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Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

Terminam na próxima sexta-feira (8) as inscrições para a Olimpíada Brasileira de Africanidades e Povos Originários (Obapo), que visa reconhecer a inserção do letramento étnico-racial em escolas públicas e particulares. Podem participar estudantes que estão desde o 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio,

As duas primeiras edições da competição, realizadas no ano passado, mobilizaram mais de 33 mil alunos de todo o país. O volume triplicou em 2026, passando de 100 mil.

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De acordo com as regras do edital, tanto escolas como estudantes em participação individual, acompanhados de um responsável com 21 anos ou mais, podem se inscrever pelo site da Obapo. Caso se opte pela modalidade “Escola”, a quantidade de alunos é ilimitada. Alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) também são aceitos, fazendo provas de acordo com a série que cursam. 

A dois dias do encerramento do prazo, os valores de inscrição, necessários para a quitação de gastos administrativos e pedagógicos que viabilizam o projeto, são de R$ 440 para escolas da rede pública e R$ 880 para as privadas. A taxa cobrada de estudantes com participação individual é de R$ 65.

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Conteúdo

Os participantes mais novos ou das séries iniciais testam conhecimentos sobre assuntos como brincadeiras e expressões artísticas indígenas, afrobrasileiras e africanas e modos de vida dos povos originários.

Já dos mais velhos ou de séries mais avançadas é esperada uma assimilação sobre o perfil étnico-racial da população brasileira, a transmissão de saberes pela oralidade, segregação étnico-racial, racismo ambiental, preconceito linguístico, darwinismo social, a repressão contra grupos minorizados e conceitos como colonialidade, descolonização e decolonialidade.

O conteúdo é sempre abordado conforme as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

As provas em todas as escolas seguirão o mesmo cronograma, devendo ser aplicadas no período de 13 a 29 de maio, pela internet, exclusivamente, com supervisão de funcionário da escola.

A organização da Obapo permitirá aplicação presencial, com versão impressa, apenas em casos especiais. Para que abra exceção, a escola deverá consultá-la.

Segundo a coordenadora pedagógica da Obapo, a mestre em geografia pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Érica Rodrigues, 70% das inscrições são provenientes de escolas públicas, sendo a proporção de municipais e estaduais bastante equilibrada. Institutos federais têm se revelado outra parcela importante.

Adesão

A região do Brasil mais presente na olimpíada é o Nordeste. O Sudeste também tem muita adesão. Todas as unidades federativas se engajaram no projeto, ficando apenas o Acre de fora até agora.

O sucesso da olimpíada garante hoje, inclusive, parcerias com secretarias municipais de educação. Uma delas é a de Oeiras, no Piauí. Nas edições anteriores, todas as escolas da cidade participaram da Obapo, salientou Rodrigues. 

Representatividade plural como antídoto

Érica Rodrigues comemora, ainda, a animação de crianças e adolescentes indígenas e quilombolas e como sua participação demonstra orgulho quanto à sua origem e sensação de pertencimento ao se envolver no projeto.

“É, para a gente, uma honra muito grande estar nesses territórios, abordar esses temas e perceber que esses alunos reconhecem dentro da Obapo sua própria identidade, enquanto parte da identidade e do presente do Brasil”, diz. 

Movimento

Especialistas têm preparado recursos para educadores que estejam atrás de boas referências para fazer circular, na sala de aula, esses conhecimentos contra-hegemônicos e que contestam a branquitude. Um deles é fruto do apoio conjunto da Porticus pela Cidade Escola Aprendiz com a Roda Educativa, a Ação Educativa e 25 organizações e movimentos sociais.

Lançada em novembro de 2024, a publicação trata de uma educação no ensino fundamental de cunho integral e alinhada à atitude antirracista.

Além de ser uma tentativa de despertar o interesse pelos temas, o projeto acaba sendo uma forma de ir mais fundo nas questões e permite que se enfrente coletivamente as desigualdades constatadas na educação, campo que acaba definindo os rumos da vida de qualquer pessoa.

