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Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

Em uma atuação muito ruim, a seleção brasileira foi derrotada pela França por 2 a 1, na noite desta quinta-feira (26) no Gillete Stadium, em Boston, em partida amistosa que marca o início da fase final de preparação do Brasil para a próxima Copa do Mundo, que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos.

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Havia muita expectativa em torno da partida desta quinta, pois marcava o encontro da equipe comandada pelo técnico italiano Carlo Ancelotti com uma das principais seleções nacionais da atualidade. Porém, o futebol mostrado em campo foi frustrante.

Com a bola rolando o que se viu foi um Brasil que optava pelas bolas lançadas para os homens de frente, que tinham que tentar criar algo por meio da individualidade. A aposta de Ancelotti se mostrou equivocada. Já a França mantinha mais a posse de bola e conseguia se aproximar por meio das trocas de passe.

E os franceses não demoraram a abrir o marcador. Aos 31 minutos do primeiro tempo Dembelé lançou em profundidade para Mbappé, que partiu em velocidade e encontrou muita liberdade para bater por cobertura na saída do goleiro Ederson.

Em desvantagem, o Brasil se desorganizou de vez, e deu mais espaços para a França, que quase conseguiu ampliar antes do intervalo.

A fraca atuação da seleção ficou mais evidente no segundo tempo, quando o time comandado por Didier Deschamps ficou com um homem a menos após a expulsão do zagueiro Upamecano aos sete minutos do segundo tempo.

Mesmo em desvantagem numérica os franceses continuaram superiores, e ampliaram o marcador aos 19 minutos, quando o centroavante Ekitiké bateu com categoria após boa jogada coletiva de sua equipe.

Vendo que sua equipe encontrava dificuldades, Ancelotti começou a realizar mudanças. O panorama pouco mudou, e o Brasil só conseguiu descontar aos 32 minutos, com o zagueiro Bremer, que aproveitou confusão após a bola ser levantada na área em cobrança de falta.

Próximos compromissos

Agora, a seleção brasileira voltará a entrar em ação na próxima terça-feira (31), quando medirá forças com a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando, a partir das 21h (horário de Brasília).

Depois, o Brasil fará um jogo de despedida da torcida brasileira. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Por fim, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Na segunda rodada, o Brasil encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

COI veta participação de mulheres trans em jogos femininos oficiais


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

O Comitê Olímpico Internacional (COI) decidiu que apenas “mulheres biológicas” poderão participar de competições individuais e coletivas femininas em eventos esportivos ligados à entidade que organiza as olimpíadas. A decisão vale para os jogos olímpicos de 2028, que serão realizados em Los Angeles (Estados Unidos).

A política estabelecida “não se aplica a programas de esporte amador ou recreativo”, conforme o portal de divulgação do COI, mas impede que atletas mulheres trans disputem competições oficiais em categorias femininas.

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Para o COI, as atletas trans “são elegíveis para qualquer categoria masculina, incluindo vagas reservadas para homens em qualquer categoria mista, e qualquer categoria aberta, ou em esportes e eventos que não classificam atletas por sexo.”

“A política que anunciamos é baseada na ciência e foi liderada por especialistas médicos. Nos Jogos Olímpicos, até as menores margens podem ser a diferença entre a vitória e a derrota. Portanto, é absolutamente claro que não seria justo para homens biológicos competirem na categoria feminina. Além disso, em alguns esportes, simplesmente não seria seguro”, explicou a presidente do COI, Kirsty Coventry. 

Vantagem de desempenho

Segundo o comunicado, o sexo masculino proporciona uma vantagem de desempenho em todos os esportes e eventos que dependem de força, potência e resistência. “Para garantir a equidade e proteger a segurança, principalmente em esportes de contato, a elegibilidade deve, portanto, ser baseada no sexo biológico.”

A avaliação do COI leva em consideração consultas feitas a 1,1 mil atletas e as discussões de grupo de trabalho formado por diretores médicos de federações esportivas internacionais e especialistas “em ciência do esporte, endocrinologia, medicina transgênero, medicina esportiva, saúde da mulher, ética e direito”, conforme descreve comunicado do COI.

Testes de sexagem

A restrição do COI exigirá que todas atletas façam testes de sexagem, por meio de saliva ou amostra sanguínea, para verificar a presença do gene SRY – identificado como responsável pelo desenvolvimento do sexo masculino no início da gestação de todos mamíferos, inclusive os humanos.

