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Paraguai vence nos pênaltis e elimina a Alemanha da Copa do Mundo

Paraguai vence nos pênaltis e elimina a Alemanha da Copa do Mundo


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O Paraguai venceu a Alemanha em uma partida da Copa do Mundo nesta segunda-feira (29) por 4 a 3 na disputa por pênaltis e avançou para as oitavas de final.

No tempo normal e na prorrogação, o jogo ficou empatado em um a um, com um gol alemão tendo sido anulado. A partida foi disputada em Boston, nos Estados Unidos.

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O jogo foi disputado, com um gol em cada tempo. Os sul-americanos saíram na frente, mas só abriram o placar aos 42 minutos, com um gol de cabeça de Julio Enciso. No lance, ele contou com Matias Galarza, aproveitando uma sobra de bola defendida com um soco pelo goleiro Manuel Neuer.

A seleção europeia esteve superior na maior parte da partida, dominando o passe de bola, enquanto a torcida, eufórica, empurrava o time para frente. No tempo regular, os alemães trocaram muitos passes e tiveram boas chances de igualar.

Com a marcação do Paraguai em cima, o empate só veio no segundo tempo. Aos 54 minutos, Kai Havertz, de cabeça, igualou o placar em Boston. Ele recebeu a bola de fora da área de Florian Wirtz.

Apesar de ter perdido um pênalti, mais para frente, o alemão Joshua Kimmich se destacou no jogo e apareceu várias vezes.  Aos 92 minutos do segundo tempo, ele lançou a bola para Nathaniel Brown, mas parou nas mãos do goleiro paraguaio. Orlando Gill fez importantes defesas e ainda segurou um pênalti ao final.

Antes, o Paraguai tinha desperdiçado uma boa chance de vencer, aos 77 minutos, quando Gustavo Caballero recebeu a bola. Dentro da área, se enrolou e não conseguiu chutar. Para a arbitragem, no entanto, ele estava impedido.

Com o empate em 1 a 1, o jogo foi para a prorrogação. Aos 102 minutos, saiu o segundo gol alemão. Jonathan Tah recebeu uma bola aérea batida de escanteio por Brown.

O árbitro desconfiou de falta contra o goleiro Gill e acionou o VAR (árbitro de vídeo). Foi constatada a falta de Waldemar Anton, que segurou o defensor paraguaio e o gol foi anulado.

A partida continuou disputada na prorrogação, com a Alemanha dominando e o Paraguai tentando contra-ataques. Bolas paradas ameaçaram definir o placar, o que acabou não acontecendo, apesar dos cabeceios alemães na área de Gill.

Pênaltis

Na cobrança por pênaltis, a Alemanha saiu perdendo. A bola chutada por Havertz foi parar nas mãos de Gill, assim como a de Nick Woltmade, que viram a vitória escapar, apesar dos erros do lado paraguaio.

Entre os sul-americanos, Fabian Balbuena e Antonio de Sanabria também erraram. O vencedor só veio no mata-mata dos pênaltis, quando Jonathan Tah perdeu e Jose Canale fechou o placar por 4×3.

O Paraguai enfrentará agora o vencedor de França e Suécia, jogo que será disputado nesta terça-feira (30), às 18h.

Paraguai vence nos pênaltis e elimina a Alemanha da Copa do Mundo

Anime famoso e trocas de Ancelotti pautam repercussão da vitória


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A vitória sobre o Japão, por 2 a 1, em Houston (Estados Unidos), que classificou o Brasil às oitavas de final da Copa do Mundo, ocupou manchetes na imprensa esportiva do exterior.

As mudanças feitas pelo técnico Carlo Ancelotti e o famoso anime (desenho animado japonês) Captain Tsubasa, que possui temática de futebol e ficou conhecido por aqui como Super Campeões, pautaram a repercussão no exterior.

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O espanhol Marca, por exemplo, comparou o atacante Gabriel Martinelli, autor do gol da vitória nos acréscimos do segundo tempo, a Oliver Tsubasa, protagonista do anime. Na Espanha, o personagem era conhecido como Oliver Atom, termo utilizado pelo site.