Como destaca o Instituto Alana, em material sobre a Lei 11.645/2008, ao reproduzir a frase de Eduardo Galeano, “até que os leões tenham seus próprios historiadores, as histórias de caçadas continuarão glorificando o caçador”. 

Mapeamento do Todos Pela Educação evidencia o elevado grau de dificuldades que estudantes racializados precisam contornar para ter acesso à educação básica.

Indígenas, por exemplo, conseguiram ocupar mais a escola de 2014 para 2024, mas dispõem de estruturas precarizadas quando as instituições ficam dentro de seus territórios. Uma porção ínfima, de cerca de 2%, tem rede de esgoto e 12,9% conta com coleta de lixo. Pouco mais da metade possui banheiros (62,5%) e energia elétrica (57,8%). Dados que provam que o caminho para a escola não é o mesmo para todos.

Mais informações, incluindo a indicação de livros e outros materiais, estão disponíveis no site da Obapo.

Pan-americano de taekwondo começa nesta quinta no Rio de Janeiro


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

O Parque Olímpico do Rio de Janeiro sedia a partir desta quinta-feira (6) o Campeonato Pan-Americano de Taekwondo, competição que conta pontos no ranking mundial que classifica para os Jogos de Los Angeles 2028. O evento na Arena 1, na zona oeste da cidade, reunirá os principais destaques da modalidade olímpicau e paralímpica. As lutas terão transmissão ao vivo nos canal da Confederação Brasileira de Taekwondo (CBTKD).

O Brasil contará com representantes de peso, entre eles Henrique Marques, líder do ranking até 80 quilos, eleito o melhor do mundo pela Federação Internacional (World Taekwondo) na temporada passada. Na disputa paralímpica – que servirá como etapa de avaliação funcional internacional – o destaque é a gaúcha Maria Eduarda Stumpf, que competiu nos Jogos de Paris 2024.

No rol do embates da modalidade olímpica estão previstas lutas de dois ramos; Kyorugui (combate tradicional com divisões de peso);  Poomsae (apresentação técnica que prioriza movimentos padronizados de ataque e defesa). Já no taekwondo paralímpico serão disputadas as categorias Para-Poomsae e Para-Kyorugui, com divisões por classificações funcionais. 

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Programação 

Quinta (7)

A partir das 9h: lutas do Pan-Americano de Poomsae (adulto).

A partir das 9h: lutas do Pan American Para Taekwondo Poomsae Championships.

Sexta (8)

A partir das 9h: lutas do Pan-Americano de Kyorugui (combate – adulto).

18h: Cerimônias de premiação.

Sábado (9)

A partir das 9h: lutas Pan-Americano Aberto – categorias Cadete, Juvenil e Sub-21.

Domingo (10)

A partir das 9h: lutas do Campeonato Pan-Americano Aberto (Open).

A partir das 9h: lutas do Pan American Para Taekwondo Kyorugui Championships.

18h: Finais do dia e encerramento do evento.

Fiocruz abre concurso literário para adolescentes de 13 a 16 anos


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

O 4° Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil está com inscrições abertas até o dia 29 de maio. Podem participar estudantes de todo o Brasil de 13 a 16 anos, com textos em prosa, que podem ser crônicas, dissertações ou contos, com o tema “Quem cuida de quem cuida? Cuidado e desigualdades no Brasil”. 

A condição é que os adolescentes estejam matriculados em escolas, públicas ou privadas. No ato de inscrição, devem indicar um professor de sua preferência para acompanhar o processo. 

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Os 30 melhores textos vão ser publicados em livro, pelo selo Portinho Livre, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). Os três primeiros colocados e os respectivos professores serão premiados com um vale presente no valor de R$ 1 mil.

Além disso, o primeiro colocado vai ser convidado a participar da abertura da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia (SNCT), no Rio de Janeiro. Caso more em outra cidade ou estado, o estudante e o professor terão as despesas pagas para a viagem.

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Inscrição e premiação 

As inscrições devem ser feitas pelo portal do concurso até as 17h, no horário de Brasília, do dia 29 de maio. Os resultados serão divulgados no dia 17 de agosto. 