A detecção do gene SRY já é usada em testes de algumas categorias esportivas femininas de alta competitividade.

O COI orienta que todas as federações desportivas internacionais e nacionais, associações continentais, conselhos esportivos dos países e órgãos dirigentes de desporto do planeta adote a política anunciada pelo COI.

O Comitê Olímpico Internacional foi criado em 1894 para restituir os jogos olímpicos iniciados na Grécia à época Antiga, e promover a competição mundial a cada quatro anos. Em cerca de duas dezenas de missões, o COI descreve o princípio de “agir contra qualquer forma de discriminação que afete o movimento olímpico.”

ONG oferece bolsas para alunos negros que estudam no exterior

O Fundo Baobá, uma instituição que busca promover a equidade racial, anunciou, nesta quinta-feira (26), o lançamento do programa Black STEM que prevê três bolsas de R$ 42 mil para pessoas negras que já estudam no exterior nas áreas de STEM (Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática).

Além de proporcionar auxílio para pagamento de despesas anuais, o programa oferece mentorias, workshops, conexões com lideranças negras e acompanhamento psicológico.

Inicialmente, a bolsa tem duração de 12 meses, mas poderá ser renovada até o final do curso, desde que o estudante cumpra metas e compromissos assumidos junto ao programa.

“Todos esses elementos de incentivo contribuem para o fortalecimento das trajetórias dos bolsistas, não somente para apoiar o seu desenvolvimento acadêmico, mas também para fomentar um projeto futuro de atuação profissional pautado por um compromisso coletivo com a equidade racial”, afirma Taina Medeiros, Gerente de Programas do Fundo Baobá.

Para participar, os candidatos devem ser brasileiros natos ou naturalizados, autodeclarados negros (pretos ou pardos) e terem sido aceitos em universidades estrangeiras, no ano de 2024, em carreiras como astronomia, biologia, engenharias, medicina, ciência da computação.

A seleção será realizada de forma virtual e dividida em três etapas: análise de pré-requisitos, avaliação da candidatura com vídeo de apresentação e cartas de recomendação, e entrevistas individuais.

Os interessados precisam realizar a inscrição exclusivamente por formulário eletrônico. As inscrições podem ser feitas através do site do Fundo Baobá.

*Estagiário da Agência Brasil sob supervisão de Odair Braz Junior

 

Estudantes ocupam sede da Secretaria de Educação do estado de SP


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Em protesto contra as atuais políticas educacionais do governo de São Paulo, estudantes ocuparam na tarde desta quarta-feira (25) a sede da Secretaria Estadual da Educação, na Praça da República, centro da capital paulista. A Polícia Militar foi acionada e, durante a madrugada, retirou os estudantes do local fazendo uso de spray de pimenta.

A mobilização foi organizada pela União Paulista dos Estudantes Secundaristas (UPES), com apoio da União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), a União Nacional dos Estudantes (UNE) e a União Estadual dos Estudantes de São Paulo (UEE-SP).

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O protesto foi transmitido ao vivo pelas redes sociais das entidades estudantis. “Estamos aqui hoje ocupando a secretaria e lutando por melhores condições de ensino”, disse Julia Monteiro, presidenta da UPES, durante uma live do local.

De acordo com a líder estudantil, a desocupação foi feita com “extrema violência e brutalidade”.

“Seguimos convictos da luta e acreditamos que a educação seja um pilar fundamental para que a gente debata, inclusive, sobre esse tipo de tratativa com os estudantes. Não nos cabe autoritarismo e não nos cabe violência”, disse em vídeo nas redes sociais.

No protesto pela melhoria da educação pública, os estudantes pediram principalmente a recomposição orçamentária. O movimento diz que desde 2024 o percentual mínimo obrigatório de investimento na área foi reduzido, representando uma retirada de cerca de R$ 11,3 bilhões do orçamento da educação estadual.

Além disso, o protesto também reivindicou, sem sucesso, uma reunião com o secretário de Educação, Renato Feder. Os estudantes pedem ainda o fim da implementação das escolas cívico-militares, projeto do governo de São Paulo que vem recebendo críticas e sendo discutido judicialmente.

A mobilização também combate a plataformização do ensino, a retomada do ensino noturno e defende uma reorganização escolar que respeite as realidades das comunidades.