O Corriere dello Sport, da Itália, estampou que “ainda não é hora de Holly e Benji (nome pelo qual era chamado em alguns países da Europa)” e que o camisa 22 brasileiro “fez o Japão chorar”. Enquanto Holly é uma adaptação do nome Oliver, Benji é Benji Wakabayashi, goleiro que inicia o anime como rival do protagonista para depois eles se tornarem grandes amigos.

Na crônica do MaisFutebol, de Portugal, o gol do volante Kaishu Sano, que interceptou um passe errado do lateral Danilo, avançou e finalizou no canto do goleiro Alisson, foi retratado como “retirado de um anime“. O texto recordou que as equipes de Ancelotti, especialmente em confrontos eliminatórios, mostram que “nenhum jogo está perdido até o apito final”.

O New York Times, dos Estados Unidos, e a BBC, do Reino Unido, chamaram atenção às mudanças feitas pelo treinador, apontadas como decisivas. A reportagem do site norte-americano ressaltou que Ancelotti era a “cabeça mais fresca” em Houston e destacou a opção por usar Gabriel Martinelli mais centralizado e não aberto na ponta esquerda, como seria o habitual. Foi por ali que o atacante marcou o gol da classificação.

Já o relato do Olé, da Argentina, foi crítico em relação à atuação brasileira. “Com camisa mais do que com o jogo. Com vergonha mais do que com as ideias. Com uma Vinidependência total”, iniciou a crônica, em referência à importância do atacante Vinícius Júnior. E brincou com uma citação popular que menciona a cidade que recebeu o jogo desta segunda: “Houston, o escrete estava com problemas”.

Tom semelhante à análise do Record, do México. Segundo a crônica, Ancelotti foi um “mestre do xadrez”, mas que “isso, por si só, não bastará para as próximas fases”.

Do lado japonês, a repercussão, naturalmente, foi em tom de lamentação. O Nikkei Sports chamou o jogo de “Tragédia de Houston”.

O Sports Hochi, por sua vez, recordou os desfalques de peso da seleção nipônica, desde antes da Copa, como Takumi Minamino e Kaoru Mitoma e Wataru Endo, como durante a competição, caso do também meia Takefusa Kubo, que sofreu uma lesão no joelho esquerdo na fase de grupos. O artigo foi concluído reconhecendo que “o caminho para o título mundial continua sendo árduo” para o Japão.

A seleção brasileira volta a campo no domingo (5), às 17h (horário de Brasília), pelas oitavas de final. O duelo será em Nova Jersey contra o ganhador do confronto entre Noruega e Costa do Marfim, que jogam nesta terça-feira (30), às 14h, em Dallas, também nos Estados Unidos.

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Conheça Noruega e Costa do Marfim, possíveis adversários do Brasil


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Depois de vencer por 2 a 1 o jogo contra o Japão, nesta segunda-feira (29), o Brasil terá pelo caminho na Copa do Mundo a Noruega ou a Costa do Marfim nas oitavas de final. O próximo jogo da seleção brasileira será domingo (5), às 17h. 

O adversário da equipe de Carlo Ancelotti será o vencedor da partida que terá o atacante norueguês Erling Haaland em campo, contra o time sul-americano, às 14h.  

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O jogador, que faz sua primeira Copa, já fez quatro gols em duas partidas na competição, mas foi poupado do último jogo, contra a França, quando a Noruega perdeu por 4 a 1.  

A equipe já estava classificada, depois de golear o Iraque por 4 a 1 e derrotar o Senegal por 3 a 2, e passou para a segunda fase na vice-liderança do Grupo I. 

No jogo contra a Costa do Marfim, que será disputado em Dallas, nos Estados Unidos, o técnico norueguês Stale Solbakken garantiu que Haaland entrará em campo como titular. Ele recolocou a Noruega no circuito do Mundial depois de quase três décadas. 

Além de grande pontuador, o jogador também fez história ao usar na camisa da seleção da Noruega, desde 2025, o nome da mãe, Gry Marita Braut. Ela também foi atleta, uma lenda do heptlato e campeã nacional nas décadas de 1980 e 1990. 

