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Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Após chegar novamente em terceiro lugar na Corrida Internacional de São Silvestre, repetindo feito do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira afirmou que pretende vir mais forte no próximo ano e que seu objetivo ainda é ser campeã da prova.

“Meu sonho é me tornar campeã da São Silvestre e eu vou lutar por isso até o fim. Tenho 23 anos de idade. Eu acredito que tenho ainda um longo caminho para percorrer. Estou ganhando muita experiência até chegar no lugar mais alto do pódio”, disse Núbia, que já está em sua quarta participação na prova.

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Nesta quarta-feira (31), Nubia melhorou o tempo do ano passando, fechando a corrida com 52 minutos e 42 segundos, a melhor atleta brasileira na prova. No ano passado, ela também chegou na terceira posição, mas com o tempo de 53 minutos e 24 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

“Esse resultado, eu tenho certeza que inspira e impulsiona mais mulheres a participar do esporte. Tenho certeza que sou referência para muitas mulheres. Fico muito feliz em estar no pódio e representar a força da mulher, da mulher nordestina. Estou muito feliz em estar mais uma vez participando e vendo o crescimento das mulheres na corrida de rua”, disse em entrevista coletiva à imprensa.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre. A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Na prova desta quarta-feira, a vencedora foi a atleta da Tanzânia Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 08 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre e a primeira vitória de uma atleta da Tanzânia na São Silvestre. A vitória de Sisilia rompeu com uma sequência de vitórias de atletas quenianas, que vinha desde 2016.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Sisilia Ginoka, vencedora da categoria feminina. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

Para conquistar o feito, a tanzaniana precisou ultrapassar a corredora queniana Cynthia Chemweno, que vinha liderando a prova nos minutos iniciais.

“A Cynthia é uma excelente corredora. Não foi fácil manter a calma para ir atrás dela. Mas fico orgulhosa em representar o meu país e espero que no ano que vem seja ainda melhor”, afirmou a atleta que, ao final da corrida, acabou precisando de atendimento médico. Segundo ela, isso foi resultado do calor.

Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 31 segundos.

“A corrida foi muito feliz. Ao longo da prova, estava todo mundo vibrando muito. Apesar do calor e de estar muito úmido, fiquei bem feliz com o segundo lugar”, comemorou a queniana.

O quarto lugar foi da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga, que chegou aos 53 minutos e 50 segundos. A quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati, com 54 minutos e 12 segundos.

Masculino

No masculino, o melhor atleta brasileiro também chegou em terceiro lugar, posição conquistada por Fábio de Jesus Correia.

“A gente sempre tem que estar com esse pensamento de ser campeão, de ser vencedor em tudo que a gente faz. No entanto, tem quase 16 anos que um brasileiro não vence a prova [no masculino]. Mas vou treinar bastante para, quem sabe nos próximos anos, quebrar esse tabu”,  disse o brasileiro.

A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

 


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Muse Gizachew, vencedor da categoria masculina  Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

A vitória foi do etíope Muse Gisachew, que ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong nos minutos finais, com uma diferença de apenas quatro segundos.

“É uma prova de muitos altos e baixos e o calor foi difícil. Mas a chegada foi excelente”, comentou Muse Gisachew. “O que fiz foi manter o ritmo, fazendo uma chegada com propriedade e firmeza”, comemorou ele, que finalizou a prova com o tempo de 44 minutos e 28 segundos.

Questionado sobre o momento final da prova, o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong reconheceu que estabeleceu um ritmo forte e que isso lhe custou a vitória. “Fui muito forte nos quilômetros anteriores e, nos quilômetros finais não consegui manter o ritmo”, lamentou. “Os primeiros 10 quilômetros foram muito fortes. E isso teve um custo no final.”

Durante entrevista coletiva, Fábio celebrou sua posição na prova, mas reclamou que faltam locais para os treinos.

“Muitos pensam que [a maior necessidade] é a parte financeira. Mas eu acho que precisa de mais valorização [do atleta] e de espaço de treinamento. Peço aqui que as autoridades possam estar fazendo um bom papel. Precisamos abrir um espaço de segurança para treinar e de uma pista segura”, ressaltou.

O pódio da São Silvestre foi completado com os atletas quenianos William Kibor e Reuben Logonsiwa Poguisho.

Com ultrapassagem nos minutos finais, etíope vence a São Silvestre


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Com uma arrancada nos minutos finais, o etíope Muse Gisachew ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech Kamosong e venceu hoje (31) a centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre.

Kamosong vinha liderando a prova com folga, mas foi ultrapassado por Gisachew já próximo da linha de chegada, na Avenida Paulista. Kamosong terminou a corrida com o tempo de 44 minutos e 32 segundos, apenas quatro segundos a mais que o vencedor da prova, que fez o tempo de 44 minutos e 28 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Atleta brasileiro Fábio Jesus Correia comemora terceiro lugar da categoria masculina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

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O brasileiro Fábio de Jesus Correia foi o terceiro colocado, fazendo o tempo de 45 minutos e 06 segundos.

Na quarta posição chegou o queniano William Kibor, com o tempo de 45 minutos e 28 segundos. Já o também queniano Reuben Logonsiwa Poguisho fechou o pódio, na quinta posição, com 45 minutos e 46 segundos.

A última vez que o Brasil conquistou a São Silvestre no masculino foi em 2010, com a vitória de Marilson Gomes dos Santos.