O primeiro lugar receberá R$ 1 mil, terá o texto publicado em livro do selo Portinho Livre (Fiocruz) e participará da Semana Nacional de Ciência e Tecnologia, no campus Manguinhos com direito a um acompanhante. 

O professor indicado por este estudante receberá também R$ 1 mil e será creditado no texto do aluno selecionado. 

Os segundo e terceiro lugares receberão R$ 1 mil e também terão o texto publicado. Os respectivos professores também receberão R$ 1 mil e serão creditados na publicação. 

Os demais participantes, que ficarem do quarto ao 30º lugar, terão os textos publicados e os professores serão creditados no livro. 

Concurso Portinho Livre de Literatura Infantojuvenil

O concurso integra o projeto Sistema Único de Saúde (SUS) nas Escolas, que busca incentivar, nas escolas brasileiras, o debate sobre saúde.

É uma iniciativa do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde (Icict), da Fiocruz. O Concurso tem incentivo da Fundação de Apoio à Fiocruz, a Fiotec.

O tema desta edição buscar chamar atenção para o cuidado, que é política pública no Brasil desde 2024.

Segundo a organização do concurso, reconhecer o cuidado como trabalho essencial para a vida, a economia e a sociedade, como preconiza a Política Nacional de Cuidado, depende de fato de um entendimento de toda a sociedade sobre o que é o trabalho de cuidado, por quem ele é feito, como ele se estrutura. 

Libertadores: Palmeiras vence Sporting Cristal e assume ponta de grupo


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

O Palmeiras foi até Lima, no Peru, e derrotou o Sporting Cristal pelo placar de 2 a 0, na noite desta terça-feira (5) no estádio Alejandro Villanueva, e assumiu a liderança do Grupo F da Copa Libertadores da América.

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Os três pontos conquistados fora de casa levaram o Verdão aos oito, dois a mais do que os peruanos, que ocupam a segunda posição da classificação da chave.

Assim como em outras oportunidades, a esquipe comandada pelo técnico português Abel Ferreira não começou a partida apresentando um futebol envolvente, apesar de enfrentar um adversário claramente inferior tecnicamente. Desta forma o Palmeiras pouco criou nos primeiros minutos da partida.

O panorama só mudou após a parada para hidratação dos jogadores. A partir deste momento o Verdão acelerou suas ações e começou a criar boas oportunidades de superar o goleiro Diego Enríquez. E a mudança de postura deu resultado aos 31 minutos. O colombiano Arias recebeu na ponta esquerda e levantou a bola na área, onde o argentino Flaco López bateu de primeira para marcar um bonito gol.

A equipe de Abel Ferreira chegou ao segundo logo no início da etapa final. Aos quatro minutos Arias achou Flaco López na ponta esquerda. O argentino avançou e tocou rasteiro para a área, onde Lutiger cortou parcialmente e permitiu que o paraguaio Ramón Sosa finalizasse para superar o goleiro Diego Enríquez. A partir daí o Palmeiras soube administrar a vantagem para sair com uma importante vitória.

Fluminense anuncia a contratação do atacante Hulk


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

O Fluminense anunciou, na noite desta terça-feira (5), a contratação do atacante Hulk. O jogador de 39 anos de idade, que estava no Atlético-MG, acertou um contrato com o Tricolor das Laranjeiras válido até o dia 31 de dezembro de 2027.

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Com passagens pela seleção brasileira, pela qual disputou a Copa do Mundo de 2014 e conquistou o título da Copa das Confederações de 2013, Hulk usará no Fluminense a camisa de número sete.

O jogador se apresentará à equipe das Laranjeiras na próxima semana. O primeiro contato do atacante com a torcida tricolor será no dia 16 de maio, no estádio do Maracanã, antes da partida contra o São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. A estreia de Hulk pelo Fluminense só poderá acontecer após a parada da Copa do Mundo de 2026, quando a janela de transferências será aberta novamente.

