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CBF anuncia Calendário do Futebol Feminino para o ano de 2026


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A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) divulgou nesta segunda-feira (24) o Calendário do Futebol Feminino para o ano de 2026. Um dos destaques é o aumento do número de equipes da Série A1 do Campeonato Brasileiro (passando de 16 para 18 participantes), que será disputado entre 15 de fevereiro e 4 de outubro.

Outra competição que terá aumento de confrontos (indo de 64 para 72 jogos) é a Copa do Brasil, que passará a contar com jogos de ida e volta entre as quartas de final e a decisão da competição. O torneio, que envolverá 66 clubes das 27 unidades federativas do país, será disputado entre 22 de abril e 15 de novembro.

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Com a ampliação da Copa do Brasil há uma mudança na Supercopa Feminina, que agora segue o modelo existente no futebol masculino, envolvendo apenas o vencedor da Série A1 do Brasileiro e o campeão da Copa do Brasil. O título será definido em partida única, programada para o dia 8 de fevereiro.

Outro anúncio importante foi o apoio inédito às atletas mães e lactantes, que terão a oportunidade de levar filhos em viagens com custos pagos pela CBF, além de investimentos no futebol feminino de base.

Segundo a entidade máxima do futebol brasileiro, a reformulação do calendário do futebol feminino é um tema estratégico para fomento e consolidação da modalidade às vésperas da Copa do Mundo que o Brasil sediará em 2027.

“Assim como fizemos no futebol masculino, passamos os últimos meses analisando e estudando oportunidades de melhorar o calendário e o fomento do futebol feminino. Ouvimos especialistas, federações, clubes e jogadoras. E chegamos a um modelo que atende a demandas importantes, colocando o futebol feminino brasileiro onde merece estar. Vamos mexer em toda a estrutura das nossas competições, aumentando o número de clubes e de jogos”, declarou o presidente da CBF, Samir Xaud.

Segundo a CBF, ao todo, as mudanças promovidas representam um investimento de R$ 685 milhões nas competições femininas, com aumento de 41% de datas neste calendário, 84% no número de partidas e 69% de vagas no calendário nacional.

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Seleção feminina inicia preparação para amistosos na Europa


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A seleção feminina realizou, na tarde desta segunda-feira (24) no La Quinta Marbella Football Center, na Espanha, o seu primeiro treino de preparação para os amistosos contra Noruega e Portugal.

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Nesta atividade inicial, o time comandado pelo técnico Arthur Elias não contou com o grupo completo, pois as últimas jogadoras convocadas se apresentarão até o final desta segunda.

O primeiro compromisso do Brasil na Europa será contra a Noruega, a partir das 15h (horário de Brasília) da próxima sexta-feira (28) no Estádio Municipal de La Linea, na Espanha. Quatro dias depois, 2 de dezembro, a equipe canarinho mede forças com Portugal, a partir das 16h45 (horário de Brasília) no Estádio Municipal de Aveiro, em Portugal.

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Brasil perde para Portugal e fica fora do Mundial Sub-17


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O Brasil ficou fora da final da decisão do Mundial Sub-17 de futebol masculino após ser derrotado por Portugal, por 6 a 5 nas disputas de pênaltis após um empate por 0 a 0 no tempo regulamentar, em partida disputada no Estádio Aspire Zone, em Doha (Catar), na tarde desta segunda-feira (24).

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Agora, a seleção brasileira jogará pelo bronze da competição, a partir das 9h30 (horário de Brasília) da próxima quinta-feira (27), diante da Itália. Já o selecionado de Portugal joga pelo título com a Áustria, na próxima quinta a partir das 13h.

Com a bola rolando, o Brasil teve uma boa atuação diante de Portugal, mas não conseguiu transformar em gols as oportunidades criadas. Com isso, a vaga teve que ser decidida nas penalidades máximas.

Na disputa de pênaltis, Dell, Tiago, Zé Lucas, Luís Pacheco e Gabriel Mec marcaram. Já Ruan Pablo e Angelo falharam.

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Pé-de-Meia: pagamento da 9ª parcela começa nesta segunda


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O Ministério da Educação (MEC) inicia, nesta segunda-feira (27), o pagamento da nova parcela aos participantes do programa Pé-de-Meia de 2025.