Com disposição e alegria, corredores anônimos agitam a São Silvestre


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

A mais tradicional corrida de rua do Brasil chega à sua centésima edição, alcançando um recorde no número de inscritos. Mais de 55 mil pessoas se cadastraram para participar dessa edição histórica da Corrida Internacional de São Silvestre, que acontece na manhã desta quarta-feira (30) na capital paulista.

A maior parte deste público é formada pelos corredores anônimos, pessoas que vem de diferentes partes do país e também de outras partes do mundo para se exercitar, se divertir ou até mesmo para cumprir uma promessa. Os motivos são variados, mas uma coisa eles têm em comum: eles encerram o ano com muita motivação e alegria e o difícil objetivo de conseguir completar a prova, enfrentando até mesmo o imenso calor que atinge a capital paulista na manhã desta quarta-feira.

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Uma dessas corredoras é Iza Soares, 43 anos, do Rio de Janeiro, que veio participar da corrida vestida de brigadeiro, uma forma de homenagear o trecho mais famoso e difícil da Corrida de São Silvestre: a subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio.

“Vim fantasiada de brigadeiro porque é o momento mais emblemático da corrida. Só chega na [avenida] Paulista quem passa pela Brigadeiro. E ali, ao contrário do que as pessoas pensam, que é o medo, ali é a verdadeira festa, é a hora de jogar tudo para o alto e curtir”, disse ela à reportagem.

Esta é a segunda vez em que ela participa da corrida.

“A São Silvestre é a nossa tradição e simboliza tudo nesse último dia do ano: tudo que a gente correu, tudo que a gente viveu. E é um momento de celebrar tudo isso. É, sem dúvida, a corrida mais importante do Brasil”, ressaltou Iza. “Isso só vai acontecer de novo daqui a 100 anos. Então é imperdível, não tem como não estar aqui hoje”.

A jovem Laila de Andrade da Silva, 29 anos, também veio fantasiada para a sua primeira participação na São Silvestre. Correndo ao lado de um grupo de amigos, eles vieram para a prova vestidos de personagens da série televisiva Teletubbies. “O pessoal queria alguma coisa diferente. Eu pensei numa coisa que fosse fácil para todo mundo conseguir roupa e foi essa mesmo. Todo mundo topou”, explicou. “Estou com bastante expectativa porque esta é a centésima edição, então eu sei que tem um peso diferente, que é muito importante e eu espero que dê tudo certo e que a gente se divirta acima de tudo. Um trecho que preocupa mais é a [subida da]  Brigadeiro porque todo mundo tem medo da mais temida, né? Mas a gente vai vencer com certeza e vai fazer a dancinha no final”, brincou.

 


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
Pessoas aguardam o início da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil 

Participação das mulheres é recorde

Neste ano, a participação de mulheres na São Silvestre cresceu e bateu recorde. De acordo com os organizadores, 47% das pessoas que se inscreveram para participar da prova são mulheres.

As amigas Islaine Souza, 45 anos, e Thais Crespo, de Jacareí, interior paulista, fazem parte dessa estatística. Elas que vão participar pela primeira vez da São Silvestre, integram um grupo de 400 mulheres que costumam correr em Jacareí.

“Nós temos um grupo de mulheres corredoras em Jacareí, que tem cerca de 400 mulheres. Tem muitas delas aqui na corrida [de hoje] e a São Silvestre é um ícone para os corredores. Esse é um dia de celebração. A gente queria muito estar aqui hoje. A gente está na verdade aqui conquistando mais um marco na nossa carreira de corredoras”, brincou Islaine.

Para marcar esse dia, elas vieram fantasiadas de bailarinas. “Bailarinas pisca-pisca. A nossa saia brilha porque a gente quer aparecer na São Silvestre”, ressaltou Islaine. “Nossa ansiedade está a mil porque essa é a nossa primeira São Silvestre. Estamos aqui para celebrar o nosso momento, o nosso ano e tudo que a gente conquistou durante o ano. Isso aqui é uma celebração”, completou Thais.

Para elas, é muito importante ver mulheres correndo. “Para a gente é uma conquista muito grande porque eu acho que correr todo mundo acha legal, todo mundo acha bonito. Mas para nós, mulheres, que temos que cuidar da casa, do filho, do marido, do trabalho e dar conta de tanta coisa e ainda conseguir evoluir na corrida, fazer os treinos todos os dias, conseguir 1 km a mais, essa é uma conquista muito grande”, disse Islaine.

Ao contrário dessas duas amigas, que participam a São Silvestre pela primeira vez, Wantuil do Carmo Osório, 73 anos, chega à sua 25a participação na prova. Morador de Santo André, na Grande São Paulo, ele é uma das 5,5 mil pessoas com mais de 60 anos que integram a São Silvestre neste ano.

“Esse é um hobby. Comecei a correr já faz 25 anos. Corri a primeira, gostei e não parei mais. Aqui é festa, alegria total”, disse ele à reportagem da Agência Brasil. “É muito bacana a evolução [da prova]. A gente acha legal porque estamos motivando outras pessoas. Está sempre aumentando [o número de inscritos], então fico até emocionado”, disse ele.

Após participar de tantas provas, Wantuil não se preocupa com as dificuldades da prova. “Como eu já estou habituado, estou acostumado, então não tenho tanta dificuldade”, falou.

 

 

 

Atleta da Tanzânia vence São Silvestre e Nubia de Oliveira chega em 3º


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Repetindo o resultado do ano passado, a atleta brasileira Nubia de Oliveira novamente alcançou o pódio da Corrida Internacional de São Silvestre, ficando na terceira colocação. Ela completou a prova com o tempo de 52 minutos e 42 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
 Atleta brasileira Núbia de Oliveira, terceiro lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto:  Paulo Pinto/Agência Brasil

A corrida foi vencida pela atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga, que fez o tempo de 51 minutos e 09 segundos. Esta foi a primeira participação de Sisilia na São Silvestre, que liderou toda a prova, mantendo um ritmo forte e grande distância das demais atletas.