Estudo revela que 53% das famílias raramente leem para criança


Olimpíada escolar antirracista recebe inscrições até a próxima sexta

Estudo internacional desenvolvido pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e divulgado nesta terça-feira (5) aponta que 53% das famílias brasileiras nunca ou raramente leem livros para suas crianças de 5 anos matriculadas na pré-escola de três estados: Ceará, Pará e São Paulo.

Nestas localidades, apenas 14% dos responsáveis fazem a leitura compartilhada entre três e sete vezes por semana. Enquanto que a média internacional para essa atividade é de 54%.

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Os dados são da publicação Aprendizagem, bem-estar e desigualdades na primeira infância em 3 estados brasileiros: Evidências do International Early Learning and Child Well-being Study (IELS)..

O coordenador do levantamento e pesquisador do Laboratório de Pesquisa em Oportunidades Educacionais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (LaPOpE/UFRJ), Tiago Bartholo, diz que a situação é crítica inclusive nas camadas mais ricas da sociedade, onde o índice de leitura frequente não atinge sequer 25%.

O pesquisador entende que o ponto central é que a importância da leitura compartilhada ainda não está clara para a população como parte importante do processo de alfabetização de uma criança. Além disso, a falta deste vínculo traz impactos negativos ao desenvolvimento infantil.

 “Essa informação ainda não está devidamente disseminada. São momentos muito importantes para o bem-estar e para o desenvolvimento das crianças.”

O resultado indica oportunidades para ampliar políticas intersetoriais e programas de apoio à parentalidade e para fortalecer a relação entre os parentes e as escolas de educação infantil.

“Nossa perspectiva é sempre pensar em família e escolas de forma conjunta, potencializando o bem-estar e o desenvolvimento das crianças”, diz Tiago Bartholo.

Radiografia do estudo

O estudo internacional coletou dados somente nestes três estados brasileiros – Ceará, Pará e São Paulo – devido a questões orçamentárias.

O levantamento está organizado em três grandes áreas do desenvolvimento de crianças de 5 anos, nas quais foram avaliados dez domínios. As áreas são:

  1. Aprendizagens fundamentais (conhecimentos básicos em linguagem e raciocínio matemático)
  2. Funções executivas (processos de autorregulação que permitem o controle da atenção, de impulsos e a adaptação a demandas e regras, e avaliação da memória de trabalho, flexibilidade mental)
  3. Habilidades socioemocionais relacionadas à compreensão de si e dos outros, à construção de relações sociais, como empatia, confiança e comportamento pró-social

Ao todo, foi registrada a participação de 2.598 crianças, distribuídas em 210 escolas, sendo 80% delas públicas e 20% privadas das três unidades da federação.

A metodologia do estudo IELS-2025 coletou individualmente dados das crianças, por meio de atividades interativas e lúdicas, organizadas em jogos e histórias adequadas à faixa etária.

O estudo também trouxe a percepção das famílias e dos professores sobre o sobre as aprendizagens, o desenvolvimento e o comportamento das crianças. As informações são coletadas por meio de questionários específicos para cada um dos públicos.

Os resultados inéditos – projetados em larga escala – podem servir como apoio para o Brasil criar políticas públicas efetivas para a primeira infância e, ainda, ajustar as estratégias nas áreas da saúde, educação e proteção social.

Habilidades iniciais: literacia e numeracia

No IELS, a denominação de literacia emergente corresponde ao desenvolvimento de habilidades iniciais de linguagem (oral e de vocabulário) antes mesmo do processo formal de alfabetização.

Sobre este aspecto de domínio das aprendizagens fundamentais, o estudo registra que a pontuação em literacia foi a mais alta dentro da amostra brasileira e apresentou uma pontuação média de 502 pontos, ficando ligeiramente acima da média internacional, 500 pontos.

Neste domínio, houve pouca variação de resultados entre níveis socioeconômicos diferentes, e se concentraram em torno de um nível médio mais elevado.

Outra coordenadora da pesquisa do mesmo laboratório da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Mariane Koslinski, explica que uma das hipóteses para esse resultado positivo está no desenvolvimento de políticas públicas mais recentes.

