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Thiago Wild supera número 2 Medvedev na estreia em Roland Garros

Thiago Wild supera número 2 Medvedev na estreia em Roland Garros


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O paranaense Thiago Wild, de 23 anos, escreveu nesta terça-feira (30) um novo capítulo da história do tênis brasileiro, em sua estreia em Roland Garros, em Paris (França). Pela primeira vez na chave principal do torneio, Wild venceu de virada um dos favoritos ao título deste ano: o russo Daniil Medvedev, número 2 do mundo.

Após 4h15 de partida, o brasileiro selou o triunfo por 3 sets a 2, parciais de 7/6 (7-5), 6/7 (6-8), 2/6, 6/3 e 6/4. Com a façanha no saibro parisiense, Wild tornou-se o segundo brasileiro a superar um vice-líder do ranking mundial – o primeiro foi Gustavo Kuerten que levou a melhor sobre Roger Federer, em 2004.   

“Eu assisti Daniil jogar desde que era júnior e vencê-lo em uma quadra dessas é a realização de um sonho”, disse o brasileiro após o triunfo, segundo a Reuters. “Tentei usar meu forehand contra o dele e funcionou muito bem. Comecei a sentir cãibras no início do segundo set, mas usei minha força mental para jogar meu melhor tênis”, afirmou Wild,  pela segunda vez em um Grand Slam na carreira, após o US Open de 2020, quando parou na primeira rodada.

O brasileiro garantiu a vaga na chave principal de Roland Garros após vencer três duelos, o último deles contra o alemão Dominik Koepfer (102º no ranking) por 2 sets a 0, na última rodada do qualificatório. Já Medvedev chegou a Paris, como segundo cabeça de chave, após a conquista no Masters 1000 de Roma. Ele sonhava com a conquista do Grand Slam parisiense para assumir o ranking da Associação de Tenistas Profissionais (ATP).

Nesta temporada, Wild conquistou dois títulos de Challenger – o equivalente à segunda divisão – em quadras de saibro. Com a vitória de hoje (30), ele deve subir para a 140º lugar, na próxima atualização do ranking da ATP.  

Thiago Wild supera número 2 Medvedev na estreia em Roland Garros

Socióloga vê relação entre ataques a escolas e violências do cotidiano


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A solução de conflitos “menos graves” no ambiente escolar é medida que pode contribuir para evitar futuros ataques violentos. A avaliação é da socióloga Valéria Cristina de Oliveira, pesquisadora e professora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Segundo ela, é preciso dar voz aos alunos que são vítimas de microviolências no cotidiano, sejam elas praticadas por profissionais adultos ou por colegas.

“Mesmo que não seja um evento de violência grave hoje, ele pode se desdobrar no futuro em outro de violência grave em decorrência do silenciamento”, disse nessa segunda-feira (29), durante debate com transmissão online que reuniu pesquisadores da UFMG de diferentes áreas. Eles apresentaram dados de variados estudos e fizeram uma discussão sobre o tema “Por uma cultura da paz: combate à violência na educação e à desinformação”.

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Segundo um dos levantamentos mencionados, divulgado na semana passada pela organização não governamental Instituto Sou da Paz, ocorreram no país 24 ataques a escolas nos últimos 22 anos. Mais da metade desses episódios, no entanto, estão concentrados nos últimos quatro anos. Na maioria deles, os agressores são alunos ou ex-alunos com média de idade de 16 anos.

Um dos casos que tiveram forte repercussão neste ano ocorreu em março, quando uma pessoa morreu e cinco ficaram feridas na Escola Estadual Thomazia Montoro, no bairro Vila Sônia, em São Paulo. O crime foi cometido por um de seus alunos, de 13 anos. Nos últimos anos, episódios similares que geraram grande comoção no país também foram promovidos por estudantes ou ex-estudantes, como os registrados em Aracruz (ES) no ano passado e em Suzano (SP) em 2019.