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A queniana Cynthia Chemweno chegou na segunda colocação, também repetindo a mesma posição do ano passado. Ela completou a prova fazendo o tempo de 52 minutos e 30 segundos.


São Paulo (SP), 31/12/2025 - A corredora do Quênia Cynthia Chemweno, segundo lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
São Paulo (SP), 31/12/2025 - A corredora do Quênia Cynthia Chemweno, segundo lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agencia Brasil
A corredora do Quênia Cynthia Chemweno, segundo lugar da categoria feminina da 100ª Corrida Internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil

O quarto lugar é da peruana Gladys Tejeda Pucuhuaranga. Já a quinta posição foi conquistada pela queniana Vivian Jeftanui Kiplagati.

Há quase 20 anos, o Brasil não sobe ao topo do pódio da São Silvestre . A última brasileira a vencer a corrida foi Lucélia Peres, em 2006.

Retrospectiva: 2025, ano mágico de João Fonseca no tênis profissional


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Fenômeno, sensação, prodígio. Não foram poucos os elogios recebidos pelo tenista carioca João Fonseca ao longo de 2025, quando conquistou os primeiros títulos no circuito profissional e cravou vitórias importantes em Grand Slams e Masters 1000 – torneios que distribuem maior pontuação. O número 1 do tênis brasileiro abriu a temporada na 145ª posição no ranking mundial, subiu 121 posições e fechou o ano entre os 24 melhores tenistas do planeta. Não à toa, arrebatou uma legião de fãs, entre eles grandes estrelas da modalidade como Jannik Sinner, Novak Djokovic e Roger Federer. Em votação popular no fim do ano, João foi eleito o Atleta da Torcida na categoria masculina do Prêmio Brasil Olímpico 2025, láurea concedida pelo Comitê Olímpico do Brasil (COB).

João iniciou 2025 de forma avassaladora, após decidir abrir mão de ingressar no tênis universitário nos Estados Unidos para abraçar a carreira profissional. Um ano antes, o carioca estreou nos torneios profissionais e terminou 2024 como campeão Next Gen ATP Finals, competição que reúne os oito melhores tenistas de até 20 anos de idade. Confiante, João começou a temporada em janeiro de 2025 com 18 anos. Logo de cara faturou o primeiro título de simples, o Challenger 125 de Camberra (Austrália) e saltou 32 posições no ranking.


João Fonseca vibra durante partida contra Andrey Rublev no Aberto da Austrália
14/01/2025 REUTERS/Jaimi Joy
João Fonseca vibra durante partida contra Andrey Rublev no Aberto da Austrália
14/01/2025 REUTERS/Jaimi Joy
Na estreia no Aberto da Austrália, seu primeiro Grand Slam na carreira, João eliminou o russo Andrey Rublev, o nono melhor do mundo na ocasião – Reuters/Jaimi Joy/Proibida reprodução

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Na sequência, João disputou o primeiro Grand Slam da carreira, o Aberto da Austrália, após garantir vaga na fase principal vencendo o qualifying (qualificatório). Arrojado, o tenista brasileiro surpreendeu o russo Andrey Rublev – o nono melhor do mundo na ocasião – no jogo de estreia em Melbourne, com vitória pro 3 sets a 0. A partir daí, João decolaria no ranking e passaria a contar com o apoio da torcida nos demais embates. O triunfo sobre Rublev não passou desapercebido pelo multicampeão Djokovic, que na época ressaltou as qualidades do carioca em quadra.

“Ele é corajoso, bate muito bem e é um jogador completo”, disse o sérvio. “É um momento empolgante para o Brasil, mas também para todo o mundo do tênis, porque um jogador e uma pessoa tão jovem ser capaz de jogar tão bem em um grande palco é impressionante”, completou o sérvio, com 24 títulos Grand Slams. 

Mesmo se despedindo de Melbourne na rodada seguinte – João perdeu para o italiano Lorenzo Sonego – o brasileiro subiu mais 13 posições, fechando o mês entre os 100 melhores do mundo. Uma façanha e tanto: o carioca se tornara o segundo tenista mais jovem, depois do espanhol Carlos Alcaraz, a figurar no seleto grupo. 

Em fevereiro, João faturou o primeiro título no circuito profissional, o ATP 250 de Buenos Aires (Argentina), com vitória na final sobre o anfitrião Francisco Cerundolo. O carioca galgou mais 31 posições no ranking, passando a ocupar a 68ª colocação. Número 1 do mundo, Alcaraz  parabenizou o colega de quadras nas redes sociais.

Após levantar a taça em Buenos Aires, o tenista brasileiro passou a ser convidado a participar de grandes torneios, como os Masters 1000 de Indians Wells e de Miami, ambos nos Estados Unidos. João derrotou rivais de renome como o britânico Jacob Fearnley (na estreia de Indian Wells) e o francês Ugo Humbert, em Miami, quando se classificou pela primeira vez na carreira à terceira rodada de um torneio Masters 1000. Entre um e outro torneio, ele ainda competiu o Challenger de Phoenix, no Arizona, e saiu de lá campeão. 

Em plena ascensão meteórica, João chegou ao Torneio de Roland Garros (França) em maio já como o 65º do mundo. Na estreia, ele não se intimidou, despachando o polonês Hubert Hurkacz (ex-top 10 e 28º no ranking na ocasião). No entanto, acabou se despedindo na terceira rodada.