“A Noruega é a favorita e vem com o ‘cometa Halland'”, brincou a comentarista de esporte da Rádio Nacional e da TV Brasil Luciana Zogaib.

Ela avalia que o Brasil precisará redobrar a marcação, se for o caso, e frear o centroavante. 

A mesma opinião tem a outra comentarista esportiva da TV Brasil Rachel Motta. Ela alerta para as jogadas aéreas do time, além do sistema defensivo.  

“Essas jogadas foram uma das apostas da seleção norueguesa, inclusive, buscando o Halland, por conta da estatura do time, acima da média [dos jogadores do mundial]”, avalia. 

A Costa do Marfim também não é um time fraco, analisa Zogaib. “É um time com bastante movimentação e velocidade, da escola africana de futebol”, explica. 

A equipe ficou em segundo lugar no Grupo E e, apesar da competência, perdeu para Alemanha, depois de uma vitória de 1 a 0 contra o Equador e 2 a 0 contra Curaçau. 


Soccer Football - FIFA World Cup 2026 - Ivory Coast Press Conference - Dallas Stadium, Arlington, Texas, U.S. - June 29, 2026 Ivory Coast's Yan Diomande during the press conference REUTERS/Hannah Mckay

Yan Diomande é um dos destaques da seleção da Costa do Marfim REUTERS/Hannah Mckay/Proibida reprodução

A Costa do Marfim é liderada por Yan Diomandé, um dos destaques deste Mundial. Durante o torneio, ele é negociado pelo Paris Saint-Germain, um dos maiores times europeus. Hoje, ele joga na Alemanha e viralizou nas redes, recentemente, ao publicar uma carta para a irmã mais nova, Roxane Diomandé,  morta em circunstâncias suspeitas, em 2025. Ele fala sobre a importância dela para superar a pobreza e no sucesso de sua carreira profissional. 

De acordo com a comentarista Rachel Motta, a Costa do Marfim tem uma equipe “com equilíbrio coletivo”, o que explica sua eficiência.  

“O time não sofreu goleadas, levou só três gols e marcou quatro, e tem um sistema de marcação e contra-ataque ofensivo, veloz e potente”, destaca. 

A equipe foi a vencedora a Copa Africana das Nações (CAN) em 2024.  

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Ancelotti explica estratégia e cogita Endrick titular nas oitavas


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A opção de Carlo Ancelotti de não colocar Endrick em campo no empate por 1 a 1 com Marrocos, na estreia da Copa do Mundo, em Nova Jersey (Estados Unidos), repercutiu dentro e fora do Brasil, por vezes de forma irônica. Dezesseis dias se passaram e agora o técnico cogita escalar o atacante como titular no duelo pelas oitavas de final do Mundial, contra Noruega ou Costa do Marfim, neste domingo (5), às 17h (horário de Brasília).

Com a lesão do meia Lucas Paquetá, que teve de ser substituído no intervalo do jogo desta segunda-feira (29), contra o Japão, em Houston (Estados Unidos), Endrick foi escolhido para ir a campo. Na ocasião, o Brasil perdia por 1 a 0. A seleção brasileira acabou vencendo por 2 a 1, de virada, com um segundo gol no final do segundo tempo.

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“Sim, podemos começar dessa maneira [com Endrick no lugar de Lucas Paquetá]. Precisávamos de mais força na área e o Endrick poderia colocar essa força e presença. Ele fez um jogo muito bom porque esteve intenso e perigoso”, afirmou Ancelotti, em entrevista coletiva após a partida em Houston.

A entrada do ex-atacante do Palmeiras foi reflexo, também, de uma mudança de postura ao longo do confronto. Se no primeiro tempo a estratégia, sem sucesso, era buscar infiltrações por dentro, o Brasil passou a pressionar a defesa japonesa com bolas alçadas na área. Foram 25 cruzamentos durante a partida. Um deles resultou no gol de empate, do volante Casemiro.