Um estudo recente da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) traçou o perfil mais frequente entre os autores dos ataques: homens jovens brancos, geralmente com baixa autoestima e sem popularidade na escola. Também foi observado que muitos deles tinham indícios de transtornos mentais não diagnosticados ou sem o devido acompanhamento. São quadros que podem se desenvolver ou se agravar pela dificuldade de relacionamento nas escolas, o que pode ocorrer, por exemplo, com os que são alvos de bullying.

Valéria integra o Centro de Estudos de Criminalidade e Segurança Pública (Crisp) e o Núcleo de Pesquisas em Desigualdades Escolares (Nupede), dois grupos científicos da UFMG que fazem investigações sobre o assunto. “O acúmulo de pequenas violências repercute em dificuldades na convivência. A deterioração do tecido social pode ser a consequência negativa de vários eventos menos graves”, reitera.

Segundo um estudo desenvolvido pelo Crisp em 2012, em escolas estaduais de todas as regiões de Minas Gerais, 48% dos estudantes adolescentes declaravam ter sido vítimas de bullying, 20% de ter sofrido agressão física e 40% de ter sido roubado ou furtado nos últimos 12 meses. Além disso, mais de 30% disseram ter sido alvo de violência verbal de colegas ou professores.

Não são raros os casos envolvendo essas agressões com emprego de arma de fogo e com mais vítimas, em que ocorreram outras situações menos graves anteriormente, pouco administradas ou sem que houvesse alguma administração dos conflitos. “Isso ocorre, entre outras coisas, porque não tivemos a oportunidade de ouvir e escutar os principais alvos dessas pequenas agressões. O perfil desses agressores tende a convergir para alguém que tenha inserção social limitada na escola, que tenha sido vítima de bullying, que sofra exclusão de alguma natureza”, diz Valéria.

Soluções

No fim do ano passado, 11 pesquisadores de universidades de diversos estados do país elaboraram um documento propondo estratégias concretas para a ação governamental. Coordenado pelo professor da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP), Daniel Cara, eles ressaltaram que os casos deviam ser classificados como extremismo de direita, pois a maioria deles envolve cooptação de adolescentes por grupos neonazistas que se apoiam na ideia de supremacia branca e masculina e os estimulam a realizar os ataques. A presença de símbolos associados a ideologias de extrema-direita tem sido recorrente nesses episódios violentos.

De acordo com o documento, esses grupos disseminam um discurso que valoriza o preconceito, a discriminação, o uso de força e de armas de fogo, encorajando direta e indiretamente atos agressivos e violentos. “É necessário compreender que o processo de cooptação pela extrema-direita se dá por meio de interações virtuais, em que o adolescente ou jovem é exposto com frequência ao conteúdo extremista difundido em aplicativos de mensagens, jogos, fóruns de discussão e redes sociais”, registram os pesquisadores. Segundo eles, medidas só serão eficazes se considerarem esse cenário.

Em uma busca pela palavra “escola” no site da Câmara dos Deputados, Valéria encontrou 312 projetos de lei apresentados em 2023. Chamou a atenção o grande volume de propostas que datam do dia 5 de abril, quando um ataque a uma creche em Blumenau (SC) resultou na morte de quatro crianças. A legenda com mais proposições é o Partido Liberal (PL), de Jair Bolsonaro. Em seguida aparecem o União Brasil e o Progressistas (PP), que compuseram a base de apoio durante o governo do ex-presidente.

“Nem todos esses projetos estão ligados à questão da violência nas escolas, mas a coincidência entre o pico de apresentações e a data do ataque nos mostra que esses eventos foram extremamente relevantes para que houvesse um movimento político justamente daqueles grupos que têm sido apontados como associados a discursos que estimulam comportamentos violentos. E a maior parte dos projetos de lei sugere intervenções no campo da segurança. Há muitas propostas de uso de detectores de metais, implantação de câmeras, presença de policiais no espaço escolar. São estratégias de intervenção que não são necessariamente eficazes”, diz a pesquisadora da UFMG.

Soluções dessa natureza vêm sendo criticadas por diversos especialistas, que observam que o aumento do aparato de segurança nas escolas não resolveu o problema nos Estados Unidos, onde os episódios acontecem há mais tempo e com mais frequência. Valéria cita estudos em que fatores como violências prévias, rejeição pelos pares e clima escolar negativo são associados aos casos. “Ter mais dispositivos de segurança pública não contornam isso”, diz.

