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Santos faz 2 a 0 no Fluminense fora de casa pelo Brasileiro Feminino


Santos faz 2 a 0 no Fluminense fora de casa pelo Brasileiro Feminino

Na abertura da 10ª rodada do Campeonato Brasileiro Feminino A1, o Santos venceu o Fluminense por 2 a 0 na tarde deste sábado (9).

Em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil, no Estádio Luso-Brasileiro, no Rio de Janeiro, as Sereias da Vila marcaram com Evelin Bonifácio, de cabeça, aos 7 minutos do segundo tempo e com Laryh, de vôlei, aos 45 minutos da etapa final.  

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A vitória deixou o time paulista com 14 pontos, se mantendo na 11ª colocação. O Tricolor Carioca, na nona posição, segue com 15 pontos e pode perder posição na rodada.

Além de superar o rival fora de casa e se aproximar da zona de classificação, o resultado também fez com que as Sereias da Vila voltassem a vencer depois de um jejum de sete partidas e iniciassem uma tentativa de recuperação com o novo técnico Marcelo Frigerio, que assumiu o cargo após a demissão de Caio Couto no final de abril.

O Fluminense joga novamente na próxima sexta-feira (15), às 21h, enfrentando o Flamengo, pela 11ª rodada do Brasileirão.

O Santos, pelo Paulistão feminino, na quinta-feira (14), enfrenta o Palmeiras. No torneio nacional, as Sereias da Vila jogam em casa contra o Bragantino no domingo (17).

João Fonseca perde na estreia do Masters 1000 de Roma e é eliminado

O brasileiro João Fonseca perdeu na estreia do Master 1000 de Roma para o sérvio Hamad Medjedovic (67º do ranking mundial) por 2 sets a 1, com parciais de 6 x 3, 3 x 6 e 6 x 7 (1/7).

Com o resultado da tarde deste sábado (9), no Foro Itálico, em Roma, o tenista de apenas 19 anos (29º do ranking mundial), que havia entrado diretamente na segunda rodada como cabeça de chave, foi eliminado do torneio.

Agora, o brasileiro começa a preparação para Roland Garros. O Grand Slam de saibro, ocorrerá de 18 de maio a 7 de junho de 2026, no Stade Roland Garros, em Paris, França.

 

Brasil fatura três bronzes no GP de Astana de judô


Santos faz 2 a 0 no Fluminense fora de casa pelo Brasileiro Feminino

Rafaela Silva (-63kg), Nauana Silva (-70kg) e David Lima (-81kg) conquistaram três medalhas de bronze para a delegação brasileira, no segundo dia das disputas do GP de Astana (Cazaquistão) de judô.

Neste sábado (9), as vitórias nacionais começaram com a campeã olímpica Rafaela Silva. Essa foi a quarta medalha dela na temporada de 2026.

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Na luta da medalha no Cazaquistão, Rafaela enfrentou a holandesa Joanne Van Lieshout, campeã mundial em 2024 e, inclusive, adversária que também venceu na caminhada até o título na etapa de Paris. Em Astana, a brasileira voltou a vencer e virou o histórico entre as duas, agora 2×1.

A segunda medalha brasileira foi de Nauana Silva, que disputou seu primeiro Grand Slam em nova categoria, o -70kg. Ela chegou em Astana como 55ª do ranking mundial, após a medalha de ouro no Campeonato Pan-Americano, há três semanas, sua estreia oficial no peso médio. Na disputa pela medalha, ela enfrentou a polonesa Aleksandra Kowalewska e também venceu por yuko.

Fechando a participação verde e amarela neste sábado, David Lima (até 81kg) garantiu o lugar no pódio vencendo o cazaque Doskhan Zholzhaxynov. A campanha dele teve quatro vitórias em cinco lutas.

O GP segue até este domingo (10) no Cazaquistão. O Brasil enviou 19 atletas para o torneio.

 

Laura Pigossi é campeã nas duplas do WTA 125 de Istambul


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A tenista Laura Pigossi foi campeã de duplas no WTA 125 de Istambul (Turquia).