“Na literacia emergente, o Brasil foi bem porque teve várias políticas que apoiaram a alfabetização, a formação de professores e isso contribuiu, muito provavelmente, para esse resultado”, estima a pesquisadora.

O estudo aborda também o domínio da numeracia emergente, conceito que envolve as primeiras noções de matemática desenvolvidas pelas crianças, incluindo habilidades como contagem básica, comparação de quantidades, reconhecimento e compreensão de relações espaciais e de tempo.

Neste ponto, diferentemente das habilidades de linguagem, o desempenho do Brasil em habilidades matemáticas iniciais (numeracia emergente) alcançou de 456 e ficou 44 pontos abaixo da média internacional de 500 pontos.

Além disso, os resultados foram muito distintos entre as crianças da análise. Os resultados evidenciam desigualdades já presentes ao final da pré-escola e diferenças relevantes em numeracia.

Enquanto 80% das crianças de nível socioeconômico alto dominam o reconhecimento de numerais, esse índice cai para 68% entre as de grupos de baixo índice de desenvolvimento socioeconômico.

Recorte racial e de gênero

No estudo da OCDE, o Brasil foi o único país que fez o recorte racial dos resultados e analisou seu impacto na aprendizagem e no bem-estar das crianças.

Os resultados evidenciam as desigualdades que se acumulam e estão relacionadas ao gênero, raça e nível socioeconômico.

Meninos, pretos, pardos e indígenas e de menor nível socioeconômico enfrentam maiores dificuldades nas aprendizagens desde o fim da educação infantil.

Crianças pretas, de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família e de nível socioeconômico mais baixo são as que tiveram menor pontuação em quase todas as dimensões pesquisadas, em especial no domínio da memória de trabalho e noções de matemática.

As desigualdades no Brasil ficam mais nítidas na comparação entre crianças brancas e pretas. Crianças brancas apresentam uma vantagem de 17 pontos no domínio da linguagem e uma diferença ainda mais alarmante de 40 pontos em numeracia.

Telas e aprendizado

O uso de tecnologias digitais está amplamente disseminado entre as crianças pequenas nos estados pesquisados no Brasil, concluiu pela primeira vez o estudo IELS-2025.

Apesar do levantamento não detalhar o número de horas diárias de exposição às telas, os pais ou responsáveis pelas crianças responderam que 50,4% das crianças usam dispositivos digitais todos os dias, como computador, notebook, tablet ou celular, com exceção de televisão.

O percentual do Brasil – pela primeira vez divulgado – é superior ao observado na média dos países participantes do IELS, onde 46% das famílias reportaram a frequência diária no uso de telas de dispositivos digitais.

No Brasil, apenas 11,4% das crianças participantes do estudo nunca ou quase nunca usam “telas”.

Os dados do estudo reforçam a importância do uso mediado e equilibrado.

O pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, descreve que crianças que fazem um uso diário de telas apresentam um desenvolvimento e um aprendizado médio menor em relação à compreensão de leitura, escrita e noções de matemática.

“Uma coisa é uma criança fazer um uso diário de 30 minutos, uma coisa muito diferente fazer um uso diário de três a quatro horas. E a gente sabe que esse tipo de comportamento existe.”

Outro aspecto destacado pelo estudo internacional sobre o uso de dispositivos digitais indica a baixa frequência no desenvolvimento de atividades educativas, no Brasil.

Cerca de 62% das crianças raramente ou nunca realizam atividades educativas em computadores, tablets ou celulares, enquanto apenas 19% os usam entre três a sete vezes por semana com este foco educativo.

Crianças saem menos de casa

A realização de atividades ao ar livre – como caminhadas, brincadeiras livres e outras opções de lazer – é frequente para apenas 37% das famílias, abaixo da média de 46% nos países participantes do IELS.

Já 29% afirmam nunca realizar esse tipo de atividade ou fazê-la menos de uma vez por semana.