Entre suas sugestões para enfrentar o atual cenário está a construção de canais de comunicação para escuta e acolhimento das vítimas de conflitos escolares, maior foco no aprendizado de todos e não na punição disciplinar, atenção aos princípios de equidade e de justiça e desenvolvimento de políticas de saúde e assistência para atendimento integral da comunidade e promoção da saúde mental. Ela também defende maior restrição no acesso a armas de fogo e investigação de denúncias da atuação de grupos que estimulam a violência nas redes sociais.

Valéria afirma que é preciso criar novos mecanismos para registrar os casos de conflitos e de violência nas escolas, que permitam ampliar o monitoramento e a discussão de soluções, já que apenas os episódios mais graves aparecem nos registros policiais. Em um mapeamento das ocorrências registradas pela Guarda Municipal de Belo Horizonte em 2015, os eventos mais frequentes em escolas municipais foram dano ao patrimônio, vias de fato e ameaças.

Desinformação

Durante o debate, a pesquisadora Geane Carvalho Alzamora, vinculada ao Departamento de Comunicação da UFMG, observou que a circulação da desinformação e dos discursos de ódio precisam ser enfrentados com um letramento midiático. Segundo ela, pesquisas com jovens já revelaram a dificuldade de muitos em conseguir diferenciar um texto com informações verdadeiras de outro com fake news.

“Não basta desmentir. Não se combate desinformação com verdade. Se combate desinformação com educação”, diz ela. Geane avalia, porém, que as instituições de ensino precisam de uma estratégia para lidar com esse desafio. “Não é uma questão de educar as pessoas para usar os meios. Precisamos entender o que os jovens estão fazendo com os meios. A escola hoje passa alheia a esse problema”.

O professor da Faculdade de Direito da UFMG, Fernando Jayme, defendeu o tratamento dos conflitos escolares por uma perspectiva de justiça restaurativa. Ele avaliou que o sistema punitivo é falho e que é preciso apostar no diálogo e na mediação dentro das instituições de ensino.

“Isso passa pelo reempoderamento das escolas. A violência e a desinformação vêm deixando a escola muito vulnerável. A escola é um ambiente que acolhe a diversidade e é um território de interações humanas tensionadas pelas diferentes individualidades. Os conflitos representam janelas de oportunidades para ressignificar relações, transformando-as, restaurando-as, reparando-as”.

Thiago Wild supera número 2 Medvedev na estreia em Roland Garros

Maria Clara Pacheco é bronze no Mundial de Taekwondo


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O Brasil iniciou muito bem a campanha no Campeonato Mundial de Taekwondo de Baku (Azerbaijão), pois conquistou, nesta segunda-feira (29), no primeiro dia de disputas, uma medalha de bronze na categoria até 57 kg com Maria Clara Pacheco.

Maria Clara Pacheco teve um dia quase perfeito na competição. Ela tropeçou apenas nas semifinais, quando foi superada pela húngara Luana Marton, que ficou com a medalha de ouro.

No primeiro dia de competições o Brasil teve outro representante em ação. João Victor Diniz (68kg) estreou com vitória sobre Edward Holland, de Serra Leoa. Porém, no segundo combate o brasileiro parou diante do iraniano Martin Rezaei.

Na próxima terça-feira (30) o Brasil luta por medalhas no Mundial de Taekwondo com Milena Titoneli (67kg), Thaisa Silva (73kg) e Matheus Marciano (58kg).

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CPB convoca seleção para Mundial de natação paralímpica


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O Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB) convocou, na tarde desta segunda-feira (29), a relação de convocados para o Mundial de natação paralímpica de Manchester (Inglaterra), que será realizado entre os dias 31 de julho e 6 de agosto deste ano.

A delegação de 29 atletas é composta por 21 nadadores que atingiram índices estipulados pelo CPB em duas seletivas: o Open Internacional de natação e a 1ª Fase Nacional do Circuito Loterias Caixa da modalidade. As duas competições foram realizadas no Centro de Treinamento Paralímpico, em São Paulo, neste ano. Além disso, a seleção é composta por oito nadadores que têm o Índice Mínimo de Qualificação do Mundial e as melhores marcas para revezamentos.