PM

Por meio de nota, a Polícia Militar disse ter sido acionada na noite de ontem “para atender uma ocorrência de invasão a um prédio público” e que havia 21 pessoas no local, “entre adultos e menores de idade”.

“Houve tentativas de negociação para a desocupação do prédio, sem sucesso. Na madrugada desta quinta (26), após tentativa de negociação, os policiais militares realizaram a retirada dos manifestantes”,  diz a nota da Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a nota, os manifestantes foram conduzidos ao 2º Distrito Policial, em Bom Retiro, onde foram ouvidos e liberados. Ninguém ficou ferido.

Secretaria de Educação

Já a Secretaria da Educação disse estar comprometida com o diálogo e que desde o dia 19 o secretário Renato Feder aguarda os representantes da UPES para uma reunião.

“Na ocasião, havia um encontro previamente agendado com os estudantes, que foi cancelado por solicitação do próprio grupo. Uma nova audiência com o secretário foi marcada para esta sexta-feira (27). No entanto, os estudantes abriram mão do diálogo e optaram por invadir a sede da secretaria”, diz a nota da pasta.

Sobre as pautas dos estudantes, a secretaria informou que as escolas cívico-militares representam 100 unidades dentro de um universo de mais de 5,3 mil escolas da rede estadual, “com implantação realizada a partir de consultas públicas com as comunidades escolares, que optaram pelo modelo”.

A pasta diz ainda que houve “um investimento recorde em infraestrutura: R$ 3,1 bilhões em 6.764 obras entre 2023 e 2026, volume que supera em 3,7 vezes o da gestão anterior”.

Prouni: prazo para entrar na lista de espera termina esta noite


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

Os estudantes interessados em participar da lista de espera para o Programa Universidade para Todos (Prouni) devem se manifestar até as 23h59 desta quinta-feira (26).

A demonstração do interesse em participar da lista deve ser feita pelo Portal Único de Acesso ao Ensino Superior, na parte do Prouni.

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A iniciativa federal oferece bolsas de estudo integrais e parciais (50% do valor da mensalidade) em cursos de graduação e sequenciais de formação específica, em instituições privadas.

Todas as informações sobre as regras do processo seletivo estão no Edital nº 2/2026.

Bolsas de estudo

Neste ano, estão sendo ofertadas 595.374 bolsas, em 895 cursos de 1.046 instituições privadas de ensino superior de todo o país.

A edição de 2026 é a maior da história do Prouni, que ocorre há 22 anos.

O requisito para ter a bolsa integral do programa é comprovar a renda familiar menor ou igual a um salário-mínimo e meio por pessoa. Para a bolsa parcial (50%), a renda familiar não pode ultrapassar três salários-mínimos por pessoa.

Resultado

O resultado dos pré-selecionados para a lista de espera será divulgado na próxima terça-feira (31).

Os pré-selecionados terão até 10 de abril para enviar a documentação necessária para comprovação das informações declaradas na inscrição. Os estudantes poderão comparecer às instituições de ensino superior para entregar presencialmente a documentação ou encaminhá-la por meio virtual definido pela faculdade privada.

Brasil enfrenta França em fase final de preparação para Copa do Mundo


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

A seleção brasileira enfrenta a França, a partir das 17h (horário de Brasília) desta quinta-feira (26), em partida amistosa que marca o início da fase final de preparação para a próxima Copa do Mundo, que será disputada no México, no Canadá e nos Estados Unidos. O confronto será realizado no Gillete Stadium, em Boston.

Um dia antes de medir forças com uma equipe que é apontada como uma das favoritas à conquista do próximo título mundial, o técnico italiano Carlo Ancelotti afirmou, em entrevista coletiva, que enxerga o confronto como um teste importante: “Para nós, é um teste importante, contra uma equipe que pode ser favorita na Copa. Queremos mostrar uma boa atitude e qualidade”.

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O treinador também declarou que uma das estrelas dos franceses, o atacante Mbappé, receberá atenção especial. “São jogadores que todos conhecem. Jogadores muito fortes, com muita qualidade. Mbappé marcou muitos gols ano passado. Agora é um rival. Temos que defender bem contra ele. É um jogador muito rápido, com qualidade, muito efetivo na finalização”.