No entanto, o estudo destaca que o acesso das crianças a atividades fora de casa, como brincadeiras ao ar livre, visitas a bibliotecas, cursos, oficinas e aulas de música, dança ou esportes, “são experiências importantes para a exploração do ambiente e para o desenvolvimento físico, cognitivo e socioemocional, além de contribuírem para a criatividade, a resolução de problemas e a socialização”.

A explicação observada no IELS pode refletir barreiras como “custo, tempo, disponibilidade local de equipamentos culturais, esportivos ou de áreas verdes e hábitos familiares.”

Por isso, o pesquisador da UFRJ, Tiago Bartholo, defende que a prática de atividades físicas seja oferecida primeiramente no espaço da escola e deve ser considerada importante para o desenvolvimento infantil.

“A prática regular de atividade física está associada com melhores indicadores de saúde física e mental e está associada com mais cognição e tem impacto brutal na memória de trabalho.”

No Brasil, as famílias relatam menor frequência de outras atividades e interações que estimulam o desenvolvimento das crianças, como cantar, recitar poemas ou rimas infantis, desenhar ou pintar com criança, brincar com a imaginação ou de faz de conta e contar uma história que não esteja no livro.

Ouvir a criança

Mais da metade das famílias (56%) relata que conversa com as crianças sobre como elas se sentem entre três e sete dias por semana.

Porém, esse bate-papo entre crianças e adultos brasileiros sobre emoções ocorrem com menor frequência do que na média internacional, que chega a 76%.

O estudo explica que, ao longo da primeira infância, conversar sobre sentimentos, compartilhar materiais ou resolver pequenos conflitos “são oportunidades importantes para que as crianças aprendam a compreender as emoções e a construir relações sociais positivas. são relevantes porque fortalecem vínculos afetivos.”

Os domínios relacionados à empatia apresentaram as pontuações mais elevadas em relação à média internacional, com 501 pontos em atribuição de emoções e 491 pontos em identificação de emoções.

Funções executivas

As funções executivas avaliadas no estudo são as habilidades cognitivas das crianças da educação infantil que lhes permitem planejar, focar a atenção, lembrar instruções e lidar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo.

A memória de trabalho (capacidade de armazenar e manipular informações) destaca-se como a mais afetada pelo nível socioeconômico, com diferença de 39 pontos entre crianças de nível alto e baixo, considerada uma diferença alta.

As médias brasileiras nos três domínios (memória de trabalho, controle inibitório e flexibilidade mental) estão abaixo da média internacional, com diferenças classificadas como moderadas a grandes e estatisticamente significativas.

OCDE

Atualmente, o Estudo Internacional das Aprendizagens e Bem-estar na Primeira Infância está no segundo ciclo e inclui o Brasil, Azerbaijão, Bélgica, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes Unidos, Holanda e Malta e Inglaterra.

O Brasil foi o único país da América Latina a participar da pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico.

No Brasil, o levantamento foi realizado com o apoio de um consórcio de instituições liderado pela Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

MEC enviará equipe de especialistas ao Acre após ataque em escola


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O ministro da Educação, Leonardo Barchini, determinou o envio ao Acre de uma equipe do Programa Escola que Protege, após um ataque a tiros em uma escola da rede estadual, na tarde desta terça-feira (5), que deixou dois mortos e dois feridos. O envio da equipe foi determinado após o ministro ter conversado com a com a governadora do estado, Mailza Assis.

A equipe é especializada em situações de crise e violência extrema.

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O ataque foi praticado por um adolescente de 13 anos. As vítimas, duas funcionárias do Instituto São José, onde ocorreu a tragédia, morreram no local. Os feridos, um aluno e outro funcionário da escola, foram encaminhados a um pronto-socorro. 

“Neste momento, a prioridade é o cuidado com a comunidade escolar, com atenção às vítimas, seus familiares, profissionais da educação e estudantes, assegurando apoio psicossocial e condições para um processo responsável de reconstrução. Reafirmo nosso compromisso com a vida, a paz e a proteção das comunidades escolares”, disse o ministro em uma rede social.