“Tivemos problemas no primeiro tempo para buscar oportunidades porque o Japão estava muito fechado. Buscamos soluções, com mais cruzamentos e presença de área. Acho que é uma evolução. Se no outro jogo não tivemos problemas para buscar espaço, desta vez foi diferente, mas conseguimos solucionar bem na segunda etapa”, avaliou o treinador, citando o triunfo por 3 a 0 sobre a Escócia, na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), pela fase de grupos.

Desde 2002, quando venceu a Inglaterra por 2 a 1, em Shizuoka (Japão), pelas quartas de final, o Brasil não sabia o que era virar um jogo eliminatório de Copa. Coincidentemente, aquela foi a edição do último título mundial da seleção brasileira. Mais do que um bom presságio, o triunfo desta segunda sinaliza, para Ancelotti, o amadurecimento do time.

“Estava confiante [mesmo em desvantagem no placar] porque a equipe começou bem. Depois encontramos dificuldades para forçar o Japão, que é uma equipe respeitável, muito perigosa e com jogadores fortes nos duelos. Mas [o Brasil] não era uma equipe perdida como no primeiro tempo contra Marrocos”, disse o técnico, minimizando erros como quando o lateral Danilo deu a bola nos pés do volante Kaishu Sano, no lance do gol japonês.

“O futebol tem erros. Temos que pensar adiante. Ninguém pensava que a equipe não iria empatar. Sofrimento é normal, sobretudo no futebol moderno. Como é normal o alívio”, concluiu o italiano.

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Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia é inaugurado em Manaus


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A sede do Instituto de Pesquisas do Exército na Amazônia (Ipeam) foi inaugurada nesta segunda-feira (29), no Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam), em Manaus, capital do Amazonas.

O Ipeam foi criado em 2024 para desenvolver tecnologias para defesa, preservação e monitoramento sustentável da região amazônica.

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As pesquisas envolvem inteligência artificial (IA), análise de imagens e mapeamento ambiental, proteção de dados, biotecnologia, bioinformática e aplicação de física quântica em diferentes áreas estratégicas.

Para o Ministro da Defesa, José Múcio, a unidade em Manaus ajuda a criar condições para desenvolver pesquisa na região. 

“Estamos começando a corrigir uma distorção histórica do país, em que as oportunidades se concentravam em determinadas regiões. Essa iniciativa é uma semente que pode se transformar em um grande centro de produção de conhecimento”, disse em nota do ministério.

De acordo com o ministro, o Ipeam trará oportunidades para novos pesquisadores na Amazônia.

“Muitos jovens do Norte e do Nordeste acabam indo para o Sul e, lá, permanecem. Agora, estamos trazendo professores e estruturas para essas regiões, criando condições para que as pessoas possam estudar e se desenvolver aqui.”

A nota do Ministério da Defesa ainda informa o Ipeam vai oferecer, em Manaus, cursos de mestrado, doutorado e pós-doutorado, com professores do Instituto Militar de Engenharia (IME), que tem sede no Rio de Janeiro.

O Ipeam também vai dar cursos de extensão para professores do ensino básico de comunidades isoladas e projetos de iniciação científica destinados a estudantes e docentes da região.

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Saiba quando o Brasil vai a campo pelas oitavas de final da Copa


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Após a classificação às oitavas de final da Copa do Mundo, a seleção brasileira volta a campo no próximo domingo (5), às 17h (horário de Brasília), em Nova Jersey, mesmo palco da estreia. O adversário será definido nesta terça-feira (30), no duelo entre Noruega e Costa do Marfim, que medem forças às 14h, em Dallas, também nos Estados Unidos.

A Noruega é uma pedra no sapato histórica do Brasil. Trata-se da única seleção que os brasileiros enfrentaram e nunca venceram. Em quatro jogos, são dois empates e duas derrotas. O duelo mais marcante foi válido pela Copa de 1998, na França, com vitória norueguesa por 2 a 1, de virada, pela fase de grupos. A equipe verde e amarela saiu na frente com Bebeto, mas o também atacante Tore Andre Flo e o meia Kjetil Rekdal marcaram para os escandinavos em Marselha.