Mesmo diante de um adversário tão desafiador, Ancelotti deixou claro que vai apostar em uma equipe ofensiva, com quatro jogadores de ataque: “Nestes meses eu tenho pensado qual é o melhor modelo de jogo para a equipe, tendo em conta as características dos jogadores. Pensamos que o modelo de jogo que queremos planejar é com quatro na frente. Contra a França, um teste importante, queremos jogar uma boa partida, controlando o jogo, tentar defender bem, que é muito importante, ter equilíbrio e jogar bem com a bola, mostrar a qualidade que os quatro da frente têm”.

Diante dos franceses o Brasil tem um desfalque certo, o zagueiro Marquinhos, que está com dores na região do quadril. Quem pode receber uma oportunidade na posição é Ibañez, do Al Ahli (Arábia Saudita). Com isso, uma possível formação para medir forças com a França é: Ederson; Wesley, Ibañez, Léo Pereira e Douglas Santos; Casemiro e Andrey Santos; Raphinha, Matheus Cunha, Vinicius Júnior e Martinelli.

Amistosos preparatórios

Antes do início da Copa, a seleção brasileira fará mais três amistosos preparatórios. O primeiro será no dia 31 de março, contra a Croácia, no Camping World Stadium, em Orlando.

Depois, o Brasil fará um jogo de despedida da torcida brasileira. A seleção enfrentará o Panamá no dia 31 de maio no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro. Por fim, no dia 6 de junho, uma semana antes da estreia do Brasil no Mundial, a seleção enfrenta o Egito em seu último amistoso antes da estreia. A partida será disputada no Huntington Bank Field, em Cleveland.

Brasil na Copa

O Brasil está no Grupo C do Mundial de 2026. A estreia será contra Marrocos, no dia 13 de junho no MetLife Stadium, em Nova Jersey, às 19h (horário de Brasília). Na segunda rodada, o Brasil encara o Haiti no Lincoln Financial Field, na Filadélfia, às 22h. Já o encerramento da primeira fase está marcado para o dia 24 de junho, contra a Escócia, no Hard Rock Stadium, em Miami, às 19h.

Violência interrompe transportes e afeta acesso à educação no Rio


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

Entre janeiro de 2023 e julho de 2025, interrupções no transporte público causadas pela violência afetaram rotas usadas no deslocamento entre a casa e a escola por quase 190 mil estudantes da rede municipal de ensino do Rio de Janeiro. 

O dado faz parte do estudo Percursos interrompidos: efeitos da violência armada na mobilidade de crianças e adolescentes no Rio de Janeiro, divulgado nesta quinta-feira (26) pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), o Instituto Fogo Cruzado e o Grupo de Estudos de Novos Ilegalismos da Universidade Federal Fluminense (Geni/UFF).

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A pesquisa levantou 2.228 interrupções nos modais de transporte público usados por esses estudantes no período analisado. Entre elas, 49% ocorreram em dias letivos e no horário escolar, das 6h30 às 18h30

Os episódios contabilizados foram causados principalmente por barricadas, em 32,4% dos casos, seguidas por ações ou operações policiais (22,7%), manifestações (12,9%), ações criminosas no local (9,6%) e registros de tiros ou tiroteios (7,2%).

As interrupções apuradas duraram, em média, sete horas por evento, sendo que um quarto delas se prolongou por mais de 11 horas. Nos casos em que o transporte foi afetado em horário escolar, a duração média sobe para oito horas e 13 minutos, e mais da metade dos episódios ultrapassa quatro horas, o que compromete os turnos escolares e deixa os estudantes impossibilitados de chegar à escola ou de retornar para suas casas.

Em entrevista à Agência Brasil, a chefe do escritório do Unicef no Rio de Janeiro, Flavia Antunes, reforçou que o estudo destaca dois tipos de percursos interrompidos: o caminho para a escola e o percurso de vida desses estudantes. 

“Impacta muito a trajetória de uma vida quando ocorre o impedimento do acesso a um direito fundamental, como a educação”.

Flavia Antunes explicou que os episódios que ocorrem no horário de entrada e de saída da escola acabam criando nas crianças e nos adolescentes um temor de que, no dia seguinte, ocorra a mesma coisa. Isso contribui para desestimular os estudantes a irem para a escola, além de desencadear questões de saúde mental e impactar a capacidade de aprendizado. 