Em nota, o governo do Acre disse que o adolescente assumiu a autoria dos disparos e já se encontra sob a custódia do Estado. “O responsável legal pelo menor, que também é proprietário da arma de fogo, está detido”, diz a nota.

O governo disse ainda que a Polícia Civil está apurando as circunstâncias do atentado para esclarecer a motivação, a dinâmica da ocorrência e eventuais responsabilidades.

Ainda de acordo com a nota, o governo faz o acompanhamento das vítimas, que receberam atendimento imediato e seguem assistidas pelas equipes da Secretaria de Saúde.

“Diante da tragédia, o Estado manifesta profunda solidariedade às famílias das vítimas, à comunidade escolar do Instituto São José e a todos os profissionais da educação impactados por este episódio. Também informa que está mobilizando equipes de apoio psicossocial para oferecer suporte aos alunos, professores e demais envolvidos”, disse o governo.

Em razão do atentado, as aulas em todas as escolas estaduais foram suspensas por três dias.

Escola que Protege 

Criado em 2024, o Programa Escola que Protege tem como objetivo fortalecer a capacidade das redes de ensino para prevenir e enfrentar a violência nas escolas.

A atuação do programa se dá por meio da formação continuada de profissionais da educação, fomento à construção de planos de enfrentamento à violência e respostas a emergências, assessoramento das redes de ensino em casos de ataques de violência extrema, além de promover a cultura de paz e a convivência democrática.

O programa operacionaliza o Sistema Nacional de Acompanhamento e Combate à Violência nas Escolas (Snave). 

O Escola que Protege também fornece apoio psicossocial às comunidades escolares afetadas pela violência, incentivando práticas de acolhimento e respeito à diversidade, e fomenta a criação e a manutenção de espaços de participação estudantil e assembleias.

USP trabalha para implantação de cotas PcD no vestibular


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A Universidade de São Paulo (USP) criou um grupo de trabalho que definirá as diretrizes para a implantação da reserva de vagas para pessoas com deficiência (PcD) no vestibular da instituição: Fuvest, Provão Paulista e Enem-USP. A reserva de vagas passará a valer a partir do vestibular que selecionará os alunos que ingressam em 2028.

A medida atende à determinação da legislação estadual publicada em julho do ano passado. A Lei 18.167 determina a reserva de vagas para PcD nos cursos técnicos e de graduação das instituições estaduais paulistas. A lei prevê ainda que, em caso de necessidade, as pessoas com deficiência aprovadas terão direito a acompanhante especializado.

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Formado por representantes da Pró-Reitoria de Graduação (PRG), da Pró-Reitoria de Inclusão e Pertencimento (Prip), de coletivos de pessoas com deficiência da USP e por especialistas no assunto, o grupo de trabalho terá 120 dias para analisar os dispositivos legais, discutir os critérios para a reserva de vagas e elaborar a minuta da resolução que será submetida aos colegiados da universidade.

A USP informou que, em 16 de abril, foi realizada a primeira reunião do grupo, com a presença da pró-reitora de Inclusão e Pertencimento, Patrícia Gama, do pró-reitor de Graduação, Marcos Neira, e do pró-reitor adjunto de Graduação, Paulo Sano.

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O documento com a proposta de resolução será submetido à avaliação da Câmara de Cursos e Ingressos da PRG e da Câmara para Políticas de Inclusão de Pessoas com Deficiências da Prip. Após possíveis ajustes nessas duas instâncias, a minuta seguirá para discussão e votação no Conselho de Graduação (CoG) e no Conselho de Inclusão e Pertencimento (Coip).

Após aprovação nos dois conselhos, a resolução será apresentada ao Conselho Universitário, instância deliberativa máxima da universidade, o que está previsto para ocorrer no primeiro semestre de 2027, conforme informou a USP.

De acordo com a universidade, o percentual de vagas reservadas será, no mínimo, igual ao percentual de pessoas com deficiência na população do estado, segundo o último censo da Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Se não forem preenchidas segundo os critérios estabelecidos, as vagas remanescentes poderão ser preenchidas pelos demais candidatos.