“Acredito que nosso grupo esteja bem preparado. É bem experiente. Não há nenhum estreante em Mundial. A expectativa é muito boa para que a seleção tenha um bom desempenho. Estamos em um nível competitivo alto durante este ano, com participações em competições nacionais e internacionais, como as etapas do World Series”, declarou o técnico chefe da seleção de natação, Leonardo Tomasello.

Na última edição do Mundial de natação, disputado na Ilha da Madeira (Portugal) em junho do ano passado, o Brasil ficou na 3ª colocação com 53 medalhas: 19 ouros, 10 pratas e 24 bronzes.

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Jogador é banido do futebol por envolvimento em esquema de manipulação


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O meia Marcos Vinicius Alves Barreira, conhecido como Romário, foi banido do futebol pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), nesta segunda-feira (29), além de receber uma multa de R$ 25 mil. O ex-jogador do Vila Nova foi punido por participar de um esquema de manipulação de resultados de partidas de futebol.

Na mesma oportunidade o STJD puniu o volante Gabriel Domingos com uma suspensão de 720 dias e uma multa de R$ 15 mil. Segundo nota do tribunal, as decisões foram tomadas de forma unânime. Mas, como o julgamento foi em primeira instância, ainda há a possibilidade de recurso.

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As punições foram motivadas pela participação dos dois em um esquema de manipulação de resultados no jogo entre Vila Nova e Sport pela edição 2022 da Série B do Campeonato Brasileiro, que foi disputado no dia 6 de novembro.

Segundo as denúncias, que são resultado de uma operação do Ministério Público de Goiás (MP-GO) chamada de Penalidade Máxima, Romário, que à época atuava no Vila Nova, atuou para tentar cooptar atletas para cometer pênaltis na partida em questão. Já Gabriel, que também defendia a equipe goiana na oportunidade, acabou envolvido no caso por afirmar, em troca de mensagens com apostadores, que toparia a proposta, o que não se concretizou no final.

A investigação do MP-GO surgiu em fevereiro, a partir de uma denúncia feita pelo presidente do Vila Nova, Hugo Jorge Bravo. Naquela oportunidade, o dirigente revelou que Romário aceitou R$ 150 mil para cometer um pênalti na primeira etapa do jogo contra o Sport. Posteriormente, em abril, o MP-GO ampliou o escopo das investigações, passando a apurar possíveis eventos irregulares em partidas da Série A e de campeonatos estaduais.

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Paraciclismo: Brasil fecha etapa da Copa do Mundo com 3 medalhas


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O Brasil conquistou três medalhas na etapa de Huntsville (Estados Unidos) da Copa do Mundo de ciclismo paralímpico. Os responsáveis pelas conquistas foram Lauro Chaman (prata), Gilmara Sol do Rosário (prata) e Carlos Alberto Soares (bronze).

Na prova contrarrelógio da classe C5 (atletas com comprometimentos físico-motores ou amputados), Chaman percorreu a distância de 29,5 quilômetros no tempo de 36min30, ficando atrás do holandês Daniel Gebru (35min43) e à frente do francês Kevin Le Cunff (37min11).

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A outra medalha de prata da equipe brasileira foi alcançada na prova contrarrelógio da handbike WH2 (atletas que impulsionam bicicletas com os braços) por Gilmara Sol do Rosário. Ela ficou atrás de Roberta Amadeo e à frente de Angela Procida, ambas da Itália.

A terceira conquista do Brasil saiu apenas nesta segunda-feira (29), com Carlos Alberto Soares na prova de resistência classe C1. O goiano completou o percurso de 72,6 quilômetros em 2h01min32 para ficar com o bronze. O campeão foi o espanhol Ricardo Argiles, enquanto o norte-americano Aaron KEITH terminou em segundo.