Na manhã deste sábado (horário de Brasília), ao lado da russa Maria Kozyreva, ela superou a japonesa Makoto Ninomiya e a tcheca Anastasia Detiuc na decisão por 2 sets a 1.

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As parciais foram de 6/4, 4/6 e 10-7 em 1h39 de jogo. Este foi o 47º título de duplas na carreira de Pigossi.

E, com mais essa taça, ela iguala as maiores conquistas da carreira: o título em Florianópolis (2024), Buenos Aires e Cali (2025).

O título rendeu 125 pontos e deve levar a brasileira ao 85º lugar no ranking de duplas na próxima atualização.

Isaquias Queiroz é prata na Copa do Mundo de Canoagem na Hungria


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Isaquias Queiroz foi o segundo melhor na final do C1 500m na Copa do Mundo de canoagem, em Szeged (Hungria). A prova foi disputada na manhã deste sábado (horário de Brasília).

Dono de circo medalhas olímpicas, o brasileiro liderou boa parte da prova e só foi superado no final pelo chinês Bowen JI. O baiano completou a distância em 1min44s73. O chinês cravou o tempo de 1min44s43.

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Outro brasileiro, Gabriel Nascimento, ficou na 7 ª colocação.

Essa é a abertura do Circuito Mundial da modalidade e é a primeira contando para a classificação para as Olimpíadas de Los Angeles 2028.

A temporada de 2026 prevê mais duas etapas da Copa do Mundo e o Campeonato Mundial.

 

Sarah Souza é bronze em 1º dia do Grand Slam de judô no Cazaquistão


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A brasileira Sarah Souza assegurou o primeiro pódio para o país no Grand Slam de Astana (Cazaquistão) que começou nesta sexta-feira (8), com mais de 300 atletas, e vai até domingo (10), com transmissão ao vivo no canal da Federação Internacional de Judô (IJF).  Cabeça de chave número 5, Sarah faturou o bronze ao derrotar a italiana Veronica Toniolo na categoria abaixo dos 57 quilos. A brasileira, que começou o Grand Slam como 45ª colocada no ranking, como somou 500 pontos com o bronze e deve subir para a 30ª posição.

Foi a primeira medalha da judoca de 22 anos no circuito mundial da modalidade. Nesta temporada ela foi campeã da Seletiva Nacional e também arrematou ouro Open Europeu de Ljubljana e prata Campeonato Pan-Americano.

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“Esse ano está sendo muito bom para mim, com vitórias muito importantes. Conquistar essa medalha significa muito. O esforço que eu, minha equipe e todos que estão comigo vem sendo recompensado e o trabalho está dando certo”, com comemorou a judoca.

Sarah Souza iniciou a campanha em Astana com duas vitórias seguidas. Na estreia nas oitavas, despachou a uruguaia Maya Leopold, com dois waza-aris. Em seguida, em embate 100% brasileiro, levou a melhor sobre Jéssica Lima ao desferir um contragolpe e selar o triunfo com waza-ari.

Na semifinal, Sarah sofreu o primeiro e único revés: levou um ippon da francesa Faiza Mokdar. Com a derrota, a brasileira caiu para a disputa do bronze.  Quem também disputou o bronze na mesma categoria foi Jéssica Lima, no entanto, ela terminou em quinto lugar, após ser superada ´pela holandesa Shannon Van De Meeberg com um waza-ari.

A delegação brasileira conta com 19 atletas na competição.

Programação dos atletas brasileiros

Sábado (09) —  Rafaela Silva (-63kg), Nauana Silva (-63kg), Guilherme de Oliveira (-73kg), David Lima (-81kg) e Gabriel Falcão (-81kg)

Horários: Preliminares — a definir | Bronzes e Finais — a partir das 9h

Domingo (10/08) — Beatriz Freitas (-78kg), Karol Gimenes (-78kg), Giovanna Santos (+78kg), Thauana Silva (+78kg), Guilherme Schimidt (-90kg), Rafael Macedo (-90kg), Giovani Ferreira (-100kg) e Leonardo Gonçalves (-100kg)

Horários: Preliminares — a definir | Bronzes e Finais — a partir das 9h

Professores de SP rejeitam proposta da prefeitura e greve continua

Professores e outros servidores da Educação da rede municipal de São Paulo rejeitaram a proposta de reajuste salarial feita pela prefeitura e decidiram permanecer em greve, na assembleia realizada nesta quinta-feira (7). A categoria está em greve desde o dia 28 de abril.