O brasileiro seguiu colecionando vitórias sobre adversários mais experientes. Em junho, no Torneio de Wimbledon (Inglaterra) – terceiro Grand Slam do ano – João bateu o anfitrião Jacob Fearnley e o norte-americano Jenson Brooksby e se tornou o tenista mais jovem a garantir presença na terceira rodada da disputa masculina de simples nos últimos 14 anos. João deu adeus à grama londrina após revés para o chileno Nicolas Jarry, que avançou às quartas.

Depois, em agosto, João competiu nos Estados Unidos o Masters 1000 de Cincinatti e o US Open – quarto e último Grand Slam da temporada. Em ambos parou na segunda rodada e aproveitou para repor energias em um breve período de férias. 

Revigorado após o descanso, João foi um dos destaques do quinteto brasileiro na Copa Davis, realizada em setembro, na Grécia. Um mês após completar 19 anos, e em 45º lugar no ranking, o carioca fez parte do quinteto brasileiro que garantiu vaga nos qualifiers da Copa Davis 2026. O Brasil selou a classificação com vitória sobre a Grécia, por 3 jogos a 1. Em um dos confrontos, João derrotou o ex-top 3 mundial Stefanos Tsisipas.  

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

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Mas o melhor ainda estava por vir. Em outubro, João Fonseca conquistou o primeiro troféu ATP 500 na carreira. Ele foi campeão no Torneio da Basileia, com vitória por 2 sets a 0 sobre o espanhol Alejandro Fokina – na ocasião número 18 no ranking.  A conquista já alçava João a encerrar o ano entre os 30 melhores do mundo. Mas ele foi além: menos de 48 horas depois do título na Basileia, o brasileiro estreou com tudo no Masters 1000 de Paris: derrotou de virada o canadense Denis Shapovalov, que ocupava o 24º lugar na ocasião. Na rodada seguinte, o brasileiro foi superado pelo russo Karen Khachanov e deu adeus ao torneio francês.

Terminou em Paris a temporada histórica de João Fonseca, que por conta de uma lombalgia, desistiu de competir o ATP 250 de Atenas (Grécia), último torneio que competiria em 2025. Ao encerrar o ano como número 24 do mundo, o carioca comemorou mais do que nunca a decisão tomada em 2024 de seguir carreira como tenista profissional.

“Foi um ano maravilhoso. As coisas aconteceram rápido nas nossas vidas. Minha temporada começou no Next Gen de 2024. Cheguei à primeira chave principal de Grand Slam [Aberto da Australia], ganhei do Rublev e, a partir daí, foi só para cima. Muito grato por tudo”, disse o jovem carioca, durante coletiva em novembro no Rio de Janeiro. 


João Fonseca e Carlos Alcaraz - Miami Invitational, 2025
João Fonseca e Carlos Alcaraz - Miami Invitational, 2025
Ao final do ano, João enfrentou o número 1 do mundo Carlos Alcaraz em uma partida de exibição, em Miami. “Foi muito especial jogar com o João”, afirmou o espanhol após vitória sobre o brasileiro por 2 sets a 1 – Reprodução Instagram/João Fonseca

A última grande atuação do ano de João Fonseca foi numa partida de exibição contra o espanhol Carlos Alcaraz, de 22 anos, atual número 1 do mundo, no Miami Invitational, nos Estados Unidos. O jogo começou de forma descontraída e, aos poucos, o brasileiro equilibrou o duelo. No entanto, Alcaraz levou a melhor no finalzinho por 7/5. Na parcial seguinte, João sobrou em quadra – ganhou por 6/2 – e forçou o match tie-break (set de desempate).

O carioca seguiu altivo diante do espanhol e chegou a abrir 5 a 0 de vantagem. Quando a vitória parecia encaminhada para o brasileiro, Alcaraz emplacou uma reação excepcional, fazendo jus ao posto de número 1 do mundo: ganhou tie-break por 10/8 e a partida por 2 sets a 1, após 1h29min. Ao fim do jogo amistoso, ambos eram só sorrisos. “Quase consegui, pessoal”, disse João na entrevista, dirigindo-se diretamente à torcida. Com um futuro promissor, não é difícil imaginar embates do brasileiro contra o espanhol em torneios da ATP, que valem pontos no ranking. É só uma questão de tempo.

Gabi Guimarães é segunda melhor jogadora de vôlei do mundo em 2025


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Capitã da seleção brasileira de vôlei, Gabi Guimarães foi escolhida a segunda melhor jogadora de 2025 pela Federação Internacional (Volleyball Word). Atualmente no clube italiano Conegliano, a ponteira foi anunciada nesta terça-feira (30), três dias após a entidade eleger a compatriota Julia Kudiess, central da seleção, a quinta melhor atleta do mundo. A lista será concluída na quarta (31) com o anúncio da número 1 da temporada.

Em postagem nas redes sociais, a Volleyball Word ressalta a excelência de Gabi nas competições, tanto pelo clube quanto na Amarelinha.

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“Adorada pelos fãs, respeitada pelas adversárias e referência para todas as companheiras de equipe, Gabi personifica a ponteira moderna. Passando, defendendo, atacando, liderando, a Miss Tudo faz tudo. A filha do deus do vôlei”, diz a nota.

A ponteira é enaltecida por sua liderança, equilíbrio, inteligência e consistência em quadra. A entidade também destaca o desempenho de Gabi em competições internacionais: “seu impacto foi igualmente constante, ancorando sua seleção com compostura, versatilidade e garra”.