Os beneficiados pelo programa federal são os estudantes do ensino médio matriculados na rede pública regular, entre 14 e 24 anos de idade, e, também, na modalidade Educação de Jovens e Adultos (EJA), 19 e 24 anos de idade, inscritos no Cadastro Nacional de Programas Sociais do governo federal (CadÚnico) até 7 de fevereiro de 2025.

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Para ter direito ao benefício, eles devem ter presença mínima de 80% nas aulas e possuir Cadastro de Pessoa Física (CPF) regular.

Nesta nova etapa, a Caixa Econômica Federal – responsável pela gestão dos recursos repassados pelo MEC – aponta que, ao todo, cerca de 3,2 milhões de estudantes de escolas públicas receberão o benefício até a próxima segunda-feira, 2 de dezembro.

Os nascidos nos meses de janeiro e fevereiro são os primeiros a receber o valor de R$ 200 correspondente ao incentivo-frequência às aulas.

Pagamento escalonado

Os pagamentos do incentivo-frequência ocorrem até o dia 3 de novembro, conforme o mês de nascimento dos alunos que estão matriculados em uma das três séries do ensino médio na rede pública de ensino.

Confira o calendário:

– nascidos em janeiro e fevereiro recebem em 24 de novembro;

– nascidos em março e abril, em 25 de novembro;

– nascidos em maio e junho, em de 26 de novembro;

– nascidos em julho e agosto, em 27 de novembro;

– nascidos em setembro e outubro recebem em de 28 de novembro;

– nascidos em novembro e dezembro, em 2 de dezembro.

Depósitos

As parcelas da chamada poupança do ensino médio de 2025 são depositadas em uma conta poupança da Caixa Econômica Federal, aberta automaticamente em nome dos estudantes.

Se o estudante tiver 18 anos ou mais, a conta já estará desbloqueada para movimentação imediata do valor recebido pelo incentivo frequência. O banco público avisa que é possível solicitar de forma gratuita o cartão Pé-de-Meia no aplicativo Caixa Tem, o que permite o uso dos recursos financeiros em compras e pagamentos.

Se o participante desejar, o valor também pode ser sacado nos terminais de autoatendimento, mesmo sem o cartão, apenas com o uso da identificação biométrica previamente cadastrada.

No caso de menor de idade, será necessário que o responsável legal autorize a movimentação da conta. O consentimento poderá ser feito no próprio aplicativo ou em uma agência da Caixa.

O participante poderá consultar no aplicativo Jornada do Estudante do MEC informações escolares, regras do programa e status de pagamentos (rejeitados ou aprovados).

As informações relativas ao pagamento também podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem  ou no aplicativo Benefícios Sociais.

Incentivos

A chamada Poupança do Ensino Médio tem quatro tipos de incentivo financeiro-educacional.

incentivo-matrícula: por matrícula registrada no início do ano letivo, valor pago uma vez por ano, no valor de R$ 200;

incentivo-frequência: por frequência mínima escolar de 80% do total de horas letivas. Para o ensino regular, são nove parcelas durante o ano no valor de R$ 200.

incentivo-conclusão: por conclusão e com aprovação em cada um dos três anos letivos do ensino médio e participação em avaliações educacionais, no valor total de R$ 3 mil. O saque depende da obtenção de certificado de conclusão do ensino médio;

incentivo-Enem: paga após a participação nos dois dias do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), no ano que o estudante conclui o 3º ano do ensino médio. Os R$ 200 são pagos em parcela única.

Desta forma, a soma do incentivo financeiro-educacional pode alcançar R$ 9,2 mil por aluno, no fim do 3º ano do ensino médio.

Pé-de-Meia

Criado em 2024, o programa do governo federal é voltado a estudantes de baixa renda do ensino médio da rede pública.  A iniciativa funciona como uma poupança para promover a permanência e a conclusão escolar nessa etapa de ensino.

Saiba aqui quais são os requisitos para ser inserido no programa.

O MEC esclarece que não há necessidade de inscrição. Todo aluno que se encaixa nos critérios do programa é incluído automaticamente na iniciativa do governo federal. O MEC apenas verifica os dados fornecidos pelas redes de ensino e pelo CadÚnico.

Para tirar dúvidas sobre o programa Pé-de-Meia, o Ministério da Saúde criou um site com perguntas e respostas. Confira aqui.  