Os professores reivindicam atualização de 5,4% no piso do magistério e valorização salarial de 14,56%. A prefeitura, no entanto, apresentou proposta de aumento salarial de 3,51% para todos os servidores, com base no Índice de Preços ao Consumidor de São Paulo (IPC-Fipe) acumulado entre abril de 2025 e março de 2026.

Essa proposta foi levada para votação na Câmara dos Vereadores e foi aprovada em primeiro turno, mas ainda haverá uma segunda votação, que deve ocorrer na próxima semana.

“A medida representa impacto superior a R$ 1 bilhão por ano na folha de pagamento. Com a aprovação da proposta, os servidores receberão, já em maio, reajustes resultantes da aplicação sucessiva de 2,55% (concedidos em 2025) e 2% previstos para 2026”, diz nota da administração municipal.

Segundo o Sindicato dos Profissionais em Educação no Ensino Municipal de São Paulo (Sinpeem), a proposta que foi encaminhada pelo prefeito Ricardo Nunes para ser votada na Câmara não recompõe as perdas acumuladas dos servidores.

“Indignada com o descaso e desrespeito do governo Nunes com a educação municipal e com os seus profissionais, em assembleia, a categoria decidiu manter a greve, intensificar o movimento e realizar manifestação e assembleia no dia 13 de maio, às 14 horas, em frente à prefeitura”, diz comunicado publicado no site do Sinpeem.

O Sindicato dos Especialistas de Educação do Ensino Público Municipal de São Paulo (Sinesp) chamou a proposta apresentada pela prefeitura de “indecente”, dizendo que ela não repõe a inflação do período e ainda propõe o reajuste em duas parcelas. Além disso, enfatiza o sindicato, a prefeitura fez outras propostas que incentivam a contratação precária, prejudicam o concurso público e trazem mudanças no cargo de professor de educação infantil e que poderiam, segundo eles, abrir “portas para a privatização”.

O Sindicato dos Trabalhadores na Administração Pública e Autarquias no Município de São Paulo (Sindsep), que também recusou a proposta, reclamou que a proposta feita pela prefeitura é bem inferior à inflação acumulada nos últimos doze meses, em torno de 5,5%, segundo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial da inflação do país, medido pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Querem descer goela abaixo um ‘reajuste’ para o funcionalismo de 3,51% divididos em duas vezes! Esse é o mesmo valor que querem dar aos benefícios de vale-alimentação e auxílio-refeição, muito menores que o aumento do custo das alimentações fora de casa”, diz o Sindsep.

“O funcionalismo rejeitou a proposta apresentada pelo governo, que covardemente incluiu no PL 354 ataques à educação, como acabar com os cargos públicos de Professores de Educação Infantil, privatizar a Educação Infantil e ampliar de 20% para 30% a margem de contratação temporária (com menos direitos) para todos os cargos”, completou.

Segundo a prefeitura, na área da Educação, o aumento para parte dos profissionais será de 5,4% no piso inicial. “Com isso, um professor em início de carreira, com jornada de 40 horas semanais, passará a receber R$ 5.831,88 — valor 13,7% acima do piso nacional da categoria para 2026”.

O executivo municipal escreveu ainda que “mantém uma política contínua de valorização dos servidores desde 2021 e que uma decisão judicial determinou que as escolas devem manter parte do funcionamento durante a greve”.

“Cabe destacar que, por determinação do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo no dia 5 de maio de 2026, as Unidades Educacionais da Rede Municipal devem funcionar com, no mínimo, 70% dos professores, profissionais do Quadro de Apoio e supervisores das Diretorias Regionais de Educação (DREs)”.

“Ausências não justificadas serão descontadas, de acordo com a legislação. A Secretaria Municipal de Educação orienta os responsáveis pelos alunos a acionar a Diretoria Regional de Educação da região em caso de escola sem atendimento”, diz a prefeitura.