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O retrospecto diante da Costa do Marfim é menor, mas, pelo menos, favorável ao Brasil. O único encontro entre os países ocorreu na primeira fase da Copa de 2010, na África do Sul. Atuando em Johanesburgo, os brasileiros ganharam por 3 a 1. O meia Elano e Luís Fabiano (duas vezes) fizeram os gols da Amarelinha, enquanto o também atacante Didier Drogba descontou para os Elefantes (apelido da seleção africana).

A vaga às oitavas de final foi assegurada nesta segunda-feira (29), em Houston (Estados Unidos). O Brasil superou o Japão por 2 a 1, no sufoco. Após Kaishu Sano abrir o placar, o também volante Casemiro igualou e o atacante Gabriel Martinelli, nos acréscimos, deu o triunfo à seleção canarinho pelos 16 avos de final.

Na reta final, o Brasil atuará sempre nos Estados Unidos. Se passar às quartas de final, a seleção canarinho joga no dia 11 de julho, um sábado, às 18h, em Miami.

Caso chegue à semifinal, o jogo será às 16h de 15 de julho, uma quarta-feira, em Atlanta. Se perder, o confronto valendo o terceiro lugar será três dias depois, às 16h, em Miami. Se for à final, a decisão será em 19 de julho, um domingo, também às 16h, em Nova Jersey.

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Brasil derrota o Japão e vai às oitavas de final na Copa do Mundo 2026


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O sonho do hexa segue vivo para o Brasil na Copa do Mundo de 2026. Nesta segunda-feira (29), a seleção brasileira venceu o Japão por 2 a 1 em Houston (Estados Unidos), pelos 16 avos de final.

Após um primeiro tempo marcado por nervosismo, erros de passe – como o que resultou no gol japonês – e controle adversário, a equipe de Carlo Ancelotti conseguiu pressionar os Samurais Azuis (apelido da seleção nipônica) na etapa final e ter a paciência necessária para, nos acréscimos, ser recompensada com o gol dramático do atacante Gabriel Martinelli, que saiu do banco para decidir a classificação.

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Nas oitavas de final, o Brasil aguarda o ganhador de Noruega e Costa do Marfim, que se enfrentam às 14h (horário de Brasília) desta terça-feira (30), em Dallas. O duelo será no domingo (5), às 17h, em Nova Jersey, também nos Estados Unidos.

Mestre supera o discípulo

O confronto vinha sendo tratado como um duelo entre “mestre” e “discípulo”. O Japão tem o Brasil como maior inspiração no futebol. Ex-jogadores como Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, e Ruy Ramos, que fez carreira na Terra do Sol Nascente e se naturalizou para representar a seleção asiática, são ícones no país e personalidades fundamentais no desenvolvimento do esporte japonês.

O respeito pelo futebol brasileiro se reflete na cultura. Um dos animes mais populares no Brasil no fim dos anos 1990, “Super Campeões”, conta a trajetória de Oliver Tsubasa, personagem inspirado em Musashi Mizushima, ex-jogador nipônico que defendeu o São Paulo entre 1975 a 1985, contando base e profissional. No desenho, Tsubasa chega a jogar em uma versão “genérica” do Tricolor, chamada “Brancos”.

Curiosamente, o último episódio de “Super Campeões” representa a final de Copa do Mundo de 2002 – que teve o Japão como uma das sedes – entre as seleções brasileira e nipônica. O anime termina logo após o apito inicial da partida, deixando o final em aberto – na versão em mangá (história em quadrinhos japonesa), os donos da casa levam a melhor. Apesar disso, fãs da série animada trataram, nos últimos dias, o duelo desta segunda como a “continuação” daquele jogo. Felizmente, desta vez, deu Brasil.

45 minutos de pesadelo

Com o mesmo time da vitória por 3 a 0 sobre a Escócia na última quarta-feira (24), em Miami (Estados Unidos), o Brasil tomou a iniciativa e praticamente anulou o Japão nos primeiros 15 minutos. Aos 12, na melhor chance, o atacante Matheus Cunha recebeu do volante Bruno Guimarães na entrada da área, levou para a perna esquerda e chutou rasteiro, no canto. O goleiro Zion Suzuki se esticou todo para defender.