A temporada 2024/2025 foi da segunda de Gabi no Conegliano. A brasileira conquistou três títulos com o clube: a Liga italiana de vôlei – em que foi eleita MVP (sigla em inglês para jogadora mais valiosa) –, a Liga dos Campeões, que lhe rendeu os prêmios de melhor ponteira e melhor recepção, e também a Copa da Itália. No Mundial de Clubes, Gabi foi vice-campeã com o Conegliano, e também foi escolhida a melhor ponteira da competição. À frente da Amarelinha, a jogadora faturou a prata na Ligas das Nações e bronze no Mundial – em ambas as competições também sobressaiu como melhor ponteira.

São Silvestre 2025 tem número recorde de participação de mulheres


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Ao chegar em sua centésima edição, a Corrida Internacional de São Silvestre alcança novas marcas. Neste ano, 55 mil corredores, de 44 países, se inscreveram para participar da mais tradicional corrida de rua do Brasil, um recorde em sua história. Recorde também em participação de mulheres, que representam 47% do total dos inscritos.

O aumento da participação feminina na mais tradicional corrida do país foi celebrado pelos principais nomes do esporte brasileiro na prova. Durante entrevista à imprensa concedida no fim da manhã de hoje (30), na capital paulista, a atleta Nubia de Oliveira, melhor colocada na São Silvestre no ano passado, disse que esse crescimento na participação de mulheres lhe motiva ainda mais para vencer a prova amanhã.

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São Paulo (SP), 30/12/2025 - A corredora brasileira Núbia de Oliveira, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 - A corredora brasileira Núbia de Oliveira, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 – A corredora brasileira Núbia de Oliveira, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

“A São Silvestre tem 100 anos de história e, nos últimos anos, vem aumentando muito o número de mulheres. Essa participação era proibida para nós [mulheres, no passado]. Foi só anos depois [a partir de 1975] que a mulher pôde participar [da São Silvestre]”, disse.

“Todas as mulheres que participaram da São Silvestre, e as que foram campeãs, me motivam e me inspiram, assim como a gente também, que agora está nesse cenário, motivamos outras mulheres a estarem participando [da prova]”, acrescentou.

Na avaliação de Nubia, a corrida de rua aumentou muito, “então esse é um momento onde a mulher se reencontra e onde vencemos os nossos desafios, porque a gente não tem limite. A gente que impõe os nossos limites, e a corrida mostra isso: superação e determinação a todo momento”, destacou.

A brasileira Jeane dos Santos foi outra corredora a exaltar o aumento da participação de feminina na São Silvestre.

“Não esperava hoje estar participando da centésima São Silvestre. E hoje eu me vejo nesse cenário lindo, que me tirou da depressão e de uma crise de ansiedade”, confessou.

“Na minha cidade, que é Santo Antônio de Jesus, na Bahia, eu sou referência para todas mulheres. Muitas mulheres mandam mensagem para mim dizendo que começaram a correr através de mim”, disse a atleta.

“Hoje a corrida é uma libertação para nós, mulheres. Quando eu começo a correr ou vou treinar, esqueço do mundo, esqueço de tudo e me sinto livre. É o que nós, mulheres, temos que sentir: sermos livres”, completou Jeane.

Tabu


São Paulo (SP), 30/12/2025 - A corredora brasileira Jeane dos Santos, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 - A corredora brasileira Jeane dos Santos, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 – A corredora brasileira Jeane dos Santos, falou da importância de correr para a sua saúde: “Hoje eu me vejo nesse cenário lindo, que me tirou da depressão. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Apesar de se dizerem prontas e bem preparadas para disputar a prova amanhã, Núbia e Jeane sabem que não será fácil romper um tabu de vitórias do Brasil na São Silvestre, que já dura desde 2006. Uma das dificuldades será ultrapassar as quenianas, que tem subido ao pódio mais alto, de forma consecutiva, desde 2016.

A queniana Cynthia Chemweno, que chegou em segundo lugar no ano passado, será uma dessas adversárias amanhã. “Estou muito orgulhosa de representar o meu país e amanhã eu vou voar”, prometeu, durante a entrevista.

“Correr no Brasil é muito bacana porque as pessoas, durante o percurso, ficam saudando os atletas. Isso traz muita alegria e me sinto muito bem correndo aqui”, destacou.

Outra adversária das brasileiras é a atleta da Tanzânia, Sisilia Ginoka Panga. Ela revelou ser sua primeira vez no Brasil, está curtindo muito o clima e a energia de São Paulo, e pronta par correr. “Me preparei bem nesse período e, com certeza, vou fazer uma boa corrida”, afirmou.

Jeito africano e jeito brasileiro

No masculino, a última vez que um atleta brasileiro venceu a São Silvestre foi em 2010, com Marilson Gomes dos Santos. Desde então, o domínio quase exclusivo é de atletas africanos.

Para Johnatas Cruz, o brasileiro melhor colocado nas duas últimas edições da São Silvestre, destacou a forma de competir dos africanos na comparação com os brasileiros. Segundo ele, enquanto os africanos treinam e correm de forma coletiva, os brasileiros valorizam a individualidade. Em sua visão, “se esse jeito brasileiro de correr não for alterado”, dificilmente o Brasil voltará ao topo da prova.