Reconhecidas por Lei da Copa, pioneiras seguem formando novas gerações


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Há mais de duas décadas, Márcia Honório da Silva constrói o futuro do futebol brasileiro com a mesma garra que demonstrou em cerca de 20 anos de carreira nos gramados. Quando pendurou as chuteiras, passou a trabalhar nas categorias de base do futsal do Juventus, tradicional clube paulistano. Entre os nomes que ajudou a revelar, inicialmente, no salão, estão o volante Nonato (Fluminense) e o meia Rodrigo Nestor (Bahia).

Atualmente Marcinha – como a ex-jogadora é conhecida – coordena equipes de futsal, com crianças de sete a 10 anos, na Sociedade Esportiva e Recreativa de Caieiras (SP), cidade onde nasceu há 63 anos. Uma dessas crianças já foi Matheus Bidu, hoje lateral-esquerdo do Corinthians. Os times são predominantemente masculinos. Mas no sub-7, uma garota joga em meio aos meninos.

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“Na minha época, isso não podia”, recordou a ex-jogadora, à Agência Brasil.

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Márcia Honório fez parte da primeira seleção brasileira de mulheres, que foi terceira colocada no Torneio Experimental da Federação Internacional de Futebol (Fifa), em 1988, na China. O evento reuniu 12 países e serviu de base para criação da edição inaugural da Copa do Mundo Feminina, três anos depois, no mesmo local.

“Eu vivi o começo de tudo, quando não tínhamos nada, além da vontade. Eu falo para eles [crianças] que, hoje, existe estrutura, visibilidade, mas o que faz um campeão ainda é o mesmo que a gente tinha lá atrás. É coração, é respeito pela história, é a disciplina de querer sempre ser o melhor”, disse Marcinha.
 


Márcia Honório, ex-jogadora seleção feminina 1988, Matheus Bidu
Márcia Honório, ex-jogadora seleção feminina 1988, Matheus Bidu
Após aposentar as chuteiras, Marcinha se dedicou à equipes de base do futsal. Na foto ela aparece ao lado do ex-aluno Matheus Bidu, hoje lateral-esquerdo do Corinthians – Acervo Pessoal/Márcia Honório

Pioneiras como ela, que enfrentaram falta de apoio e visibilidade pelo sonho de viverem do futebol, podem conquistar um reparo histórico quase três décadas depois. O Projeto de Lei 1315/2026, que estabelece a Lei Geral da Copa de 2027, a ser disputada no Brasil, prevê o pagamento de R$ 500 mil às atletas das gerações de 1988 e de 1991.

A Iniciativa é inspirada em medida adotada na ocasião do Mundial masculino de 2014, quando 51 campeões das edições de 1958, 1962 e 1970 – ou seus sucessores legais, no caso de falecidos – foram reconhecidos.

“Trata-se de resgatar uma dignidade que foi negada por décadas. É prova de que aquela luta em campo finalmente foi reconhecida para a história oficial do nosso país. Lógico, vai ajudar bastante muita gente, mas acho que o reconhecimento é muito importante não só na parte financeira”, destacou Márcia Honório.

Assim como a ex-meio-campista, Rosilane Camargo Motta segue ligada ao esporte. Fanta, apelido da lateral-esquerda presente no Torneio de 1988 e em  três Copas do Mundo (1991, 1995 e 1999), dá aulas de futebol para meninas no Parque Oeste, Rio de Janeiro. Alimenta sonhos que, hoje, são mais factíveis que nos 20 anos dedicados por ela aos gramados, representando clubes como Santos, Vasco e Radar, este último o principal time feminino do país nos anos 1980.

“[Ensino] vivência, disciplina, persistência e amadurecimento dentro da nossa modalidade, que já foi proibida um dia”, contou Fanta, à Agência Brasil, fazendo menção ao período entre 1941 e 1979, em que a prática do futebol foi vetada às mulheres, devido ao Decreto-Lei 3199, do governo Getúlio Vargas.