 


Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 30/10/2025 – Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil
Crianças brincam em praça da Vila Cruzeiro ao lado de barricadas que foram colocadas para conter avanço de policiais durante a Operação Contenção. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Desigualdade territorial

Das 4.008 unidades escolares ativas na rede municipal do Rio de Janeiro em 2024, cerca de 95% registraram ao menos uma interrupção do transporte público em seu entorno ao longo do período abrangido pelo estudo.

Apesar de disseminado, o problema foi mais concentrado em áreas da cidade marcadas por desigualdades urbanas e raciais. O bairro da Penha, na zona norte carioca, se destaca como o principal epicentro da mobilidade interrompida, com 633 eventos no período analisado, permanecendo o equivalente a 176 dias sem circulação de transporte público.

Bangu, na zona oeste, e Jacarepaguá, na zona sudoeste, aparecem em seguida, acumulando, respectivamente, 175 e 161 eventos entre janeiro de 2023 e julho de 2025. Jacarepaguá registrou 128 dias de interrupção acumulada, e Bangu, 45 dias. 

O estudo sublinha que, nesses três bairros, a instabilidade na circulação já integra o dia a dia da população.

Quando considerado apenas o período letivo e o horário escolar, essa assimetria se torna ainda mais evidente, aponta o relatório. 

Penha e Jacarepaguá somaram, respectivamente, 296 e 108 ocorrências, correspondendo juntas a cerca de 88 dias letivos de paralisação. Em contrapartida, 70 dos 166 bairros do município não apresentaram nenhum registro de interrupção nesse período e horário.

Escolas sob maior risco

Diante da exposição das escolas às interrupções no transporte, o relatório classificou as unidades da rede municipal em diferentes níveis de risco, levando em conta a frequência e intensidade dos eventos registrados em seu entorno. 

Um quarto das matrículas, ou o equivalente a 323.359 crianças e adolescentes, estão vinculadas a escolas com risco moderado, alto ou muito alto. 

Dentre as mais de 4 mil escolas municipais, 120 (2,9%) foram classificadas como de risco alto ou muito alto, indicando territórios onde a interrupção da mobilidade se tornou recorrente. 

A zona norte do Rio reúne 71 dessas escolas (59,2% do total), seguida pela zona oeste, com 48 unidades (40%). No período estudado, a zona sudoeste ainda não havia sido oficialmente criada.

Como o transporte conecta territórios, a coordenadora do Geni/UFF, Carolina Grillo, considerou essencial modificar a política de segurança pública, que ela classifica como centrada em operações policiais. 

“É uma série de territórios onde a polícia não realiza patrulhamento de rotina e acaba adentrando apenas em operações policiais que são imprevisíveis, intermitentes, e pouquíssimo eficientes no combate ao controle territorial armado”. 

“Essa dinâmica colabora, ela é parte do problema, que resulta na colocação de barricadas para prevenir ações policiais, e das próprias ações policiais, que são o segundo maior motivo de interrupção”.

A coordenadora do Geni/UFF defendeu a priorização da defesa das crianças e dos adolescentes, por exemplo, com a proteção dos perímetros escolares. Segundo Carolina Grillo, impedir o acesso de crianças aos serviços de educação, saúde e proteção, impacta as formas mais importantes de mobilidade social. 

“O impacto da violência armada na mobilidade urbana compromete as perspectivas de mobilidade social dessas crianças no seu futuro”, confirmou.

 


Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 – Carcaça de ônibus incendiado na Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 24/10/2023 – Carcaça de ônibus incendiado na Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil
Carcaça de ônibus incendiado na Estrada Santa Veridiana, em Santa Cruz, zona oeste da capital fluminense. Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Impacto amplo

A diretora de Dados e Transparência do Instituto Fogo Cruzado, Maria Isabel Couto, explicou que estudo mostra impactos que vão além da interrupção imediata do transporte em um tiroteio.

“A gente está falando de uma violência que cria um ambiente de insegurança, que acaba servindo como uma barreira, no sentido real. Uma barreira do ponto de vista emocional, que causa uma insegurança para as crianças e adolescentes chegarem nessas escolas”.

Apesar das desigualdades territoriais, ela ressalta que quase todas as escolas municipais foram afetadas alguma vez pelo problema e boa parte dos bairros sofre com isso em um determinado momento.

“Do ponto de vista do diagnóstico, isso tem que acender um sinal de alerta para os governos, seja municipal, ou estadual, no sentido de que existem padrões de desigualdade muito claros sendo construídos e perpetuados nessa interface entre política de transporte, política de educação e política de segurança”.