Os Samurais Azuis resistiram à pressão brasileira e conseguiram equilibrar as ações. Adiantando a marcação, os japoneses aproveitaram um erro de passe do lateral Danilo na intermediária e abriram o marcador. Aos 28 minutos, o volante Kaishu Sano tomou a bola, avançou pelo meio, ganhou do volante Casemiro – que já tinha cartão amarelo – e bateu rasteiro, no canto direito do goleiro Alisson.

Sem conseguir se aproximar da área do Japão como no início da partida e com Vinícius Júnior e Rayan bem marcados nas pontas, o Brasil não conseguia encaixar passes que penetrassem a defesa adversária. Ansiosa e previsível, a seleção verde e amarela tentava acelerar o jogo e cometia erros que obrigavam o time a recuar e se ver dominado pelo toque de bola japonês.

Pressão pelo alto e avante

O Brasil voltou do intervalo com o atacante Endrick no lugar de Lucas Paquetá. O meia deixou o gramado com dores na coxa esquerda e teve de ser substituído.

O desenho do segundo tempo era claro: Japão recuado e Brasil no ataque, apostando no jogo aéreo. Aos seis minutos, Danilo cruzou pela direita e o volante Bruno Guimarães, de cabeça, obrigou Suzuki a uma bela defesa. Aos oito, Rayan levantou na área, o lateral Douglas Santos apareceu pela esquerda e ajeitou para Casemiro escorar na frente do gol. O zagueiro Takehiro Tomiyasu salvou em cima da linha.

A insistência deu resultado no minuto seguinte. O zagueiro Gabriel Magalhães recebeu de Vinícius Júnior perto da grande área pela esquerda e cruzou na medida para Casemiro superar o meia Keito Nakamura pelo alto e mandar para as redes de cabeça.

O empate animou o Brasil e assustou os japoneses. Aos 12, Vinícius Júnior fez grande jogada pela esquerda, colocando a bola entre as pernas de Tomiyasu, invadindo a área, deixando Sano para trás com um drible de corpo e chutando de bico, cruzado, acertando a trave.

Paciência e recompensa

Com o jogo fluindo pelos lados, Ancelotti colocou Gabriel Martinelli no lugar de Matheus Cunha. Ele e Vinícius Júnior passaram a se revezar pela esquerda, um aberto em campo, próximo à lateral, e o outro por dentro, junto com Endrick.

A intensidade dos primeiros minutos da etapa final caiu, mas o Brasil seguiu ocupando o campo ofensivo. O jogo se tornou um teste de paciência. A seleção verde e amarela tocava a bola, procurando espaços e o melhor momento para tentar um passe em profundidade, um chute ou um bom cruzamento. O Japão, com postura claramente reativa, estava armado para, no primeiro erro, sair em velocidade no contra-ataque.

O duelo caminhava para a prorrogação e Casemiro tinha acabado de ser substituído com dores (Fabinho entrou) quando brilhou a estrela de Gabriel Martinelli. Aos 49 minutos, Bruno Guimarães recebeu de Rayan e deixou o atacante frente a frente com Suzuki. O camisa 22 bateu cruzado e a bola ainda encostou na trave esquerda antes de explodir a massa brasileira, maioria dos 68 mil torcedores presentes em Houston.

 

*Matéria ampliada às 16h22

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Torcedores se reúnem no centro de SP para assistir ao jogo do Brasil


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Enquanto o Brasil entra em campo para enfrentar a seleção japonesa nesta tarde de segunda-feira (29) pela fase de mata-mata da Copa do Mundo, torcedores se reuniram para assistir à partida ao ar livre no Vale do Anhangabaú, na capital paulista.

Este foi o caso da atendente de padaria Mariana Freitas, 33 anos, de São Vicente, no litoral paulista, que foi com o marido e as filhas até o centro de São Paulo para ver o jogo em um telão. Vestidos com a camisa da seleção, eles apostam em uma vitória do Brasil contra o Japão por 2 a 0.