Rumo aos Jogos de Paris 2024

O Brasil já tem garantida duas vagas (uma masculina e outra feminina) nos Jogos de Paris, definidas pela União Ciclística Internacional (UCI), no fechamento do ranking de nações 2022. Mas a presença do país pode ser ampliada com a segunda alocação de vagas: a do ranking mundial paralímpico, cujos pontos começaram a ser somados este ano com as três etapas da Copa do Mundo. A contagem incluirá ainda o Mundial de paraciclismo de pista e estrada de Glasgow (de 5 a 13 de agosto deste ano) e com o Campeonato Mundial de pista de 2024, no Rio de Janeiro.

As etapas da Copa do Mundo são as que mais valem na totalização do ranking mundial – 60 pontos para os vencedores -, ficando atrás apenas do Mundial (120 pontos).

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Olimpíada de Matemática entrega mais de mil medalhas de ouro no dia 5


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Ganhadora da medalha de ouro na 16ª Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) e de bronze na edição seguinte, Isabela Besen prepara-se para fazer, nesta terça-feira (30), a prova da primeira fase da 18ª competição.

“Estou muito ansiosa”, disse Isabela, que foi a primeira medalhista de ouro da Obmep em sua cidade, Campos Novos, localizada na mesorregião serrana de Santa Catarina. Isabela está incentivando outras jovens a entrar na competição. “Várias colegas vieram me pedir conselho para conseguir passar na prova.” Ela e mais 1.088 jovens de todo o país se reunirão em Florianópolis, no próximo dia 5, para participar da maior entrega nacional de prêmios da Obmep.

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“Nunca tivemos tantos alunos sendo premiados. Com a pandemia, não pudemos organizar a cerimônia de premiação, de modo que, este ano, vamos premiar os alunos que ganharam medalha de ouro em 2021 e 2022. Serão mais de mil alunos presentes na cerimônia, de todos os lugares do Brasil, muitos dos vão viajar de avião pela primeira vez”, disse nesta segunda-feira (29) à Agência Brasil o diretor adjunto do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e coordenador-geral da Obmep, Claudio Landim. Normalmente, a competição nacional tem 575 medalhistas de ouro.

Os estudantes chegarão a Florianópolis no domingo (4) e, durante os três dias do evento, participarão de atividades acadêmicas, trocarão experiências e assistirão a palestra do pesquisador do Impa Paulo Orenstein, que integra o Centro de Projetos e Inovação Impa (Centro Pi) sobre ciência de dados e inteligência artificial (IA).

Homenageados

Na cerimônia, será homenageado o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que exercia o mesmo cargo em 2005, quando a Obmep foi criada, além de outras personalidades que fizeram parte da história da Olimpíada. A lista inclui o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, que chefiava o Ministério da Educação na época da criação da Obmep; o ex-ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação Sergio Rezende, professor da Universidade Federal de Pernambuco; o prefeito fo Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o secretário de Educação do município, Renan Ferreirinha, que foi multimedalhista quando aluno.

“Esperamos contar com a presença do presidente Lula, porque foi na gestão dele que a Obmep foi criada, e ele sempre apoiou muito o projeto”, afirmou Landim. Os atuais ministros da Ciência, Tecnologia e Inovações, Luciana Santos, e da Educação, Camilo Santana, também foram convidados.

Os 1.089 participantes da competição vão viajar com as delegação de seus estados, acompanhados de um professor, para receber em mãos a medalha dourada. O evento é promovido pela Obmep, que arca com os custos de transporte, hospedagem e alimentação dos participantes.

Claudio Landim informou que as maiores delegações são as de São Paulo e Minas Gerais, mas ressaltou que todo o Brasil estará representado na cerimônia. Ele citou, entre outros, os estados do Piauí, Ceará, Espírito Santo, Acre, Amazonas, Amapá e de Rondônia.

Nova edição

A 18ª edição da Obmep, que realiza sua primeira fase de provas nesta terça-feira, revela dois recordes: o número de escolas inscritas alcançou 55,3 mil instituições e o de cidades, 5.563, o correspondente a 99,87% dos municípios brasileiros. Com isso, 18,3 milhões de estudantes vão participar da competição, fazendo prova de múltipla escolha com 20 questões.