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São Paulo (SP), 30/12/2025 - O corredor brasileiro Johnatas Cruz, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 - O corredor brasileiro Johnatas Cruz, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 – O corredor brasileiro Johnatas Cruz, destacou a forma de competir dos africanos na comparação com os brasileiros. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

“Eu acredito que isso será um divisor de águas para também a gente começar a não só ganhar São Silvestre, mas ganhar outras competições de nível como a São Silvestre é no Brasil. Correr em grupo é muito importante. Correr em grupo com o seu compatriota, com o colega do mesmo país, com o colega da mesma equipe, ajuda e muito. A gente sabe que um só vai ganhar, mas o máximo possível que a gente puder ajudar um ou outro no decorrer do percurso, isso ajudaria muito mais do que correr individualmente e cada um traçar a sua estratégia”, afirmou.

O também brasileiro Wendell Jerônimo Souza, concorda. “É muito importante ter um grupo, no início da prova, mais cadenciado de brasileiros. E no mesmo ritmo, de preferência. Às vezes é meio complicado porque nem todos vão estar leves no dia da prova. A prova é desse jeito, com altos e baixos e variações, com plano, descida e subida. Mas se tiver uma possibilidade, se tiver grupo, pode-se chegar mais adiante e fazer uma prova diferente”, destacou.

O queniano “quase brasileiro” Wilson Maina, que diz adorar o país, comentou sobre essa diferença na forma de se correr a São Silvestre e que, nos últimos anos, vem favorecendo atletas africanos. “O segredo dos africanos hoje em dia é treinar juntos e ter amor [pelo seu companheiro de corrida]”, explicou.

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São Paulo (SP), 30/12/2025 - O corredor queniano Wilson Marina, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 - O corredor queniano Wilson Marina, durante entrevista coletiva dos atletas de elite da 100ª Corrida de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 30/12/2025 – O corredor queniano Wilson Marina, revela o que leva os africanos a vencerem tantas corridas:

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 “O segredo dos africanos hoje em dia é treinar juntos e ter amor [pelo seu companheiro de corrida]”. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

“O mais importante, dentro do treinamento, é existir amizade entre os atletas. Isso é o que faz com que possamos ir para a frente”, completou Joseph Panga, da Tanzânia.

Segundo Maina, a principal diferença entre os atletas brasileiros e os atletas de países africanos é, de fato, essa união. “O brasileiro treina muito sozinho. O queniano treina junto. E essa coisa de estar em grupo é muito mais fácil. Quando você está só, você tem que superar algumas outras dificuldades sozinho”.

A corrida

A centésima edição da Corrida Internacional de São Silvestre acontece na manhã desta quarta-feira (31) e encerra o calendário esportivo brasileiro. A programação tem início às 7h25, com a largada da categoria Cadeirantes. Em seguida, às 7h40, será a vez da Elite A e B feminina. Às 8h05 será a vez dos corredores da Elite A e B masculina, pessoas com deficiência e Pelotão Premium masculino e feminino. Em seguida, o pelotão geral.

Desde 1991, o percurso da São Silvestre tem 15 quilômetros. Com pequenos ajustes ao longo deste tempo, atualmente o trajeto passa por pontos turísticos de São Paulo, com largada na Avenida Paulista, número 2084, passando pela famosa subida da Avenida Brigadeiro Luiz Antônio e chegada em frente ao prédio da Fundação Cásper Líbero, também na Avenida Paulista, no número 900.

Retrospectiva: Flamengo domina o futebol masculino brasileiro em 2025


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Quando se pensa no futebol masculino brasileiro, o ano de 2026 teve um protagonista, o Flamengo, que levantou quatro troféus: o Campeonato Carioca, a Supercopa do Brasil, a Copa Libertadores e o Campeonato Brasileiro.

Entre tantas conquistas alcançadas pela equipe pelo técnico Filipe Luís, duas ocuparam um lugar especial, a do tetracampeonato do principal torneio do continente e a do eneacampeonato da competição nacional.

Tetra da Libertadores

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No dia 29 de novembro, o Rubro-Negro da Gávea se tornou o time do Brasil com mais títulos de Libertadores ao derrotar o Palmeiras por 1 a 0 no Estádio Monumental de U, em Lima (Peru).

O gol da vitória saiu aos 21 minutos do segundo tempo, quando o uruguaio Arrascaeta cobrou escanteio pela esquerda, Danilo subiu sozinho e, de cabeça, mandou no canto direito de Carlos Miguel. Quatorze anos depois de fazer o gol do título do Santos contra o Peñarol (Uruguai), o zagueiro voltou a balançar as redes em uma final de Libertadores. E novamente de forma decisiva.

Enea brasileiro

Quatro dias depois o Flamengo contou com um gol do atacante Samuel Lino para derrotar o Ceará por 1 a 0, em um Maracanã lotado, para garantir o título do Campeonato Brasileiro.

Este foi o nono título do Rubro-Negro na história da competição, com as conquistas nos anos de 1980, 1982, 1983, 1987, 1992, 2009, 2019, 2020 e 2025.

Copa Intercontinental

O time da Gávea teve a oportunidade de levantar um quinto troféu na temporada, a Copa Intercontinental de Clubes da Fifa. Porém, na final da competição realizada no Catar, a equipe comandada pelo técnico Filipe Luís foi derrotada pelo PSG (França) por 2 a 1 na cobrança de pênaltis, após um empate de 1 a 1 com a bola rolando.

Timão tetracampeão

Já a Copa do Brasil terminou com o triunfo do Corinthians. Com gols de Yuri Alberto e do holandês Memphis Depay, o Timão superou o Vasco pelo placar de 2 a 1 em pleno estádio do Maracanã, para garantir o seu quarto título na competição.

Anteriormente, o Corinthians garantiu o troféu da competição nos anos de 1995, 2002 e 2009. Com a vitória deste domingo a equipe carioca garante a presença na edição 2026 da Copa Libertadores. 