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“Estou achando o máximo. Nós vamos ganhar e o Vini Jr vai fazer 2 a 0”, disse ela à reportagem. “Decidimos ver o jogo por aqui porque meu marido trabalha aqui [na capital], embora a gente more em São Vicente. Estamos aproveitando para poder assistir aqui”.

Para Mariana, o Brasil tem grandes chances de vencer esta Copa do Mundo.

“Os meninos da seleção são muito bons: Vini Jr, Endrick, Neymar. Estou criando bastante expectativa no Neymar”, falou.


São Paulo (SP), 29/06/2026 - Torcedores assistem jogo na Fan Fest da Copa no Vale do Anhangabaú em São Paulo, para o jogo Brasil x Japão. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Torcedores assistem jogo na Fan Fest da Copa no Vale do Anhangabaú em São Paulo, para o jogo Brasil x Japão. Paulo Pinto/Agência Brasil

O estagiário Pedro Jinno, brasileiro com ascendência japonesa, decidiu torcer pelo Brasil. Com a camisa da seleção e pela primeira vez assistindo a um jogo em uma fan zone, ele aposta em uma vitória hoje por 2 a 1 para o Brasil.

“Vou torcer pelo Brasil. Sou brasileiro, cresci aqui, minha família e amigos são daqui. Sou quem sou porque sou brasileiro”, contou.

Apesar de avaliar como positivo o desempenho da seleção até agora, ele acha que o Brasil ganha a partida, mas dificilmente conquista o título. “Acho que a Espanha tem mais chance, mas torço muito para o Brasil”.


São Paulo (SP), 29/06/2026 - Torcedores assistem jogo na Fan Fest da Copa no Vale do Anhangabaú em São Paulo, para o jogo Brasil x Japão. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil

Torcedores assistem jogo na Fan Fest da Copa no Vale do Anhangabaú em São Paulo, para o jogo Brasil x Japão. – Paulo Pinto/Agência Brasil

A Fan Zone Anhangabaú tem entrada gratuita e funciona de sexta-feira a domingo e também nas datas dos jogos da Seleção Brasileira de Futebol.

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João Fonseca estreia em Wimbledon com 3 a 0 sobre Bautista Agut


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Na estreia no torneio de Wimbledon, na Inglaterra, o brasileiro João Fonseca mostrou consistência e derrotou o espanhol Roberto Bautista Agut por 3 sets a 0, parciais de 7-6 (7-4), 6-4 e 6-3, nesta segunda-feira (29). Agora, o tenista carioca aguarda pelo vencedor do duelo entre o holandês Jesper de Jong (número 73 do ranking) e o australiano Rinky Hijikata (82º) para saber quem será seu adversário na segunda rodada.

Bautista Agut, veterano de 38 anos e atual número 183 no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), tinha como destaque na carreira uma semifinal em Wimbledon em 2019. No primeiro set, por instantes, o espanhol pareceu retomar aquele nível e criou bastantes dificuldades para João Fonseca. A parcial só foi decidida no tie-break, com o brasileiro fazendo 7-4 no game de desempate.

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Na segunda e terceira parciais, o vigor físico de João prevaleceu, mesmo com o espanhol conseguindo quebrar seu serviço uma ou outra vez. Com um 6-4 no segundo set e um 6-3 no terceiro, João conquistou a vitória em duas horas e 27 minutos de jogo e evitou maiores desgastes. Fonseca, número 27 no ranking no momento, entrou em Wimbledon como cabeça-de-chave 24. Nas estatísticas da partida, o brasileiro levou vantagem principalmente nos aces (14 contra oito) e nos pontos vencidos no segundo serviço (20 contra 10, um aproveitamento de 71% contra apenas 36% de Bautista Agut).

Fonseca vem de sua melhor campanha em um Grand Slam, parando nas quartas de final em Roland Garros e tenta subir ainda mais em Wimbledon.