A prova servirá para as escolas classificarem 5% de estudantes de cada nível que participarão da segunda etapa, programada para 7 de outubro. A competição reúne participantes do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio.

A Olimpíada estimula o estudo da matemática, além de promover a inclusão social e contribuir para a melhoria da qualidade da educação básica, permitindo que mais estudantes tenham acesso a material didático de qualidade.

A Obmep é realizada pelo Impa, com apoio da Sociedade Brasileira de Matemática e recursos dos ministérios da Educação e da Ciência, Tecnologia e Inovações.

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Com quase cem brasileiros, Parapan de Jovens retorna após seis anos


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Os Jogos Parapan-Americanos de Jovens de Bogotá (Colômbia) começam na próxima sexta-feira (2). O evento é disputado por jovens com deficiência que têm entre 12 e 20 anos e reunirá cerca de 900 atletas de 21 países, em 12 modalidades. A competição estava inicialmente marcada para 2021, mas foi adiada por causa da pandemia de covid-19.

O Brasil participará do Parapan de Jovens com 96 atletas, sendo 44 deles integrantes do Bolsa Atleta (programa federal de patrocínio individual, considerado um dos maiores do gênero no mundo), além de dois calheiros, que auxiliam os competidores da bocha. A equipe verde e amarela começa a se reunir em São Paulo, no Centro de Treinamento Paralímpico, a partir desta segunda-feira (29). O embarque está previsto para a próxima quarta-feira (31).

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O basquete em cadeira de rodas e o halterofilismo são as modalidades nas quais o país terá mais representantes (16). A delegação brasileira ainda brigará por medalhas em futebol de cegos, futebol de paralisados cerebrais (PC), goalball (esporte que é praticado por jogadores com deficiência visual), judô, tênis de mesa, tênis em cadeira de rodas e vôlei sentado.

A edição de Bogotá será a quinta da história do evento. A primeira ocorreu há 18 anos, em Barquisimeto (Venezuela). A estreia brasileira se deu em 2009, coincidentemente, também na capital colombiana. A competição foi disputada pela última vez em 2017, em São Paulo. Entre os participantes estiveram atletas campeões paralímpicos nos Jogos de Tóquio (Japão), em 2021, como Mariana D’Andrea (halterofilismo) e Emerson Ernesto (goalball).

“O que sempre buscamos é dar aos atletas uma primeira experiência internacional de forma positiva, para que entendam como funcionam as competições, [pensem em] levar o esporte como uma carreira e possam desempenhar, no futuro, em outros eventos. Quem sabe uma Paralimpíada”, detalhou o diretor de Esportes de Alto Rendimento do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), Jonas Freire.

Para Amanda Braz, do goalball, o Parapan de Bogotá será o primeiro grande desafio internacional pelo Brasil. A convocação à seleção de base não emocionou somente à jovem de 18 anos, que nasceu com glaucoma e tem baixa visão, mas também ao pai, igualmente atleta da modalidade para deficientes visuais.

“O coração está acelerado, batendo forte, muito ansiosa. O primeiro passo que um atleta pode dar é na base. A expectativa está muito alta, mas estou firme para não perder o foco. Espero que o Parapan traga ainda mais novidades para a minha carreira”, declarou.

Como algumas fases de treino da seleção de base coincidem com as das equipes principais, masculina e feminina, Amanda, por vezes, tem a oportunidade de interagir com nomes experientes da modalidade, como o veterano Romário Marques, de 33 anos. Tricampeão mundial e medalhista de ouro paralímpico, ele disputou o Parapan de Jovens em 2009, um ano após representar o país nos Jogos de Pequim (China).

“Quando o atleta vai para um evento de jovens, ele coloca a meta de, um dia, participar das competições adultas. Isso é muito importante para formarmos atletas para o futuro. Temos que conversar com eles [jovens], fazer nosso papel, incentivá-los dentro e fora de quadra para, além de atleta, serem bons cidadãos”, destacou Romário.

“A gente [seleção de base] sempre acompanha as meninas e os meninos da equipe principal, segue a trajetória deles. É uma inspiração, com certeza. São experientes, têm história e estão aqui para nos ajudarem no que precisarmos. Isso é muito legal”, comentou Amanda.