Fanta (terceira da esquerda para a direita) - ex-jogadora da seleção feminina de futebol de 1988
Fanta (terceira da esquerda para a direita) - ex-jogadora da seleção feminina de futebol de 1988
Atualmente, a ex-jogadora Fanta (terceira da esquerda para a direita) dá aulas de futebol para meninas no Parque Oeste, Rio de Janeiro – Acervo Pessoal/Rosilane Camargo Motta

“[O reconhecimento às pioneiras] É justo e positivo. Acredito que a luta nunca foi em vão. Acredito também que a reparação é um legado deixado para nova geração”, completou a ex-lateral-esquerda, de 60 anos, que também consegue um dinheiro extra como churrasqueira.

Fanta trabalha, ainda, em uma das Vilas Olímpicas do projeto Rio: Capital do Futebol Feminino, de fomento à modalidade por meio de aulas gratuitas, ao lado da ex-zagueira Marisa, outra pioneira, capitã da seleção de 1988. A iniciativa tem como base a Copa do Mundo do ano que vem. A realização do Mundial em solo brasileiro, aliás, é aguardada com expectativa pelas pioneiras.

“A importância é que só de ser no Brasil é uma grande vitória. O resto [impacto da Copa no futebol feminino], unidos pela modalidade, teremos que descobrir juntos”, projetou Fanta.

“Que a Copa venha melhorar o profissionalismo dos clubes, federações. Que invistam na base para colher frutos. Que a gente mude a preparação das marcas, mostrando que investir na mulher e na mulher atleta é necessário. E ver estádios lotados. Espero que o Brasil mostre ao mundo que sabemos organizar um evento digno do futebol feminino. Temos muito a fazer ainda, mas acho que melhoramos bastante desde a nossa época”, concluiu Márcia Honório.

USP: alunos mantêm ocupação de reitoria e pedem reabertura de diálogo


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Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) mantiveram nesta sexta-feira (8) a ocupação da reitoria da instituição, reivindicando a reabertura de diálogo com o reitor Aluísio Augusto Cotrim Segurado. De acordo com os alunos, a negociação em curso foi encerrada unilateralmente pela reitoria nesta semana, sem que diversas reivindicações dos estudantes fossem atendidas.

Os estudantes estão no local desde quinta-feira (7). Entre as principais demandas estão o aumento no valor pago pelo Programa de Apoio à Permanência e Formação Estudantil (PAPFE), melhorias nas moradias estudantis e também nos restaurantes universitários, conhecidos como bandejões.

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“O estopim para a ocupação é a extrema precarização das condições de inclusão e permanência enfrentadas na universidade”,  diz texto divulgado pelo Diretório Central dos Estudantes (DCE) da USP. 

De acordo com eles, o Conjunto Residencial da USP (CRUSP) apresenta uma “situação insalubre” marcada pela falta de água e pela proliferação de mofo nos apartamentos. 

“Além disso, a insegurança alimentar agravou a revolta, com problemas diários nos bandejões, que incluem desde o fornecimento de comida estragada até refeições contendo larvas”, acrescenta o documento.

Segundo o estudante do curso de Jornalismo e membro do DCE, Guilherme Farpa, na semana passada o reitor ofereceu um aumento de R$27 no PAPFE, valor considerado insuficiente pelos alunos.

“Ele apresentou uma proposta extremamente insuficiente de um aumento de R$ 27 no auxílio permanente, para quem recebe o valor integral, e de R$ 5, para quem recebe o valor parcial”, disse. 

De acordo com Farpa, atualmente o valor integral é de R$ 885, e o parcial, R$ 320. Segundo ele, são quantias “insuficientes para poder conseguir sobreviver na região do Butantã e nas outras regiões onde ficam os campi da USP”. 

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Os estudantes argumentam ainda que a USP tem um orçamento de cerca de R$ 9 bilhões para 2026 e que, em março, aprovou uma bonificação para os professores de R$ 240 milhões. “Fica essa dúvida: se há esses R$ 240 milhões de reais para aprovar a gratificação dos professores, por que não haveria para as outras questões também?”, questiona.