Confira mais detalhes sobre a pesquisa no Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil

Unesco: 273 milhões de crianças estão fora da escola em todo o mundo


Brasil joga mal e perde de 2 a 1 para a França nos EUA

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) apresentou nesta quarta-feira (25) o Relatório de Monitoramento Global da Educação (Relatório GEM) 2026 sobre a situação mundial da educação.

Após cair 33% entre 2000 e 2015, a população fora da escola aumentou pelo sétimo ano consecutivo, subindo 3% desde 2015 e atingindo 273 milhões em 2024. Isso significa que uma em cada seis crianças, adolescentes e jovens em todo o mundo está excluído da educação. Outra conclusão do documento é que apenas dois terços dos jovens concluem a educação secundária.

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Os principais fatores apontados são o crescimento populacional, crises e a redução de orçamentos.

Contagem Regressiva 

A Unesco afirma que essa população jovem é subestimada em pelo menos 13 milhões se informações suplementares de fontes humanitárias forem usadas para corrigir lacunas de dados nos dez países mais afetados por conflitos.

O relatório é o primeiro da série Contagem Regressiva para 2030, composta por três partes. A publicação seriada pretende avaliar o progresso da educação em termos de acesso e equidade (2026), qualidade e aprendizagem (2027) e relevância (2028-2029).

Matrículas

Com 1,4 bilhão de estudantes matriculados em 2024, as matrículas aumentaram em 327 milhões (30%) no ensino primário e secundário desde 2000. O Relatório de Monitoramento Global da Educação mostra que também houve aumento de 45% na pré-escola e de 161% no ensino pós-secundário (superior). Isso equivale a mais de 25 crianças que obtêm acesso à escola, a cada um minuto.

Por exemplo, a taxa de matrícula na educação primária da Etiópia aumentou de 18%, em 1974, para 84%, em 2024, e a expansão do acesso ao ensino superior na China cresceu em um ritmo sem precedentes, passando de 7%, em 1999, para mais de 60%, em 2024.

Educação pré-primária

O relatório avalia se uma criança de 5 anos está em sala de aula. Apesar do indicador global afirmar que 75% das crianças com essa idade tinha acesso à educação, os dados mostram que apenas 60% dos alunos do ensino fundamental tiveram pelo menos um ano de educação pré-primária.

Isso pode indicar um irreal sucesso da educação infantil ao incluir crianças que já “pularam” essa etapa de ensino (infantil) e foram direto para o ensino fundamental.

Permanência na escola

O documento mostra também que o progresso na permanência de crianças na escola desacelerou em quase todas as regiões desde 2015.

O destaque negativo é a desaceleração acentuada na África Subsaariana, sobretudo em razão do crescimento populacional. Diversas crises — incluindo conflitos — também comprometeram os avanços.

Outra região apontada pelo levantamento com milhões de crianças fora das salas de aula e sob maior risco de atraso educacional é o Oriente Médio, após o início dos ataques dos Estados Unidos e de Israel ao Irã que forçaram o fechamento de muitas escolas da região.

“Mais de uma em cada seis crianças vive em áreas afetadas por conflitos, representando milhões a mais fora da escola, além daqueles identificados pelas estatísticas”, disse a Unesco.

Mas o progresso foi observado em alguns países, que reduziram as taxas de evasão em pelo menos 80% desde 2000.

É o caso de Madagascar e do Togo entre crianças; de Marrocos e Vietnã entre adolescentes; e de Geórgia e Turquia entre os jovens. No mesmo período, a Costa do Marfim reduziu pela metade suas taxas de exclusão nas três faixas etárias.

Entre 2000 e 2024, o México reduziu as taxas de evasão em mais de 20 pontos percentuais a mais que El Salvador; Serra Leoa aumentou as taxas de conclusão do primário 22 pontos a mais que a Libéria; e o Iraque aumentou sua taxa de conclusão do ensino médio 10 pontos a mais que a Argélia.

Conclusão do ensino

Mais crianças estão concluindo sua educação, e não apenas iniciando. Desde 2000, a taxa de conclusão escolar aumentou de 77% para 88% no ensino primário, de 60% para 78% nos finais do ensino fundamental (fundamental II) e de 37% para 61% no ensino médio. O ritmo de aumento tem sido, por exemplo, de um ponto percentual por ano no ensino médio desde 2000.