Se Amanda viverá uma experiência inédita em Bogotá, para Lucas Arabian, do tênis de mesa, competir internacionalmente (inclusive entre adultos) já é uma realidade. Em 2022, o garoto de 17 anos foi medalhista de bronze no Campeonato Mundial de Granada (Espanha), na classe 5, para cadeirantes (Lucas retirou um tumor da medula quando pequeno).

“Fiz uma cirurgia logo que voltei do Mundial. Fiquei seis meses parado. O Parapan de Jovens será um torneio, vamos dizer, de teste, para ver como estou, se a cirurgia afetou alguma coisa e para pegar ritmo de jogo”, projetou o mesatenista, que, em novembro, deverá disputar os Jogos Parapan-Americanos, em Santiago (Chile), podendo assegurar vaga na Paralimpíada de Paris (França) se for o campeão de sua categoria.

O Brasil estará presente em dez das 12 modalidades do Parapan de Jovens. As exceções são atletismo e natação, justamente as que mais distribuem medalhas. Em 18 de abril, o CPB divulgou nota explicando que não levaria as equipes após o Comitê Organizador do evento afirmar que não conseguiria oferecer a classificação funcional (processo que define a classe do atleta conforme a deficiência) a todos os competidores de ambos os esportes.

“Como tinha essa indefinição em relação à classificação e também a validação de marcas internacionais, entendemos que a melhor situação seria replanejarmos para que esses atletas pudessem ter outra oportunidade, em outra competição, em outro momento. Vamos atendê-los com outras ações no segundo semestre, para suprir a ausência no Parapan”, resumiu Freire.

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Atletismo: Lorraine Martins e Felipe Bardi conquistam ouro na Europa


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O atletismo brasileiro brilhou neste fim de semana em meetings (encontros) europeus. Neste domingo (28), a carioca Lorraine Martins conquistou o ouro em Chania (Grécia) e também teve dobradinha brasileira em Rehlingen (Alemanha), com Felipe Bardi e Erik Cardoso, ouro e prata respectivamente. No sábado (27),  Maria Lucineida Moreira e  Jaqueline Beatriz Weber já haviam subido ao topo do pódio, em Manchester (Inglaterra). Os brasileiro buscam pontuar no ranking mundia da World Athletics (Federação Internacional de Atletismo) em busca do índice para participarem do Mundial de Budapeste (Hungria), em agosto, uma das principais oportunidades para se alcançar o índice olímpico para os Jogos de Paris 2024.

Felipe Bardi, técnico darci ferreira e erik cardoso - dupla foi ouro e prata no Grand Prix de Rehlingen, em 28/05/2023

Felipe Bardi, medalha de ouro no Meeting de Rehlingen ao lado do técnico Darci Ferreira, e de Erik Cardoso (na extremidade direita), que conquistou a prata na prova dos 100m – CBAt/Divulgação

No Meeting Internacional de Chania (Grécia), Lorraine Martins venceu os 100 metros, com 11s.42 (0.3), deixando para trás a suíça Salomé Kora (11s48) que ficou com a prata, e a eslovaca Viktória Forster (11s65) com o bronze. Também na Grécia, nos 400m com barreiras, a brasileira Chayenne Pereira da Silva faturou o bronze ao completar a prova em 56s57.A vencedora foi a tcheca Nikoleta Jichova (55s92), seguida da grega Dimitra Gnafak (56s24).

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Já a dobradinha brasileira no Meeting Internacional de Rehlingen, ocorreu três dias após Erik Cardoso e Felipe Bardi terem conquistado ouro e prata, respectivamente, no Meeting do Chipre. Neste domingo (28), eles inventaram as posições no pódio. Bardi cruzou primeiro a linha de chegada da prova dos 100m em 10s16 (1.2) e Cardoso (10s20) passou em segundo lugar. O bronze ficou com belga Vleminckx Kobe (10s22). 