 

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Athletico vence América-MG e retorna à Série A do Brasileiro em 2026


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Sobrou emoção na última rodada da Série B  do Campeonato Brasileiro neste domingo (23). Já assegurado na Série A do Brasileirão em 2026, o Coritiba conquistou o tricampeonato na Segundona com vitória por 2 a 1 sobre o já rebaixado Amazonas. O Coxa já levantara a taça em 2007 e 2010. Três clubes carimbaram o acesso  hoje – Athletico-PR, Chapecoense e Remo – de um total de cinco equipes que tinham chances de ir para a Série A. Maior destaque foi o Remo, que pôs fim a um hiato de 31 anos fora da elite do futebol nacional.

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O Athletico derrotou o América-MG por 1 a 0, com gol de João Cruz, para delírio da torcida na Arena da Baixada, em Curitiba. O Furacão encerrou a competição na vice-liderança, com 65 pontos, três atrás do campeão Coxa. Já o Coelho terminou em 14º lugar (46 pontos).

Quem também fez o dever de casa foi a Chapecoense que venceu o Atlético-GO por 1 a 0. Walter Clar marcou o gol do acesso na Arena Condá. O time catarinense encerrou a Série B na terceira posição com 62 pontos.

A última vaga na elite do Brasileirão de 2026 ficou com o Remo, que travou uma batalha emocionante com o Goiás, até então no G4. O time paraense venceu de virada por 3 a 1 diante de sua torcida que lotou o Mangueirão. Willean Lepo abriu o placar para os visitantes na primeira etapa, e depois teve hat-trick (três gols) de Pedro Rocha: um gol ainda no primeiro tempo e os demais após o intervalo. O Remo somou 62 pontos e o Goiás terminou em sexto lugar com um ponto a menos.

O quinto colocado foi o Criciúma, também com 61 pontos, que precisa ganhar do Cuiabá, fora de casa, mas acabou perdendo por 1 a 0. David Miguel marcou para o Dourado. O Tigre jogou com um a menos, após a expulsão de Felipinho na primeira etapa. O Cuiabá terminou Série B na 10ª posição, com 54 pontos.

Rebaixamento

A Ferroviária lutava contra Atletic e Botafogo-SP para não terminar em 17º lugar e acabar rebaixada à Série C. Mas foi o que ocorreu. O time do interior paulista perdeu fora de casa para o Operário por 2 a 1 e acabou rebaixado com 40 pontos. Em 16º, fora da zona de rebaixamento (Z4), ficou o Botafogo-SP. O time paulista empatou sem gols e totalizou 42 pontos. Já o Atletic bateu o já rebaixado Paysandu por 2 a 1, concluindo o campeonato em 15º lugar, com 44 pontos. 

Outros três times jogarão a Série C em 2026: Paysandu, Volta Redonda e Amazonas, cujo rebaixamento ocorreu nas rodadas anteriores.

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Carol Soberg e Rebecca faturam bronze no Mundial de vôlei de praia


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A dupla da carioca Carol Solberg com a cearense Rebecca, vice-líderes do ranking, garantiu o único pódio do Brasil no Mundial de vôlei de praia em Adelaide (Austrália). Foi a primeira vez que elas conquistaram uma medalha na competição. Carol e Rebecca foram bronze após vitória contra as compatriotas Thâmela e Vic (dupla número 1 do mundo) por 2 sets a 0, com parciais de 21/18 e 22/20. As campeãs mundiais foram as letãs Tina e Anastasija que derrotaram na final as norte-americanas Nuss e Brasher por 2 a 1 (21/15, 15/21 e 15/11).

No histórico de participações em Mundiais, Carol havia chegado às quartas de final duas vezes: a primeira em 2007, ao lado de Maria Elisa, e 10 anos depois junto com Maria Antonelli. Já Rebecca alcançara as oitavas de final em 2019, 2022 e 2023.

Na disputa feminina do Mundial 2025, o Brasil contou ainda com as campeãs olímpicas Duda/Ana Patrícia – que desistiram nas quartas de final devido à lesão – e Vitória/Hegê. No masculino, representaram o país as duplas André/Renato, George/Saymon e Evandro/Arthur Lanci.

O título mundial masculino ficou com os campeões olímpicos Ahman e Hellvig após final entre suecos. Na final, ele ganharam por 2 sets a 0 dos compatriotas Hölting Nilsson e Andersson, com parciais de 25/23 e 21/19. A dupla francesa Rotar e Gauthier-Rat faturou o bronze com vitórias sobre os alemães Ehlers e Wickler por 2 a 0 (21/15 e 21/15).