Desenrola Fies prevê desconto de até 99% das dívidas; confira regras


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O programa Novo Desenrola Brasil, lançado pelo governo federal nesta segunda-feira (6), conta com uma linha voltada a atender estudantes que acumularam dívidas por meio do Fies. O programa financia o acesso à educação superior privada, oferecendo financiamento a estudantes de cursos de graduação a juros mais baixos do que os de mercado. 

O objetivo do Desenrola Fies é reduzir a inadimplência e facilitar a regularização financeira dos participantes. De acordo com o MEC, a expectativa é de que mais de 1 milhão de estudantes sejam atendidos pela medida. 

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De acordo com o ministro da Educação, Leonardo Barchini, as regras preveem a renegociação de dívidas com descontos de até 99% dos valores, com condições especiais para os inscritos no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico). 

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Quem pode participar 

Podem participar estudantes com débitos vencidos e não pagos até a publicação da Medida Provisória que instituiu o programa.  

Como vai funcionar 

O programa vai permitir a liquidação das dívidas com descontos e parcelamentos especiais. A renegociação conta com condições diferenciadas de acordo com o tempo de atraso e o perfil do estudante. 

Os interessados em aderir devem acionar diretamente os bancos e instituições financeiras nas quais possuam dívidas

CadÚnico  

Por estarem em situação de vulnerabilidade social, os estudantes inscritos no CadÚnico com débitos vencidos há mais de 360 dias poderão obter desconto de até 99% do valor consolidado da dívida, para quitação integral do saldo devedor. 

Já os demais estudantes que contam com débitos vencidos há mais de 360 dias poderão fazer a liquidação da dívida com desconto de até 77% do valor total consolidado, incluindo também o principal.  

No caso dos débitos vencidos há mais de 90 dias, o estudante terá duas opções: 

  • pagamento à vista, com desconto total dos encargos e redução de até 12% do valor principal; 
  • parcelamento em até 150 parcelas mensais, com redução de 100% dos juros e multas.  

Novo Desenrola Brasil

O programa busca ajudar famílias, estudantes e pequenos empreendedores a renegociar dívidas, limpar o nome e recuperar o acesso ao crédito.

A nova fase da iniciativa terá duração de 90 dias e prevê descontos de até 90%, juros reduzidos e a possibilidade de uso do FGTS para abatimento de débitos.

Formalizada com a assinatura de uma medida provisória pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a estratégia visa promover a reorganização financeira de milhões de brasileiros e ampliar o acesso ao crédito em condições mais favoráveis.

BR Feminino: São Paulo vence Flamengo para assumir vice-liderança


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O São Paulo assumiu a vice-liderança da Série A1 do Campeonato Brasileiro de futebol feminino após derrotar o Flamengo pelo placar de 2 a 1, na noite desta segunda-feira (4) no Centro de Formação de Atletas Presidente Laudo Natel, em Cotia, na partida que fechou a 9ª rodada da competição.

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Com o triunfo alcançado em casa, as Soberanas chegaram aos 20 pontos, ficando a apenas dois do líder Corinthians, que derrotou o Grêmio por 2 a 0 nesta rodada. Já a equipe da Gávea permaneceu com 15 pontos após o revés, ocupando a 6ª colocação da tabela.

O primeiro tempo da partida foi marcado pelo ímpeto ofensivo das equipes. E a oportunidade mais clara de marcar foi do Flamengo, com a meio-campista Fernandinha acertando um chute de fora da área no travessão do gol defendido por Carlinha.

Após o intervalo, o São Paulo assumiu o comando das ações e não demorou a abrir o marcador. Aos 11 minutos a volante Duda Serrana aproveitou vacilo da goleira Vivi Holzel para marcar. Seis minutos depois Bia Menezes levantou na área para Isa Guimarães, que cabeceou para ampliar para a equipe da casa.

Porém, o Flamengo não desistiu e conseguiu descontar aos 42 minutos com Fernandinha, após boa jogada de Laysa Costa. Mas o São Paulo conseguiu segurar a vantagem até o apito final.