No sábado (27), a paraibana Maria Lucineida Moreira, de 21 anos, ganhou em sua estreia em Meeting Sênior e Sub 20 a prova dos 5000m em Manchester (Inglaterra): completou o percurso em 16m24s41, mais de seis segundo à frente das britânicas Tia Wilson e Rebecca Flaherty, prata e bronze respectivamente. 

 A outra medalha de ouro em Manchester ficou com a gaúcha Jaqueline Beatriz Weber, na prova dos 800m. A atleta terminou a corrida em 2min03s84. Em segundo lugar ficou a indiana Harmilan Bains-Kaur (2min04s56) e em terceiro a britânica Indienne King (2min05s56).

Ciclo para Paris 2024

Há duas maneiras de os atletas assegurarem uma vaga olímpica nos Jogos de Paris: atingindo os índices estabelecidos pelos eventos no período de classificação ou pelo ranking mundial da ranking da World Athletics – a totalização começou a valer em 1º de julho e vai até 30 de junho de 2024. Nas provas individuais, serão permitidos até três atletas por país.

O Mundial de Budapeste, em agosto, e os torneios nacionais (Troféu Brasil) são as principais competições na busca pelo índice olímpico para provas individuais. 

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Corinthians faz 2 a 0 no Fluminense e deixa Z4 do Brasileirão


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Após oito jogos sem vencer, o Corinthians ganhou de 2 a 0 do Fluminense, em São Paulo, com dois gols do camisa 10 Roger Guedes. Com o triunfo deste domingo (28), o primeiro sob comando do técnico Vanderlei Luxemburgo, o Timão deixa a zona de rebaixamento e sobe para a 14ª posição na tabela da Série A do Campeonato Brasileiro, com oito pontos. Já o Tricolor carioca, com 13, caiu para oitavo lugar.  A partida disputada na Arena Corinthians, válida pela oitava rodada do Brasileirão,  foi transmitida ao vivo na Rádio Nacional

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O Tricolor carioca dominou a partida no primeiro tempo. Trocou passes com tranquilidade e teve chances reais de abrir o placar, mas parou diante do goleiro Cássio, em tarde inspirada.  Aos 20 minutos,  Ganso cobrou escanteio para Nino, dentro da área, que desviou de cabeça direto nas mãos de Cássio. Quatro minutos depois, Lima invadiu a aréa e cruzou na medida para Samuel desferir uma bomba, mas o goleiro do Timão socou a bola para fora. Aos 33, nova defesa incrível de Cássio: após chute colocado de André, o goleiro espalmou a bola. 

No segundo tempo o Timão entrou em campo determinado a mudar a história do jogo. Aos cinco minutos, Maycon chutou certeiro no ângulo direito do goleiro Fábio, que evitou o gol espalmando para fora. De tanto pressionar, o Timão abriu o placar aos 13 minutos, após arrancada do lateral esquerdo Matheus Bidu até cruzar para Yuri Alberto, dentro da grande área. O centroavante ajeitou para Roger Guedes desviar de cabeça e colocar o Corinthians na frente do marcador. O gol foi confirmado após revisão do VAR. O time paulista teve a chance de ampliar aos 23 minutos, com Bidu, que chutou certeiro de fora da área, mas o goleiro Fábio defendeu.

Nos minutos finais, o Tricolor lutou para empatar. John Kennedy se livrou da marcação de Bidu e chutou firme, mas Cássio estava atento e defendeu. Quatro minutos depois, Kennedy ficou cara a cara com Cássio, mas tentou chutar de canhota e desperdiçou. Em meio à pressão tricolor, Roger Guedes sacramentou a vitória corintiana já nos acréscimos. O camisa 10 aproveitou o cruzamento de primeira de Renato Augusto e desviou de cabeça para dentro do gol.   

Inter faz 2 a 0 no Bahia e deixa Z4

O domingo (28) também foi de comemoração no estádio Beira-Rio, casa do Internacional, que interrompeu uma sequência de quatro jogos sem vitórias. O Colorado derrotou o Bahia por 2 a 0 com gols do volante Johnny e do atacante Wanderson. Com os três pontos de hoje, o Inter comandado pelo técnico Mano Menezes totalizou 10 pontos e trocou o Z4 pela 12ª  na tabela do Brasileirão.