Nas taxas atuais de expansão, o mundo alcançaria 95% de conclusão do ensino médio apenas em 2105.

Repetência

As altas taxas de repetência caíram desde 2000 em 62% no primário e em 38% no ensino médio inferior.

A Unesco relata que muitas crianças ainda se matriculam tarde na escola e repetem anos em países de baixa e média-baixa renda, o que significa que muitos concluem cada ciclo com vários anos de atraso.

A lacuna entre a conclusão “no tempo certo” (entre três a cinco anos da idade oficial de formatura) e a conclusão “final” (mesmo que tardia) no ensino médio inferior é de quatro pontos percentuais globalmente, mas chega a nove pontos em países de baixa renda. “Uma diferença que vem crescendo desde 2005”, diz o relatório.

Universalização da educação

O Objetivo de Desenvolvimento Sustentável 4 (ODS 4) da Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU) tem a meta central de garantir, até 2030, que todas as meninas e meninos concluam o ensino primário e secundário gratuito, equitativo e de qualidade

Desde 2022, 80% dos países comunicaram metas nacionais para pelo menos alguns dos oito indicadores do ODS 4 a serem alcançados até 2030.

O progresso para alcançar as metas é monitorado anualmente pela Unesco.

O Relatório GEM 2026 da Unesco releva que muitos países têm registrado progressos significativos, o que evidencia a importância do contexto nacional na definição de metas e na formulação de políticas.

Equidade

Ao analisar a educação mundial nos últimos anos, em grande medida, as disparidades de gênero na educação primária e secundária foram reduzidas na média. No Nepal, por exemplo, as meninas alcançaram rapidamente os meninos, e, em algumas regiões, os superaram, graças a reformas sustentadas em favor da igualdade de gênero.

Educação inclusiva 

Desde 2000, a proporção de países com leis de educação inclusiva aumentou de 1% para 24%, enquanto a daqueles que incluem em suas leis o ensino inclusivo para crianças com deficiência cresceu de 17% para 29%. A proporção de países que adotaram uma definição de educação inclusiva aumentou de 68% em 2020 para 84% em 2025; destes, a parcela cuja definição vai além da deficiência aumentou de 51% para 69%.

Entre 1998 e 2023, em 158 países, a proporção de pessoas com 12 anos de escolaridade obrigatória aumentou de 8% para 26%; em 130 países, a duração média da educação gratuita aumentou de 10 anos para 10,8 anos.

Financiamento da educação

A proporção de países que utilizam quatro mecanismos de financiamento e aproveitam seu potencial para beneficiar populações desfavorecidas no ensino fundamental e médio – transferências para governos subnacionais, para escolas e para alunos e famílias – aumentou de quatro a seis vezes nos últimos 25 anos. Os programas de merenda escolar, que partiram de uma base mais alta, dobraram de tamanho.

Na educação pré-primária, 54% dos países transferem recursos para instituições que atendem crianças desfavorecidas, 26% transferem recursos para as famílias por meio do Ministério da Educação e 55% transferem recursos para as famílias por meio de algum outro ministério.

No ensino superior, 1 em cada 3 países não cobra mensalidades em universidades públicas, quase 1 em cada 2 países subsidia o alojamento estudantil, 4 em cada 10 apoiam o transporte e pouco menos de 3 em cada 10 subsidiam livros didáticos.

Recomendações

Com a aproximação do prazo de 2030 e os países rumo a cumprimento do ODS 4, a Unesco entende que os processos de definição de metas dos países podem ser mais firmemente incorporados aos processos nacionais de planejamento e orçamento, com base nas taxas de progresso anteriores e nas experiências de outros países. O organismo recomenda que essas metas sejam melhor comunicadas internamente. 

A Unesco defende que é necessário um uso mais eficiente dos dados disponíveis em pesquisas e censos para monitorar a participação e a equidade na educação.

Para a formulação de políticas públicas, a Unesco enfatiza que é preciso aprimorar o monitoramento da educação por meio da produção de estatísticas com informações mais precisas sobre participação e aproveitamento escolar.

As políticas também precisam ser monitoradas, e não apenas os resultados e os impactos.

A Unesco valoriza os intercâmbios entre países para gerar ideias, mas alerta que experiências estrangeiras devem ser analisadas e filtradas para o que é aplicável à realidade local de cada país.