Mundial surpreendente

Uma competição que chamou muito a atenção na atual temporada foi a primeira edição da Copa de Mundo de Clubes promovida pela Fifa. O torneio, disputado nos Estados Unidos, reuniu 32 equipes de diferentes partes do mundo nos meses de junho e julho.

Se antes de a bola rolar a expectativa era de um predomínio europeu frente a times de outros continentes, o que se viu dentro das quatro linhas foi uma série de resultados surpreendentes. O primeiro deles foi a vitória do Botafogo (à época o detentor do título da Libertadores) sobre o PSG (campeão da Liga dos Campeões e apontado como um dos favoritos ao título).

Assim como o Alvinegro de General Severiano, os outros três representes brasileiros na competição conseguiram importantes resultados diante de times do Velho Continente. O Flamengo superou o Chelsea (Inglaterra) ainda na fase de grupos, o Fluminense bateu a Inter de Milão (Itália) nas oitavas de final e o Palmeiras estreou na competição com um empate sem gols com o Porto (Portugal).

No final o título ficou com uma equipe europeia, o Chelsea (que eliminou o Palmeiras nas quartas de final e o Fluminense nas semifinais), mas ficou claro que o abismo entre as equipes do Velho Continente e do Brasil não é tão grande quando se imaginava.

Troca de comando na seleção

2025 também foi um ano de muitas mudanças na seleção brasileira. E a principal delas foi o anúncio do italiano Carlo Ancelotti para o posto de novo técnico da equipe nacional. O experiente treinador, que na última temporada europeia dirigiu o Real Madrid (Espanha), chegou com a missão de tornar novamente competitiva a equipe brasileira, que, até então, colecionava resultados ruins.

O pior deles foi o que culminou com a demissão de Dorival Júnior, o antecessor de Ancelotti no posto de comandante do Brasil, uma derrota por 4 a 1 para a Argentina em partida válida pelas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa do Mundo de 2026, competição que será disputada entre 11 de junho e 19 de julho do próximo ano no Canadá, no México e nos Estados Unidos.

Ancelotti é o terceiro técnico estrangeiro a dirigir a seleção brasileira. O primeiro foi o uruguaio Ramón Platero, em 1925, e o segundo foi o argentino Filpo Nuñez, em 1965.

Agora, o italiano, com vitoriosas passagens por gigantes europeus como Milan (Itália), Real Madrid, Juventus (Itália), PSG, Chelsea e Bayern de Munique (Alemanha), tem a missão de conduzir o Brasil ao título do Mundial de 2026, encerrando um jejum de 24 anos do Brasil (a última conquista foi em 2002).

Brasileiros e portuguesa entram para o Hall da Fama da São Silvestre


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Os atletas Rosa Mota, de Portugal, e Marilson dos Santos e Carmem de Oliveira, do Brasil, que fizeram história na corrida de rua, eternizaram hoje (29) as marcas de seus pés no Hall da Fama da corrida internacional de São Silvestre. A cerimônia ocorreu na Expo São Silvestre, que ocorre no Pavilhão das Culturas Brasileiras, no Parque Ibirapuera, em São Paulo.

As placas, com as impressões dos pés dos três atletas, agora se juntam à do queniano Paul Tergat. Maior vencedor da prova entre os homens, com cinco vitórias conquistadas, Tergat inaugurou o Hall da Fama da São Silvestre em agosto deste ano, quando a mais tradicional corrida de rua do país

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 completa a sua centésima edição.

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São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 – Rosa Mota durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida: “Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

Uma das atletas homenageadas, a portuguesa Rosa Mota, a maior vencedora da corrida, com seis títulos seguidos, entre 1981 e 1986, falou de sua sua emoção de ser eternizada, com as marcas de seus, na história da São Silvestre.

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“Fico muito orgulhosa por fazer parte desta história. Espero que muitos de vocês também façam. O primeiro ano que vim à São Silvestre, gostei tanto, tanto, fui tão acarinhada. Todas as São Silvestres que participei foram à noite. Era uma festa muito grande na rua. Fiquei apaixonada pela corrida e participei durante seis anos consecutivos”, disse Rosa, durante o evento.

A atleta Carmen de Oliveira, primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas do Hall da Fama. “Estou aqui curtindo esses mimos que você pode ter de uma prova desse nível. [Hoje são] mais de 55 mil pessoas correndo. Estou aqui revendo amigos, sonhando com uma performance cada vez melhor. Então, para mim, hoje isso aqui é um prêmio”, falou.

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São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Carmem de Oliveira  durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 - Corredora Carmem de Oliveira  durante cerimônia de homenagem de 100 anos de história da corrida internacional de São Silvestre. Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil
São Paulo (SP), 29/12/2025 – Corredora Carmem de Oliveira,

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 primeira brasileira a vencer a prova desde que ela se abriu para a participação de estrangeiros, também deixou sua marca em uma das placas . Foto: Paulo Pinto/Agência Brasil – Paulo Pinto/Agência Brasil

O outro homenageado foi Marilson dos Santos, o brasileiro que mais venceu a São Silvestre desde que ela se tornou internacional. Foram três vitórias, conquistadas em 2003, 2005 e 2010.

“É a maior prova que a gente tem no país, a mais popular, a prova que todo mundo assiste, a prova que todo mundo ouve falar. Todo mundo que diz que está correndo e que está começando quer correr [a São Silvestre]. Então é muito gratificante ter feito parte da história da São Silvestre”, disse.