De acordo com os estudantes, a ocupação só será encerrada quando a reitoria aceitar reabrir as conversas.

“Tudo que nós queremos é ser ouvidos. O estudante vive a universidade em um âmbito muito diferente dos professores e da reitoria. Eles não pegam a fila de uma hora e meia do bandejão, eles não comem no bandejão cheio de larvas, não pegam o quarteirão de fila para pegar o ônibus circular. Eles não têm noção dessa realidade”, afirma o estudante do curso de Ciências Moleculares e membro do DCE, Felipe, que não quis informar o sobrenome.

Outro lado

Procurada, a reitoria da USP disse, em nota, que lamentava profundamente “a escalada de violência que levou à invasão do prédio principal da Reitoria por manifestantes, com danos ao patrimônio público”.

A reitoria afirmou ainda que adotou medidas cabíveis, “acionando as forças de segurança pública que, já presentes no local, atuam para evitar a ocupação de outros espaços e prevenir maiores danos patrimoniais”. 

Antes da ocupação da reitoria, no último dia 5, a reitoria divulgou texto que mencionava avanços nas negociações.

“O bem-estar da comunidade acadêmica é prioridade da gestão. Nesse sentido, a reitoria da Universidade de São Paulo realizou reuniões, a partir do dia 14 de abril, em diálogo com representantes dos estudantes, com duração total de cerca de 20 horas. Diversos avanços foram alcançados em benefício de estudantes de todos os campi”, afirmou. 

Encceja 2026: inscrição pode ser feita até dia 15 de maio


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As inscrições gratuitas para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) 2026 estão abertas até a próxima sexta-feira (15). Os estudantes pode se inscrever no Sistema Encceja..

No momento da inscrição, o candidato deve selecionar o estado e município onde deseja fazer a prova e escolher a instituição certificadora.

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O exame é uma oportunidade para jovens e adultos que não concluíram os estudos na idade apropriada e que buscam a certificação do ensino fundamental ou ensino médio.

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Acessibilidade e inclusão

Até 15 de maio, o tratamento por nome social pode ser solicitado exclusivamente por participantes travestis, transexuais e transgêneros, que querem ser reconhecidos socialmente conforme a identidade de gênero.

O prazo vale também para o participante que necessitar de atendimento especializado deverá marcar a opção no ato da inscrição. As solicitações podem ser feitas para os casos com cegueira, deficiência auditiva, deficiência física, Transtorno do Espectro Autista (TEA), gestantes, lactantes, idosos e com outras condições específicas previstas no edital do exame .

Quem pode fazer

A participação no exame nacional é voluntária, gratuita e destinada a qualquer um que tenha a idade mínima exigida na data de realização da prova: 15 anos completos para o ensino fundamental e 18 anos completos para o ensino médio.

A emancipação legal não altera a idade mínima para a inscrição do participante no Encceja Nacional 2026.

As provas

O Encceja avalia competências, habilidades e saberes adquiridos no processo escolar ou extraescolar.

As provas serão aplicadas pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) no dia 23 de agosto, em dois turnos, em todos os estados e no Distrito Federal.

O exame é composto por quatro provas objetivas e uma redação tanto para o ensino fundamental quanto para o ensino médio.

As avaliações são organizadas por áreas do conhecimento. No ensino fundamental, os participantes são avaliados em ciências naturais, matemática, língua portuguesa (incluindo redação), língua estrangeira moderna, artes, educação física, história e geografia.

Já no ensino médio, as áreas incluem linguagens e códigos acompanhadas de redação, matemática, ciências da natureza e ciências humanas.

Cada prova objetiva conta com 30 questões de múltipla escolha, totalizando 120 itens, além da produção de texto.

Encceja

Realizado pelo Inep desde 2002, o exame garante a certificação de níveis do ensino da educação básica e, com isso, possibilita a retomada da trajetória escolar.

O exame também estabelece uma referência nacional para a autoavaliação de jovens e adultos tendo assim uma relevância multidimensional para a educação brasileira.

O Encceja ainda serve de baliza para a implementação de procedimentos e políticas para a melhoria da qualidade da oferta da educação de jovens e adultos.