O organismo internacional observa também que o desenvolvimento de políticas educacionais deve ser pautado pela equidade e os resultados devem ser avaliados.

Para acessar o conteúdo completo do Relatório GEM 2026, clique aqui.

Arthur Elias convoca seleção feminina para a Fifa Series


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O técnico Arthur Elias anunciou nesta quarta-feira (25) a relação de jogadoras convocadas para defender a seleção brasileira na Fifa Series. Foram 26 jogadoras convocadas para os jogos diante da Coreia do Sul, Zâmbia e Canadá.

“Nós vamos enfrentar escolas diferentes e esse é o objetivo do Fifa Series, promover um intercâmbio entre continentes diferentes. A seleção da Coreia é bastante competitiva e nunca jogamos contra. O jogo contra a Zâmbia será muito físico e de transições rápidas e eu acho ótimo para treinar a nossa capacidade de entrar em equipes mais compactas. E contra o Canadá, que é uma seleção de alto nível, que já foi campeã olímpica e que o Brasil já enfrentou muitas vezes, fiquei feliz de ter novamente esse confronto”, declarou Arthur Elias em entrevista coletiva.

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Todos os jogos do Brasil na competição serão disputados na Arena Pantanal, em Cuiabá. A estreia será no dia 11 de abril, quando medirá forças com a Coreia do Sul a partir das 21h30 (horário de Brasília).

Três dias depois a seleção enfrentará Zâmbia, a partir das 21h30. O último compromisso do Brasil na Fifa Series será no dia 18 de abril, diante do Canadá às 21h30.

Relação de convocadas:

Goleiras: Lorena – Kansas City (EUA), Lelê – Corinthians e Thaís Lima – Benfica (POR).

Zagueiras: Isa Haas – América (MEX), Mariza – Tigres (MEX), Thais Ferreira – Corinthians, Lauren – Atlético de Madrid (ESP), Paloma Maciel – Cruzeiro e Vitória Calhau – Cruzeiro.

Laterais: Gi Fernandes – Corinthians, Raissa Bahia – Palmeiras e Yasmim – Real Madrid (ESP).

Meio-campistas: Duda Sampaio – Corinthians, Angelina – Orlando Pride (EUA), Ana Vitória – Corinthians, Maiara – Angel City (EUA) e Ary Borges – Angel City (EUA).

Atacantes: Ludmila – San Diego (EUA), Kerolin – Manchester City (ING), Tainá Maranhão – Palmeiras, Dudinha – San Diego (EUA), Jheniffer – Tigres (MEX), Gabi Portilho – San Diego (EUA), Gio Garbelini – Atletico de Madrid (ESP), Aline Gomes – Pachuca (MEX) e Marília – Cruzeiro.

Câmara aprova projeto de lei que cria lista suja do racismo no esporte


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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (25) um projeto de lei (PL) que cria um cadastro nacional de entidades de prática esportiva condenadas por racismo. A relação, que pode ser considerada uma lista suja do racismo no esporte, ainda será enviada ao Senado.

Segundo o texto aprovado nesta quarta, entidades que entrarem no cadastro não poderão firmar contratos com o poder público ou receber patrocínios públicos, subvenções ou benefícios fiscais.

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O projeto estabelece que “o cadastro conterá os nomes dos clubes condenados por atos racistas praticados por seus torcedores, atletas, membros de comissão técnica ou dirigentes durante eventos esportivos”, informou a Câmara dos Deputados em texto divulgado para a imprensa.

“A inclusão dos clubes nessa lista ocorrerá somente após decisão condenatória transitada em julgado em processo judicial ou em decisão da Justiça Desportiva. Essa inscrição ficará ativa por dois anos, após o que o clube será automaticamente excluído do cadastro. A exclusão poderá acontecer antes se a entidade comprovar, perante o órgão gestor do cadastro, a realização de ações específicas de combate às condutas racistas em eventos esportivos, nos termos de um regulamento”, diz a Câmara.

O Projeto de Lei nasce com cinco objetivos: promover a cultura de paz no esporte; coibir condutas racistas em eventos esportivos; induzir as organizações esportivas a prevenir condutas racistas de seus torcedores; incentivar ações educativas que contribuam para o enfrentamento ao racismo no esporte; e tornar o Brasil referência no enfrentamento aos casos de racismo no esporte.