A 100ª edição da São Silvestre acontece na manhã da próxima quarta-feira (31). Neste ano, mais de 55 mil pessoas se inscreveram para participar da corrida, alcançando um novo recorde para a prova.

Caminhos da Reportagem celebra centenário da Corrida de São Silvestre


Ainda quero ser campeã da São Silvestre, diz Núbia de Oliveira

Uma das provas mais icônicas do Brasil chega à centésima edição este ano: a São Silvestre. Criada em 1925 pelo empresário e jornalista Cásper Líbero, a prova atravessou um século de história e se consolidou como um dos eventos esportivos mais prestigiados do Brasil e da América Latina. Para marcar o centenário, o premiado programa Caminhos da Reportagem apresenta episódio especial 100 vezes São Silvestre, que vai ao ar excepcionalmente às 22h30 desta segunda-feira (29), na TV Brasil.

A corrida coroou atletas memoráveis e se firmou como símbolo de celebração e pertencimento nas ruas da capital paulista, atraindo, a cada edição, milhares de corredores profissionais e amadores. O programa traz grandes nomes que contam a história do evento e celebram sua importância para a cultura esportiva do país.

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Inspirada em corridas de rua que Cásper Líbero conheceu em Paris, a corrida teve na sua primeira edição 48 corredores. O jornalista e diretor-executivo da São Silvestre, Erick Castelhero, conta como a corrida já trazia, desde o início, uma de suas características mais famosas.

“A ideia era sempre linkar ali a última noite do ano com o Réveillon e já chamando para um novo ano. Talvez o Cásper não imaginasse que [a prova] ia chegar ao que ela é hoje.” 

Nas primeiras edições, apenas atletas brasileiros disputavam a prova. O primeiro vencedor foi Alfredo Gomes. Neto de escravizados, ele é também o primeiro atleta brasileiro negro a participar dos Jogos Olímpicos. Em 1945, corredores estrangeiros começaram a participar da competição.

A partir dessa mudança, o Brasil ficou décadas sem vencer a prova. O jejum foi encerrado em 1980, com a histórica vitória de José João da Silva. Atleta do São Paulo Futebol Clube, ele comenta o impacto daquele título, assumindo a liderança nos últimos metros. 

“Ali eu não tinha ideia, para te falar a verdade, do tamanho da vitória. Parou o país, foi uma Copa do Mundo. Essa vitória foi um marco grande.”

Cinco anos depois, o atleta venceria novamente a prova, tornando-se um dos poucos brasileiros a alcançarem tal feito.

O crescimento da São Silvestre e do seu nível competitivo atraiu atletas de várias partes do mundo. A mexicana María del Carmen Díaz, tricampeã da São Silvestre (1989, 1990 e 1992), treinava numa região de vulcões próxima a Toluca, sua cidade natal. Em São Paulo, superou o calor de 30 graus para vencer a primeira São Silvestre disputada no período da tarde. Ela rememora com carinho o apoio do povo nas ruas:

“Eu realmente admiro o público brasileiro porque, como sempre disse, fui mais reconhecida em outro país do que no próprio México.Sinto orgulho porque há corredoras, corredores e crianças que me dizem que, por minha causa, praticam esportes e gostam de corridas.”

Foi apenas a partir da 51ª edição que a São Silvestre passou a ter uma prova feminina. A maior vencedora é a portuguesa Rosa Mota, com seis títulos consecutivos que inspiraram gerações de novas corredoras.

A brasileira Maria Zeferina Baldaia assistiu as vitórias de Rosa na TV, quando criança, e decidiu que também queria ser atleta. No entanto, realizar o sonho de vencer a São Silvestre não foi nada fácil.

“Eu corri durante 15 anos descalça porque eu não tinha tênis, meus pais não tinham condições de comprar e mesmo assim eu continuei correndo. Eu tinha o objetivo de ajudar minha família”, relembra Maria.

Treinando nos canaviais de Sertãozinho, no interior de São Paulo, Maria Zeferina deu os primeiros passos que a levariam à inesquecível vitória da São Silvestre em 2001. O título não mudou apenas a vida de sua família, mas também ajudou a fortalecer a cultura esportiva na sua cidade, que hoje conta com um centro olímpico batizado com seu nome: “E hoje eu poder estar fazendo o que eu ainda faço, que é correr e poder treinar e ver as crianças, jovens e adultos, isso não tem preço”.

Fenômeno popular

Ao longo de um século, a São Silvestre se consolidou também como um fenômeno popular. Milhares de atletas amadores de todo o país se encontram na Avenida Paulista para celebrar a virada do ano, a superação dos próprios limites e a paixão por correr.


São Paulo (SP), 23/10/2025 - Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil
São Paulo (SP), 23/10/2025 - Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil
Ana “Animal” Garcez, atleta e ícone da São Silvestre. Frame: TV Brasil

Entre eles, estará Ana Garcez, conhecida pela comunidade do atletismo como “Ana Animal”. Irreverente e com muitos resultados de destaque, ela chegou a morar nas ruas, mas hoje tem a chance de passar por essas mesmas vias celebrando a corrida como um propósito na sua vida.

“A corrida me trouxe perseverança, me trouxe alegria. Se não fosse a corrida, hoje eu não estava falando aqui com você”, conclui. 

Para marcar o centenário, a São Silvestre deste ano será a maior edição da história. São esperados cerca de 55 mil participantes, com provas feminina, masculina, para pessoas com deficiência e também a São Silvestrinha, evento que reúne duas mil crianças e adolescentes de várias partes do país, formando uma nova geração de apaixonados por corrida.