A outra brasileira que disputará a chave de simples nas quadras londrinas é Beatriz Haddad Maia. Na primeira rodada do torneio feminino, ela tem encontro marcado com a uzbeque Maria Timofeeva, número 95 do ranking da Associação Mundial das Tenistas (WTA). O jogo de Bia (atual número 134) está previsto para a manhã desta terça (30).

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Torcedor da seleção há 20 Copas, Seu Simão, 91 anos, aposta no hexa


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Quando a Seleção Brasileira entrar em campo nesta segunda-feira (29) contra o Japão, abrindo o mata-mata da Copa do Mundo, um torcedor especial estará sintonizado na TV. Aos 91 anos, o piauiense Simão Ribeiro da Silva — pioneiro da construção de Brasília, eletricista e diácono — se prepara para testemunhar a sua 20ª Copa do Mundo. Do rádio de válvula que anunciou a “tragédia” de 1950 ao “cineminha” que montou na rua para ver o tricampeonato em cores em 1970, Seu Simão atravessou quase um século de paixão pelo futebol e faz uma aposta otimista: o hexa vem.

“Nós já tivemos Copa assim, a turma foi assim meio desacreditada e depois levantou a moral. Mas eu acho que eles estão escolhendo muito bem. Os caras estão bons. Primeiro, eles não devem nada a eles lá. Não vai ter para ninguém não. O hexa vem”, crava o torcedor, que hoje vive em Sobradinho (DF).

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Pai de sete filhos, com mais de dez netos e vinte bisnetos, ele nasceu em Cristino Castro (PI). Seu Simão acompanhou não só a evolução dos times, mas da tecnologia para acompanhar e torcer pelo futebol brasileiro. Ele conta que as transmissões pelo rádio, nas décadas de 1950 e 1960, mexiam com a emoção e a imaginação.   

“Tinha os locutores de rádio que começavam a badalar: bola passou para fulano, beltrano, passou para Jairzinho, Jairzinho fez isso e é gol! E aí aquela alegria de todo mundo. Agora não, você vê, não precisa ninguém nem falar nada. Naquele tempo era a sensação da voz, do som, era pelo ouvido que a gente vibrava, gritava, fazia festa”.

Decepção de 1950

Foi pelo rádio, quando trabalhava nos garimpos no Piauí, que ele ouviu a derrota do Brasil para o Uruguai por 2 a 1, no Maracanã, no Rio de Janeiro, na final da Copa de 1950.  

“Eram aqueles radinhos de válvula, de capa de madeira. Não era todo mundo que tinha, a pessoa muitas vezes tinha um rádio numa loja, e aqueles que tinham também não gostava que ninguém ficasse lá escutando”.

Ele lembra que foi uma “calamidade” para os torcedores que apostavam em uma vitória em casa. 

Tri em cores 

Se hoje é praticamente inimaginável acompanhar a Copa do Mundo sem imagens em alta definição e cores vibrantes, no Mundial de 1970, também no México, Simão era um dos poucos que tinha televisão em cores na cidade. Os amigos e vizinhos iam para a casa dele para assistir às partidas.

E viram, pela primeira vez direto de uma TV a cores, o tricampeonato mundial do Brasil com Pelé, Jairzinho e Tostão.   

“Em 60, já era pela TV, mas quase ninguém tinha o aparelho. A TV também era preto e branco, ninguém via direito e as antenas não pegavam, era só a sombra muitas vezes. Quando pegava uma televisão limpinha, já era uma farra”, lembra

Ele conta que no Mundial de 1970, faltava espaço em casa para ele poder sentar e assistir à partida.

“No próximo jogo, botei a televisão lá fora de casa na rua, botamos uns bancos, cadeira, cada um trazia e sentava e fez um cineminha. E afinal foi fantástico, né? Fizeram a vibração só. Era farra mesmo”, relembra.

O Brasil é o maior campeão das histórias das Copas do Mundo da Fifa. A única seleção pentacampeã ergueu a taça em 1958, 1962, 1970, 1994 e 2002. 

Ouça a reportagem completa na Radioagência Nacional